PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

MENSAGEM PÓSTUMA À DESEMBARGADORA IALBA-LUZA


HOMENAGEM PÓSTUMA A DESEMBARGORA IALBA-LUZA GUIMARÃES DE MELLO
do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás
(Genaura Tormin)


Ela se foi em paz! Era chegada a sua hora! Como num passo de mágica, alçou seu vôo ao Cosmos, no mês das flores! Sequer se despediu! Não houve tempo! Talvez tenha ido exercer outras missões urgentes, defender o ser humano junto ao Criador de Vidas.

Ela, aqui, foi uma guerreira, um exemplo de bravura, de ousadia e coragem! Não foi uma magistrada por herança vitalícia! Sua trajetória foi um manancial de sacrifícios, lutas, obstinações para a conquista do cargo e o seu profícuo exercício.

Foi uma precursora da Era de Aquário, principalmente no soerguimento social, no respeito à inclusão. Como presidente, dirigiu com maestria os destinos da Justiça do Trabalho deste Estado.

Uma mulher das leis, comprometida, envolvida em conceitos e questionamentos na busca incessante do Amor Maior, do conhecimento de si mesma, do aperfeiçoamento da alma. Suas palavras eram holísticas. Quem diria que partiria tão cedo?

Ela tinha necessidade de melhorar o porvir. Seus julgamentos transcendiam justeza, estampavam o seu caráter, a sua alma translúcida e bela.

Era enorme a sua vontade de servir. Como mestra, os seus ensinamentos concitavam-nos a uma reestruturação de nós mesmos no vasto campo do existir.

Na mente bailava-lhe a vida, a vontade de superar o tempo, driblar os anos.

Era uma pessoa linda, inteligente, otimista, boa mãe, boa amiga, boa mestra, causídica ferrenha em defesa da justiça. Usava palavras certas, deixava o seu recado em tela matizada de letras, que só ela sabia tão bem escolher a policromia.

Ela partiu, mas os exemplos ficarão como legados na história do Estado que teve o privilégio de possuir tão digna cidadã, tão digna magistrada.

A Dra. Ialba-Luza era uma mestra! Sua sabedoria extrapolava os limites do convencional. Certo dia, dissera-me baixinho: “Experiência maravilhosa é tentar caminhar. Se não der conta, rasteje, mas caminhe!”.

Que criatura especial! O carinho, a simplicidade, a espontaneidade, a capacidade de doar-se e a alma sempre jovial, quebravam a aspereza do cotidiano, embelezavam os momentos, devolviam-nos sempre a paz, a vontade de viver. Ela era o símbolo de vida.

Em um de seus aniversários enviei-lhe o poema:


MEUS VERSOS, MINHA CANÇÃO

Trago o meu abraço,
Meus versos, minha canção,
Para a juíza Ialba-Luza,
Pessoa muito querida,
Que carrega o mundo nas mãos,
Na ponta da sua caneta,
Nos veios do coração.

Uma profissional arrojada,
Mulher forte,
Ombros de aço,
Caráter determinado,
Caminho e caminheira
Deste mundo inacabado.

No rosto, a simpatia,
A loirice das crianças.
Na mente, a sabedoria,
A garra, a crença, a coragem,
Que a tornam uma vencedora,
Um exemplo, uma guru,
Ressaltando a fidalguia,
Dessa juíza querida
Que hoje aniversaria.


Sua passagem pela vida e a relevância dos seus feitos serão marcas inesquecíveis, que concitarão outras mulheres a batalhar pelos seus espaços, vencendo preconceitos, tabus e discriminações, não se subjugando às subserviências, mas fazendo-se respeitar pela competência, pelo preparo técnico-científico e pela coragem que deve encabeçar todos os desejos de conquista.

Haverá sempre uma cadeira vazia, um plenário incompleto, uma lacuna entre os magistrados de Goiás e do Brasil! Uma lacuna entre nós. Uma cicatriz eterna.

Ela fez a diferença! Construiu muralhas de afeto, erigiu castelos de amizade com o sorriso, o jeito de ser, a presteza sempre perene, que ficarão guardados para sempre no coração e na saudade dos que, aqui, tiveram o privilégio de conhecê-la.

Cumpriu-se a vontade do Senhor!

O corpo físico é somente uma vestimenta do espírito quando em missão por este planeta. Isso quer dizer que não morremos, apenas trocamos de vestimenta, na hora certa, no momento exato.

O Criador nos fez à sua imagem e semelhança. Não seria justo que fôssemos apenas matéria finalizada numa tumba fria. O Senhor sabe o que faz!

A Desembargadora IALBA-LUZA GUIMARÃES DE MELLO foi um presente de Deus para a vida, uma trabalhadora do bem, uma profissional aguerrida!

A ela, o nosso preito de gratidão e saudade.

A ternura do olhar, a doçura do coração, dispostos sempre a ajudar, estarão a colorir o Cosmos, a endereçar a terra os seus reflulhos de amor.

Goiânia, setembro de 2008

Genaura Tormin - Analista judiciário do TRT-GO
É escritora - autora dos livros: Pássaro sem Asas,
Apenas uma Flor, Nesgas de Saudade e Borboleteando.
Email: genaura@hotmail.com
http://genaura.blogspot.com

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LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)