PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

GENAURA FALA SOBRE ENCONTRO LITERÁRIO EM RIO VERDE-GO


GENAURA FALA SOBRE ENCONTRO LITERÁRIO EM RIO VERDE-GO

Aconteceu na cidade de Rio Verde nos dias 6 e 7 de novembro último o I Encontro Cultural Rio Verde/Goiânia. Uma reunião de escritores conhecidos da cultura goiana de ambas as cidades. Um intercâmbio erudito e proveitoso.

O convite fora-me feito com tanto carinho que a alegria de cumpri-lo grassava meu espírito aventureiro. O seu idealizador, o escritor Filadelfo Borges, era credor de minha admiração por causa de seus constantes e edificantes escritos no Jornal "O Popular " de Goiânia, minha cidade .

A Fundação Municipal de Cultura e o Jornal "Vale do Verdão" encarregaram-se do êxito do Encontro. Tudo planejado com perspicácia e denodo, evidenciando-se a alma linda, translúcida e bandoleira de Francisco Bentinho.

A caminho, podíamos avaliar o progresso da região, notadamente pela agricultura, em extensas glebas de plantios, que ladeavam a rodovia.

De repente, à nossa frente, uma linda cidade! Uma mistura de modernismo e tradição, estampando a fartura e o cuidado de um governo responsável. Numa arquitetura arrojada, os espigões erguidos em pontos estratégicos, além do mobiliário da cidade, denotavam exigência e bom gosto do povo rio-verdense. Também o hotel que nos hospedou - Rio Verde Pálace - nada deixou a desejar. Excelentes acomodações, bom trato, beleza e um corpo de servidores refinado, destacando-se sua gerente Ilza, aliás, Dra. Ilza, moça culta, competente, mestra na Universidade que, com seus olhos azuis como safiras e o sorriso peculiar, conquistou a nossa simpatia.

Acompanhada do marido Alfredo, companheiro inseparável de todos os passeios, e do filho Flávio, eis-me no local do evento: O "Palácio da Intendência" – um casarão antigo, devidamente restaurado, que guarda toda a história política de 150 anos de tradição dessa cidade goiana.

Era o povo em festa! As autoridades constituídas, escritores, e a fina flor da cidade ali se encontravam, com destaque para a prefeita Nelcy Spadoni que, pela postura, elegância, harmonia de voz e trato, deixou jorrar a simpatia que a todos impregnou.

Ela, a mulher que se preocupa com o lado poético, com a sensibilidade do homem, enquanto caminheiro dessa estrada. Ela sabe que escrever é um ato de amor. É driblar barreiras, alar o mundo feito borboletas. Escrever é desnudar-se. Sem dúvidas, escrever é ter a coragem por escudo, perscrutando sonhos, definindo realidade. Ela, a mulher que, pela grandeza de coração sabe ouvir o inaudível, os sentimentos mudos, os versos silenciosos da sua gente. Mulher ousada, corajosa, destemida, a criadora da Secretaria de Cultura! Uma prefeita na virada do século! _ pensei encantada.

Após a composição da mesa, a festa rolou até altas horas, regada pelas músicas da pianista Ruth, de quem levantou-se uma detalhada biografia, mostrando o seu valor, cujas raízes remontam à tradicional família rio-verdense.

Muitos discursos, ensinamentos históricos, novas amizades e, naturalmente, uma linda noite de autógrafos. Entre os escritores da terra, como a Zilda Pires, estava eu com o meu livro Pássaro sem asas, o Brasigóis Felício, para mim, o monstro sagrado da literatura goiana, diante de quem curvo-me com respeito. Ainda, o Getúlio Araújo, o poeta-médico da terra dos coqueirais balouçantes, do mar encrespado, das ondas dançarinas...

Valdivino Braz, Aidenor Ayres e o famoso cartunista Jorge Braga, moço de talento inigualável que com suas charges criativas e engraçadas encarrega-se de aflorar o humor dos goianos, lá se encontravam na troca de solidariedade e afeto com os intelectuais de Rio Verde.
Terminamos a noite numa linda churrascaria. Um jantar selou a nossa amizade com aquela gente erudita, cujo carinho estampava-se em sorrisos. Bentinho era a figura central de todo esse carisma: extrovertido, culto, franco... Um poeta do meu querido torrão nordestino!

Realmente, foi um encontro inesquecível! Costumo dizer que o poeta é como a chuva: dá nova roupagem à vida, faz brotar as flores, aninha-se no amor, nos veios da ternura, vestindo de verde todos os momentos.

E naquela noite CHOVEU em Rio Verde!


Genaura Tormin
Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2007

2 comentários:

  1. Minha querida amiga,

    Não há forma de ser diferente. Estejam onde estiverem, os afins sempre se encontrarão.

    Narrativa rica, cheia de cor, de sabor, entusiasmo e observação. Parabéns, sempre.

    Márcia Vilarinho

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  2. Navegando sem ruma com a intenção de divulgar o meu blog, cheguei até você e gostei do que vi, tanto que pretendo voltar mais vezes. No momento estou impedida de fazer leituras muito extensas, pois a claridade da tela do computador está prejudicando um pouco a minha visão, devo tomar cuidado. Em breve resolverei esse problema. Bem, já que estou aqui aproveito para convidar a conhecer FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... em http://www.silnunesprof.blogspot.com
    Eu como professora e pesquisadora acredito num mundo melhor através do exercício da leitura e enauqnto eu existir, vou lutar para que os meus ideiais não se percam.
    Se gostar da minha proposta, siga-me.
    Por hoje fico por aqui, Espero nos tornarmos bons amigos.
    Que a PAZ e o BEM te acompanhem sempre.
    Saudações Florestais !

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O seu comentário significa carinho e aprovação. Fico cativada e agradeço. Volte sempre! Genaura Tormin

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)