PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

NUM INSQUEÇA DESSA PROSA






NUM INSQUEÇA DESSA PROSA
Genaura Tormin

Vancê tem que assustentá
Aquilo que me dixe,
Mermo aí na Capitá.
Pegano na minha mão
Vancê prometeu me amá.
Dixe tanta coisa linda
Pramodi me enganá.

Adespois,
Pega e vai simbora,
Fica de longe e me óia
Sem nada pra prusiá,
Nem mermo escrivinhá,
Isquecendo as coisa boa
Que fizemo do lado de cá.

Já num tenho aligria.
Tô  chorano todo dia
E de noite fico a pensá
Nocê e nesse  amô
Que num pudia acabá

E eu sei que uma gaiata,
Aquela do celulá,
Tá tentano te prendê
Fazendo inté coisa ruim
No zoínho de vancê.

É bão pensá,
Pruquê vancê pode perdê
E vortá arrependido
Pedino  preu te querê.

A ingratidão mata afeição,
E às vêis um moço bão
Vai de mim se ingraçá,
E inté pedi pra cumigo  se casá.

Aí, perde eu, perde vancê,
Pois amô qui nem o de nóis
É difici de encontrá.                                                         


domingo, 24 de junho de 2012

AGORA EU QUERO UM AMÔ




AGORA EU QUERO UM AMÔ

(Genaura Tormin)

Onde é memo que ocê
Insqueceu aquele nosso amô?
Pruque ele era tão bão!
Será qu'ele ficou laigado
Lá na berada do corgo?

Se ocê preguntá eu,
Num sei contá, não.
É que ocê me insqueceu!
Tudo cabô memo!
Os cafuné, os chamego...

Eu acho que ocê tá de ôio
Na Maricota, do seu Mané?
Mais pode aquerditá,
Que mió do que eu, não é.

E sabe du'a coisa,
Vamo pará cum essa prosa!
Ocê tá memo é pu lado de
Cabra safado,
Desavegonhado.

Mais eu num tô nem aí, não!
Eu vô é pulá foguêra,
Tumá quentão,
Dançá a noite intêra!

Fazê promessa pro São Juão,
Promodi ele arranjá pra eu
Um home bão.
Num é quinem ocê NÃO!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

TOMA JÊITIO, SÔ!!



TOMA JÊITIO, SÔ!!
(Genaura Tormin)

Viche, Santantõi!!
A moça tá pelada na minha frente!!
Insqueceu da rôpa!
Inda pru cima tá cum fômi.
Qui buracu danadu é êssi aí nu buxu, hein?

Viche!
E os pêitu tudu di fora!!
A cara ocê inscondi, né?
Issu é severgoinhice, memo!
Será qui ocê qué vendê os corpo?
Isso num se vendi não, sô!!
É só pur amô!

Premêro,
Ocê tá pricisanu duma caridadi.
Arguém qui dê um adjutoro
Pramodi cumprá uns panu
Procê cubri as coisa.
Adespois tá pricisanu memo é duma tunda,
Prumodi criá brio, trabaiá...

Num podi ficá ansim não, fia!
Dá pneumunia, calafrio, espinhela caída...
E ocê tá duenti,
Cas carça avermeiada.
É essas coisa de mué, né?
Tem qui usá panim!
Toma jêitio!
Tá mostranu as coisa tudu, pur sôto!
Adespois, casamento qui é bão,
Necas, viu!!!
Nenhum môçu bão vai querê ocê!

segunda-feira, 9 de março de 2009

TÔ DOIDIA PUR UM AMÔ

TÔ DOIDIA PUR UM AMÔ
(Genaura Tormin)

Naquela oiada digera, de cabra macho raçudo,
Pedindo a eu um abraço, numa piscada safada,
Daquelas que quaje fala, meu coração se inquietô,
Quaje arriô a seus pé, resurtando uma paixão
Que me grudô a vancê.

Meu corpo se arrepiô e eu num pude nem drumi,
Pensano inté nos abraço, no gôsto do bêjo seu.
Virô só uma gimura, uma sôdade docê,
De caí intera in seus braço e mais seu fôgo acendê.

Antosse pulei a jinela pra vê se via vancê,
Falá dessa coisa doidia, que machuca e faz duê.
Quero bejá seu cangote, agarrá seu peito nu,
Cherá seu corpo cansado, suado de labutá.
Pra eu vai sê o prefume, que eu nunca pude comprá,
Pois o amô é de graça, mas difici de arranjá.

Dispois nóis junta os corpo, no meio do capinzá,
E de tanta emoção nóis nem vai pudê falá.
Vai sê tanto arôxo bão, tanto bêjo e tanto amassu,
Que nessa esfregação até a lua gaiata,
Que tá lá prá alumiá, vai de nóis dois invejá.

ANÚNCIO PRAMODI RUMÁ MARIDU

ANÚNCIO PRAMODI RUMÁ MARIDU
(Genaura Tormin)

Num sô feia nem bunita,
Mais sô muié de verdade.
Num usu essas coisa feia
Das muié lá da cidade.
Deus me livre, credo in cruiz
Mostrá minhas coisa pus ôto!!!
Issu num faço naum!

Seu moçu eu sô direita,
Tenho vergonha na cara!
Mais sei tombeim sê muié
Qui sabi fazê chamego
Inté o home gemê.
Num é pru senti uma dô,
É prumodi o meu calô
Que inspáia divagarim
Nos balançu do amô.

Si ocê tá pricisano
Duma cabôca jeitosa,
Morena fogosa, faceira
Pramodi fazê cafuné
E uma comida gostosa,
Eu tô prontinha procê.

Eu agaranto, seu môçu,
Qui ocê di eu vai gostá.
Nóis casa aqui no Arraiá,
Muitos fio vamo tê
Pra no roçado ajudá,
Fazê muita fartura,
E inté do gado cuidá.


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)