PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 10 de maio de 2020

E-book - MAROLA, VELEIRO e VENTO.

Eis MAROLA, VELEIRO E VENTO!

Um livrinho virtual, uma casinha para os poemas meus.
Um brinde ao leitor que enfeita minha vida, acalenta o meu coração,
deixando- me tão feliz! E agora, mãos à obra! Vamos velejar, sentir
o vento e ver as marolas do meu mar! E se o vento te tocar, pode
comentar. Eu vou gostar. Afinal é para vocês que canto!

Beijos da Genaura Tormin

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O TEO E O FRED




O TEO E O FRED
(Genaura Tormin)

O Teo é um poema de pano que acabei de fazer!
Bonito, solidário e querido! 
Logo gostou do cenário e dos colegas. 
O Fred o recebeu com carinho e até se abraçaram.

Uma gracinha!
Isso me incentiva na cria de outros mais.
Uma diversão, um incentivo e, por que não dizer, 
um afeto dividido com os meus leitores 
que parecem gostar do que faço.

Para mim são sempre individualidades.
Sou eu a mais cativada com esse ofício 
que me apareceu tão de repente!
Estou fazendo uma família e 
me aperfeiçoando no feitio que me faz tão bem

Hasta luego!

domingo, 9 de setembro de 2018

O PEQUENO PRÍNCIPE


O PEQUENO PRÍNCIPE
(Genaura Tomin)


Acabei de fazer!
Amei! Com quem se parece?
- Sou o Pequeno Príncipe!
Até a flor eu trago no bolso, 
do lado do coração!

Realmente,
“Tu te tornas eternamente responsável 
por tudo aquilo que cativas!”

“O essencial é invisível aos olhos.
É preciso buscar com o coração”. 
Não conhece?

Então leia O PEQUENO PRÍNCIPE 
e se apaixone pela flor, como eu!

Esse livrinho é um clássico, 
de Antoine de Saint-Exupéry.
É uma das obras mais amadas 
por adultos e crianças de todo o mundo.

Todos deveriam lê-lo.
Parece um livrinho infantil, 
mas os ensinamentos são muitos.

Hasta luego!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

CARTEIRO SOLIDÁRIO

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CARTEIRO SOLIDÁRIO
(Genaura Tormin)

Diversifiquei os poemas!

Hoje os faço também de pano. 

Estou adorando essa nova cria. Ficam tão lindos!

Devaneio-me em situações mil, gosto do que faço e crio historietas, 
sempre de caráter construtivo.

E assim, vou formando uma família, uma leva de pessoinhas boas, risonhas e afetivas. Meus netos adoram!

A cada observação, eu vou, conotativamente, criando uma situação e deixando jorrar um cadinho de afeto, de relações logoterápicas.
Um pouquinho de amor.

_ Mamãe, esse rapazinho está parecendo um carteiro.
Pronto, penso eu!
E aí faço-lhe uma sacola e eis o ZÉ CARTEIRO.

_ Por que você quer ser carteiro Zé? E ele me responde com galhardia.
_ Gosto da vida, gosto de trabalhar!
É a dignidade do homem!

Gosto das pessoas e penso que entregando-lhes cartas estou exercitando a afetividade!

Dessa forma estarei sendo o veículo capaz de fazê-las felizes.
Quantos gritos de alegria ouço ao entregar-lhe as cartas!
Isso me alegra.

Quantas notícias boas eu devo entregar-lhes todos os dias!!
Fico satisfeito e o sorriso maior termina sendo o meu.
Volto para casa feliz!

No caminho, pela cidade, às vezes alguém me chama:
_ Ô carteiro, ajude-me a atravessar a rua!
_ Com prazer, respondo eu. É uma oportunidade de servir!
E, eu gosto de ser chamado de ZÉ CARTEIRO.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

MAIS UMA MENININHA DE CADEIRA DE RODAS



MAIS UMA MENININHA DE CADEIRA DE RODAS!
É A MARI
(Genaura Tormin)


Gostaria que essa situação não existisse.
Mas é real, existe!

São as adversidades, as diferenças!

Felizmente, com o avanço da tecnologia, os acessórios que nos alargam a acessibilidade, facilitando-nos a inclusão têm melhorado muito.
A sensibilidade é maior e temos sido vistos com respeito e carinho pelos mais variados seguimentos sociais.


A inclusão é uma verdade que se aperfeiçoa sempre.
Essa é mais uma cria, cujo prazer estampa-me as faces em contagiantes sorrisos. São poemas de pano especiais, eivados de poesia e sentimentos de gratidão à vida que me permite fazê-los tão bem.


Tudo em que botamos o coração, o amor e o contentamento fica bonito e no final vale a pena, como disse Fernando Pessoa.

Eu também uso uma cadeira de rodas e ostento com prazer essa bandeira, pois não há diferenças que separem almas nem que diminua a capacidade de amar.


Essa garota chama-se Mari!
É tão linda, sorriso farto, estudiosa, gosta de poesia e já as escreve!
Tem um coração de ouro, essa menininha!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

ISA




"ISA”

(Genaura Tormin)



Mais uma cria concluída!

Essa é a Isa!

Amo fazer essas mocinhas!

Dão-me tanto prazer! 


Levam-me a tantos lugares, a muitos momentos lindos de minha vida!

Volto à infância risonha e doce!

Volto à liberdade do campo, do milharal que ouriçavam as maritacas numa sinfonia de paz! 


Volto ao gorgolejar do riacho, enfeitado por aromas mil que até hoje fazem-se presente em minhas lembranças. 

Foram as minhas origens no seio da natureza verde e florida! Sacrário de minha infância!


Depois o Colégio de Freiras aonde passei 9 anos desse meu tempo descobridor, tão encantado com tudo.

Como aprendi a viver!


Quantos ensinamentos, quantas brincadeiras, colegas... as freiras.

Eram muitas as nossas mães! 

Freiras abnegadas que nos emprestaram amor de mãe, sem nunca haverem experimentado a maternidade real.


E hoje, eis-me aqui a passear pelo meu passado e fazer bonecas.

A vida têm-me sido pródiga. Meu fardo tem sido leve e o meu jugo não oprime. Carrego-o com galhardia, deixando jorrar pelos caminhos o meu canto.

Não me canso de ser feliz! 


O resto são ensinamentos de que tanto preciso para moldar meu coração galopante pelas estradas dessa vida.

Assim, agradeço por ter nascido fêmea, poeta e entusiasmada pelos amores, pela vida, pela arte de fazer versos, incluindo agora os poemas de pano que me transformam em sorrisos.


Agradeço à prole que, por mim viera ao mundo, devolvendo-me agora netos lindos e carinhosos para quem eu aprendi a “bonecar”.

Hasta luego!


sexta-feira, 13 de julho de 2018

UM FEEDBACK




UM FEEDBACK
(Genaura Tormin)

Depois da reunião, 
Beto e Suzi conversam sobre o que ali foi tratado, 
assegurando o êxito dos projetos e conquistas. 

Realmente, não estamos à deriva, conclui Beto. 
O trabalho é dignidade do homem.
 
Suzi respalda: 
“Não se deve dar ao homem o que ele pode ganhar 
com o fruto do seu trabalho, 
sob pena de roubar-lhe a dignidade”! 

Estamos no front, finaliza Beto!

DISCUTINDO METAS



DISCUTINDO METAS
(Genaura Tormin)

Reunidos para um lazer?
Que nada! Conversa séria! Projetos! 
Que povinho animado!
Conversa é o que não falta. 
Pensam em tudo e pleiteiam melhoras para a categoria. 
Os ensinamentos são muitos. 

Costumam dizer: para nós, nada sem nós. 
Isto é, quem sabe é quem experimenta. 
Certíssimo! 

Estudam, trabalham e participam do exercício da vida, 
pois ter uma deficiência física não significa estar obstaculizado de perseguir sonhos, 
conquistar divisas e ocupar um lugar ao sol no contexto social, 
dentro da qualificação e competência que lhe sejam peculiares.
Exercer a cidadania é um direito de todos.

FAUNA DE SONHOS


                  Embora a agressão das dificuldades, da saudades tão grande do meu marido que foi morar na outra dimensão da vida, da solidão que me dilacera o peito, eu tenho que seguir, erguer meu brado altaneiro para acalentar o meu avesso tão sofrido.
                 Vasculho cantos, volto ao passado e canto.


FAUNA DOS SONHOS
(Genaura Tormin)

O tempo levou-me os sonhos,
Tantas esperanças,
Retratados em desejos mil,
Na fértil imaginação de criança.
Como era feliz e não sabia!
Sem máscaras, sem disfarces...
Apenas eu mesma: sorriso escancarado,
Correndo ao vento,
Aos píncaros dos folguedos do meu tempo.

No céu talhado de nuvens,
Bordava as fantasias 
Com os flocos dançarinos de algodão.
E as mágicas aconteciam,
Em carruagens, reis e rainhas,
Príncipes e lagos encantados.

Foram-se os anos, 
Tão rápidos, tão velozes,
Até que me descobri adulta.
Vi, com tristeza, que o sol radiante 
Havia mutilado as nuvens,
Os flocos de espuma, a fauna de sonhos,
Esconderijo dos meus desejos.

Em troca, restaram-me meras coisas,
Sem formas, vazias,
Dispersas em fumaça, em dores,
Que poluíram o azul de minha vida.
O horizonte, nem sei se existe mais.
Quisera ter impedido o sopro do vento.
Quisera ter retido as nuvens do meu tempo.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

EIS A NAMORADA DO DIDIGO


EIS A NAMORADA DO DIDIGO
(Genaura Tormin)

Didigo achou-se muito bonito e queria uma namorada.
Botei as mãos à obra e  criei a Belinha, uma garotinha linda! 

Ele se encantou e logo empunhou o dedinho e perguntou:
_ Rola um namorinho contigo, Princesa?

Mais do que depressa 
ela botou o chapeuzinho no chão
 e deitou a cabecinha no ombro dele.

Mas também, 
ambos são lindos e ninguém 
vive sem amor.
Vejam:



Ensimesmado! 
Dono da situação. Esbanjam satisfação!
O amor é lindo!

Hasta luego

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)