PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quarta-feira, 11 de março de 2009

VERDES ANOS, DOCE PRIMAVERA


VERDES ANOS, DOCE PRIMAVERA
(Genaura Tormin)

Encontrei entre guardados,
Uma fotografia antiga, amarelada,
Testemunha solitária que ainda me restou.
De saudades, extravasei-me em lira,
Fechei os olhos e viajei no tempo,
Senti-me criança no pensamento:
Pés descalços, subindo às árvores,
Colhendo flores...

Quantas brincadeiras, quantas gargalhadas,
No vozerio estridente da meninada.
Inocência da infância risonha e bela!
Fase tão bonita de minha vida!
Verdes anos, doce primavera!

O grupo escolar, a professora,
A capelinha da Serra,
A festa de São João,
A fogueira acesa na noite sem véu,
Sob a lua faceira,
Que se exibia no alto do meu céu.

Como era feliz e não sabia!
O mundo era todo meu.
Cabelos soltos, vestido de chita,
Na gostosura de saber-me bonita.

A vida era colorida, um jardim florido!
Regado pelo tamborilar da chuva fria,
O cantar do galo, da passarinhada,
Em lindos concertos para alegrar o dia.

O aroma da brisa nas tardes sombrias,
Em que o sol vazava as folhagens dos arvoredos,
Para rendilhar o chão batido,
Bordando imagens, nossos folguedos,
Reacendem-me queixumes doloridos,
Aprisionados no coração, em total degredo.

Foi-se aquele tempo...
Retratos desbotados no sacrário das lembranças.

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LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)