PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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terça-feira, 17 de novembro de 2020



A Melhor Parte de Mim



A Melhor Parte de Mim

(Genaura Tormin)


A melhor parte de mim, é o meu pensamento, meu sentimento o meu alento, não é o meu andar nem o meu bailar.

É o meu sentir, o meu agir me fez assim, simples e completa. 

Apaixonada pela vida, perdi o medo de viver, superei obstáculos, venci!!

Tracei caminhos, deixei rastros e hoje sinto que vou sentir falta da melhor parte mim.

sábado, 8 de abril de 2017

PENSANDO ALTO


PENSANDO ALTO
(Genaura Tormin)

Sabiam que em Évora, Portugal, tem a CAPELA DOS OSSOS (de humanos), construída pelos monges franciscanos, no século XVIII? 
Na entrada encontra-se, em letras garrafais, a inscrição:  "NÓS, OSSOS QUE AQUI ESTAMOS, PELOS VOSSOS ESPERAMOS!" 

Uma reflexão! 
Somos efêmeros passageiros! 
Bagagem às costas, esperando o momento, que sequer tem aviso prévio.
Uma fatalidade, uma desculpa, e lá  estamos nós diante do inesperado embarque. Sozinhos, sem lenço nem documento. 

Corpo? Para quê? 
Ele foi uma vestimenta que vestiu o espírito para que pudesse cumprir o seu desiderato por aqui.

O meu corpo será cremado!
Registrado em escritura pública já está, para que não hajam dúvidas.
Longe, bem longe, nem as labaredas quero ver.

Não sou esse amontoado de tecidos, ossos, músculos...
Apenas os meus atos, bons ou maus, seguir-me-ão nessa trajetória, feito uma carteira de trabalho, uma prestação de contas após uma missão.
Simples assim!


Beijos da Genaura Tormin!

domingo, 5 de março de 2017

DE ONDE VIEMOS



(Recebi este texto de uma amiga erudita, inteligente, espiritualizada que sempre borda a minha página com ensinamentos que me ajudam a crescer. Obrigada Marília! Você é um amor de pessoa! Um espírito evoluído.)

DE ONDE VIEMOS
Por que buscamos sempre a Paz? Por que estamos sempre em busca de algum lugar inexistente? Desejamos internamente uma vida melhor sempre! Desejamos um amor verdadeiro, desejamos um trabalho que nos dê realização pessoal e ganhos financeiros, desejamos uma família de verdade, e tudo isso é possível quando nos descobrimos como essência pura!
Se a energia divina e o princípio supremo estão em toda parte, porque eles não estariam também em minha própria alma, e ao meu lado, como mestres, protetores e conselheiros? A questão espiritual gira em torno do desafio central que é perceber conscientemente a presença da energia sagrada em cada momento da nossa vida.

Quando conectamos com o Deus interno, o Eu Superior sentiremos a tranqüilidade da alma, o Eu Verdadeiro, a nossa ESSÊNCIA nos mostrar o caminho de paz interna, de felicidade, de harmonia com todos! 

De Onde Viemos... 
Autor desconhecido

“Eu venho de lá, onde o bem é maior”.
De onde a maldade seca, não brota.
De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como benção.
Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades.
Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.
Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor.
Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças.
Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria.
Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe.
Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, fé e carinho.
Eu venho de lá e não estou sozinho, “sou catador de lindezas”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem.
Procuro bonitezas e bem querer, sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar.
Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar.
Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema e alecrim.
Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o ninho…
Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe. Te digo: tem sim, é fácil encontrar.
Silencie, respire, desarme-se, perceba, é pertinho.
Este lugar que pulsa amor é dentro da gente, é essência, está em cada um de nós. Basta a gente buscar.”
(Autor desconhecido)

sábado, 10 de dezembro de 2016

RELEMBRANDO



RELEMBRANDO...
(Genaura Tormin)

Na Delegacia de Crimes de Acidentes de Trânsito, as ocorrências se intensificavam.
Ainda estava de lua-de-mel com a 2ª edição do meu livrinho, e era comum o recebimento de cartas, visitas, telefonemas... Um telefonema marcou-me muito naquela época. Era o de uma senhora, também paraplégica.

— Ganhei de presente o livro Pássaro Sem Asas de sua autoria e já o li três vezes. Fiquei pasmada como você consegue relacionar-se sexualmente com o marido. Desde a fatalidade que me ocorrera não mais fizemos amor. Choro todos os dias. Tenho bolsões sob os olhos. Penso muito em suicidar-me. A vida não tem sentido. Tomo tranquilizante e tenho uma moça para cuidar de mim. Meu marido saiu de casa sob a alegação de trabalho. Só retorna nos fins de semana. Ele se irrita ao me ver chorar. Acho que vai me abandonar — dissera-me ela, sentida.

— Você deve ler o meu livro mais vezes e tentar imitar-me. A vida não é fácil! Você tem de achar uma maneira de comandar-se, tomar as rédeas de sua casa. Na minha, continuo sendo a dona. Não tenho moça para cuidar de mim. Sou eu quem cuida de todos. 

Tudo como antes, embora as pernas não marquem passadas no chão. Por que tranquilizantes, choro, pessimismo? Ninguém vai resolver o seu problema a não ser você mesma! Ninguém gosta de ficar perto de pessoas assim. “Quem se alegra, segue em grupo, quem chora, segue sozinho”. Aja enquanto é tempo! Arrume-se! Tome gosto pela vida. Assuma a sua casa! A mente não sofreu defasagem. Ponha um sorriso no rosto! 

Reconquiste seu marido! Caso contrário, breve vai perdê-lo!
Lógico que ela não esperava essa resposta. Foi como se eu botasse água na fervura. Mas precisava ser assim. Teria que haver um choque para uma tomada de consciência. Senti que ela ficou desapontada e, simplesmente, despediu-se.

Dias depois, um mês talvez, telefonou-me dizendo haver seguido as minhas orientações.
— Estou outra! Joguei a tristeza fora, dei uma ajeitada no visual, reconquistei o marido e já fizemos amor! Valeu a “dura” que você me deu! Fiz do seu livro uma cartilha!

Fiquei feliz com as palavras da colega. Juro que da nossa primeira conversa restou-me um sentimento de culpa por haver sido tão dura. Sei que ela queria um ombro para chorar, mas a situação estava tão acentuada que o tratamento de choque seria a única solução. 

Energia, também, significa amor.
Tempos depois, noutra ligação, ela estava tão bem que queria arranjar um emprego. Queria sair de casa, atuar, trabalhar, participar... Orientei-a como pude. Afinal, tratava-se de uma pessoa erudita, o que facilitava a realização do seu desejo.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

TODO CASAL DEVERIA LER







TODO CASAL DEVERIA LER
(Arthur da Tavola)

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no
ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.
 Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. 
Tem algum médico aí??

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. 
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como
qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
 Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. 
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. 

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. 
Tem que ter um bom psiquiatra.

Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. 
Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

E que amar, "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. 
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. 
O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.

O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
________________________________
(Excelente texto! Reflexivo, bonito e bem escrito! Grande Arthur da Tavola! Que façamos bom proveito. É por isso que eu o replico aqui. Beijos da Genaura Tormin)

sexta-feira, 21 de março de 2014

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS


CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS
(Matéria publicada na Revista ISTOÉ)
Eu achei excelente essa entrevista e resolvi republicá-la aqui. Espero que os meus leitores também gostem!

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.

E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.

Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.

A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.

Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”

Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.

Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:

” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.

Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.

Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.

Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.

O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.

A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.

Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.

A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).

Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.

O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.

Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.

Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.

O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.

Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:

“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.

Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .

A

sábado, 21 de dezembro de 2013

FELIZ ANO DE 2014!




FELIZ ANO DE 2014!
(Genaura Tormin)


Mais um ano se finda na história de nossas vidas! 
Muitos acertos, muitos encontros, desencontros, lágrimas e sorrisos. Muitas experiências, conquistas, sucessos, amores que vieram e se foram. Saudades guardadas no canto da alma. Muito aprendizado com as dificuldades que, compulsoriamente, tivemos que enfrentar! 


Quanto crescimento para o porvir! Se choramos, não importa! As lágrimas nos conduziram na busca de melhores caminhos. O sofrimento é sempre o mestre, o condutor, o gestor de novos e profícuos passos. Resta-nos sempre AGRADECER.

A vida é mesmo um emaranhado de emoções que nos deixam legados de dor e de alegria, tão indispensáveis a nossa evolução enquanto caminheiros desta estrada, além de melhorar a bagagem que aqui estamos a coletar.

É hora de reflexão! Que os acertos sejam intensificados nesse Ano que se avizinha! Que possamos servir mais, amar mais, compartilhando o aconchego, o afeto, a poesia, na construção de um mundo melhor.

Que o amor seja a palavra de ordem para amainar a dor, a fome, a violência, a droga que assola as mentes incautas dos nossos jovens! É para eles, que gerirão o amanhã de nosso País, que especialmente peço neste Natal.

Que o destino da nação siga altaneiro rumo ao bem, alicerçado pelo respeito e pela dignidade na busca pela paz. E como estamos precisando de PAZ! É preciso inovar sempre! Respeitar e respeitar-se. É preciso construir alguma torre de bondade e deixar que o amor fale por nós. O resto será consequência. 

Agradeço a amizade e o carinho de cada leitor que, no decorrer deste ano, aqui me brindou com a presença, valorizando a simplicidade dos meus textos, incentivando-me na criação de outros mais.

Agradeço, igualmente, pelos comentários deixados. São essas menções de carinho que me renovam a fé, a força e a vontade de viver. Vocês serão sempre o maior motivo que me leva a carpir versos, a galopar no eito da poesia, que me dá tanta alegria. 

Desejo que o ano de 2014 – ano da Copa do Mundo em terras brasilianas, seja de muito entendimento, de muita esperança, de muitas conquistas!

Oxalá, o nosso Brasil erga, novamente, a taça de campeão! Sagre-se o melhor do mundo! O que significará muitos avanços, muitos benefícios, muito progresso para a nossa gente. 

O mundo inteiro estará voltado para essa bandeira verde/amarela, pátria do mundo e coração evangelho! 

Que a poesia se faça presente para acalentar algum momento desbotado que a vida nos oferece. E, principalmente, que cada um de nós, use o seu coração, a sua voz, o seu espaço, o seu versejar, no exercício da função social, na incansável tentativa de melhorar o porvir.

FELIZ NATAL!!!!!
E que venha 2014 com muita luz!


Beijo grande da
Genaura Tormin

segunda-feira, 4 de junho de 2012

EXPERIÊNCIA QUASE MORTE – EQM



EXPERIÊNCIA QUASE MORTE – EQM
(Genaura Tormin)

De repente, a existência atirou-o num leito de hospital sem motivo convincente aos olhos do leigo e principalmente dos familiares.

Tudo mudou! A vida quis dar uma rasteira no atleta. Intervenções cirúrgicas, antibióticos, apreensões, visitas de parentes e a preocupação zelosa e amorosa da família. Notícias eram sempre repassadas, procurando o jeito de amenizar o quadro e consolar a prole. Tudo por causa de um câncer, que chegara sem aviso prévio, com sintomas simples e inocentes.

O nosso rapaz estava ali, cordato, resignado e obediente. Tudo dentro dos conformes e das expectativas médicas, até que outro reparo cirúrgico fez-se necessário. Um 
acidente de percurso. Uma pedra no meio do caminho

As complicações vieram à baila, encarcerando-o num leito de UTI, durante  um mês, com incidência de ascite, pneumonia, septicemia (infecção generalizada), coma, escaras, transfusão de sangue, hemodiálise, intubação e um capacete que lhe penetrava o couro cabeludo, como se fosse uma coroa de Cristo. Isso para reter o oxigênio que lhe penetrava às vias respiratórias. Sem ele, os sinais vitais lhe faltariam.

Em estado gravíssimo, os prognósticos caminhavam para o pior ou mesmo para a cidade de “pés juntos”. Em desespero, mas guardando o controle e o otimismo, a família se revezava, em plantões permanentes, por vezes à porta do hospital, à cata de informações, procurando servir de alguma forma.

Embora num corpo estático, emagrecido, perfurado por muitos tubos e conectado a equipamentos que o mantinham vivo, fisicamente ele estava ali, um espectro humano. Esquálido e fragilizado. A fisionomia gritava por socorro e os que o viam, saíam com os olhos marejados e o coração apertado.

Talvez o melhor remédio, naquele momento, fosse o forte amor da família unida e coesa num só pensamento. Força e positivismo eram as palavras de ordem. Uma dura experiência! Afinal, não se costuma pensar que o indesejado possa nos acontecer.

E, depois, o homem era um atleta, comedido nos hábitos higiênicos e alimentares. Uma pessoa, realmente, bem esculpida nos bons costumes. Um profissional da área de saúde. Ninguém esperava por isso. Um câncer de intestino? Nunca!

Acontece que o moço recuperou-se! Uma bênção, um milagre, uma festa! E eis que voltou ao lar. Embora com algumas pequenas sequelas, podemos dizer que está ótimo. Otimismo é a sua bandeira.

Num desses amistosos diálogos sobre a sua estada fora do mundo, perguntei-lhe:

_  Na UTI, sozinho, no silêncio das madrugadas, você pensava em quê?

_  Eu não ficava lá, respondera-me ele convicto. Nunca fiquei lá! Eu viajava, passeava pelo mundo... Ia  aonde queria, sem quaisquer entraves.

Aquilo me despertara uma inusitada curiosidade e eu quis saber mais.

_ Meu corpo estava lá, mas eu excursionava, dirigindo a minha própria cama, que continha um volante dirigível e até tanque de gasolina.

O trânsito me era fácil, não obstante os muitos veículos que trafegavam céleres pelas vias. Sem problemas, eu atravessava ruas, avenidas e praças bem arborizadas e floridas, que me davam a sensação de paz! Tudo parecia mais bonito. Era uma liberdade indescritível! A distância era irrelevante para o meu veículo. 


Fazia-me presente em muitos lugares e eventos. Em palestras, eleições, associações de classes, igrejas, cujo tilintar dos sinos chegavam aos meus ouvidos. Ia ao meu lar, encontrava pessoas, familiares e muitos desconhecidos. Acompanhava minha mulher e até a vi discursar! Tudo normal, sem angústias nem constrangimentos.

E o engraçado é que, por vezes, era atendido em um consultório, que se fazia presente no local em que eu me encontrasse. E ainda pelo médico intensivista da UTI. Que respeito! _ Pensava eu agradecido.

Parecia-me tão real aquela situação, que numa determinada ocasião, vi que a gasolina do meu dirigível estava acabando, o que me preocupou muito. Embora, na realidade, fosse madrugada, nesse transe fiz o enfermeiro que me assistia fazer um telefonema ao meu filho, em que relatei a falta da gasolina. Uma conversa vaga, desconexa, que posteriormente me foi relatada pelo profissional e pelo filho.

Numa dessas andanças, eu seguia com a responsabilidade de atender a uma intimação. Coisa séria! Demandei, convicto de minha obrigação. Atravessei as avenidas arborizadas sob uma manhã clara e amena. Enfrentei um trajeto difícil, até chegar ao lugar determinado, numa região alta, de rampas íngremes.

Ali, existia uma empresa para exploração do lenocínio, cujo chefe, austero e bem vestido, acusava-me pelo descaminho daquelas mulheres, que se aglutinavam num grande salão. Mulheres bonitas e bem vestidas. Muitas eram casadas e a preocupação era a de serem flagradas pelos maridos. Embora não me lembrasse de culpa tão grande, algo dentro de mim acusava-me de haver sido o responsável pela infelicidade de todas elas.

Por isso, foi-me informado de que eu teria que me apresentar a uma autoridade, por quem deveria ali esperar. Tudo, sem palavras de terceiros. Apenas a acusação da voz de minha consciência, nítida e forte, sem nenhuma nuança de dúvidas. Eu podia ver sem o uso dos olhos físicos. Estando lá, eu via perfeitamente o cotidiano da UTI e também os médicos.

E ali, eu fiquei aguardando. Não sei por quanto tempo, tentando lembrar-me daquelas mulheres e do mal que as havia causado, embora eu já me sentisse um réu confesso, esperando pela sentença.

O tempo me era algoz naquele momento, até que fui introduzido num gabinete, bem aparelhado, amplo e limpo, chegando mesmo a ser luxuoso. Sentia-me apreensivo e tomado por um arrependimento angustiante que me mantinha calado. Sentado ali, estava um senhor e eu sabia que era ele a autoridade coatora que iria selar o meu destino.

Postado à sua frente, permaneci por longo tempo, que nem sei precisar. Enquanto isso ele me fitava atento, sem nada dizer. Muito depois, sem me dirigir reprimendas, dissera-me em tom grave: PODE IR!

_  E o que aconteceu depois – perguntei.

_  Sentindo-me sozinho naquele lugar, onde não mais havia pessoas, somente a voz inaudível do silêncio, eu retornei aos meus aposentos. Postei-me em meu lugar entre os pacientes, religando-se a mim toda aquela parafernália que me mantinha vivo, embora algumas tivessem seguido comigo durante as viagens. 


Depois disso não me lembro de outros passeios pelo mundo, principalmente pela minha cidade.

Os dias se passavam seguidos da rotina da UTI. Embora por poucos minutos, recebia diariamente a visita dos meus familiares, o que me dava muita força para seguir em frente.

Percebi que muitos pacientes permaneciam sozinhos, sem o aconchego da família nos horários de visitas. Atento a tudo, assistia, todos os dias, alguém retornar ao lar ou a outra dimensão da vida.

Minha força mental positiva revigorava os meus órgãos fragilizados. E assim, fui melhorando, até ser transferido para um apartamento, com os mesmos cuidados da UTI. Finalmente, em casa! _ concluiu ele.

Sei que estive muito mal, prestes a deixar o globo terrestre. A equipe que me assistia chegou a dizer que a minha recuperação significou uma inusitada vitória médica, pelo que se regozijava.
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O atleta retornou a casa com 40k. Já recuperou o seu peso normal, voltou às caminhadas matinais, à malhação, ao convívio da família e dos amigos. Vida normal. Amém!

De tudo, uma certeza: NÃO PARTIMOS ANTES DA HORA!
E, ainda: NÃO ESTAMOS AQUI POR ACASO!


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domingo, 3 de junho de 2012

UNIVERSO EM VOCÊ




UNIVERSO EM VOCÊ
(Desconheço o autor)

Cuide de seus pensamentos,
Como quem cuida de um recém nascido.
Embale seus sonhos para presente,
Mas amarre as afrontas, as decepções.
Esqueça o mal que te fizeram.
Segue em frente, firme e  confiante!

Se um amor se foi, outros virão!
Se um emprego se perdeu,
Você pode até virar patrão!
Se uma porta se fechou,
Dezenas abrir-se-ão!

Mas, 
O fundamental, o mais importante,
Aquilo que realmente importa,
Deve ser tratado com carinho, 
Com respeito, como jóia rara,
 Que guardamos em caixa de veludo,
Assim como o jogador famoso
 Que segura as pernas,
Ou o pianista que cuida das mãos
 Com tanto zelo.

Assim, cuide dos seus PENSAMENTOS!
Vigie-os, segure-os, 
Não os deixem viajar sem rédeas!
Onde eles forem,
Levarão parte de você!

Onde eles se fixarem 
Transformar-se-ão em atitudes.
E atitudes mal pensadas geram arrependimento.
E arrependimento, é sempre sinônimo de DOR.

Cuide de você!
Zele pelos seus pensamentos!
O mais importante ainda é o ser maravilhoso,
Essa fonte inesgotável de recursos divinos,
Que é VOCÊ!

"Fundamental mesmo 
É aquilo que você pensa de si mesmo.
Por isso, não se limite, 
Nem se compare a ninguém,
Pois tudo aquilo que sonhar, 
Pode ser ainda muito melhor,
Porque em você,
 O UNIVERSO se expande em possibilidades."


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)