PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

POEMA RECLUSO


POEMA RECLUSO
(Genaura Tormin)

No horizonte,
Moribundo se curva o sol poente.
Um dia a mais passou sem que eu te visse.
O poema recolheu-se medroso
Ao frio de minha tristeza.
Tudo extremamente só!

Os momentos se arrastam
E a nossa música agoniza,
Chegando a ferir os meus ouvidos.
Há um marasmo no ar.
Um gosto fúnebre,
Uma carência dolorida.
Tudo tão eterno, feito a saudade tua.

Não há aroma de flores,
Nem cantar de pássaros...
O vento está parado,
Nem sibila a ramagem lá fora.
Apenas a companhia de fantasmas.

Parece o fim!
Faz frio na alma,
E congelado está o amor
Nos compartimentos de mim.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

PENSE NISSO


PENSE NISSO
(Genaura Tormin)


Tenho pena desse povo sem juízo,
Que não se gosta, não se ama,
Entra nas drogas, fica doente,
Não trabalha, fica indolente,
Prejudica a saúde, a família,
Perdendo a autoestima, a alegria.

Não pode ser demente,
Quer ser irreverente.
Fico a perguntar-me por quê?
Não é alimento, nem remédio,
Nem ingresso para o paraíso.
É só tristeza e prejuízo.
Então, por quê?

Dizer NÃO é a solução,
Para não sofrer demais,
Para não matar os pais do coração.
Pense bem!
Seja forte, cabeça boa!
Depois, vem a AIDS.
Você quer sofrer à-toa?

Já chegam as doenças, os sacrifícios,
A violência, a fome, a falta de justiça,
O salário mínimo e a corrupção dos políticos!
Diga NÃO às DROGAS!

Estude, trabalhe, pratique esportes,
Corra, dance, nade, viaje... viva!
Você nasceu aqui, você tem sorte!
Aqui não tem vulcões, guerras, inundações,
Nem “tsunamis”.
Pense nisso! Você tem que ser forte!




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MESMO SEM NOÇÃO


MESMO SEM NOÇÃO
(Genaura Tormin)

Abro minhas comportas,
Deixo jorrar a dor.
As asas cansadas,
Quedam-se apáticas
Num lugar qualquer.

Sem noção,
Rumino pensamentos,
Vasculho cantos,
Abro gavetas,
E faço versos coloridos
Da tristeza que restou.

Sem noção,
Colo os poemas
Nos troncos das árvores,
Nas asas das pandorgas viajeiras,
Nos muros dos casarios
Para não me olvidar no tempo,
Para não morrer antes da hora.

Sem noção,
Quero a exegese do silêncio,
O cancioneiro do Apocalipse,
O veneno e o remédio.

Sem noção,
Quero o grito bramindo mares,
O assobio da ventania,
A despedida da dor,
Na amostragem da alegria,
No canto da felicidade,
Para ostentar o amor.

Mesmo sem noção,
Optei pelo melhor.



domingo, 14 de agosto de 2011

FALTA ACESSIBILIDADE


Falta acessibilidade
(Genaura Tormin)

Vencer barreiras arquitetônicas é um dos grandes desafios enfrentados no dia a dia da pessoa com deficiência física, principalmente a que deambula de cadeira de rodas.

Muitos obstáculos a vencer! Entretanto é necessário conquistar a liberdade de ir e vir, mesmo a duras penas, ingrediente principal que nos garante a inclusão na sociedade.

“Levanta e vem para o meio” é um o tema de uma Campanha da Fraternidade.
Embora o desafio seja a nossa meta para criar consciência popular sobre essas pessoas diferentes, há muito ainda a desejar. A acessibilidade, condição indispensável para que possamos viver com dignidade, é a principal, pois precisamos nos mostrar, exercitar o nosso caminhar. Enfim, viver, como cidadãos que somos.

Para ilustrar, vou contar uma pequena história:
Uma viagem à praia. Um resort à beira-mar adaptado às condições de uma pessoa com deficiência locomotora que não prescinda de uma cadeira de rodas. Tudo acertado com o agente de viagem. Ponte aérea, sol bem arregalado, num cantinho do céu, chamado felicidade.

No aeroporto o veículo estava à nossa espera. Um micro-ônibus, com porta estreita e a informação de que estava emperrada, tornando-se mais estreita, ainda. Não conseguia completar seu curso de abertura. Impossível uma contensão de forças másculas para rebocar-me ao seu interior. Não passaria pela porta envolta em braços.

O agente de viagem embarcou-nos num táxi, à nossa expensas financeira, com a promessa de ressarcimento, o que não aconteceu.

Mas, vamos lá, um problema vencido, característica indômita do brasileiro e do determinismo em reverter situações adversas.
Após o percurso de uma hora mais ou menos, eis-nos à frente de um majestoso resort, com lindas trepadeiras floridas que lhe enfeitavam a entrada.

Logo, o nosso quarto, bonito e aparentemente adaptado às minhas condições de cadeira de rodas. Via-se que passara por uma recente reforma. Amplo e aconchegante, com lindas cortinas e uma sacada, de onde se desnudava o mar bravio que se escondia manhoso depois dos coqueirais balouçantes, com cheiro de brisa e maresia. Um convite a uma estada feliz e renovadora.

O banheiro, cheio de pretensas adaptações distribuídas pelas paredes.
Na verdade, aos olhos do leigo, era possível distinguir-se pelo esmero, e quem sabe, pelo respeito aos seus reais usuários.

Que tristeza! Nada tinha a ver com as necessidades de uma pessoa com deficiência física. Poderia servir aos que andam de muletas, nunca aos que andam de cadeira de rodas.

Num quadrado, de um metro mais ou menos, com paralelas laterais de apoio, sem espaço ao lado para o posicionamento da cadeira de rodas, encontrava-se centrado o vaso sanitário. 

Era como se o seu usuário, num passo de mágica, ficasse de pé e desse meia volta para se sentar nele. Além disso, havia uma grande distância entre a parte posterior do vaso e a parede. Onde apoiaria as costas? Como fazer os manuseios sem equilíbrio? Qualquer descuido poderia cair para trás.

Impossível, mesmo, usar o sanitário do lindo resort. Precisava apoiar as costas para fazer os manuseios de assepsia e introdução da sonda vesical. Nem mesmo para tentar, teria condições.

O chuveiro, num requintado box, continha uma cadeira minúscula, sem braços, com o assento em tiras, dependurada numa alça de apoio, postada em desconexo com a altura e com os registros misturadores de água quente e fria.

Impossível acioná-los, pois ficavam às costas, numa posição bem acima do desejável. Como lavar os órgãos genitais nessa gangorra, que mais parecia uma balança, pois os pés não alcançavam o chão. Soltar as mãos da alça de apoio postada na parede, nem pensar. Um tombo seria inevitável. Lavar os cabelos? Também não.

Do pomposo banheiro, quase um salão de banho, restava ainda o lavatório, com secador de cabelos, torneira fotocélula (aquela que se abre com a simples aproximação das mãos) e um grande espelho à frente.

Não precisava observar muito para ver que também não podia acessá-lo. Encontrava-se sob o lavatório, um obstáculo - um cano - usado como cabide para as toalhas, impedindo, por sua posição e altura, o encaixe da cadeira de rodas para conseguir usá-lo. Nem lavar as mãos, eu conseguiria. O jeito mesmo era passar uma toalha molhada.

Improvisar para não chorar. Não havia outra saída. O que fazer? Estávamos ali para descansar, para ser felizes. Eu não podia ser o empecilho. Assim, sorriso pra lá, sorriso pra cá e a vida a passar.

“Faz de conta” é a ordem. Afinal o mundo não é adaptado para nós, embora existam leis que determinem esse procedimento.

Em tempo oportuno, tentei conscientizar o responsável administrativo do resort e, lamentavelmente, fui informada de que para toda aquela pretensa adaptação, fora contratada uma assessoria.

Ponho-me a pensar:
Como são desinformados, para não dizer irresponsáveis. Nem uma assessoria, paga para um trabalho especializado, empenhara-se em se informar, em pesquisar para entender as necessidades primárias de um ser humano diferente. Não houvera preocupação em fazer jus, honestamente, ao dinheiro que lhe fora pago.

Os reais usuários, jamais são consultados. É como se fôssemos objetos inanimados, indesejáveis. Por isso costumo dizer que “nada para nós, sem nós”. A gente sabe onde o sapato aperta e o que nos facilita o ir e vir tão diferente.
Essas obras parecem eleitoreiras, ou simplesmente, edificações para burlar as obrigações determinadas pela lei.

Somos um país em desenvolvimento, tão diferente dos países de primeiro mundo! Respeito é uma palavra meio desconhecida por aqui.

Genaura Tormin

Publicado no Recanto das Letras - Código do texto: T141308” e no blog www.genaura.blogspot.com
O jeito era poetar! E o poema gritou dentro de mim, talvez querendo me consolar. Dei asas ao veio poético e ele emergiu triunfal!

Alforria

Tenho que reinventar a vida
Para espantar o medo,
Aprisionar a agonia.
Vou decretar alforria
Para a solidão!

Não a quero por companhia!
Prefiro o vento, a brisa,
Mistério, magia,
E os enlevos de ventania.

Quero um vendaval de sorrisos,
Escancarados, atrevidos,
Para gargalhar a vida!
Quero esquecer a saudade,
Na conquista da alegria.

Tenho que encontrar saída,
Para não acelerar
O relógio do tempo.
Não quero a vida vazia!
Estou pedindo alforria!


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

RÉQUIEM A MEU PAI


RÉQUIEM A MEU PAI
(Genaura Tormin)

Papai, hoje é o seu dia! O dia dos pais!
Como sinto a sua falta!
Fecho os olhos e vejo você ao meu lado,
Falando das coisas da vida.

As nesgas do sol poente,
Parecem trazer-me, por acalanto,
Os seus recados, a sua presença junto a mim.
Que saudade do nosso convívio,
Da nossa alegria...
Quantas brincadeiras,
Quantas risadas nós dávamos juntos!
E a vida era bela, bela vida!

Lembro-me de você, papai,
Ao meu lado no leito de hospital,
Quando a vida achou por bem me tolher os passos.
Sofregamente, você me afagava os cabelos.
Austero e forte, você fora sempre.

Mas, naquele dia,
Acabrunhado e humilde ao meu lado,
Você sofria!
Como gostaria de ter-lhe evitado tamanha dor!

Depois,
Uma nuvem de tristeza cobriu o nosso lar,
A nossa vida, a sua vida, papai!
Passei a vê-lo cabisbaixo de barba grande...
Logo você que era tão vaidoso.
Eu sabia que você sofria.
É, papai, quanta tristeza eu lhe dei!

Hoje, volto ao passado e vejo que,
Mesmo sem andar, eu caminhei muito!
Tenho os pés cansados da jornada,
Feridos pelas pedras do caminho.
Preciso de um colo para descansar,
Preciso de um ombro para chorar.

Eu tentei caminhar...
Tento, ainda, com “unhas e dentes”.
Insisto sempre!
Recomeço a cada tombo,
A cada caminho truncado.
Se não marco passadas no chão,
Marco-as no coração,
Em trabalho, amor, poesia...

Você foi um motivo para o meu desafio.
Como queria entregar-lhe o troféu do meu esforço!
Mas você foi embora, numa noite fria, sem dizer adeus.
Queria que estivesse aqui para ver os meus rastros
Deixados na estrada da vida.

Papai, que saudade!
Mas que saudade, mesmo!
Receba, neste dia,
O preito de minha gratidão,
Do meu afeto, do meu carinho,
Da minha saudade!


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ARAUTO DO AMOR



ARAUTO DO AMOR
(Genaura Tormin)

O poeta é um trabalhador de versos!
Livre para voar alto, longe, solto...
Encanta e se encanta.
No galope das metáforas,
Cria fantasias,
Pega carona no vento
E conquista o infinito.

É um caudal de emoções que se espraia.
É metacoração,
Meio anjo, meio canção.
O poeta é protetor!
Na cantiga das mudanças,
É um arauto do amor!
Veste tudo de esperança.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

PODES ME DECIFRAR


PODES ME DECIFRAR
(Genaura Tormin)
 
Sou o que pensas de mim,
A imagem captada por tuas retinas,
Enfeitada pelo afago da tua ternura,
Ou pelo açoite do verdugo
Que possa morar em ti.

Sei que sou enigma, segredo, surpresa...
Debulho-me em lágrimas...
De medo, arredia me encolho.
Quero colo, preciso de amparo.
 
Se quiseres,
Podes me decifrar!
Serei a tua construção.
A argila moldável em tuas mãos.
Posso ser Anjo ou demônio.
A obra-prima esculpida em teu coração.

Mas por favor,
Não me machuques!
Tenho tantas cicatrizes,
Que ainda me causam dores.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

GRILOS ATREVIDOS


GRILOS ATREVIDOS
(Genaura Tormin)


Sob a luz fina do abajur,
Em fímbrias multicores,
A aranha solitária
Tece a sua teia.

O coração a planger,
Se alumbra das migalhas
Do amor que teve.
Tece fios de seda
Do sonho ainda exangue.
Fausto tempo se foi
Emoldurado de graça e riso.

Passam-se os dias,
Noites, meses e anos...
O trabalho continua o mesmo:
Cerzir feridas,
Orquestradas por grilos atrevidos.

Hoje,
A teia é o abrigo,
Iluminado pela mortiça luz
Do abajur antigo.


sábado, 6 de agosto de 2011

PAR DE TÊNIS


PAR DE TÊNIS
(Genaura Tormin)

É um par de tênis velho,
Surrado,
Desbotado,
Que tenho guardado.

Aguça-me a memória,
E eu volto ao passado.
Seu solado gasto,
E a forma encarquilhada,
Relembram-me as batalhas.

Era o coadjuvante,
O suporte da minha teia,
Na disciplina da vida,
No ir-e-vir lépido e faceiro...

Era o enfeite preferido
Dos meus pés andejos,
Que bailavam em
Passos apressados, lentos,
Jocosos, manhosos...
Quantas divisas,
Quantas conquistas!

Hoje,
Meu par de tênis,
Quieto no armário,
Ainda me espreita de soslaio,
Contando a minha história,
Reclusa no relicário,
Deste peito que ainda chora.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SOBRE PÁSSARO SEM ASAS


SOBRE PÁSSARO SEM ASAS


Genaura, minha querida!

Acabei de ler seu “PÁSSAROS SEM ASAS”.
Continuo em estado de graça. O livro chegou-me em boa hora.
Estava desanimada, para baixo e desde que o vi, comecei a ler sem parar.
Eu chorei, eu ri, eu me emocionei, mas principalmente, eu me animei.

Vivo a cada minuto e a cada passo lembrando você, sua luta, sua força, sua garra e sua vitória. Me policio cada vez que tenho pensamentos negativos, lembrando você como se fosse uma luz num farol mostrando o caminho para a navegação.

Eu já tinha por você um grande amor cheio de admiração. Sabia de sua luta, mas sabe-lo em detalhes, cada mínima dificuldade por você superada, deixou-me ainda mais admirada com sua força.

Sinceramente, não é para qualquer um.
E você é uma heroína. Uma grande mulher de quem tenho grande orgulho de ser amiga.
Agradeço a Deus o dia em que colocou você no meu caminho, pois é exemplo a ser passado para todos, todos os dias.

Vou passar seu livro adiante, emprestando a tanta gente que sei que encontrarão nele um alento e uma muleta para mudar a vida.

Genaura, você não é capaz de imaginar o que seu relato de vida é capaz de fazer às pessoas.
Continuo como disse, em estado de graça.

Obrigada por compartilhar comigo seu PÁSSARO SEM ASAS, que de “SEM ASAS” nada tem, pois é alado e capaz e sobrevoar sobre outras vidas trazendo no bater das asas, a brisa que traz o perfume da compreensão, do amor, do exemplo e da superioridade de uma mente evoluída.

Parabéns querida!
E obrigada por tudo.
Beijos
Mari

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

FAUNA DOS SONHOS


FAUNA DOS SONHOS
(Genaura Tormin)

O tempo levou-me os sonhos,
Tantas esperanças,
Retratados em desejos mil,
Na fértil imaginação de criança.
Como era feliz e não sabia!
Sem máscaras, sem disfarces...
Apenas eu mesma: sorriso escancarado,
Correndo ao vento,
Aos píncaros dos folguedos do meu tempo.

No céu talhado de nuvens,
Bordava as fantasias
Com os flocos dançarinos de algodão.
E as mágicas aconteciam,
Em carruagens, reis e rainhas,
Príncipes e lagos encantados.

Foram-se os anos,
Tão rápidos, tão velozes,
Até que me descobri adulta.
Vi, com tristeza, que o sol radiante
Havia mutilado as nuvens,
Os flocos de espuma, a fauna de sonhos,
Esconderijo dos meus desejos.

Em troca, restaram-me meras coisas,
Sem formas, vazias,
Dispersas em fumaça, em dores,
Que poluíram o azul de minha vida.
O horizonte, nem sei se existe mais.
Quisera ter impedido o sopro do vento.
Quisera ter retido as nuvens do meu tempo.

ESTOU NO CAMINHO


ESTOU NO CAMINHO
(Genaura Tormin)

Faça sol ou faça frio,
Eu sigo contente
A minha estrada!
O fardo é pesado
E o meu jugo oprime,
Mas o amor me redime.

Faz-me seguir o destino,
Fruto de minhas escolhas!
O amor é o escudo,
A bússola que me orienta,
A estrela que me guia.

Na aljava seguem as armas,
A proteção para os meus pés,
O alimento para a alma.
Estou no caminho!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

TETO DO MUNDO


TETO DO MUNDO
(Genaura Tormin)

Ao amanhecer
O sol desponta no horizonte.
A natureza se rejubila em festa,
Desfolhando versos
Nos ninhos que se multiplicam.
A brisa acaricia a ramagem,
Sobe às colinas...
Os riachos correm dançando,
Abraçam os rios,
Alimentam várzeas e peixes,
E seguem cantarolando para os mares.

É a vida fluindo contente
Na policromia dos vales e montes,
Das flores e fontes.
Não há lamentos!
Tudo a seu tempo renasce,
Floresce e encanta,
Na orquestra de cada manhã.
Depois, o sol vai descansar.
Vem a noite em seu manto de gala
Integrar a perfeição do Universo,
Rendilhando de estrelas,
O TETO DO MUNDO.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)