PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sábado, 21 de abril de 2012

GUIA DE ACESSIBILIDADE DE GOIÂNIA




GUIA DE ACESSIBILIDADE DE GOIÂNIA
(Genaura Tormin)


 
GUIA DE ACESSIBILIDADE DE GOIÂNIA, uma iniciativa benfazeja.
Uma radiografia que revela as condições de acessibilidade urbanística e ambiental (a transportes coletivos, a orelhões, calçadas, logradouros públicos...).
 
As  barreiras arquitetônicas são um dos grandes desafios enfrentados no dia-a-dia da pessoa com deficiência física, principalmente a que deambula de cadeira de rodas.

Muitos obstáculos a vencer, mesmo decorridos 18 anos da edição da Constituição Federal, que nos garantiu direitos. É preciso lutar! Reivindicamos igualdade de oportunidades no cumprimento da norma legal.

“Levanta e vem para o meio!”  o tema da Campanha da Fraternidade deste ano. .

A acessibilidade é o pré-requisito básico para que a  pessoa com deficiência possa viver com dignidade, uma vez que é parte da sociedade e paga  impostos. Pode e deve se sustentar com o fruto do próprio trabalho. 

Falta conhecimento. Até na  área de saúde, falta acessibilidade. Os banheiros, necessidade primária do ser humano, não nos permitem acesso: as portas são estreitas, acontecendo por vezes de perdermos consultas por termos de retornar a casa para usar o banheiro.

Os governantes precisam se preocupar com o mobiliário urbanístico, a acessibilidade ambiental e os transportes coletivos, propiciando qualidade de vida, não só aos deficientes, mas às desigualdades, pois a sociedade é heterogênea. Desenho arquitetônico universal, com integração de acessibilidade a todos, seria o ideal.

Contudo, eis um GUIA descritivo, para consultas, tentando evitar  tantas viagens perdidas, tanto desconforto, tanta falta de respeito às pessoas com limitações. Oxalá ele seja um mecanismo imperativo para nova mentalidade, e quem sabe num futuro breve, compreender-se-ão que a deficiência é fruto do progresso, do avanço tecnológico, fazendo-nos irmãos de verdade com acesso e aceitabilidade em todos os lugares.

  À pessoa com limitações, eu deixo um recado: nunca desista! Exija seus direitos, contribuindo para um futuro melhor. Seja otimista! A essência do bem é a grande controladora da vida. É oportuno que corra atrás do estado de felicidade. Ocupar a mente, trabalhar, doar-se, reconhecer os próprios potenciais, é a melhor receita.
Goiânia-GO

Genaura Tormin
Escritora


sábado, 17 de março de 2012

POR QUE FAÇO POEMA?


(Vem aí mais uma casinha dos poemas meus! É bom guardá-los com carinho, acomodá-los num cantinho! O título? Achei-o lindo: MARAROLA, VELEIRO E VENTO. Espero que vc goste também. Afinal, é vc o porquê e a razão desse meu versejar.)


POR QUE FAÇO POEMA?
(Genaura Tormin)


Porque o poema é prece!  Consola e encanta.

Pede passagem ao cair da tarde, no vagar do tempo, nas horas caladas, no frio das madrugadas...
 Em dolorido grito, no colo da dor, do abandono, pede alforria para curar feridas!

Nos braços da poesia, viro poeta: engendro versos, bordo minha fantasia e deixo jorrar pelos caminhos os restos de verdades, retalhos de alegrias, gritos inaudíveis que os versejo agora na lousa do tempo.

São transparências do que sou, em lampejos de ternura, de sensibilidade, que formam minha bagagem.
São legados de um caminho trilhado, cujas cicatrizes ainda arquejam exangues.

A natureza se faz parceira e o vento, com seus muitos trinados, ainda canta para mim. Parece que ouço o rumorejo desse vento gostoso que me cobre de beijos.

Assim é MAROLA, VELEIRO E VENTO, em que o meu versejar ganha forma, essência e cor, exibindo-se  ao  leitor que, com certeza, saberá enroscar-se em seus veios, para comigo espreitar luares, cantar amores e degustar saudades.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

UMA FRESTA POÉTICA - Prefácio


Prefácio para o livro - UMA FRESTA POÉTICA,
(da poetisa REGINA HELENA)
http://www.ebooks.avbl.com.br/biblioteca2/reginahelena.htm


Um livro desnudado em versos,
com lindas metáforas, fantasias tantas
que alindam o amor e acariciam a alma do leitor!

Uma fresta poética, lindo título do livro de poemas de Regina Helena Siqueira, uma mulher de coragem altaneira, cuja poesia invade-lhe a alma desde os mais verdes anos, embora ela não se desse conta dos muitos poemas que lhe enfeitaram a vida.

De braços com a ternura, no colo da emoção e na partilha de muitos poemas musicados para o seu bem-amado, que é um famoso e terno cantor, Regina foi deixando pelos caminhos os retalhos quentes desse carinho, desse convívio gostoso, que chega a sublimar-lhe o ser, ora auxiliando, torcendo, escrevendo e assistindo o sucesso do marido.

Embora não se rotule poeta, sua sensibilidade grita numa transcendência que cavalga no dorso da vida, dos amores, das idas e vindas, dos versos e reversos do imaginário fértil dos poetas. Seus poemas criam fantasias, ouriçam sentimentos, misturando-se às estrelas. Posso dizer que a poeta é uma ESTRELA. No seu versejar, diversifica, multiplica, planta anseios, recolhe dores e semeia esperanças, deixando jorrar a poesia que acalenta, cala e consola.

Regina Helena não se inaugura agora, apenas se desnuda, mostrando todo o potencial recluso em si. São poemas abrangentes, quentes, ouriçados, ternos, feito as flores multicores que passeiam pelos mais variados recantos da saudade, da solidão, das despedidas, dos amores perdidos, da natureza florida, das lembranças tantas de um passado distante.

Uma fresta poética é mesmo um raio de LUZ que ora se veste de céu, divaga pela dor, acordando madrugadas e encantando o leitor.

Parabéns, poeta, você faz a diferença!

Verão de 2009

Genaura Tormin
- Escritora -

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PEDAÇOS DE MIM - Prefácio


Prefácio para o livro
PEDAÇOS DE MIM
(Da poetisa SANDRA L. FÉLIX DE FREITAS)



Ousada e insinuante, feito ave de arribação, a autora envereda pelos veios da poesia, desvestindo desejos e deixando fluir todas as emoções de viver. Escancara o coração, e sem traves, sem tréguas, sem barreiras, aporta o claustro dos sentimentos, do erotismo, da ânsia do prazer e põe-se a tecer a teia de seus versos.

Poemas lindos, sensuais, sugestivos, líricos, marcados por símbolos fortes, dinâmica fluente, sinceridade metafórica. Um varal de versos para todas as predileções. Vislumbram as várias fases da vida, com suas idas e vindas, perdas e conquistas.

Qual borboleta viageira, pega carona no próprio poema e deixa que o sonho flutue alado pela fantasia, pelo encanto, pela magia, alcançando o cume das montanhas, o azul infinito do cosmo, deixando-se ficar no coração de quem a lê.

Carpindo versos, enxugando lágrimas, emendando pedaços, passeia indefesa pelo passado, pelas machucaduras ainda exangues.
Excursionando pelo imaginário, ousa dizer: “ ... Nesse abraçar/Sem braços, nem laços,/ Do amor-imaginado,/Te quero em mim”.
Sem disfarces, aninha-se no colo da poesia para fazer catarse dos dissabores inaudíveis da existência humana.

Embora diga que as palavras morreram-lhe na garganta, sua poesia mostra-se doce, linda, alada: “Hoje minha alma ganhou asas,/Ganhou o espaço,/Atravessou cidades e matas/E voou para seus braços,/Deitou-se no teu abraço,/Buscando seu calor,/E entregou-se ao teu amor”.

Terna e passional, Sandra vai em busca do príncipe encantado, da alma gêmea para construir seu paraíso. “Tuas mãos errantes,/atrevidas... /Acendem a chama do meu desejo/de ter você, sentir seu beijo”.

Além de bela mulher, com sensibilidade exacerbada e uma incansável busca do conhecimento de si mesma, Sandrinha é altruísta, afetiva, solidária, amiga, o que a faz uma cancioneira incondicional do amor, em todos os seus sentidos. Uma poetisa nata.

A simpatia à flor da pele, a paixão pela vida, pelos amores, voejam no dorso de asas acrobáticas para colorir os momentos desbotados e recolher os pedaços deixados pela estrada, tentando florir as suas margens para alegrar os caminheiros.

Ler poesia significa azeitar a alma. “Pedaços de mim” dá-se a esse papel com galhardia. Os poemas cativam pela multiplicidade de percepções que apascentam o coração. Desfilam faceiros pelas mais diversas circunstâncias, ensinando, acalentando ou envolvendo o leitor em fímbrias de ternura, aumentando-lhe o prazer de viver e a beleza de amar e ser amado. Belo livro! Parabéns, poeta!



Genaura Tormin
Escritora

segunda-feira, 6 de abril de 2009

MOMENTOS – Eu, você, a lua e a poesia,


MOMENTOS – Eu, você, a lua e a poesia, de Jorge Luiz Vargas (Genaura Tormin)

O poeta reputa-se aprendiz, mas sua poesia tem alma, cor, essência e vida. Um mestre-maior que se reveste na túnica da humildade. Curvo-me, com respeito. Sem dúvida, uma grandeza!

Seu livro é um tratado de amor que se desnuda em versos.
Realmente, a caneta de Deus nas suas mãos, como ele próprio diz: “...poesia nada mais é do que um instrumento de Deus. Sua própria caneta.”

Poemas líricos marcados por dinâmica fluente, metafórica em que o amor é a teia, o porto seguro de uma alma viajeira. “...Meu par/ minha outra parte/Minha doce metade”.
Numa exegese poética, afirma: “....O que escrevo poderá servir como lição,/ visto como espelho/ e guardado no coração. /Ou se espalhar - rasgado em pedaços -/ como folhas mortas pelo chão”.

Carpindo saudades, emendando retalhos, consertando falhas, passeia pelo passado, ainda tão recente, pelas paixões que lhe dilaceram o peito, onde estão expostas machucaduras ainda exangues.

Por vezes, ensina o duro caminho da aceitação, tentando recolher pedaços de amor ferido, deixados no vagar do tempo, chegando a medicar-se com o remédio amargo da resignação. “...Espero que um dia/O seu novo amor/Copie toda a minha poesia/E lhe mande com uma flor./Ele nunca vai saber/Que vai me levando/De presente pra você”.

Faz-se alado e cavalga na garupa do vento. Envereda pela natureza florida, plantando versos, salpicando a terra de edificantes conselhos de amor incondicional, transcendente...

Seus poemas estampam valores, sentimentos, ternura, afeto e muita paixão pelo belo, pela arte de fazer versos. Escorreita linguagem, construção perfeita, rima, num conjunto harmonioso, que dá cadência e beleza à sua arte.

O poeta despe-se por inteiro, deixando jorrar poemas de rara beleza que gritam em sua alma aventureira, fazendo morada nas estrelas, no seu imaginário tão fértil e tão apaixonado.

Feito numa película cinematográfica, seus versos calam-nos a emoção, levam-nos a paragens diversas, num misto de solidão, dor e alegria, que acordam a esperança, na busca do Amor/maior, do caminho para a felicidade.

Erudito, cancioneiro, terno e amigo, Jorge Luiz vai desfiando sua sensibilidade, e cada poema encontra lugar cativo no coração do leitor.

Sobrevoa na multiplicidade das circunstâncias do existir, colorindo momentos desbotados ou regando as flores à margem da estrada.

Por excelência, o amor se faz altaneiro, em feixes de luzes, em fímbrias de ternura, formando um arco-íris que abraçará os amantes da poesia, aumentando o prazer de viver e a beleza de amar e ser amado.

Mais do que nunca, decanta o amor, nessa dualidade homem/mulher que dá sentido à vida.

O resultado é o livro MOMENTOS – Eu, você, a lua e a poesia, um varal de versos, aquarelados de cores ridentes, uma união perfeita entre rimas, asas e canção, que, com certeza, será um marco na poesia brasileira.

Belos poemas! A cada página, eles se esgueiram faceiros, aninhando-se na alma e no coração do leitor.

Um poeta do amor, da esperança, da paz, da natureza, da fé...
Um presente para a vida, principalmente para os amantes da boa poesia!

Belo livro!!
Parabéns, poeta!

Verão de 2009

Genaura Tormin
Escritora

quinta-feira, 19 de março de 2009

CORPO RECLUSO, ESSÊNCIA LIBERTA



CORPO RECLUSO, ESSÊNCIA LIBERTA
(Genaura Tormin)

Prefácio para o livro Reabilitação - Um desafio para pessoas, famílias e sociedade", de Wiliam Alves Machado

"Reabilitação - Um desafio para pessoas, famílias e sociedade"! Eis uma história de vida! Mais que isso, um relato verídico, emocionado, de cunho social, cujo autor, alicerçando-se na coragem, na ousadia, no preparo técnico-científico, usa a voz para defender vidas olvidadas ou preteridas pelo descaso público.

Dr. Wiliam Alves Machado, um professor universitário, um pesquisador, um batalhador incansável, cujo alvo é o ser humano, em particular as pessoas com necessidades especiais, tão relegadas neste País! Seu livro, já em 2ª. edição, é uma abordagem semiótica de reabilitação na área da enfermagem, e foi escrito com a dor da própria história protagonizada no Sistema Único de Saúde.

É o relato de uma aprendizagem compulsória, esculpida de um trajeto doloroso que lhe tolheu o caminhar físico, banindo-lhe os passos, embora a mente, o raciocínio, o coração sobrevoem todos os caminhos e veredas, grassando de energia positiva os que encontra na jornada.

Nele, as denúncias se evidenciam, fortes, contundentes, próprias de pessoas corajosas, idealistas, transformadoras. Os corajosos são missionários aguerridos em defesa da justiça, concitando os maus a uma tomada de consciência. Entretanto o autor as faz com o fito exclusivo de chamar a atenção dos governantes para a crucial problemática da Saúde Pública no Brasil.

Numa linguagem erudita, quando necessário e simples quando se faz preciso, o professor Wiliam escancara as portas de si mesmo e, sem rodeios, relata as peripécias de quem teve a oportunidade de cuidar e de ser cuidado, uma vez que é doutor em enfermagem pela Universidade do Rio de Janeiro. Por isso é, também, um livro didático que deveria ser recomendado nas Universidades.

"Reabilitação - Um desafio para pessoas, famílias e sociedade" nos permite uma cumplicidade com o autor, quando a emoção escorre-nos pelas faces ao compartilhar de sua história, os sofrimentos, a indolência e desacertos dos prestadores de cuidados, seus queixumes, as tristezas, os abandonos... Por muitas vezes, o limite do insuportável foi extrapolado, quando, por certo, o sentimento do leitor aflora e tende a acalentá-lo no colo.

Embora estejamos no mesmo barco, na mesma condição de deficiente físico, aprendi muito com ele. Redimensionei valores e reforcei minha fé. Senti-o mais perto de mim, e fi-lo muito mais do que um amigo. Fi-lo um parente, um irmão.

Por vezes, suas incertezas, seus anseios, saudades e tristezas mergulhavam no aprisionamento dos meus. Muitas identificações! Principalmente a coragem, a vontade de servir à humanidade, devestindo a dor para erigir marcos benfazejos em defesa do porvir, não obstante os muitos cerceamentos na liberdade de ir e vir.

O lado cósmico e o entendimento da transcendência maior é manifestado e é bom ler as palavras de Wiliam: "Seja como for, estou pronto para enfrentar o que estiver por vir, certo de que não estarei sozinho!".

Bom, também, é a certeza de que os seus passos reclusos poderão retornar um dia, nem que seja em outros mundos, noutras galáxias.

O mais importante é não ser paralítico de mente, de coração, de sonhos. E nisso Wiliam é inteiro, inteiríssimo!

O seu livro é bom e eu recomendo. Não apenas para os profissionais de saúde que o farão de cartilha, pelos ensinamentos de cunho científico e vivenciais, mas para todos os outros que nele encontrarão motivos para uma reflexão sobre os valores da VIDA.

Meus parabéns, professor!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Prefácio para "NAS TARDES DE OUTONO"





TARDES DE OUTONO
(Genaura Tormin)

O poeta é como a chuva: dá nova roupagem à vida, faz brotar as flores e do amor faz sua meta maior, vestindo de verde todos os momentos, todos os tormentos... E na fantasia deixa rolar o sonho maior do que a estrela.
É assim Josefa Alteff em “Mãos vazias”, cujos poemas deixam vazar uma sensibilidade quente, gritante, fêmea, que nos faz parceiros desde o primeiro verso.

A autora, que de repente sentiu-se poeta quando a vida ceifou-lhe entranhas, recolheu-lhe razões de vida, numa catarse, supera os seus próprios limites, e com graça e beleza rastreia sua emoção, emendando retalhos para reconstruir seu mundo. E da dor emerge a poesia, linda, voejante, doce, triste, solitária... questionadora, em que a figura principal é o ser humano com seus encontros e desencontros, perdas e conquistas

“Na lucidez dos loucos,/ desvesti a saudade/ e caminhei no espaço. Nos retalhos de solidão,/ soltei a emoção,/ e é possível,/ que ainda torne a chorar”.

Josefa Alteff é uma artista de versos! Embora não haja obtido diploma universitário, é doutora pela escola da vida, pelos sofrimentos que lhe lapidaram a alma, deixando à amostragem os versos soltos ao vento, que marcam a sua liberdade, pois “as aves nunca cantam nas grutas” - como disse Thorean.
Relembrando momentos ou vivendo sua fantasia, a autora mostra-se por inteira:

“Nas veias,/ o sangue se agita,/ remexe a emoção./ A carne erótica geme,/ se sacode,/ cambaleia/ no meu corpo de mulher./ Na imaginação,/ o cheiro de macho,/ o olhar ouriçado/ a domar a fera/ que existe em mim”.

É um belo livro! Valeu a pena! Aliás, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Mas, Mãos Vazias é exemplo de uma incessante busca, de uma restruturação de si mesma no vasto campo do existir, onde a ordem é aperfeiçoar-se, como sua autora diz poetando:

“A vida é um palco./ A ordem é representar. Permito-me o limite./ A missão é coragem. Rompem-se mordaças,/ a sede é voraz,/ a liberdade tão longe”.

Parabéns, poeta! Você merece!

Primavera de 1997

Genaura Tormin
- Escritora -

Prefácio para o livro PROMESSAS



O poeta é um trabalhador de versos!
Livre para voar alto, solto, longe, ele encanta e se encanta. No galope das metáforas, cria fantasias, ouriça sentimentos, pega carona no vento e conquista o infinito.

O poeta chora, sorri, acalenta e consola. É um artesão do amor! Dá asas às esperanças, riso às tristezas, perseguindo caminhos vários para cantar chorando e sofrer sorrindo.

É um manancial de emoções, um caudal que faz florescer as margens e seguir cantando para o mar da vida.
O poeta é protetor, amigo, desprendido e benfazejo. É metacoração. Meio anjo, meio canção.
Escorado na certeza de seus versos, veste os dias de esperança na cantiga das mudanças, das promessas, do sorriso fácil e do amor compartilhado.

Os olhos encantam, as palavras confirmam e a escrita é a missiva direta ao leitor que dela necessita. Há quem diga que “ler poesia, significa azeitar a alma!”

E é assim o Planetaliteratura, esse nosso cantinho, cheinho de poesia, onde o amor se transmuda na policromia alvissareira que se doa por inteiro no prazer de viver, conviver e construir o porvir.

Um espaço de liberdade que exacerba a sensibilidade poética, pois “as aves nunca cantam nas grutas”.

Uma plêiade virtual que se desdobra na multiplicidade dos desejos, dos amores, deixando fluir tantas emoções, tanta ternura, desnudadas, agora, nos veios da poesia dessa 3ª coletânea, em que os elos se juntam numa mesma corrente, sob o título: PROMESSAS.

Um casamento perfeito: rima, asas e canção! Um vôo pela diversidade, onde cada escritor divaga à procura da felicidade

Belo trabalho, belos poemas! A cada página, eles se esgueiram faceiros, inebriando a alma e o coração do leitor.

Uma história cantada em versos e reversos dessa Casa de Versos, laços indesmancháveis de amizade e afeto.

PROMESSAS eternizará a saudade de um passado, que ficará guardado por cancelas, na propriedade do coração de cada um de nós.

Parabéns!

Outono de 2007

Genaura Tormin
- Escritora -


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)