PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

Mostrando postagens com marcador Réquiem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Réquiem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de setembro de 2017

PARABÉNS, ALFREDO, PELO ANIVERSÁRIO



PARABÉNS, ALFREDO, PELO ANIVERSÁRIO!
(Genaura Tormin)

Alfredo querido,

Hoje você faria 77 anos, dos quais 49 ao meu lado e dessa linda família que tivemos a honra de construir.
Logo, pela manhã, eu o cumprimentei como costumeiramente fazia. Abracei-o forte e contei-lhe as novidades, hoje tão poucas, tão sem graça...
É o seu aniversário!

Perdoa-me pela fragilidade. Pelas lágrimas que não consigo conter.
Tenho tentado seguir.
Ao contrário do que sempre me julguei, sinto-me tão despreparada! Não cursei essa matéria.

Esse vocábulo não existia no meu dicionário. Há muito eu o havia expulsado de lá.
O registro fotográfico acima foi em janeiro deste ano, durante um passeio às Cataratas do Iguaçu. 

Uma despedida? Quem sabe? Um presente!
Pouco tempo depois, em abril, vítima de um Câncer linfático, logo pela manhã, você partiu para a outra dimensão da vida, sem se despedir, sem um adeus, sem nenhuma recomendação...

Maldita doença!
Ficamos órfãos!
E como isso dói!

A casa está vazia, solitária, fria e triste.
Das paredes emerge abandono e os ecos se formam pelos cantos.
Juro que eu não sabia que a dor viria tão cortante, tão malvada!
Nunca pensei nisso! Talvez pensasse que você seria eterno.

Sei que a existência é finita, mas acreditava que eu partiria primeiro.
Falta o companheiro, a mão amiga, o olhar carinhoso, o cuidado zeloso que me alcançava em qualquer lugar, a direção que nos guiava, a certeza da presença, o afeto compartilhado.

Meu Deus, falta tudo!
Mas, especialmente hoje, o meu desejo é o de que você esteja bem, feliz e contente, e que haja festa por aí, pois sei que não morremos, apenas mudamos de roupagem e de endereço.

Somos espíritos imortais.
Aqui, estamos numa experiência humana.
Ao fim, voltaremos para a Casa do Pai, como você acaba de fazer.

Isso me consola.
Dá-me a certeza do reencontro.

Parabéns, meu amor!

Beijos da sua mulher,
Genaura Tormin

quinta-feira, 22 de junho de 2017

UM TORNADO PASSOU AQUI



UM TORNADO PASSOU AQUI
(Genaura Tormin)

Um tornado passou, de novo, na minha casa! 
Estou agora tentando fabricar portões, pois minha resiliência não mais se mostra altaneira. 
Parece que a coragem ficou esquecida  em tantas outras curvas do meu caminho. 

Falta uma parte de mim. Justamente aquela que me impulsionava ao desafio, fazia-me corajosa, afoita... 
Aquela a quem eu entregava os trofeus após as muitas batalhas.
Aquela que me acalentava nos medos e incentivava esse meu jeito indomável de querer ser guerreira. - O meu marido.

Quantos anos estávamos na estrada!
Com ele, eu sabia que podia seguir, enfrentar, ousar, pois tinha sempre o suporte de prontidão na retaguarda. 
Tinha o samaritano  na estrada para a ajuda certeira nas tantas quedas que levei. 

Agora é difícil levantar-me sozinha. 
Preciso de um colo, de um ombro para chorar. 
Preciso de um cajado para me guiar.
Pensar que ele se foi para não mais voltar dói demais, torna-me órfã nesse vagar do tempo.

Agora sigo só. 
Miro o horizonte e o vejo tão distante. 
Fico a imaginar o Cosmos para aonde ele partiu sozinho, tão cedinho,  às primeiras luzes da manhã. 
É a conduta de um bom trabalhador que se apresenta na primeira hora. 

Sem questionamentos, sem queixas, eu agradeço,
 mas exponho meu coração dilacerado pela saudade 
que não me deixa, fazendo-me prisioneira, indefesa e triste.

Não há conserto para tanto desmantelo!
Não há remédio para essa minha dor.
Espero no tempo que a tudo responde. 

Hasta luego!

sábado, 6 de maio de 2017

LUTO




LUTO
(Genaura Tormin)

Ainda não consigo falar.
Meu coração está de luto!
A voz arqueja em prantos
E o grito se faz prisioneiro.
A manhã engoliu o gosto do viver
E eu sofro esse fórceps brutal
Que me fere e mata.

Foram-se os devaneios,
A lira, a fantasia,
Os versos e a canção.
Luto é o que resta. 
Morto está o meu CORAÇÃO! 

Órfã estou!
Nada mais posso fazer!
Partiu para o infinito
A metade do meu ser,
O pai dos meus filhos,
O meu marido,
O cúmplice de tantas jornadas,
De tantas batalhas,
De tantos afetos, de tanta alegria!

Faltam-me forças.
O fardo é pesado,
O jugo oprime,
A saudade me abraça forte.
Preciso de um colo,
De um ombro...
Mesmo assim
Eu sigo firme na certeza 
Do reencontro.

RÉQUIEM A MEU MARIDO



RÉQUIEM A MEU MARIDO
(Genaura Tormin)

7 dias sem você!
A saudade já golpeia forte!
O seu lugar está vazio à mesa!

Logo pela manhã, aos primeiros raios do sol, você abriu suas asas e alçou seu voo à Casa do Pai! 

Ele precisou de você para novas empreitadas, novos projetos. 
Um bom servidor é sempre lembrado!
Alfredo de Paiva Tormin foi um presente de Deus para a nossa família, para a vida e, especialmente, para mim, que tive a honra de com ele dividir o leito por mais de 48 anos.

Um homem bom, um pregoeiro do bem! Simplicidade era a sua bandeira, respaldada pela sabedoria que lhe era peculiar. 
Um excelente pai, marido e amigo. Sempre foi prazeroso tê-lo por perto.

Também um grande administrador. Prova disso é a prole que assimilou as lições tão bem ensinadas, seguindo o caminho com dignidade e justeza, o que muito nos honra e nos dá o sentimento de dever cumprido.

Grande homem, o meu marido! 
Otimista, guerreiro, atleta...
Um digno Delegado de Polícia, um Dentista que muito amou o seu ofício. 

Enlaçados pelo juramento que fizemos no altar, seguimos juntos, de mãos dadas por todos esses anos.
A cada queda ou dificuldade do meu caminhar diferente havia sempre um cajado, um protetor para me amparar. 
Assim, seguimos nós na construção da família, entregando-a a Deus todos os dias. 

Sinto-me uma obra de arte de suas mãos benfeitoras, do seu incondicional amor.
Por isso ele foi um poeta do amor. 
E que poema lindo conseguiu escrever nesta sua existência!
Obrigada meu amor!

Siga o seu caminho que é de luz! 
Você não morreu, apenas partiu primeiro, tornou-se estrela, anjo guardião, 
agora invisível aos nossos olhos, 
mas sempre presente nos nossos corações.


Sua mulher Genaura Tormin

quarta-feira, 13 de julho de 2016

NOTA DE PESAR A UMA AMIGA


NOTA DE PESAR A UMA AMIGA
(Genaura Tormin(

Querida Zoélia,

Junto-me a você nesse momento.
Empresto-lhe o ombro, o colo e o coração em prece.
Quero dizer-lhe que hoje, no céu, há festa pela chegada de sua mãe.
Ela não morreu! Apenas partiu primeiro.
Somos espíritos imortais e aqui estamos a serviço, numa experiência humana.
O corpo físico é apenas uma vestimenta, um invólucro, um embrulho para propiciar essa nossa estada por aqui. 

Essa excursão tem prazo e hora marcados para o término na Agenda do Criador.  
Os motivos são ferramentas a serviço da Lei Maior.
Era chegada a hora do embarque de sua mãe! 
Ela, há muito o esperava no caís! 
A missão estava cumprida! E bem cumprida!

Construiu uma família linda e a educou pelos veios do amor e do bem servir, entregando-a a Deus todos os dias. 
A prova de seus passos ficará para os coevos e pósteros, multiplicando-se em valores morais que marcarão um tempo. Como cascata de amor, jorrará por muitas gerações, melhorando o porvir.

E hoje, dona Joaquina se foi em paz, sutil, como num farfalhar de asas. Retornou à Casa do Pai!
Justamente no mês de julho! No mês de férias! 

Foi encontrar-se com o CRIADOR DE VIDAS, falar dos amores, dos filhos, dos netos, da existência... Foi entregar a Ele  o relatório da missão que cumpriu por aqui. 
Ela está muito bem, agora, passeando por outras paragens, sem o peso de sua farda de carne,  revendo outras maravilhas, tendo por cicerones os entes queridos que lá estão e que a esperavam com saudades.

Aqui, dona Quinô (como é carinhosamente chamada), foi uma pregoeira do bem, uma mulher aguerrida, feliz, contente! Uma exímia vencedora  de obstáculos, que dela fizeram um gigante na arte de amar e servir. 
Um exemplo a ser seguido! 

Um legado para todos que tiveram o prazer de com ela conviver.
Felizes os que a chamaram de MÃE, de VOVÓ, de amiga! 
O amor vazava distâncias para alcançar filhos e netos, estampado sempre em mimos, que perpetuavam esse elo de sangue, florindo o afeto, espargindo carinho.   
Ela era um ser humano especial, um espírito predestinado que aqui aportou para fazer a diferença. 

No final do dia, às primeiras horas de hoje, recolheu-se à Casa do Pai, a sua verdadeira Pátria.
Mesmo sabendo da continuidade da VIDA  e acreditando nos designios de Deus, quedamos-nos abatidos diante da partida.

Tudo fica revirado. Parece um tornado que desarruma sem dó a cumeeira de nossa casa.
O que conforta é a certeza do reencontro, pois, apenas a farda desgastada aqui fica para voltar ao pó, enquanto o espirito eclode feliz e faceiro rumo à outra dimensão da Vida.
Por isso, amiga querida, pegue seu fardo e siga!
Para a saudade não há conserto, nem remédio. 

Ela restará cortante e terá lugar cativo em nossos corações.
Somos seres gregários e gratos, especialmente a quem nos trouxe à luz da vida, ensinando-nos a caminhar, acudindo-nos nas quedas e encaminhando-nos na senda do bem e do amor.

Num corpo etéreo, sua mãe estará por aqui a cuidar de suas crias como sempre o fizera. Pense nisso!
Saudades! 
Resta-me, apenas, dizer: Conte conosco! 

Genaura Tormin e família
Gyn, 13.07.2016 


sábado, 7 de maio de 2016

MINHA QUERIDA MÃE


MINHA QUERIDA MÃE 
(Genaura Tormin)

A cada conta que rapasso
Do meu rosário de saudades,
De prece, de solidão, de queixas,
Tu não estás aqui!
E eu choro!
Como sinto o teu cheiro!
A falta do teu carinho dengoso,
Do teu coração desnudo em versos,
Poemas e canções. 
Os sábios conselhos, ainda ouço.
Era o alento de segurança 
À criança que ainda sou.

Como te preciso, Minha mãe!
Não sei andar sozinha.
Ainda tenho medo de escuro.
Posso cair e não sei me levantar.
São tantos os fantasmas
Que me assustam!

Eu sou teu fruto, minha mãe!
Tua essência, teu amor!
Dizias que eu era o teu tesouro.
Mamãe, não consigo viver só.
Não houve volta 
Dessa tua viagem!
Vivo ainda a te esperar aqui.
Alegro-me com rostos parecidos,
Que me levam a ti.

Encontro-te nos meus sonhos,
Mas tudo se desfaz!
E outra vez me deixas.
Logo irei ao teu encontro,
Aconchegar-me em teus braços,
Acolher-me ao teu regaço,
Para nunca mais chorar.
_____________________

Em mais esse Dia das Mães, o meu preito de gratidão e saudade à minha mãe, 
que hoje habita no Cosmos, junto ao Criador de Vidas

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

UMA PALAVRA A DR. CÉSAR


UMA PALAVRA A DR. CÉSAR
(Genaura Tormin)

Querido amigo,

 Junto-me a você nesse momento, nessa saudade. 
Empresto-lhe o colo, o ombro e o verbo, embora saiba que nessas horas todas as palavras tornam-se obsoletas...

    A melhor linguagem é mesmo o silêncio.
    Mesmo assim, queria dizer que o “seu” Ermínio não morreu! Apenas partiu primeiro!

    O corpo físico é somente uma vestimenta da alma, um invólucro, um embrulho, enquanto caminheira por este planeta. O que mais nos acalenta agora é a certeza do reencontro.

    Não estamos aqui por acaso! O Senhor sabe o que faz! Não seria justo se fôssemos apenas matéria finalizada numa tumba fria. O espírito eclode faceiro e contente e volta à Casa do Pai de onde partiu um dia, viu!

    Todos nós temos essa volta agendada, não importa a idade nem o motivo! A partida acontece na hora certa, no momento exato. 

Era chegada a hora do embarque do seu pai. 

Ele se foi com a missão cumprida e bem cumprida, cuja prole, tão bem esculpida em valores morais, é a estampa do seu bom trabalho por aqui. 
Ele está muito bem, passeando sem o peso de sua farde de carne. 

Está caminhando por outras paragens, outras maravilhas, ciceroneado pelos entes queridos que lá estão. Disso, tenho certeza, pois somos espíritos em experiências humanas. Um estágio, vamos dizer.

Assim, foram-se todas as dores, os incômodos da UTI... 

    Num corpo etéreo, ele estará entre vocês, velando pela família que aqui construiu e amou. Pense nisso! 

A existência é um aprendizado duro. É uma constante superação de obstáculos. Somente com esse material poderemos construir as asas e alçarmos à outra dimensão da vida quando chegar a hora.

    A cada dificuldade, fico a pensar que um bem maior está a caminho. Como a raposa do Pequeno Príncipe (Saint Exupery), começo a ser feliz por antecipação.
    Isso é uma verdade e eu a comprovo a cada subida, apoiada em tantas muletas que me fazem gemer a dor da escalada.

    A morte também é uma compensação assim e muito, muito melhor. Sei que não morremos, apenas emergimos do casulo para voar, feito borboleta. 

    Mesmo sabendo que essa passagem por aqui é apenas uma viagem, um curso de pós-graduação para que se possa ascender a patamares mais altos, e que há um Deus perfeito e maravilhoso que nos espera para outras jornadas, outros afazeres, outras empreitadas, quedamos-nos abatidos diante da partida.

    Tudo fica revirado. Parece um tornado que nos tenta arremessar ao caos. A gente fica fragilizado, feito fantasmas ambulantes, a perambular sem rumo, a procurar no último leito, a companhia amiga do viandante que se foi.

    Força, amigo! Pegue seu fardo e siga!

    Para a saudade não há remédio nem conserto. Ela terá lugar permanente em nossos corações, pois somos seres gregários, sensíveis e gratos, principalmente a quem nos trouxe à vida, fazendo-nos crescer no caminho do bem e do amor.

    Abraços da Genaura Tormin e família
    Goiânia, janeiro de 2016
   

segunda-feira, 30 de junho de 2014

RÉQUIEM PARA IRMÃ ISAURA


(Irmã Isaura: a 4a. da 3a. fileira, a mais alta)

RÉQUIEM PARA IRMÃ ISAURA
(Genaura Tormin)


Ela se foi em paz! Sutil, como num farfalhar de asas, num vôo sereno partiu para o Infinito. Sequer despediu-se. Talvez tenha sido chamada para outras missões junto ao Criador de Vidas. Quem sabe para cuidar de outras crianças?

Irmã Isaura sabia que o único segredo da vida era o amor, e o exerceu com galhardia: serviu e compreendeu, perdoou e renunciou. Fez votos de pobreza. Nada exigiu, superando-se pela dedicação ao próximo. Foi uma servidora abnegada, uma guardiã da humildade. Dedicou-se ao Ministério do amor, sob a égide do hábito de Missionária de Jesus Crucificado por mais 60 anos. Era a educadora de almas, a mãe zelosa de muitos órfãos. Uma grande mulher! Um espírito evoluído que ofereceu ao porvir o alicerce da dignidade, da coragem e do trabalho despretensioso. Sua passagem pela vida foi uma doação ao bem, à Deus. Suas palavras sempre foram holísticas.

Ela tinha necessidade de compartilhar, ajudar, doar-se...

Na mente bailava-lhe a vida, a vontade de superar o tempo, driblar os anos, o que a tornava uma jovem senhora de terceira idade ou de todas as idades. Agradável, culta e moderna. Uma pessoa linda, inteligente, otimista, uma boa mestra, uma boa mãe, uma boa amiga. Usava palavras certas e deixava o seu recado sempre matizado de carinho, de afeto, que só ela sabia tão bem escolher a policromia.

Ela partiu, mas suas pegadas ficarão como herança, como história da Congregação que teve o privilégio de possuir tão digna cidadã, tão digna religiosa. Embora habitante da Terra, ela conseguiu abarcar o Universo no soerguimento de vidas. Quantos filhos alheios embalou, quantas crianças criou sem nenhum retorno financeiro, apenas por amor. Como ninguém, ela entendia o 2° mandamento da Lei de Deus: “Amar ao próximo como a si mesmo.”

Irmã Isaura, era uma mestra!
Que criatura especial! Com os cabelos branquinhos e a alma jovial, ela quebrava a aspereza do cotidiano, embelezava os momentos, cativando pessoas e espargindo carinho. Seu discurso, o sorriso, devolviam-nos sempre a paz, a vontade de viver. Aliás, ela era o símbolo da vida.

Sua passagem pela vida e a relevância dos seus feitos serão marcas inesquecíveis. Sua lembrança atravessará o tempo e ela continuará a acalentar os filhos de seu coração, a ensinar o amor, aliviar a dor, exaltar a paz...

Irmã Isaura construiu muralhas de afetividade e se fez benquista entre todos os que tiveram o privilégio de conhecê-la. O seu carisma, o seu jeito de ser, a presteza sempre perene, o afeto, tornar-se-ão lembranças indeléveis que nos concitarão ao BEM, gestor do nosso processo evolutivo rumo à Casa do Pai.

Haverá sempre uma cadeira vazia, uma lacuna entre nós. Uma saudade eterna.
Cumpriu-se a vontade do Senhor. Era chegada a sua hora. Os meios foram, apenas, instrumentos a serviço da Lei Maior. O corpo físico é somente uma vestimenta do espírito quando em missão por este planeta. Isso quer dizer que não morremos, apenas trocamos de vestimenta, na hora certa, no momento exato.

O Criador nos fez à sua imagem e semelhança. Não seria justo que fôssemos apenas matéria finalizada numa tumba fria. O Senhor sabe o que faz!

A Irmã Isaura Rodrigues de Oliveira foi um presente de Deus, uma trabalhadora do amor, uma mestra aguerrida, uma pregoeira do bem. A ela, o nosso preito de gratidão e saudade.

A ternura do olhar, a doçura do coração, dispostos sempre a ajudar, com certeza, estarão a colorir o Cosmos, a endereçar a Terra os seus ensinamentos de amor.

Mensagem prestada por Genaura Tormin, durante a missa de 7o. dia.

sábado, 10 de agosto de 2013

MEU PAI, MEU PORTO SEGURO




MEU PAI, MEU PORTO SEGURO
(Genaura Tormin)

Meu pai!
Mais um Dia dos Pais, sem você!
Quanta saudade eu sinto!
Quantos anos se passaram! 
Aqui estou eu, remoendo lembranças!
Carpindo saudades!
Volto ao tempo em que éramos uma oficina, 
um reduto de aprendizado e amor!
Éramos tão felizes em nossas dificuldades 
e não sabíamos!

Meu pai!
Você partiu primeiro para a outra dimensão da vida! 
Não se despediu nem recado deixou. 
Foi habitar outros mundos, singrar outros mares, 
conhecer outras paragens 
sem o peso de sua farda de carne.
Sei que nos reencontraremos uma dia!
Mas continuo pensando 
que os pais não deviam partir! 

Até hoje ainda não sei caminhar sozinha! 
Não me acostumei a ser gente grande. 
Preciso de ajuda, 
de alguém forte que me salve 
dos fantasmas que me agridem. 
E você não está aqui!
Mas posso senti-lo perto de mim! 
Embora não o veja em suas formas físicas, 
no meu coração, você continua vivo, 
feliz e contente esperando a gente. 
Até mais bonito! 

Relembro das nossas renhidas batalhas 
no enfrentamento da vida! 
Quantas dificuldades nos fizeram melhores! 
Você legou essa coragem, esse determinismo 
que fizeram de mim o que sou.
Continuo recruta assídua das agruras 
e posto-me sempre 
à frente da trincheira! Soldado, sou!  
Não me curvarei jamais à inércia, 
ao desalento, à desídia! 

O meu jugo oprime
 e o cansaço já me bate à porta da alma, 
ofuscando-me os caminhos. 
Trôpegos os passos e estropiados os pés!
O comboio parte sempre lotado e 
logo haverá um lugar para mim.  
Devagar vamos nos reunindo outra vez!

Somos seres espirituais e aqui estamos  
para crescer, aprender e voltar pra Casa 
com a bagagem aqui coletada. 
Oferto-lhe, neste dia, 
o meu preito de gratidão e o carinho 
sempre presente neste meu coração!
Parabéns, meu pai! 
Quanta saudade! 
Quanta falta você me faz!
Meu PORTO SEGURO, meu pai!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

QUE SAUDADE DE VOCÊ, GRAÇA LUCENA!





QUE SAUDADE DE VOCÊ,  GRAÇA LUCENA!
Aceite as flores que eu lhe dou!
(Genaura Tormin)

(Hoje, remexendo guardados, encontrei essa mensagem enviada a uma amiga. Um sentimento bateu-me forte, rasgando-se em saudades, fragmentando-se em solidão... Nela  falo de minha irmã, Graça, que não mais está entre nós. Algum tempo depois dessa missiva, ela partiu para não mais voltar. Foi singrar outros mares, conhcer outras dimensões junto ao Criador de Vidas. Dessa época em que pedi colo a essa amiga, a Graça ainda estava seguindo  o seu calvário, digladiando-se  entre as caidas e recaídas de um câncer que  depois veio a lhe banir a vida. E ela se foi... Um dia, com certeza, encontrar-nos-emos para pôr a conversa em dia e dividir o afeto, sem necessidade de linhas telefônicas, como o fazíamos sempre.)



... Zezé, querida,
Eu soube com pesar da passagem do seu irmão. Junto-me a ti. Doença maldita, o câncer!

A minha irmã, a Graça Lucena, luta com contra ela há 7 anos.
Sabe quem é ela?

Incentivei-a escrever no Planeta. Hoje saiu o lançamento do seu livro, CANTAROLANDO, pela AVBL. Até pensei que não fosse ver o livro. Saiu da UTI há 3 dias. Estava em coma.

Meu Deus, como a vida é frágil!

Nisso tudo, temos que ter coragem, pois, mesmo nos preparando para essa partida, não aceitamos.
A gente fica inerme, fragilizada, feito fantasmas ambulantes, sem nada fazer.

Graças a Deus que a Graça está bem.
Foi a primeira vez que ficou em coma, e do nada.

Simplesmente tombou sobre o volante.

Levaram-na para o Hospital e pelo celular identificaram a família.

Há muita solidariedade humana! Ainda bem.

Mas, como o ser humano é falho, frágil, carente!

Perdoa-me, por isso!

Vim para emprestar-lhe meu ombro, e estou usando o seu.

Meu Deus, meu Deus!
Mas, vc sabe tanto quanto eu, que a vida é efêmera!

Um sopro de vela!

Ainda bem que essa existência não é em vão. Aqui aprendemos, evoluímos...

A alma transcende à Casa do Pai, que é a verdadeira morada do espírito.

Sei que seu irmão era novo, encantado pela vida, pela filha, pela mulher...

Mas, querida, chegou a hora, o momento exato. Quem somos nós para questionar?

Não cai um fio de cabelo, uma folha de árvore sem a permissão de Deus.

Vc sabe disso! Acho que tudo tem o seu porquê.

Aqui, há sempre uma lição a aprender.
Quantas vezes, fazendo uma retrospectiva avaliatória, chegamos a conclusão que sem essa ou aquela dificuldade grande que achávamos que os nossos ombros não suportariam, não haveríamos galgado tanto crescimento, tanta descoberta benfazeja, tanto amadurecimento...

A dor é buril, forjando a obra, esculpindo a alma... Eu sou um testemunho vivo disso.

A cada dificuldade, fico a pensar o que virá de bem.
Fico pensando que a morte também deve ter uma compensação assim e muito, muito melhor.

Sei e tenho certeza de que não morremos, apenas trocamos de farda.
Assim, outras missões esperam o seu irmão. Deixa-o ir em paz!

Ele continuará velando pelos que ama aqui. Pode ter certeza.

Nós é que somos tão pequenos e egoístas que não entendemos a vontade de Deus.

A vida, ele nos deu! Ele nos tira quando chega a hora!

Resta agradecer e não lamentar.
Agradecer o tempo que Deus permitiu que ele ficasse para ver a filha, conviver mais um pouco com a família.
Lembra-se?

Acho que dessa época em que compartilhamos com vc essa fase tão doída, passaram-se uns 2 anos, não?
Zezé, falei tanto!

Nessas horas, todas as palavras tornam-se arcaicas, obsoletas...

O momento é duro e eu sei disso.

Talvez o silêncio, o estar perto sem nada dizer, fosse o melhor.

Mas, na virtualidade, não há esse meio termo.
A escrita significa o sinal da nossa presença, o tamanho do nosso afeto.

Assim, querida, vamos em frente!

Emprestar esse afeto, esse ombro amigo, aos que ficaram.

Há todo um caminho a palmilhar!
Beijo grande.

Fica com Deus.


Genaura Tormin


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Powered By Blogger

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)