PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O TEO E O FRED




O TEO E O FRED
(Genaura Tormin)

O Teo é um poema de pano que acabei de fazer!
Bonito, solidário e querido! 
Logo gostou do cenário e dos colegas. 
O Fred o recebeu com carinho e até se abraçaram.

Uma gracinha!
Isso me incentiva na cria de outros mais.
Uma diversão, um incentivo e, por que não dizer, 
um afeto dividido com os meus leitores 
que parecem gostar do que faço.

Para mim são sempre individualidades.
Sou eu a mais cativada com esse ofício 
que me apareceu tão de repente!
Estou fazendo uma família e 
me aperfeiçoando no feitio que me faz tão bem

Hasta luego!

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

CARTEIRO SOLIDÁRIO



CARTEIRO SOLIDÁRIO
(Genaura Tormin)


Diversifiquei os poemas!


Hoje os faço também de pano. 


Estou adorando essa nova cria. Ficam tão lindos!


Devaneio-me em situações mil, gosto do que faço e crio historietas, 
sempre de caráter construtivo.

E assim, vou formando uma família, uma leva de pessoinhas boas, risonhas e afetivas. Meus netos adoram!

A cada observação, eu vou, conotativamente, criando uma situação e deixando jorrar um cadinho de afeto, de relações logoterápicas.
Um pouquinho de amor.

_ Mamãe, esse rapazinho está parecendo um carteiro.
Pronto, penso eu!
E aí faço-lhe uma sacola e eis o ZÉ CARTEIRO.

_ Por que você quer ser carteiro Zé? E ele me responde com galhardia.
_ Gosto da vida, gosto de trabalhar!
É a dignidade do homem!

Gosto das pessoas e penso que entregando-lhes cartas estou exercitando a afetividade!

Dessa forma estarei sendo o veículo capaz de fazê-las felizes.
Quantos gritos de alegria ouço ao entregar-lhe as cartas!
Isso me alegra.

Quantas notícias boas eu devo entregar-lhes todos os dias!!
Fico satisfeito e o sorriso maior termina sendo o meu.
Volto para casa feliz!

No caminho, pela cidade, às vezes alguém me chama:
_ Ô carteiro, ajude-me a atravessar a rua!
_ Com prazer, respondo eu. É uma oportunidade de servir!
E, eu gosto de ser chamado de ZÉ CARTEIRO.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HISTÓRIA QUE A VIDA ESCREVEU

Winston Churchil

HISTÓRIA QUE A VIDA ESCREVEU

Um famoso escritor conta a história
de uma família rica,
que foi convidada a passar um fim de semana
na bela propriedade de uma outra família:
a casa dos Winston Churchill.
As crianças se divertiam porque
havia uma deliciosa piscina na propriedade.

No último dia, ocorreu uma tragédia.
O menino menor quase afundou.
As crianças puseram-se a gritar,
procurando alcançar com as mãos o pequeno,
que se afogava, mas inutilmente.
Por fim, o pequeno Alexandre Fleming,
filho do jardineiro,
ouviu os gritos e saltou dentro da piscina,
salvando assim o menino.

Quando o pai ouviu a história,
sua gratidão não teve limites.
Ele se dirigiu ao senhor Fleming,
o jardineiro, e disse:
- Seu filho salvou a vida do meu filho,
o que posso fazer pelo senhor?

- Ora, o senhor não precisa fazer coisa alguma,
disse o jardineiro,
meu filho fez o que qualquer outro faria.
- Mas eu preciso fazer alguma coisa pelo seu filho.
Que apreciaria ele?
- Bem, desde que aprendeu a falar,
tem manifestado o desejo de ser um médico.
O homem estendeu a mão ao senhor Fleming, e disse:
- Seu filho frequentará a melhor escola
de Medicina que houver na Inglaterra.
E sustentou a palavra.

Ao final da Conferência de Teerã,
o mundo foi sacudido com a noticia de que
Churchill estava doente com pneumonia.
Os meios de comunicação da Inglaterra
transmitiram por toda a nação,
o desejo de que o melhor médico
do Império Britânico tomasse um avião
para Teerã e assistisse ao Primeiro-Ministro.

Esse médico foi o Dr. Fleming,
o descobridor da penicilina.
Os seus esforços foram coroados de êxito.
Mais tarde, Winston Churchill eletrizou
o mundo com a declaração:
"Não é sempre que um homem
tem a oportunidade
de agradecer ao mesmo homem por
haver-lhe salvo a vida duas vezes".

O pequeno Fleming, que havia salvo a vida
do pequeno Churchill,
quando este se afogava numa piscina,
tornou-se o Dr.Fleming,
que de novo lhe salvou a vida.

O pai de Winston Churchil jamais sonhara,
que, ao dar à Alexandre Fleming
a oportunidade de estudar na melhor
escola de Medicina da Inglaterra,
estava provendo o meio de salvar
a vida do seu filho, pela segunda vez,
através do mesmo homem.

Coleção de Pensamento de Sabedoria 
A Essência do Sucesso - Editora Martin Claret

sexta-feira, 19 de julho de 2013

FANTOCHE




FANTOCHE
(Genaura Tormin)

O mundo está parado.
O cérebro inerte,
Não pensa,
Não reclama,
Nem mesmo fala,
Apenas existe.

Não tem vontades.
Elas não existem para ele,
Pois é fantoche
E brinca de teatro.

Sorri,
Chora,
E se extravasa em versos
A ver navios que passam.

A jornada é longa,
O caminho comprido
E o cansaço não pode chegar
Ao palhaço que não para de rir,
Porque é,
Simplesmente,
Um FANTOCHE CONVENCIONAL.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ATO DE AMOR


ATO DE AMOR
(Genaura Tormin)

Doar, doar-se,
Compartilhar, solidarizar-se!
Eis um sentimento em defesa do amor.
Doar enobrece,
Faz crescer o doador.

Não percam oportunidades:
Doem órgãos,
Façam felicidade.
Renovem um coração cansado;
Devolvam luz a olhos que não mais enxergam
A beleza do mar, do amor,
Da chuva, dos prados, da flor,
Da lua matreira numa noite fria.

Doem a pele, os rins, os ossos,
Até os pequenos fragmentos,
Pois servirão de alento
Aos centros de pesquisas,
Para novos antídotos,
Novas descobertas
Em prol da humanidade.

E o resto,
Quando nada mais tiver serventia,
Que seja deixado num lugar tranqüilo,
Sob a terra pura, o último exílio,
Sem concreto, sem luxúria, sem rebeldia,
Debaixo de um ipê florido,
Tendo um riacho por companhia.

Quem sabe, ainda esses rejeitos
Fecundarão a terra,
Fazendo brotar pequenas flores,
Para aninhar os pássaros cantores
No entardecer.

Despojado das vestes de carne,
O espírito agradecido alçará vôo,
Misturando-se ao infinito,
Planando sobre a terra.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PALAVRA


PALAVRA
Genaura Tormin

Palavra,
Liberdade sonora,
Farol que alumia
A essência da vida.
Alumbra a fantasia,
Acalenta a alma,
Voeja paraísos intocáveis.

Ingênua, despida,
Enfeita-se de sonhos,
De magia e lógica.
Em voos azados por signos,
Mostra-se cativa ou soberba.
Em roupagens lúdicas,
Provoca sorrisos,
Alinda o amor.
Pode lanhar o coração,
Vestida pela dor.

Nave dos sentidos,
Transporta a exultação do belo,
A contemplação do silêncio inaudível,
Encapelado por dores guardadas
Nas águas revoltas do existir.

Palavra,
Canto órfico que se transmuda,
Esgueira-se em harmonia
Pelo cosmo, pelo infinito...

E o amor se faz
Nos eitos de palavras soltas,
Regadas por lágrimas,
Plantadas ao açoite do vento,
À luz primeira de um amanhecer risonho.

sábado, 3 de julho de 2010

MUNDO DE FANTASIA


MUNDO DE FANTASIA
Genaura Tormin

Sonhei que a vida era diferente.
Cheinha de coisas boas, muita alegria,
Bondade e sabedoria.
E as pessoas eram contentes.

Vivendo a minha fantasia,
Fechei os olhos e vi, por um momento,
Os prados, as flores e o firmamento
A comungarem conosco a harmonia.

Sonhei com a dignidade,
E vi os mendigos abrigados,
Bem vestidos e alimentados,
No exercício da cidadania.

Era um mundo de magia,
Sem dor, sem fome, sem horror.
Somente a voz do amor,
Essência holística da sabedoria.

terça-feira, 23 de junho de 2009

ALICERCES IMPORTANTES


ALICERCES IMPORTANTES
(Genaura Tormin)

Lembro-me de que certo dia,
durante um intervalo das sessões de fisioterapia,
eu e Alfredo andávamos pelo
pátio do Hospital Sarah Kubitschek,
quando deparamos com uma figura inusitada:
uma senhora, possivelmente vítima de grande acidente que,
ao andar, bruscamente jogava uma perna para um lado,
fazia um rodopiado,
esticava o braço em sentido contrário,
meneava a cabeça,
tempo em que emitia um som gutural.

Na base do pescoço,
havia uma abertura com um orifício metálico (traqueostomia).
Em uma das mãos via-se uma tabuleta com o abecedário,
o que significava que ela havia, também, perdido a voz.
Mesmo assim, andava, locomovia-se sozinha rumo ao ginásio.

Entre suspiros, eu disse ao Alfredo:
— Queria tanto andar,
mesmo que o meu caminhar fosse igual ao dela!
Alfredo, comovido, abaixara-se defronte da minha cadeira e,
praticamente, fezera-me uma jura de ajuda eterna,
uma linda e emocionante declaração de amor.

Enchera-me de forças,
de energias positivas, de elogios, solidarizando-se
com o meu caminhar perdido,
afirmando-me de que não se anda apenas com os pés.

Dissera-me que o mais perfeito caminhar é executado
com o coração, com a alma translúcida e bela,
que às vezes chega a voar, planar sobre os grandes ideais.

Mesmo entre lágrimas de ambos, eu aceitei,
enxuguei o pranto e juntos fomos para o ginásio.
Com ele sentia-me segura, protegida.
Ele sempre significou o meu chão, o meu equilíbrio.
E agora, muito mais!
Significa a minha metade, o meu complemento,
a âncora que me alavanca para que eu não me esqueça dos passos,
mas veleje o mar bravio da coragem.
Sem ele não há unidade.
Eu sou parte do todo e o todo está em mim.






LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)