PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

ESSÊNCIA LIBERTA



Essência liberta


(Genaura Tormin)

De asas quebradas,
A ave não pode voar.
O invólucro é prisioneiro,
Mas a essência é liberta,
Bandoleira...

Crescem-lhe asas perfeitas,
Imaginárias.
As peias se partem na amplidão.
Desatam-se os laços!
Ilimitado é o espaço     
Para voejar versos,
Soltar a emoção
E sentir-se uma estrela andeja.

É muito importante a consciência de que não estamos aqui por acaso. A responsabilidade da caminhada é unicamente nossa e não podemos fraquejar. Somos seres gregários, cabendo-nos a compaixão pelo próximo, pelo menos o mais próximo. É sempre bom reafirmarmos os nossos propósitos de fé nos valores e no exercício do amor.
“Sei que toda caminhada tem um destino e uma direção, por isso, devo medir os passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam, ou pelos quais, passo eu.
Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo.
Todavia, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie.
É oportuno que, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram.
Que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem.
Quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas entenda o sentido do sofrimento que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais.
Quando eu tiver tudo: farnel e coragem, água no cantil e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, razão para não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo, que eu não me considere melhor do que aqueles que ficaram para trás, porque pode vir o dia em que nada mais terei para a jornada. E aqueles que ultrapassei me alcançarão no caminho. Poderão, também, fazer como eu fiz, e nada de fato fazerem por mim, que ficarei sem concluir o meu trajeto.
Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite, em que a jornada será mais fácil e mais amena.
Quando for noite e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção.
Que eu perceba que a caminhada só poderá ser mais rápida, mas muito vazia.
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho.
Quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção, a estrela‑guia.
Que eu não siga os que se desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos.
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver a simplicidade das flores à beira da estrada.
Que eu não perturbe os passos de ninguém.
Que eu entenda que seguir faz bem, mas, às vezes, é preciso ter-se a bravura de recomeçar, voltar ao ponto de partida, tomar outra direção.
Que eu não caminhe sem rumo.
Que eu não me perca nas encruzilhadas, mas não tema os que assaltam e os que embuçam.
Que eu vá aonde tiver que ir e, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo.
Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, seguir-me, confiando em mim.”
A vida é cheia de quedas, de alegrias, realizações, muitas chegadas, onde tantos nos esperam cheios de sorrisos, de incentivos.


domingo, 9 de setembro de 2018

O PEQUENO PRÍNCIPE


O PEQUENO PRÍNCIPE
(Genaura Tomin)


Acabei de fazer!
Amei! Com quem se parece?
- Sou o Pequeno Príncipe!
Até a flor eu trago no bolso, 
do lado do coração!

Realmente,
“Tu te tornas eternamente responsável 
por tudo aquilo que cativas!”

“O essencial é invisível aos olhos.
É preciso buscar com o coração”. 
Não conhece?

Então leia O PEQUENO PRÍNCIPE 
e se apaixone pela flor, como eu!

Esse livrinho é um clássico, 
de Antoine de Saint-Exupéry.
É uma das obras mais amadas 
por adultos e crianças de todo o mundo.

Todos deveriam lê-lo.
Parece um livrinho infantil, 
mas os ensinamentos são muitos.

Hasta luego!

domingo, 5 de março de 2017

DE ONDE VIEMOS



(Recebi este texto de uma amiga erudita, inteligente, espiritualizada que sempre borda a minha página com ensinamentos que me ajudam a crescer. Obrigada Marília! Você é um amor de pessoa! Um espírito evoluído.)

DE ONDE VIEMOS
Por que buscamos sempre a Paz? Por que estamos sempre em busca de algum lugar inexistente? Desejamos internamente uma vida melhor sempre! Desejamos um amor verdadeiro, desejamos um trabalho que nos dê realização pessoal e ganhos financeiros, desejamos uma família de verdade, e tudo isso é possível quando nos descobrimos como essência pura!
Se a energia divina e o princípio supremo estão em toda parte, porque eles não estariam também em minha própria alma, e ao meu lado, como mestres, protetores e conselheiros? A questão espiritual gira em torno do desafio central que é perceber conscientemente a presença da energia sagrada em cada momento da nossa vida.

Quando conectamos com o Deus interno, o Eu Superior sentiremos a tranqüilidade da alma, o Eu Verdadeiro, a nossa ESSÊNCIA nos mostrar o caminho de paz interna, de felicidade, de harmonia com todos! 

De Onde Viemos... 
Autor desconhecido

“Eu venho de lá, onde o bem é maior”.
De onde a maldade seca, não brota.
De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como benção.
Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades.
Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.
Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor.
Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças.
Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria.
Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe.
Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, fé e carinho.
Eu venho de lá e não estou sozinho, “sou catador de lindezas”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem.
Procuro bonitezas e bem querer, sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar.
Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar.
Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema e alecrim.
Assim, sou como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o ninho…
Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe. Te digo: tem sim, é fácil encontrar.
Silencie, respire, desarme-se, perceba, é pertinho.
Este lugar que pulsa amor é dentro da gente, é essência, está em cada um de nós. Basta a gente buscar.”
(Autor desconhecido)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MILAGRE DO RENASCER



Milagre do renascer
(Genaura  Tormin)

Como gosto do  perfume das manhãs,
Do orvalho da lavoura enternecida,
Como a render graças
Ao sol  que desponta incandescente.

Em verdadeira sinfonia,
Ouço o chilrear de pássaros,
A dança das folhas tocadas pela ventania,
O refrulho do riacho,
O zumbido das abelhas...
Tudo, sob um céu azulado,
Bordado de nuvens viajeiras.

A vida se agita,
Tudo se movimenta
No ir e vir do trabalho,
No milagre do renascer.
A isso eu chamo VIVER!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

UM PASSEIO INESQUECÍVEL



UM PASSEIO INESQUECÍVEL
(Genaura Tormin)

Uma excursão de ônibus para testar limites.
Doida para conhecer o "novo", conferir possibilidades.
É um grande desafio que espero ao final, sentir que, mais uma vez, 
enfrentei e VENCI! 

Minha caminhada tem sido um arsenal de rebordosas
que se quedam sob a coragem que me alicerça.
Agradeço pelas oportunidades que me forjam assim.
O Senhor é o meu Pastor e não me faltará. 
Acredito nisso!

Estamos seguindo...
O ônibus muito confortável, justificando a façanha para mim.
Tudo bem legal.

Suporte para elevação das pernas, muito espaço, sistema de som, 
geladeira, banheiro, sala de jogos, internet, ar condicionado, filmes e boa companhia. 
E o melhor: não viaja à noite.
A equipe e o serviço de bordo são excelentes!!
Hasta luego!

Vou dando notícias. 
E lá vamos nós!
O marido segue junto, feito o anjo guardião, debulhado em cuidados. Também segue o enfermeiro para auxílios necessários em lugares que nos possam surpreender.
Permiti-me a todos os eventos com a turma, sem medo de ser feliz.
Assistimos à chegada do Ano Novo, à beira-mar, ao brilho e ao som dos fogos, brindados com champanhe e abraços.

Espaço plenamente adaptado. Tudo perfeito para nós.
Atravessamos a fronteira para um dedinho de prosa com los hermanos.
Senti-me inteira.
Fomos até as Cataratas do Iguaçu, onde tudo me foi possível. 
Acesso até o fim do mundo!

Comemorei de braços abertos, diante da natureza debulhada em sons e beleza, 
sob um céu de anil e a grandeza do Criador!
Senti-me dona do mundo!

Conhecemos muitos lugares, hotéis, restaurantes, vinícolas, onde eu ia conferindo o respeito às leis da Inclusão.
Estivemos em São Francisco do Sul - Santa Catarina, cujos casarios remontam à sua história indígena. É a terceira cidade mais antiga do País. 

Lá, passamos um dia no Barco Príncipe,
com almoço e grande animação, incluindo uma foto com o Comandante.
Muitas outras cidades encantaram os nossos olhos, com sua beleza e progresso. Especialmente Presidente Prudente, em cujo hotel, conheci a mais perfeita adaptação para bem acolher uma pessoa com deficiência, que deambula de cadeira de rodas, além de excelente café da manhã, limpeza e bom trato. 
Finalmente, a hora de voltar.

Realmente, Aristóteles Onassis tinha razão quando disse: "O homem só fracassa quando desiste de tentar. Todos os dias me levanto para vencer!"
Pois é, acabo de imitá-lo! Venci!
Resta-me um gosto incrível de conquista e uma sensação de prazer e poderio.
Tenho asas e galgo todos os espaços.

Para concluir o passeio, em alto estilo, comemoramos com um lauto e fraterno jantar, numa bela churrascaria, com um show ao vivo e muitos sorrisos...
Fomos felizes, alargando-se o elo de amizade que trouxemos na bagagem.

Pessoas lindas, sensíveis, que bordaram os nossos corações de afeto.
Finalmente ouso dizer, plagiando o o poeta Fernando Pessoa:
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena."

E essa viagem foi a confirmação de que nada é impossível para uma mente altruísta e determinada.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

UM PASSEIO COM PAPAI






UM PASSEIO COM PAPAI
(Genaura Tormin)


Eu e minhas irmãs!
Que saudade!

Todo tempo tem o seu sabor, os seus encantos, a sua magia!
Egressas da zona rural, nessa época, éramos internas num colégio de freiras, onde ficamos por 9 anos.
Tempo bom e bem vivido!
Linda infância.

A foto foi tirada durante um passeio com papai.
Como eram encantadoras essas saídas para desbravar o mundo sob a proteção do homem mais forte, mais bonito e mais valente! 
Um guerreiro!

E ele era o MEU PAI!
Quanto orgulho sentia eu!
Hoje, tudo é comprado com presentes!

Meu Deus, quanto vale um afeto!!!!!
Quanto vale o chegar perto, afagar, sorrir, apertar as mãos e sentir-se cria, parte integrante daquele ser a quem Deus nos confiou neste mundo!

Mas, estamos pobres desse aconchego!
Falta a qualidade, o jeito gostoso...
Falta tempo!

E esse tempo é tão veloz e cruel!
Somente as lágrimas dirão mais tarde que fizemos tudo errado com as crias que Deus nos concedeu!

ESQUECEMO-NOS DO ABRAÇO!
Foi enviado pela virtualidade!

Desconhecidos, hoje, crias e pais seguem estradas paralelas tentando se encontrar.
QUE PENA!

terça-feira, 7 de abril de 2015

MEU POEMA TEM MAGIA







MEU POEMA TEM MAGIA
(Genaura Tormin)

Miro a eternidade,
Nas encostas dos sonhos.
Alcanço o infinito
E vejo tudo mais bonito.

Cavalgo no pensamento.
No dorso de miragens.
Construo castelos,
Enfeito-os de brisa e canto,
Flores e pranto.

Meu poema tem fantasia,
Melodia de riacho,
Cheiro de pradaria,
Céu estrelado,
Encanto e magia.

No bailado da alegria,
Borboletas voejam
Nas cores da natureza,
No trinado da passarada,
No refrulho da cascata...
Dentro de mim
Desnuda-se o Universo!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

UMA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA INUSITADA



UMA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA INUSITADA
(Genaura Tormin)

Cuidar da família é uma sublime carreira, pois, o investimento maior é dedicado aos filhos, missão nossa, cabendo-nos a responsabilidade de endereçá-los à trilha do bem.

E isso se faz com presença, diálogo, carinho, orientação e exemplo. Por isso o casal pode se separar, os pais, nunca! É preciso saber fazer a diferença. É preciso preocupar-se com o desenvolvimento seguro dos filhos, pois serão eles os homens do amanhã. Dizem que quando vivemos na unidade, nossa morada torna-se um paraíso.

Basta pensar no grande número de crianças abandonadas, com pais vivos e ricos, que têm por amigos o aparelho de televisão, iPad, iPhone, videogame, redes sociais, internet, com seus benefícios e malefícios, sempre ditados pela solidão e revoltas da idade.

São os filhos dos pais “sem tempo” que, irremediavelmente, atribuem importância maior aos cifrões dos seus negócios, respondendo sempre: “Não posso agora, estou atrasado, é hora do jornal, do noticiário, da bolsa de valores etc.” Tentam materializar carinho e compensar a ausência com exageradas permissividades e presentes caros.

Ao exacerbar em oferecimentos materiais, os pais estão barateando a capacidade de luta dos filhos, diminuindo a busca e o desejo de conquista, o que os tornam frágeis. Como estão errados esses pais!

Quase sempre, esses menores, com todos os desejos materiais satisfeitos e as emoções diminuídas, e estando ainda verdes para o autoequilíbrio, o discernimento responsável, começam a perder a estima de si mesmos, tornando-se inseguros, tristes, rebeldes, enveredando facilmente pelo mundo das drogas à procura de carinho, de emoções maiores, iniciando o caos, que deixa marcas profundas, cicatrizes eternas.

O que adianta vencer profissionalmente, mas perder a família a qual é mais do que parte de nós? É missão e razão de toda a nossa luta na vida. É preciso conciliar família, trabalho, respeito e autoridade. “A melhor escola ainda é o lar, onde a criança deve receber as bases do sentimento e do caráter.” Acrescento que o maior e melhor remédio para tudo chama-se AMOR!

E esse tão lindo amor que dá sentido à vida é também uma questão de inteligência e responsabilidade. É preciso que se determinem limites e metas para a organização familiar, pois a energia também é amor.

O tempo não espera. Um belo dia você descobre que fez tudo errado. E o mais lastimável é que não há conserto. Não há dinheiro que consiga recuperar o que foi perdido.
(Este texto é parte do meu livro Pássaro Sem Asas – 6a. Edição.)

Ainda recente, num amistoso diálogo com uma colega de trabalho, ela me disse que teria que presidir a uma Sessão Extraordinária naquele dia em sua residência.

Aguçou-me a curiosidade e eu quis saber mais.
Explicou-me ela:

Temos 2 filhos: de 7 e 9 anos. É costume fazermos de vez em quando uma Sessão Extraordinária para discutirmos família, vivência, responsabilidades e falarmos de amor. Um momento de abertura e carinho só nosso.
Encantou-me o tema e ela continuou:

É, colega, é uma Sessão de verdade, nos moldes das Sessões Plenárias aqui do Tribunal. Uma mesa forrada, um livro de ata, uma jarra de suco, horário certo e os problemas a serem apresentados, que foram previamente listados por nós, os pais, e por eles. Por vezes, costumamos dizer que tal problema será posto em pauta e discutido na próxima Sessão. É um momento solene para todos.

Ali acha-se sempre a solução para todos os impasses: notas escolares, feitio de tarefas, boas maneiras, incentivos, alimentação, banho, arrumação das camas, uso e guarda de objetos e brinquedos, horários para diversão, passeios, projetos, além de conscientizá-los sobre o lugar que ocupam na família e no coração da gente, como importantes membros, credores de todo o nosso amor e razão de nossas vidas.

A seu turno, a palavra é dada a todos: papai, mamãe e os filhotes, o que é bem respeitado. Já é um hábito adquirido que muito os ajudará pela vida a fora

Há, também, uma fala sobre
Deus, como gestor de tudo, a quem devemos gratidão. Enaltecemos a solidariedade, o companheirismo, culminando em elogios em que todos nos sentimos partes, valorizados e amados.

Falamos sobre economia doméstica, futuro, explicando a razão de não podermos exacerbar em presentes... Começa a se formar aí a filosofia da vida.

Por um bom tempo tudo fica bem. Todos nós cumprimos o que foi ali tratado, respeitando a faixa etária e as lindas crianças que enfeitam a nossa vida, o nosso lar, a quem temos a responsabilidade de endereçar ao futuro que os espera.

E assim, vamos formando hábitos e construindo a base de nossa família, endereçando-a à trilha do bem e do amor.

Finalmente, eu lavro a ata, em que constam também os deveres e direitos ali debatidos.

Todos assinam e dali começamos um novo modelo de ajustamento.
Encerramos com uma prece, além de abraços e beijos.
Que maravilha é termos uma família para amar, um lar para voltar!

_ Que lindo ensinamento, registrei emocionada! Impulsionada pelas lágrimas, abracei a colega e parabenizei-a. As palavras ficaram entaladas na garganta.

A emoção tomava-me a alma e eu achei uma excelente forma de educar, construir e amar.

Uma linda e responsável família!

Imaginei a ata sendo assinada por aqueles pequenos.
A letrinha, os petitórios e a discussão de cada um...

Ah, eu amei essa conduta e pensei em multiplicá-la, trasladando o episódio num conto, o que acabo de fazer.

Obrigada, amiga querida, por me permitir aprender tanto com você!


quarta-feira, 5 de março de 2014

COMPARAÇÃO




COMPARAÇÃO
(Genaura Tormin)

Eu sempre me comparei com os bichos. 
O camaleão é o meu preferido
Porque muda de cores.
Eu sou versátil, colorida, assanhada. 
É a minha marca registrada. 
Batom vermelho,
Sorriso largo, 
Otimismo e alegria à flor da pele. 

Hoje, 
Pensei que me pareço com a abelha! 
Uma abelhinha abelhuda, 
Cantora, espalhafatosa,
E um tanto enxerida! 
Pois é, pensei isso! 
Perfeita comparação. 
A abelha labora no fabrico de mel.
Para o deleite dos outros. 

E o faz cantarolando. 
É bonito ouvir o zumbido da abelha. 
É como uma declaração de amor, 
Uma balada do vento, 
O refrulho de um riacho, 
O canto de um galo triste,
O badalar dolente de um sino… 

Eu engendro versos! 
Penso  neles de noite e de dia! 
Esbaforidos, eles pedem passagem 
E eu corro a poetar. 
Preciso dar liberdade ao  prisioneiro. 
E para quê? 
Para agradar o leitor, 
Para emocionar, para curar,
Para falar de amor!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

UMA VIAGEM AO CARIBE



 UMA VIAGEM AO CARIBE
(Genaura Tormin

Estivemos no Caribe. Uma viagem programada juntamente com marido, filhos e netos. Um lindo resort em Punta Cana, na República Dominicana.
Lá o vento ouriça a copada das muitas palmeiras que enfeitam as praias. O mar de um azul infinitamente belo confunde-se com o céu altaneiro, numa policromia indescritível refletida na incandescência dos raios de sol.

Tudo muito bonito, numa arquitetura rebuscada entre jardins, à beira do mar. Fartos restaurantes e bares, onde os drinks e guloseimas se multiplicam na diversidade da predileção de vários povos, com seus muitos costumes e dialetos. Os serviçais gentis e contentes. Um paraíso, pensei.

O apartamento a nós destinado era grande, bonito, bem servido por varanda, leito nupcial convidativo, com brancos lençóis, ar refrigerado e uma saleta para a reunião da família, incluindo um cafezinho feito na hora, cuja cafeteira elétrica postava-se num canto.

Entretanto, o sorriso que me aflorava, impulsionado pela satisfação, recolheu-se medroso, arredio, pois, apesar de o banheiro ser espaçoso era disposto de maneira que não permitia o acesso da cadeira de rodas à bacia sanitária, a qual também não era assessorada por ducha higiênica. O chuveiro postado sobre uma banheira ser-me-ia também impossível usá-lo.

_ Todos os banheiros têm a mesma disposição arquitetônica, informou-nos em espanhol um assistente na recepção. Nada a fazer,  pensei.

Somente a aceitação e a força do amor teríamos à nossa disposição, naquele momento. Afinal, quase 10 horas de voo pelos céus das Américas significavam a obstinação pelo esperado descanso naquelas praias caribenhas.

Não poderia perder o entusiasmo, pois a minha decepção contaminaria o grupo familiar. E isso, eu não faria jamais. O jeito era tocar em frente, feliz e contente.

O cheiro do mar e o barulho de suas vagas incitavam-nos a desbravá-lo. Isso eu poderia fazer! O mar sempre me encantou pelo marulhar de suas ondas. Vejo Deus em suas águas. 
Qual não foi a surpresa ao notar que as minhas asas rodantes não alcançavam às suas margens. Não havia por ali uma passarela que nos levasse até lá.

Apenas pude ver de longe o seu babado de espuma que se desfazia distante. O areal arqueado e longo, com suas muitas choupanas, era o empecilho que, mesmo de longe, não me deixava ver a família entre as suas vagas. Tive que reverter a tristeza em largos sorrisos e agradecer o que eu ainda poderia fazer.

Ora, restavam-me outros enleios: as flores, a diversidade daquela gente, comunicando-se em vários idiomas, o poder estar ali com a família, os netos que se debulhavam em gracejos e alegria, as refeições juntos, os passeios pelas alamedas e o parque que tanto encantou às crianças e a mim também.

Eu estava sempre presente, interagindo, torcendo, sorrindo, conduzindo as crianças no meu scooter, como se fosse um grande velocípede em trilhas. E assim, eu dava e recebia amor.

Com o enfrentamento das dificuldades, não me foi possível voltar ilesa. Um ferimento foi adquirido na na região glútea, ao  atirar-me sobre o sanitário incompatível com as minhas necessidades.
Foi o que pude fazer. Mesmo ajudada, a marca ficou e precisa ser tratada.

A palavra INCLUSÃO é meio desconhecida por ali, apesar de eu haver visto muitos idosos e com deficiências, perambulando pelos seus jardins.

Que pena! 

MEU BRASIL BRASILEIRO, COMO GOSTO DE VOCÊ!!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

BOM DIA!



 BOM DIA!
(Genaura Tormin)

Um sorriso gostoso,
Um olhar manhoso,
Um gesto amigo
Para dizer bom dia!
Paz, amor e alegria!


Espreitar manhãs,
Com o sol nascendo entre colinas,
Sentir o cheiro da brisa ,
O lamento da ventania,
O aroma de fruta madura,
A algazarra da passarada,
Orquestrando uma melodia.
É a vida fabricando o dia!


Tudo em sinfonia
No zumbido das abelhas,
Nos ninhos que se multiplicam,
Na existência que ressurge altaneira.
É o milagre que acontece
No tamborilar da chuva
A fecundar amores,
Carreando frutos
Para o celeiro da vida.

Ser ombro,
Ser colo, ser alegria,
Ser amor, ser emoção,
E renascer todo dia
No solfejo da canção,
Doada, dividida, multiplicada
No convívio com o irmão.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A VIDA É UM ARSENAL DE RIMAS


A VIDA É UM ARSENAL DE RIMAS
(GenauraTormin)

Em silêncio,
Viajo pelos caminhos do tempo.
Chapéu na cabeça e água no cantil,
Enfrento as intempéries
Do vento, do frio...

O coração segue contente!
A fé é o escudo, a coragem o guia.
A brisa me acaricia
Pelas manhãs da existência.

Prenhe de todas as idades,
Cultivo um coração de menina.
Encho-me de magia,
Faço poesia.

Galopo no dorso da fantasia.
Junto-me ao gorjeio da passarinhada...
Meu canto acorda madrugadas.
Ainda sou uma ave das campinas.
A vida é um arsenal de rimas.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ARAUTO DO AMOR



ARAUTO DO AMOR
(Genaura Tormin)

O poeta é um trabalhador de versos!
Livre para voar alto, longe, solto...
Encanta e se encanta.
No galope das metáforas,
Cria fantasias,
Pega carona no vento
E conquista o infinito.

É um caudal de emoções que se espraia.
É metacoração,
Meio anjo, meio canção.
O poeta é protetor!
Na cantiga das mudanças,
É um arauto do amor!
Veste tudo de esperança.


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)