PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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quarta-feira, 11 de julho de 2018

EIS A NAMORADA DO DIDIGO


EIS A NAMORADA DO DIDIGO
(Genaura Tormin)

Didigo achou-se muito bonito e queria uma namorada.
Botei as mãos à obra e  criei a Belinha, uma garotinha linda! 

Ele se encantou e logo empunhou o dedinho e perguntou:
_ Rola um namorinho contigo, Princesa?

Mais do que depressa 
ela botou o chapeuzinho no chão
 e deitou a cabecinha no ombro dele.

Mas também, 
ambos são lindos e ninguém 
vive sem amor.
Vejam:



Ensimesmado! 
Dono da situação. Esbanjam satisfação!
O amor é lindo!

Hasta luego

sábado, 28 de abril de 2018

UM ANO SEM AMOR



UM ANO SEM AMOR
(Genaura Tormin)

Lembranças de um tempo que ainda eclode no meu coração desavisado
 e ainda tão machucado!

Eu não fui avisada. 
Não houve acordo nem aviso prévio e nem despedidas!
Tudo, tão de repente! Sem recomendações, sem agendamentos! 
Simplesmente uma ida sem volta, uma janela aberta e uma saudade eterna.
E o tempo célere contabiliza os dias.

Já faz um ano que esse amor partiu para não mais voltar! O meu marido! 
Meu parceiro de tantas jornadas!
Eis-me sem dono e sem companhia!
Eu não me formei em solidão! 
Não tinha essa matéria no meu currículo.

Minha casa está grande e fria! Estamos no outono!
As flores murcharam, caíram ao relento  do frio, 
do vento, do tempo e do meu coração ferido.
E aqui estou eu! 
Resta-me seguir! 

Há uma grande fila indiana, na qual há muito estamos listados, 
de mochilas às costas para o embarque.
O que alenta é que não há finitude nesse processo, mas apenas transição.
Somos eternos! 

A farda de carne perece, como uma veste gasta e obsoleta que se fragmenta pelo caminho.
Assim, o espírito, feito uma borboleta, alçou seu voo ao infinito de onde partiu um dia, aportando em terras brasilianas, especialmente para que eu seguisse com ele nesse jornadeio de experiências e crescimentos. 

Sou agradecida!
Acredito que crescemos e propagamos a espécie!
Meu lema é foco, força e fé!
Sigo resoluta e firme!

Hasta luego, meu amor!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

FAMÍLIA - MISSÃO NOSSA



FAMÍLIA - MISSÃO NOSSA
(Genaura Tormin)

A família  é sublime carreira, pois, o investimento maior é dedicado aos filhos, missão nossa, cabendo-nos a responsabilidade de endereçá-los à trilha do bem. E isso se faz com presença, diálogo, carinho, orientação e exemplo.
Realmente, a família é uma responsabilidade de amor! É a célula-mãe capaz de reproduzir um outro ser humano. Bem direcionada é a responsável por uma sociedade sadia e feliz.

Por isso o casal pode se separar, os pais, nunca! É preciso saber fazer a diferença. É preciso preocupar-se com o desenvolvimento seguro dos filhos, pois serão eles os homens do amanhã. Dizem que quando vivemos na unidade, nossa morada torna-se um paraíso.

Basta pensar no grande número de crianças abandonadas, com pais vivos e ricos, que têm por amigos o computador, o aparelho de televisão, redes sociais, iPad, videogame, celular, internet, com seus benefícios e malefícios, sempre ditados pela solidão e revoltas da idade. 

São os filhos dos pais “sem tempo” que, irremediavelmente, atribuem importância maior aos cifrões dos seus negócios, respondendo sempre: “Não posso agora, estou atrasado, é hora do jornal, do noticiário, da bolsa de valores etc.” Tentam materializar o carinho e compensar a ausência com exageradas permissividades e presentes caros. Ao exacerbar em oferecimentos materiais, os pais estão barateando a capacidade de luta dos filhos, diminuindo a busca e o desejo de conquista, o que os torna frágeis.

Como estão errados esses pais! São estranhos aos filhos. Não brincam juntos, não contam histórias de si memos, de suas vidas, de suas aventuras, de seus brinquedos de crianças, de suas dificuldades, de seus relacionamentos familiar, numa biografia cheia de encantos e saudades.
É bom lembrar que ‘o estar junto’, fazer juntos tarefas caseiras, incluindo na cozinha, torna-se um lazer gostoso que será lembrado e imitado, passando aos pósteros, formando a bagagem de amor a que somos fadados. Ah, como isso é importante!

Quase sempre, esses menores, com todos os desejos materiais satisfeitos e as emoções diminuídas, e estando ainda verdes para o auto-equilíbrio, o discernimento responsável, começam a perder a estima de si mesmos, tornando-se inseguros, tristes, rebeldes, enveredando facilmente pelo mundo das drogas à procura de carinho, de emoções maiores, iniciando o caos, que deixa marcas profundas, cicatrizes eternas. 

O que adianta vencer profissionalmente, mas perder a família a qual é mais do que parte de nós? É missão e razão de toda a nossa luta na vida. É preciso conciliar família, trabalho, respeito e autoridade. “A melhor escola ainda é o lar, onde a criança deve receber as bases do sentimento e do caráter.” Acrescento que o maior e melhor remédio para tudo chama-se AMOR!


É questão de inteligência e muito mais de reconhecimento da responsabilidade/amor que temos para com as nossas crias. É preciso que se determinem limites e metas para a organização familiar, pois a energia também é amor. 

A família é uma empresa que, para ter sucesso, render frutos, é preciso que seja bem administrada desde o início. “Errados princípios, dificultosos fins”. O tempo não espera. Um belo dia você descobre que fez tudo errado. E o mais lastimável é que não há conserto. Não há dinheiro que consiga recuperar o que foi perdido.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

PÁSSARO SEM ASAS CHEGOU AO FIM


PÁSSARO SEM ASAS CHEGOU AO FIM
(Genaura Tormin)


Concluída, enfim, uma história verdadeira, 
um acalanto a esse nosso altruísmo aguerrido

de seguir no front das muitas batalhas 
que nos fizeram vencedores
Eis as úlltimas palavras: 
Deponho as armas, guardo a caneta, fecho o livro!
Chegou ao fim!
Sentar-me-ei para refletir e agradecer a cada um 
dos leitores que me seguiram nessa jornada.

Valeu a pena essa minha caminhada por aqui!

E quando eu me for, nas asas do vento 
de uma tarde linda, com mistérios e cores, 
o Pássaro Sem Asas planará faceiro, 
contando um pouco dessa 
história de amor, 
desse meu jeito guerreiro, faceiro, 
valente de enfrentar desafios, 
cantar a vida e seguir sempre. 

À família,
Aos filhos e netos,
Deixarei saudades...
Presença silenciosa.
Frases inaudíveis
Ecoarão no ar.
Só, seguirei a minha estrada...
Nada levarei.
Não é necessário.

Para trás,
Um lar vazio,
Uma lembrança gasta,
Uma janela aberta...
Mas se um dia,
Sentirem a minha falta,
Juro, não é covardia,
Deixem rolar o pranto,
Espantem essa agonia.

Em nome dessa partilha,
E da felicidade
Que nos uniram um dia,
Relembrem os bons momentos.
E se eu puder,
Virei enxugar-lhes o pranto,
Num raio de sol,
Num bater de asas,
Num sopro de vento.

A você, meu marido, eis a obra concluída!
Uma ode de amor a nós dois, que soubemos fazer da 
existência uma pista de dança, 
num bailado perfeito de passos 
executados com a mente bem direcionada, cujo mestre era você, 
que sempre me dava a mão para a próxima dança.

E nesse cuidado, partiu primeiro para me apascentar o caminho, 
receber-me na chegada!

Hasta luego!

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)