PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 10 de maio de 2020

E-book - MAROLA, VELEIRO e VENTO.

Eis MAROLA, VELEIRO E VENTO!

Um livrinho virtual, uma casinha para os poemas meus.
Um brinde ao leitor que enfeita minha vida, acalenta o meu coração,
deixando- me tão feliz! E agora, mãos à obra! Vamos velejar, sentir
o vento e ver as marolas do meu mar! E se o vento te tocar, pode
comentar. Eu vou gostar. Afinal é para vocês que canto!

Beijos da Genaura Tormin

Obs.: Pause a música do blog quando for visualizar o livro.



Para visualizar, clique na IMAGEM.

Para baixar,CLIQUE na seta abaixo:



Obs.: Quando terminar de baixar, abra a pasta de download e arraste o arquivo compactado para a área de trabalho do seu pc. Clique nele com o botão auxiliar do mouse e em "Abrir Aqui". Pronto. Já está instalado. Agora é só dar um duplo clique e ver o e-book.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

FAMÍLIA - MISSÃO NOSSA



FAMÍLIA - MISSÃO NOSSA
(Genaura Tormin)

A família  é sublime carreira, pois, o investimento maior é dedicado aos filhos, missão nossa, cabendo-nos a responsabilidade de endereçá-los à trilha do bem. E isso se faz com presença, diálogo, carinho, orientação e exemplo.
Realmente, a família é uma responsabilidade de amor! É a célula-mãe capaz de reproduzir um outro ser humano. Bem direcionada é a responsável por uma sociedade sadia e feliz.

Por isso o casal pode se separar, os pais, nunca! É preciso saber fazer a diferença. É preciso preocupar-se com o desenvolvimento seguro dos filhos, pois serão eles os homens do amanhã. Dizem que quando vivemos na unidade, nossa morada torna-se um paraíso.

Basta pensar no grande número de crianças abandonadas, com pais vivos e ricos, que têm por amigos o computador, o aparelho de televisão, redes sociais, iPad, videogame, celular, internet, com seus benefícios e malefícios, sempre ditados pela solidão e revoltas da idade. 

São os filhos dos pais “sem tempo” que, irremediavelmente, atribuem importância maior aos cifrões dos seus negócios, respondendo sempre: “Não posso agora, estou atrasado, é hora do jornal, do noticiário, da bolsa de valores etc.” Tentam materializar o carinho e compensar a ausência com exageradas permissividades e presentes caros. Ao exacerbar em oferecimentos materiais, os pais estão barateando a capacidade de luta dos filhos, diminuindo a busca e o desejo de conquista, o que os torna frágeis.

Como estão errados esses pais! São estranhos aos filhos. Não brincam juntos, não contam histórias de si memos, de suas vidas, de suas aventuras, de seus brinquedos de crianças, de suas dificuldades, de seus relacionamentos familiar, numa biografia cheia de encantos e saudades.
É bom lembrar que ‘o estar junto’, fazer juntos tarefas caseiras, incluindo na cozinha, torna-se um lazer gostoso que será lembrado e imitado, passando aos pósteros, formando a bagagem de amor a que somos fadados. Ah, como isso é importante!

Quase sempre, esses menores, com todos os desejos materiais satisfeitos e as emoções diminuídas, e estando ainda verdes para o auto-equilíbrio, o discernimento responsável, começam a perder a estima de si mesmos, tornando-se inseguros, tristes, rebeldes, enveredando facilmente pelo mundo das drogas à procura de carinho, de emoções maiores, iniciando o caos, que deixa marcas profundas, cicatrizes eternas. 

O que adianta vencer profissionalmente, mas perder a família a qual é mais do que parte de nós? É missão e razão de toda a nossa luta na vida. É preciso conciliar família, trabalho, respeito e autoridade. “A melhor escola ainda é o lar, onde a criança deve receber as bases do sentimento e do caráter.” Acrescento que o maior e melhor remédio para tudo chama-se AMOR!


É questão de inteligência e muito mais de reconhecimento da responsabilidade/amor que temos para com as nossas crias. É preciso que se determinem limites e metas para a organização familiar, pois a energia também é amor. 

A família é uma empresa que, para ter sucesso, render frutos, é preciso que seja bem administrada desde o início. “Errados princípios, dificultosos fins”. O tempo não espera. Um belo dia você descobre que fez tudo errado. E o mais lastimável é que não há conserto. Não há dinheiro que consiga recuperar o que foi perdido.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

PARABÉNS, ALFREDO, PELO ANIVERSÁRIO



PARABÉNS, ALFREDO, PELO ANIVERSÁRIO!
(Genaura Tormin)

Alfredo querido,

Hoje você faria 77 anos, dos quais 49 ao meu lado e dessa linda família que tivemos a honra de construir.
Logo, pela manhã, eu o cumprimentei como costumeiramente fazia. Abracei-o forte e contei-lhe as novidades, hoje tão poucas, tão sem graça...
É o seu aniversário!

Perdoa-me pela fragilidade. Pelas lágrimas que não consigo conter.
Tenho tentado seguir.
Ao contrário do que sempre me julguei, sinto-me tão despreparada! Não cursei essa matéria.

Esse vocábulo não existia no meu dicionário. Há muito eu o havia expulsado de lá.
O registro fotográfico acima foi em janeiro deste ano, durante um passeio às Cataratas do Iguaçu. 

Uma despedida? Quem sabe? Um presente!
Pouco tempo depois, em abril, vítima de um Câncer linfático, logo pela manhã, você partiu para a outra dimensão da vida, sem se despedir, sem um adeus, sem nenhuma recomendação...

Maldita doença!
Ficamos órfãos!
E como isso dói!

A casa está vazia, solitária, fria e triste.
Das paredes emerge abandono e os ecos se formam pelos cantos.
Juro que eu não sabia que a dor viria tão cortante, tão malvada!
Nunca pensei nisso! Talvez pensasse que você seria eterno.

Sei que a existência é finita, mas acreditava que eu partiria primeiro.
Falta o companheiro, a mão amiga, o olhar carinhoso, o cuidado zeloso que me alcançava em qualquer lugar, a direção que nos guiava, a certeza da presença, o afeto compartilhado.

Meu Deus, falta tudo!
Mas, especialmente hoje, o meu desejo é o de que você esteja bem, feliz e contente, e que haja festa por aí, pois sei que não morremos, apenas mudamos de roupagem e de endereço.

Somos espíritos imortais.
Aqui, estamos numa experiência humana.
Ao fim, voltaremos para a Casa do Pai, como você acaba de fazer.

Isso me consola.
Dá-me a certeza do reencontro.

Parabéns, meu amor!

Beijos da sua mulher,
Genaura Tormin

domingo, 10 de setembro de 2017

AUTO-HEMOTERAPIA



AUTO-HEMOTERAPIA
(Genaura Tormin)

Eis-me aqui para um dedinho de prosa.
Muitas coisas aconteceram.
Costumo dizer que a vida não é estática.
Corre feito um rio que vai se moldando entre as pedras do seu curso.

Pois é, aposentaram-me pela Compulsória, quando 
completei 70 anos de idade, embora eu me sinta jovem.
Meu coração ainda se encanta no eito da poesia.

Agora, em casa.
Na bagagem trouxe muitas saudades, afinal foram 51 anos de serviços 
prestados ao meu País!
           Continuo fazendo a Auto Hemoterapia regularmente. 
Significa prece para mim.

              As taxas estão ótimas, mas a caminhada, agora sem trabalho 
rotineiro, faz-me  querer avançar sempre mais, esquecendo-me de que estou entre 
os companheiros da 3a idade.

       Rebelde que sou, muitas quedas se registraram nesse tempo, 
legando-me cirurgias e complicações. Contudo, eu sempre saio vencedora!
            
Tenho que vestir a camisa do time e me aquietar.
         Os desgastes dessa idade são cruéis, mas eu vou levando feliz 
e ainda muito entusiasmada com tudo.

            O corpo físico perece, mas o espírito cresce e alçará seu 
voo no tempo certo.
        Continuarei sempre registrando 
o meu agradecimento à AUTO-HEMOTERAPIA.


Não posso deixar de dizer que sofri a maior perda de toda a minha vida! 

O meu marido, 
companheiro inseparável e solidário de todos os meus avanços 
e conquistas, partiu para a outra dimensão da vida!

Nós dois soubemos fazer da existência uma pista de dança, 
num bailado perfeito de passos executados com a mente bem direcionada, 
cujo mestre era ele, que sempre me dava a mão para a próxima dança.

 E nesse cuidado, partiu primeiro para me apascentar o caminho, 
receber-me na chegada!
Agora sigo só. 
Como isso dói! 


Como isso fere meus sentimentos abrasados pela saudade! 
Nada a fazer. 
Apenas seguir! 


Resta-me a família: filhos, noras e netos e o compromisso 

e não depor as armas.
Com elas, continuarei no front até o último dia, 
na certeza do reencontro.



LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)