PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MILAGRE DO RENASCER



Milagre do renascer
(Genaura  Tormin)

Como gosto do  perfume das manhãs,
Do orvalho da lavoura enternecida,
Como a render graças
Ao sol  que desponta incandescente.

Em verdadeira sinfonia,
Ouço o chilrear de pássaros,
A dança das folhas tocadas pela ventania,
O refrulho do riacho,
O zumbido das abelhas...
Tudo, sob um céu azulado,
Bordado de nuvens viajeiras.

A vida se agita,
Tudo se movimenta
No ir e vir do trabalho,
No milagre do renascer.
A isso eu chamo VIVER!

sábado, 10 de dezembro de 2016

UM CONTO DE FÉRIAS


UM CONTO DE FÉRIAS
(Genaura Tormin)

Férias! 
Oba! 
Uma ocasião muito esperada. 
Planos muitos bailavam em nossos corações, cheios de fantasias. 
Eu tinha quase quinze anos nessa época. 
Reclusa num Colégio de Freiras desde os 9 anos de idade. 
Aprendi a viver assim.

As colegas, a rotina, a disciplina e o aprendizado eficaz eram a preparação para a vida. 
Cuidados responsáveis do meu pai. 
Eu era feliz!

Esperta, traquina, diziam que eu era inteligente. 
Naquele tempo, eu já fazia poemas levada pelos sonhos que bordavam a minha juventude, desnudada em sorrisos doces e trejeitos faceiros.
O meu mundo era muito pequeno, embora eu fizesse o curso ginásial fora dos muros do internato. 

Era bolsista no Colégio Santo Agostinho, dirigido por freiras agostinianas.
Egressa da zona rural, sentia saudades. Sonhava com a liberdade da natureza florida do meu torrão natal: o riacho que passava no fundo do quintal, o monjolo no seu árduo e cadenciado cantarolar, acompanhado pelo sonoro jato dágua, que impulsionava o seu trabalho. 

Saudade dos passeios pelos caminhos floridos, no lombo do cavalo. 
O céu, o cheiro do mato, da terra arada, o trinar dos pássaros alegravam a minha vida. 
Como eu era feliz e não sabia! 

Isso foi uma fase. Tudo é fase na vida. E tem que ser assim.
Agora, significavam saudades, naquele lugar distante, de arrojada arquitetura de concreto, bem diferente do meu antigo teto. 
Ali, a vida era pautada pela disciplina, muito longe do palco de tantos folguedos de menina, do mugido do gado, do cheiro de café sendo coado e leite fervendo, pela manhã. 
Mas isso era preciso!

O futuro batia à porta e papai pensava no melhor para nós. 
Homem austero, centrado, trabalhador, com grande senso de responsabilidade pela prole.
Ouriçadas com a chegada das férias, esperávamos ansiosas a hora da partida. 
Fazíamos vinhetas e cantarolávamos ao léu:

“Tá, tá chegando 
A hora das internas irem embora.
Papai me espera no portão!
Ai como é que vai ser bom!"

Dessa feita, fomos para a casa de uma tia, na fazenda, onde um córrego gorgolejava, com muitos seixos rolados e muitas árvores frutíferas, gado, cavalos... 

E à noite o céu estrelado bordava o limpo terreiro, rendilhando o chão. Que tempo bom!
Era quase a estampa da fazendinha de papai que nos viu crescer e tantas fantasias nos legou.

Ali, a fartura do pomar, as pamonhas roliças e gostosas, a comidinha feita no fogão à lenha, o feijão preto com arroz quentinho e costelinha de porco são lembranças que, ainda hoje, aguçam-me o paladar. 
Que saudade! 

A carne era frita e enlatada na banha de porco, para conservação, pois não havia geladeira. 
Tudo muito empírico, gostoso e sadio. 
Eu era quase uma mocinha. Sentia-me aflorar a libido. 

A feminilidade fazia-me bonita, faceira. 
As mudanças estampavam-se no meu corpo de menina-moça, exibindo-me as curvas, fazendo-me elegante. 

Nessa ocasião fomos à uma festa, um baile (um pagode, como era por lá conhecido), numa fazenda vizinha.
Era a primeira vez que iria à uma festa dançante. 
A empolgação tomava-me o coração! 

Tudo muito novo, diferente! 
E agora na condição de mocinha, cujas pretensões afofavam a mulher que pulsava em mim.
Na zona rural as meninas namoram cedo, assim, logo me apareceu um pretendente. 
Sorriso fácil, olhar cativante... 
Uma máscula figura que me ouriçou os hormônios, num gostoso tremor.
Um mancebo principesco que se conduzia num majestoso cavalo. 
Só faltava ser branco.

No verdor de sua idade, era falante, galanteador. 
Isso é inerente, como arma de conquista.

Sei que o meu sorriso o encantou. 
A corte logo se fez e meu coração pulsava altaneiro, descontrolado, abismado com a nova fase.
Não sabia que o amor era tão gostoso.
Como me lembro disso! 

Mas papai jamais aprovaria e as férias estavam no final. 
No dia seguinte retornaríamos ao Colégio. 
O ano letivo estava prestes a começar e eu teria que me esforçar.
Como lembrar é viver, eis a lembrança que guardei de um tempo tão distante. 
O meu ingresso na arte de ser mulher!

Não sei se posso chamar de primeiro namorado. 
Mas que gostei, ah, isso eu gostei muito. 
A noite não pode conciliar o meu sono, pois a alegria sacudia-me, aos borbotões, em desejos mil, diante das lembranças do que me havia acontecido. 
Lindo episódio que marcou um tempo, machucou meu coração e se foi qual revoadas de pássaros ao entardecer. 

Até hoje, parece que vejo e sinto aquele olhar másculo, que fitava com carinho, afagando o meu ser/mulher, encantado e enamorado.

Naquela noite, ao som de um violão, aos refegos de passos de dança, lastreado pelo salão, eu me senti MULHER!

Simples assim, a minha estreia!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

FÉRIAS NUM RESORT




FALTA ACESSIBIIDADE
(Genaura Tormin)

Vencer barreiras arquitetônicas é um dos grandes desafios enfrentados no dia a dia da pessoa com deficiência física, principalmente a que deambula de cadeira de rodas.
Muitos obstáculos a vencer! Entretanto é necessário conquistar a liberdade de ir e vir, mesmo a duras penas, ingrediente principal que nos garante a inclusão na sociedade.
“Levanta e vem para o meio” é um o tema de uma Campanha da Fraternidade.

Embora o desafio seja a nossa meta para criar consciência popular sobre essas pessoas diferentes, há muito ainda a desejar. A acessibilidade, condição indispensável para que possamos viver com dignidade, é a principal, pois precisamos nos mostrar, exercitar o nosso caminhar. Enfim, viver, como cidadãos que somos.

Para ilustrar, vou contar uma pequena história:
Uma viagem à praia. Um resort à beira-mar adaptado às condições de uma pessoa com deficiência locomotora que não prescinda de uma cadeira de rodas. Tudo acertado com o agente de viagem. Ponte aérea, sol bem arregalado, num cantinho do céu, chamado felicidade.

No aeroporto o veículo estava à nossa espera. Um micro-ônibus, com porta estreita e a informação de que estava emperrada, tornando-se mais estreita, ainda. Não conseguia completar seu curso de abertura. Impossível uma contensão de forças másculas para rebocar-me ao seu interior. Não passaria pela porta envolta em braços.

O agente de viagem embarcou-nos num táxi, à nossa expensas financeira, com a promessa de ressarcimento, o que não aconteceu.

Mas, vamos lá, um problema vencido, característica indômita do brasileiro e do determinismo em reverter situações adversas.
Após o percurso de uma hora mais ou menos, eis-nos à frente de um majestoso resort, com lindas trepadeiras floridas que lhe enfeitavam a entrada.

Logo, o nosso quarto, bonito e aparentemente adaptado às minhas condições de cadeira de rodas. Via-se que passara por uma recente reforma. Amplo e aconchegante, com lindas cortinas e uma sacada, de onde se desnudava o mar bravio que se escondia manhoso depois dos coqueirais balouçantes, com cheiro de brisa e maresia. Um convite a uma estada feliz e renovadora.

O banheiro, cheio de pretensas adaptações distribuídas pelas paredes.
Na verdade, aos olhos do leigo, era possível distinguir-se pelo esmero, e quem sabe, pelo respeito aos seus reais usuários.

Que tristeza! Nada tinha a ver com as necessidades de uma pessoa com deficiência física. Poderia servir aos que andam de muletas, nunca aos que andam de cadeira de rodas.

Num quadrado, de um metro mais ou menos, com paralelas laterais de apoio, sem espaço ao lado para o posicionamento da cadeira de rodas, encontrava-se centrado o vaso sanitário. Era como se o seu usuário, num passo de mágica, ficasse de pé e desse meia volta para se sentar nele. Além disso, havia uma grande distância entre a parte posterior do vaso e a parede. Onde apoiaria as costas? Como fazer os manuseios sem equilíbrio? Qualquer descuido poderia cair para trás.

Impossível, mesmo, usar o sanitário do lindo resort. Precisava apoiar as costas para fazer os manuseios de assepsia e introdução da sonda vesical. Nem mesmo para tentar, teria condições.

O chuveiro, num requintado box, continha uma cadeira minúscula, sem braços, com o assento em tiras, dependurada numa alça de apoio, postada em desconexo com a altura e com os registros misturadores de água quente e fria.

Impossível acioná-los, pois ficavam às costas, numa posição bem acima do desejável. Como lavar os órgãos genitais nessa gangorra, que mais parecia uma balança, pois os pés não alcançavam o chão. Soltar as mãos da alça de apoio postada na parede, nem pensar. Um tombo seria inevitável. Lavar os cabelos? Também não.

Do pomposo banheiro, quase um salão de banho, restava ainda o lavatório, com secador de cabelos, torneira fotocélula (aquela que se abre com a simples aproximação das mãos) e um grande espelho à frente.

Não precisava observar muito para ver que também não podia acessá-lo. Encontrava-se sob o lavatório, um obstáculo - um cano - usado como cabide para as toalhas, impedindo, por sua posição e altura, o encaixe da cadeira de rodas para conseguir usá-lo. Nem lavar as mãos, eu conseguiria. O jeito mesmo era passar uma toalha molhada.
Improvisar para não chorar. Não havia outra saída. O que fazer? Estávamos ali para descansar, para ser felizes. Eu não podia ser o empecilho. Assim, sorriso pra lá, sorriso pra cá e a vida a passar.

“Faz de conta” é a ordem. Afinal o mundo não é adaptado para nós, embora existam leis que determinem esse procedimento.
Em tempo oportuno, tentei conscientizar o responsável administrativo do resort e, lamentavelmente, fui informada de que para toda aquela pretensa adaptação, fora contratada uma assessoria.

Ponho-me a pensar:
Como são desinformados, para não dizer irresponsáveis. Nem uma assessoria, paga para um trabalho especializado, empenhara-se em se informar, em pesquisar para entender as necessidades primárias de um ser humano diferente. Não houvera preocupação em fazer jus, honestamente, ao dinheiro que lhe fora pago.

Os reais usuários, jamais são consultados. É como se fôssemos objetos inanimados, indesejáveis. Por isso costumo dizer que “nada para nós, sem nós”. A gente sabe onde o sapato aperta e o que nos facilita o ir e vir tão diferente.

Essas obras parecem eleitoreiras, ou simplesmente, edificações para burlar as obrigações determinadas pela lei.
Somos um país em desenvolvimento, tão diferente dos países de primeiro mundo! Respeito é uma palavra meio desconhecida por aqui.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NATUREZA FLORIDA




NATUREZA FLORIDA
(Genaura Tormin)

Eu canto a liberdade,
Aqui dentro de mim.
Versejo a emoção,
Que me faz alegre assim.

Solfejo uma canção,
E vou seguindo por aí.
Admiro o céu, as flores ,
A vida em movimento,
Nessa terra abençoada
Que eu chamo de jardim.

Sinto-me agraciada
Nesse Paraíso de Deus,
Cavalgando as minhas asas,
Que correm mais do que eu.

Alcanço o céu azulado,
Corro por prados e matas.
Cavalgo no dorso dos pássaros,
Refresco-me nas cascatas.
Tomo água das nascentes,
Admirando o Criador,
Que fez tudo isso pra gente.

Sinto o cheiro das manhãs,
O refrulhar dos riachos,
O canto do rouxinol.
O cheiro de terra molhada,
Adubando a vida.
É uma sinfonia de paz,
Nesta terra tão querida.

quarta-feira, 28 de março de 2012

MAROLA, VELEIRO E VENTO


 
MAROLA, VELEIRO E VENTO
(Genaura Tormin)

Céu azul,
Mar revolto,
Alcatifa dos sonhos meus!
Viajo no galope da saudade.
Volto no tempo!
Cheiro de maresia,
Marolas, veleiros...
Vento cantarolando
Na copa dos coqueiros...

O verde da esperança,
E eu, feito criança,
Correndo pela branca areia,
Às carícias das brumas fugidias,
E ao som da ventania.
Ah, eu era só alegria!

As ondas quedavam-se
Ante os pés andejos, dançarinos.
Em coro,
Pássaros entoavam hinos,
Em coloridos gorjeios.
O céu bordado de nuvens viajeiras.
Uma tela de rara beleza,
Numa manhã fagueira.

Hoje,
Desnudo de adereços,
O vento ainda canta para mim.
Parece que ouço o rumorejo,
Daquele vento gostoso,
Que me bordava de beijos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

TETO DO MUNDO


TETO DO MUNDO
(Genaura Tormin)

Ao amanhecer
O sol desponta no horizonte.
A natureza se rejubila em festa,
Desfolhando versos
Nos ninhos que se multiplicam.
A brisa acaricia a ramagem,
Sobe às colinas...
Os riachos correm dançando,
Abraçam os rios,
Alimentam várzeas e peixes,
E seguem cantarolando para os mares.

É a vida fluindo contente
Na policromia dos vales e montes,
Das flores e fontes.
Não há lamentos!
Tudo a seu tempo renasce,
Floresce e encanta,
Na orquestra de cada manhã.
Depois, o sol vai descansar.
Vem a noite em seu manto de gala
Integrar a perfeição do Universo,
Rendilhando de estrelas,
O TETO DO MUNDO.

sábado, 21 de março de 2009

PRIMAVERA


PRIMAVERA
(Genaura Tormin)

Campos floridos, relva verde, vida nova!
A natureza em festa no oráculo das manhãs.
O sol chega atrevido, faceiro, bonito,
Alumbrando os restos de madrugada.
E o vento assobia dengoso,
Acordando as flores sonolentas.

Tudo renasce!
Tudo se transforma!
Realizam-se sonhos,
Bordam-se flores,
No caminho sulcado dos amores.

Ventos macios, coloridos,
Com gosto de bonança,
Esvoaçam os cabelos da manhã,
Perfumando rios e matas.
O riacho marulha um canto de paz.
O amor se faz!

Tudo se agita, se multiplica,
Ganha vida, viço e cor,
Enfeitado pelos gorjeios da passarinhada,
Pelo zumbido das abelhas,
Pelo incansável trabalho das formigas.

Tudo renasce,
Cresce e aparece no círculo da vida.
A natureza se multiplica em berços...
Em rebentos alvissareiros,
Nos canteiros dos jardins,
E nos olhos que há em mim.

Nos meus cantos,
Também é primavera.
Escondo-me na semente,
Transmudo-me na alegria de viver.

quinta-feira, 12 de março de 2009

NA PRIMAVERA O AMOR SE TRANSVERBERA


NA PRIMAVERA O AMOR SE TRANSVERBERA
(Genaura Tormin)


A natureza se enflora,
Transmuda-se em cores,
Em versos, em amores.
Tudo fica florido,
Ensolarado, bonito!
Fica cheio de magia!
E o coração se enternece
Nos veios da poesia.

O riacho gorgoleja,
E os pássaros são os cantores,
Num concerto multicores,
Decantando a pureza,
Da vida que se multiplica,
Em berços na natureza.

O verde é esperança,
E eu corro feito criança,
Colher as flores em cacho,
Molhar os pés no riacho,
E ver o sol transverberado,
No arco-íris dourado
Grávido de tanta beleza.

CREPÚSCULO


CREPÚSCULO
(Genaura Tormin)

A ramagem verde e florida
É a moldura do crepúsculo.

A natureza grávida de flores e frutos,
Se oferece em aroma, essência e vida.
Num bailado acrobático de asas e zumbidos,
Abelhas se exibem em show.
A passarinhada trina em coro.
A paz se multiplica, e o amor se faz!

Sombras rendilham o chão
Em desenhos sonolentos.
São bandeiras ouriçadas ao açoite do vento,
Às carícias incandescentes do sol poente.
Os últimos lampejos abraçam a terra,
Coroando-a de fímbrias prateadas,
De indescritível policromia!

Antes de fechar a porta do dia,
O céu se veste em traje de gala,
Borda a terra de afagos fraternos,
Laivos de ternura...
Nesse ritual, a alma canta,
O astral se levanta,
E Deus se mostra na beleza do universo!

PREDILEÇÕES


PREDILEÇÕES
(Genaura Tormin)

Gosto muito de música,
Sempre de acordo com as ocasiões.
Reputo-me versátil, passional...
Adoro as músicas clássicas,
Orquestradas, assobiadas,
Os cantos gregorianos, óperas...

Os mantras relaxam-me o espírito,
A música sertaneja, volta-me às origens.
Gosto da magia, da paz de uma noite estrelada,
Da beleza do mar no açoite de suas vagas,
Da natureza verde prenhe de flores e frutos.

Gosto de um pôr-do-sol nostálgico,
Esgueirando-se entre montanhas,
Iluminando os restos de tarde
debulhados em sombras;
Gosto do marulhar de riachos,
Da ventania na copa das árvores,
Do gorjeio da passarinhada...

Gosto de muitas outras coisas
Que tocam os meus sentimentos,
Ouriçam o meu espírito,
Ajudam o meu aperfeiçoamento
Enquanto caminheira desta vida.
Gosto de tudo o que acalenta o coração,
Os ouvidos e olhos, fazendo-me melhor,
Aumentando o prazer, a crença em mim mesma
E a vontade de viver.

AS FLORES FALAM


AS FLORES FALAM
(Genaura Tormin)

Flores estampam amor,
Carinho,
Gratidão...

Enfeitadas de sorrisos,
De olhares de ternura,
Calor de beijos,
Mãos entrelaçadas,
Segurança de abraços,
Parecem falar.

Multicores,
Mensageiras,
As flores brancas hasteiam a paz,
as rubras cantam o amor,
em botões escarlates,
Declaram a paixão,
O arroubo,
A entrega.

Às vezes,
Machucam,
Fazem chorar...
Lembrando dores,
Saudades,
Amores olvidados,
Esquecidos num lugar qualquer do passado,
Esmaecido no tempo
Que não volta mais.


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)