
PODES ME DECIFRAR
(Genaura Tormin)
Sou o que pensas de mim,
A imagem captada por tuas retinas,
Enfeitada pelo afago da tua ternura,
Ou pelo açoite do verdugo
Que possa morar em ti.
Sei que sou enigma, segredo, surpresa...
Debulho-me em lágrimas...
De medo, arredia me encolho.
Quero colo, preciso de amparo.
Se quiseres,
Podes me decifrar!
Serei a tua construção.
A argila moldável em tuas mãos.
Posso ser Anjo ou demônio.
A obra-prima esculpida em teu coração.
Mas por favor,
Não me machuques!
Tenho tantas cicatrizes,
Que ainda me causam dores.
Linda e tocante poesia querida Genaura!! Um grande beijo e uma boa semana :)
ResponderExcluirAmada Genaura,
ResponderExcluirTeu poema me remete à leitura de teu livro Pássaros sem Asas. A narrativa nele contida parece estar gravada em minha memória. Tua saga, sem ter por onde fugir, pedindo que não fosses mais maltratada além do que foste. Amiga querida, às vezes fico pensando se teria, mesmo com toda a fé que tenho e que exerço, coragem tão grande e forte como a que tiveste para ainda sonhar em voar, mesmo que seja em versos e poemas. Vou repetir o que sempre te digo: és uma heroína, porque conseguistes ultrapassar e mais que tudo, sublimar o sofrimento. Esta força e coragem, eu sei, vem da fé grandiosa que tens e com ela, sobrevives com galhardia e esperança.
Te amo, amiga. Orgulho-me de ter tua amizade.
Pessoas assim como tu, com uma alma tão pura e sensitiva, quase não se encontra neste mundo.
Um beijo muito grande em teu coração.
Maria Paraguassu.