PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

UMA CARTA QUE RECEBI




UMA CARTA QUE RECEBI
(Genaura Tormin)

“Dra. Genaura,

(...) Conhecendo um bocado de sua família maravilhosa, sempre soube que a senhora era forte, nunca me inspirou compaixão ou comiseração, mas não sabia dessa potência de seu espírito, que descobri ao ler as fluentes páginas de seu livro que é como um riacho: as estórias correm gostosas e suaves, lavando-nos a alma com águas límpidas e cristalinas.

Parabéns pela fortaleza e pela poetisa que é.
A senhora, trilhando uma vida permeada de dificuldades, fez dela um baile e dançou encantando a todos à sua volta. A perene transposição de obstáculos é um empurrão aos lânguidos, um grito aos adormecidos, uma bronca aos tíbios.

Quando descreve o senso de responsabilidade do filho caçula, que às vezes deixava de brincar para terminar os seus afazeres (“Estou varrendo a casa!”), é como se estivesse ali o Frederico-homem de hoje (“Estou estudando!”).

Livro bom! Se chorei, também sorri.

Não sei se era para sorrir, mas o fiz quando a senhora descreve a cena em que cai no banheiro, estando sozinha em casa. Pensei como essa mulher é forte, faz da toalha molhada um cobertor e da queda uma oportunidade para tirar uma soneca. Quando os filhos chegam a encontra vivinha da silva. 
Outra cena de que gostei muito foi quando, entre os colegas deficientes, não aceita pedir migalhas em semáforos, a títulos de pedágio. Que dicotomia de sentimentos, hein? Foi chamada de orgulhosa, mas entendo perfeitamente, era uma encruzilhada da vida que a fez, naquele momento, renegar a fraqueza e optar pela dignidade. Que nervos de aço com o sangue da coragem e da bravura!

A senhora e o marido, que é um gigante de sorriso doce, um baixinho de ombros hercúleos, construíram uma família feliz e moral, psicológica, intelectual e espiritualmente saudável. Parabéns a ambos!

José Cardeal dos Santos Filho – Justiça Federal”
Goiânia - Go.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

FÉRIAS NUM RESORT




FALTA ACESSIBIIDADE
(Genaura Tormin)

Vencer barreiras arquitetônicas é um dos grandes desafios enfrentados no dia a dia da pessoa com deficiência física, principalmente a que deambula de cadeira de rodas.
Muitos obstáculos a vencer! Entretanto é necessário conquistar a liberdade de ir e vir, mesmo a duras penas, ingrediente principal que nos garante a inclusão na sociedade.
“Levanta e vem para o meio” é um o tema de uma Campanha da Fraternidade.

Embora o desafio seja a nossa meta para criar consciência popular sobre essas pessoas diferentes, há muito ainda a desejar. A acessibilidade, condição indispensável para que possamos viver com dignidade, é a principal, pois precisamos nos mostrar, exercitar o nosso caminhar. Enfim, viver, como cidadãos que somos.

Para ilustrar, vou contar uma pequena história:
Uma viagem à praia. Um resort à beira-mar adaptado às condições de uma pessoa com deficiência locomotora que não prescinda de uma cadeira de rodas. Tudo acertado com o agente de viagem. Ponte aérea, sol bem arregalado, num cantinho do céu, chamado felicidade.

No aeroporto o veículo estava à nossa espera. Um micro-ônibus, com porta estreita e a informação de que estava emperrada, tornando-se mais estreita, ainda. Não conseguia completar seu curso de abertura. Impossível uma contensão de forças másculas para rebocar-me ao seu interior. Não passaria pela porta envolta em braços.

O agente de viagem embarcou-nos num táxi, à nossa expensas financeira, com a promessa de ressarcimento, o que não aconteceu.

Mas, vamos lá, um problema vencido, característica indômita do brasileiro e do determinismo em reverter situações adversas.
Após o percurso de uma hora mais ou menos, eis-nos à frente de um majestoso resort, com lindas trepadeiras floridas que lhe enfeitavam a entrada.

Logo, o nosso quarto, bonito e aparentemente adaptado às minhas condições de cadeira de rodas. Via-se que passara por uma recente reforma. Amplo e aconchegante, com lindas cortinas e uma sacada, de onde se desnudava o mar bravio que se escondia manhoso depois dos coqueirais balouçantes, com cheiro de brisa e maresia. Um convite a uma estada feliz e renovadora.

O banheiro, cheio de pretensas adaptações distribuídas pelas paredes.
Na verdade, aos olhos do leigo, era possível distinguir-se pelo esmero, e quem sabe, pelo respeito aos seus reais usuários.

Que tristeza! Nada tinha a ver com as necessidades de uma pessoa com deficiência física. Poderia servir aos que andam de muletas, nunca aos que andam de cadeira de rodas.

Num quadrado, de um metro mais ou menos, com paralelas laterais de apoio, sem espaço ao lado para o posicionamento da cadeira de rodas, encontrava-se centrado o vaso sanitário. Era como se o seu usuário, num passo de mágica, ficasse de pé e desse meia volta para se sentar nele. Além disso, havia uma grande distância entre a parte posterior do vaso e a parede. Onde apoiaria as costas? Como fazer os manuseios sem equilíbrio? Qualquer descuido poderia cair para trás.

Impossível, mesmo, usar o sanitário do lindo resort. Precisava apoiar as costas para fazer os manuseios de assepsia e introdução da sonda vesical. Nem mesmo para tentar, teria condições.

O chuveiro, num requintado box, continha uma cadeira minúscula, sem braços, com o assento em tiras, dependurada numa alça de apoio, postada em desconexo com a altura e com os registros misturadores de água quente e fria.

Impossível acioná-los, pois ficavam às costas, numa posição bem acima do desejável. Como lavar os órgãos genitais nessa gangorra, que mais parecia uma balança, pois os pés não alcançavam o chão. Soltar as mãos da alça de apoio postada na parede, nem pensar. Um tombo seria inevitável. Lavar os cabelos? Também não.

Do pomposo banheiro, quase um salão de banho, restava ainda o lavatório, com secador de cabelos, torneira fotocélula (aquela que se abre com a simples aproximação das mãos) e um grande espelho à frente.

Não precisava observar muito para ver que também não podia acessá-lo. Encontrava-se sob o lavatório, um obstáculo - um cano - usado como cabide para as toalhas, impedindo, por sua posição e altura, o encaixe da cadeira de rodas para conseguir usá-lo. Nem lavar as mãos, eu conseguiria. O jeito mesmo era passar uma toalha molhada.
Improvisar para não chorar. Não havia outra saída. O que fazer? Estávamos ali para descansar, para ser felizes. Eu não podia ser o empecilho. Assim, sorriso pra lá, sorriso pra cá e a vida a passar.

“Faz de conta” é a ordem. Afinal o mundo não é adaptado para nós, embora existam leis que determinem esse procedimento.
Em tempo oportuno, tentei conscientizar o responsável administrativo do resort e, lamentavelmente, fui informada de que para toda aquela pretensa adaptação, fora contratada uma assessoria.

Ponho-me a pensar:
Como são desinformados, para não dizer irresponsáveis. Nem uma assessoria, paga para um trabalho especializado, empenhara-se em se informar, em pesquisar para entender as necessidades primárias de um ser humano diferente. Não houvera preocupação em fazer jus, honestamente, ao dinheiro que lhe fora pago.

Os reais usuários, jamais são consultados. É como se fôssemos objetos inanimados, indesejáveis. Por isso costumo dizer que “nada para nós, sem nós”. A gente sabe onde o sapato aperta e o que nos facilita o ir e vir tão diferente.

Essas obras parecem eleitoreiras, ou simplesmente, edificações para burlar as obrigações determinadas pela lei.
Somos um país em desenvolvimento, tão diferente dos países de primeiro mundo! Respeito é uma palavra meio desconhecida por aqui.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

UMA HOMENAGEM MERECIDA

 
UMA HOMENAGEM PRA LÁ DE MERECIDA
(Genaura Tormin)


 Como oradora da Associação dos Delegados de Polícia, por vezes, cabia a mim certos pronunciamentos em eventos sociais da classe.
Em especial, gostaria de transcrever parte de um discurso, cuja figura maior muito me pertence: (…)
 É com muita honra que faço uso da palavra para cumprimentar os colegas delegados, aniversariantes do mês de setembro.
Em nome da classe, parabenizo-os, desejando muita paz, muita alegria em família, no trabalho e em sociedade, tornando sempre profícuas e necessárias as suas existências.
 Particularmente, dirijo os meus cumprimentos ao Dr. Alfredo Tormin, aniversariante do dia 12 deste mês primaveril.
 Homem singularmente especial que esparge semblante humilde, mas os ombros podem carregar o mundo.
Homem introspectivo num franzino corpo, invólucro da mais respeitosa sabedoria técnico/científica, além de relevantes valores positivos no direcionamento da vida.
 Ser humano combativo que sabe lapidar os percalços, transformando-os em progressob.
Dr. Alfredo, mestre, pai, irmão, sacerdote e marido.
 Força transformadora nas peripécias!
Presença constante, alento seguro em todo fim de guerra!
 As palavras são obsoletas para traduzirem esta homenagem, mas a minha vida, os avanços e sucessos são mostras fiéis das suas mãos de mestre, do seu entendimento maior que chega a divinizar-lhe as feições.
 Sou feliz por ser a sua MULHER e mãe dos seus filhos!
Parabéns!
E hoje, novamente, é o seu aniversário!
 Repito tudo que disse naquela época.
 E nesse vagar do tempo, só tenho a agradecer a Deus pela sua vida, pela nossa vida e da família maravilhosa que ELE nos permitiu construir nesta existência.
Parabéns, meu amor!
Muita paz, muita saúde, muita luz!

 ❤️
🐝🎸👏☕️👼🏽☘🎁

domingo, 11 de setembro de 2016

PARABÉNS, LARA!


Oi, Lara!
(Genaura Tormin)

Hoje o amanhecer foi maravilhosamente belo!
O sol, em raios púrpura, numa incandescência luminosa, feito facho de pedras preciosas, num bosque encantado, fazia rastros rendados no meu quarto, sob a orquestra de pássaros cantores. 
A brisa sorrateira, com seu atrevimento peculiar e gostoso, confidenciava-me lembranças, voltava-me ao passado, e eu senti em meus braços o maior presente que uma mulher possa almejar: um filho! 
E esse filho era Você! 
Linda, esperta, olhinhos buliçosos... 
O bebê mais bonito daquele dia! 
E até hoje, ouso dizer sem medo de errar: Uma linda mulher, dona de todas as virtudes e do amor incondicional que a tudo cura, a tudo dá um jeito.
Sabe, foi justamente no mês das flores! Na primavera do amor.
Naquela época eu me sentia uma rainha ao dizer e sentir: “Quando setembro vier”! 
O ventre abaulado, para mim, era um orgulho, uma centelha do amor de Deus que eu carregava em mim.
E setembro veio, tão lindo, tão encantador como esta manhã.
Era a minha estreia nesse maravilhoso ministério de ser mãe. Nesse exacerbado jeito de amar. 
Embora tenha-se passado  muitas luas, muitos verões, eu ainda guardo todos os detalhes, todos os encantamentos, do antes, do depois e do AGORA.
Hoje é o seu aniversário, FILHA!
Elevo minha prece ao Criador para, de joelhos, agradecer. 
Não há ser humano mais feliz do eu! 
Pude meus filhos parir, e com eles crescer nessa tão linda aventura que chamamos de vida.
Com você aprendi tanto e aprendo sempre até hoje!
Família é o elo de amor que une, cala e consola! 
É a oficina para o exercício do amor, da sublimação rumo ao que Deus espera da gente nessa pós-graduação que aqui estamos a fazer. 
Aqui estou para, mais uma vez, abraça-la e ratificar o tão grande amor que nos une.
Que Deus a abençoe sempre, iluminando os seus caminhos, gerindo a sua vida! Que o fardo seja leve e o jugo não oprima.
Muita paz, muita alegria no seio dessa linda família que Deus lhe permitiu construir!
Parabéns, minha filha!
Feliz Aniversário!
Beijos dos seus pais:

Genaura e Alfredo
Gyn. 11.09.2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

PROFISSIONAL DE PORTAS



PROFISSIONAL DE PORTAS
(Genaura Tormin)

Eu tinha que cantar!
Não sabia por quanto tempo.
O coração agasalhava o medo.
Tudo atirado ao caos,
Parecia matar-me a alma.

Não havia portas,
Nem janelas.
Eu as teria que fabricar,
Jogar o jogo do contente
E seguir em frente!

O lar cheio de algazarras,
Risadas e alaridos
Havia ficado triste
Em rostinhos inocentes.
Um tornado havia passado
E sem dó desarrumado
O que eu havia colecionado.
Por isso,
Eu tinha que cantar!

Pus-me no trabalho!
Juntei os cacos,
Estanquei lágrimas
E fiz-me forte aos rigores do frio.
Teria que carpir portas!

Hoje,
Abro a janela tempo
E converso com o vento,
Que me açoita os cabelos brancos.

Revejo os feitos e concluo:
Fui uma profissional de portas!
Serviço bom e bem feito.
Por isso,
Eu hoje canto e agradeço!
Tenho mais do que preciso e mereço!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

NOTA DE PESAR A UMA AMIGA


NOTA DE PESAR A UMA AMIGA
(Genaura Tormin(

Querida Zoélia,

Junto-me a você nesse momento.
Empresto-lhe o ombro, o colo e o coração em prece.
Quero dizer-lhe que hoje, no céu, há festa pela chegada de sua mãe.
Ela não morreu! Apenas partiu primeiro.
Somos espíritos imortais e aqui estamos a serviço, numa experiência humana.
O corpo físico é apenas uma vestimenta, um invólucro, um embrulho para propiciar essa nossa estada por aqui. 

Essa excursão tem prazo e hora marcados para o término na Agenda do Criador.  
Os motivos são ferramentas a serviço da Lei Maior.
Era chegada a hora do embarque de sua mãe! 
Ela, há muito o esperava no caís! 
A missão estava cumprida! E bem cumprida!

Construiu uma família linda e a educou pelos veios do amor e do bem servir, entregando-a a Deus todos os dias. 
A prova de seus passos ficará para os coevos e pósteros, multiplicando-se em valores morais que marcarão um tempo. Como cascata de amor, jorrará por muitas gerações, melhorando o porvir.

E hoje, dona Joaquina se foi em paz, sutil, como num farfalhar de asas. Retornou à Casa do Pai!
Justamente no mês de julho! No mês de férias! 

Foi encontrar-se com o CRIADOR DE VIDAS, falar dos amores, dos filhos, dos netos, da existência... Foi entregar a Ele  o relatório da missão que cumpriu por aqui. 
Ela está muito bem, agora, passeando por outras paragens, sem o peso de sua farda de carne,  revendo outras maravilhas, tendo por cicerones os entes queridos que lá estão e que a esperavam com saudades.

Aqui, dona Quinô (como é carinhosamente chamada), foi uma pregoeira do bem, uma mulher aguerrida, feliz, contente! Uma exímia vencedora  de obstáculos, que dela fizeram um gigante na arte de amar e servir. 
Um exemplo a ser seguido! 

Um legado para todos que tiveram o prazer de com ela conviver.
Felizes os que a chamaram de MÃE, de VOVÓ, de amiga! 
O amor vazava distâncias para alcançar filhos e netos, estampado sempre em mimos, que perpetuavam esse elo de sangue, florindo o afeto, espargindo carinho.   
Ela era um ser humano especial, um espírito predestinado que aqui aportou para fazer a diferença. 

No final do dia, às primeiras horas de hoje, recolheu-se à Casa do Pai, a sua verdadeira Pátria.
Mesmo sabendo da continuidade da VIDA  e acreditando nos designios de Deus, quedamos-nos abatidos diante da partida.

Tudo fica revirado. Parece um tornado que desarruma sem dó a cumeeira de nossa casa.
O que conforta é a certeza do reencontro, pois, apenas a farda desgastada aqui fica para voltar ao pó, enquanto o espirito eclode feliz e faceiro rumo à outra dimensão da Vida.
Por isso, amiga querida, pegue seu fardo e siga!
Para a saudade não há conserto, nem remédio. 

Ela restará cortante e terá lugar cativo em nossos corações.
Somos seres gregários e gratos, especialmente a quem nos trouxe à luz da vida, ensinando-nos a caminhar, acudindo-nos nas quedas e encaminhando-nos na senda do bem e do amor.

Num corpo etéreo, sua mãe estará por aqui a cuidar de suas crias como sempre o fizera. Pense nisso!
Saudades! 
Resta-me, apenas, dizer: Conte conosco! 

Genaura Tormin e família
Gyn, 13.07.2016 


FAÇO ANIVERSÁRIO DE NOVO



NOVAMENTE FAÇO ANIVERSÁRIO
(Genaura Tormin)

Setenta e um anos,
Bem vividos.
Não omito a minha idade.
Legado de muita luta
Que significa felicidade.

O espelho já não é o mesmo.
Não me aplaude sorridente!
As marcas se estampam
Feito pérolas diferentes.

O rigor do tempo
Verga-me a silhueta,
Mas eretas estão a alma e a coragem,
Para concluir com galhardia
Essa viagem.

A valentia é a minha arma,
O otimismo, o guia
E o amor me redime
No dorso da poesia.

Muitos mestres
Ensinaram-me a viver!
Do trabalho fiz prece,
Refúgio, meta, rumo,
Escadas para a dignidade.

Sai pela compulsória!
Para descansar,
Tenho a eternidade.
Quantos aniversários ainda farei?

Irmã da natureza,
A existência é finita!
Perece para renascer.
Posto-me de joelhos
E agradeço.
É o meu aniversário!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

DIA DOS NAMORADOS - 2016



DIA DOS NAMORADOS

Alfredo querido,

Mais um dia dos namorados e nós aqui juntinhos, campeões de nós mesmos nessa bela aventura que se chama vida!

Muitos caminhos, muitos desafios fizeram de nós essa Rocha nua e crua que resiste sempre às ressacas, aos vendavais, para no final restar altaneira ao brilho do sol, aos encantos de uma noite de lua cheia, em que o amor pede passagem em devaneios de companheirismo e respeito.

Obrigada, Alfredo, por ser meu parceiro nesta estrada!

Ainda há margens floridas que nos arrancam gargalhadas! Há crias que nos fazem reviver muitos momentos, muita ascensão estampados em netos que nos dão razões de vida.

Isso é amor!

É a forma mais linda que Deus encontrou para que o homem fosse criatura e criador: propagasse a espécie!

sábado, 21 de maio de 2016

APENAS UMA FLOR


APENAS UMA FLOR
(Genaura Tormin)

Sou uma flor
Diferente:
Sem adubo
Nem canteiro.

Mas
Chamaram-me de flor!
E eu quero ser flor,
Embora haja tristeza,
Desenganos...
Uma flor de paz,
Sempre de amor, 
Vermelha.

Flor,
Unicamente flor.
Sem primavera
Nem inverno.

Flor no desalento,
Flor nas madrugadas,
No frio,
No tempo,
Nas lágrimas
E nas tormentas.

Flor-rosa,
De espinhos agudos.
Flor-mulher,
Esperança cansada,
Direito negado,
Liberdade tomada.

Mas
Amavelmente
Ou gentilmente,
Chamaram-me de flor.

E eu sou uma flor!
Nada mais.

Fico feliz,
Por ser ainda,
Apenas uma flor.

sábado, 7 de maio de 2016

MINHA QUERIDA MÃE


MINHA QUERIDA MÃE 
(Genaura Tormin)

A cada conta que rapasso
Do meu rosário de saudades,
De prece, de solidão, de queixas,
Tu não estás aqui!
E eu choro!
Como sinto o teu cheiro!
A falta do teu carinho dengoso,
Do teu coração desnudo em versos,
Poemas e canções. 
Os sábios conselhos, ainda ouço.
Era o alento de segurança 
À criança que ainda sou.

Como te preciso, Minha mãe!
Não sei andar sozinha.
Ainda tenho medo de escuro.
Posso cair e não sei me levantar.
São tantos os fantasmas
Que me assustam!

Eu sou teu fruto, minha mãe!
Tua essência, teu amor!
Dizias que eu era o teu tesouro.
Mamãe, não consigo viver só.
Não houve volta 
Dessa tua viagem!
Vivo ainda a te esperar aqui.
Alegro-me com rostos parecidos,
Que me levam a ti.

Encontro-te nos meus sonhos,
Mas tudo se desfaz!
E outra vez me deixas.
Logo irei ao teu encontro,
Aconchegar-me em teus braços,
Acolher-me ao teu regaço,
Para nunca mais chorar.
_____________________

Em mais esse Dia das Mães, o meu preito de gratidão e saudade à minha mãe, 
que hoje habita no Cosmos, junto ao Criador de Vidas


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)