PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sábado, 6 de maio de 2017

RÉQUIEM A MEU MARIDO



RÉQUIEM A MEU MARIDO
(Genaura Tormin)

7 dias sem você!
A saudade já golpeia forte!
O seu lugar está vazio à mesa!

Logo pela manhã, aos primeiros raios do sol, você abriu suas asas e alçou seu voo à Casa do Pai! 

Ele precisou de você para novas empreitadas, novos projetos. 
Um bom servidor é sempre lembrado!
Alfredo de Paiva Tormin foi um presente de Deus para a nossa família, para a vida e, especialmente, para mim, que tive a honra de com ele dividir o leito por mais de 48 anos.

Um homem bom, um pregoeiro do bem! Simplicidade era a sua bandeira, respaldada pela sabedoria que lhe era peculiar. 
Um excelente pai, marido e amigo. Sempre foi prazeroso tê-lo por perto.

Também um grande administrador. Prova disso é a prole que assimilou as lições tão bem ensinadas, seguindo o caminho com dignidade e justeza, o que muito nos honra e nos dá o sentimento de dever cumprido.

Grande homem, o meu marido! 
Otimista, guerreiro, atleta...
Um digno Delegado de Polícia, um Dentista que muito amou o seu ofício. 

Enlaçados pelo juramento que fizemos no altar, seguimos juntos, de mãos dadas por todos esses anos.
A cada queda ou dificuldade do meu caminhar diferente havia sempre um cajado, um protetor para me amparar. 
Assim, seguimos nós na construção da família, entregando-a a Deus todos os dias. 

Sinto-me uma obra de arte de suas mãos benfeitoras, do seu incondicional amor.
Por isso ele foi um poeta do amor. 
E que poema lindo conseguiu escrever nesta sua existência!
Obrigada meu amor!

Siga o seu caminho que é de luz! 
Você não morreu, apenas partiu primeiro, tornou-se estrela, anjo guardião, 
agora invisível aos nossos olhos, 
mas sempre presente nos nossos corações.


Sua mulher Genaura Tormin

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A FORÇA DO AMOR



A FORÇA DO AMOR
(Genaura Tormin)

A vida seguia seu curso.
A família unida e engajada.
Podia-se dizer que era regida pelo slogan: Um por todos e todos por um, desde os mais tenros anos.

Problemas sempre vencidos e vitórias conquistadas.
Quatro filhos, o que favorecia as brincadeiras, passeios, amizade, tarefas... e a interação de amor que era partilhado no sorriso e na gratidão.

Todos bons filhos, bons amigos, bons alunos, e os mais lindos do mundo no meu coração de mãe.

Uma bênção em nossas vidas!
Agora já cursavam a Universidade.
Nós, os pais, éramos a estampa do contentamento, do sorriso farto e da alegria.
O caçula ingressara aos dezessete anos de idade, no Curso de Direito da Universidade Federal. Os filhos, geralmente, tentam seguir a profissão dos pais.

A adolescência, transcorrera sem problemas, numa família onde o diálogo se fazia presente e a autoridade também. Acredito mesmo, que ela deve ser uma empresa, por isso carece de uma boa gerência em todos os sentidos.

Errados princípios, dificultosos fins, costumava dizer sempre a minha mãe.
As etapas devem ser queimadas ao seu tempo, sem atropelamentos.

A fiscalização cabe aos pais, na tarefa responsável de endereçar suas crias na senda do bem, estimulando a fé e a crença no porvir, através do estudo, da educação e do trabalho, sempre sob as forças do bem, do amor e da fraternidade.

Como nós, eles também serão pais um dia.
A história dessa caminhada significam livros escritos na memória da família, no vagar do tempo, para a posteridade.

Frederico, como o último da prole, perquiria seu lugar nos escaninhos do nosso afeto.
Certo dia, chegou em casa acompanhado por uma linda garota que, ao me ver, estampou um largo sorriso e me chamou de tia.

Foi amor à primeira vista.
A danadinha, embora ainda criança, conquistou o meu afeto.
Cursava o segundo grau do colégio.

Posteriormente a sua família viera morar no nosso prédio. Agora éramos vizinhos!
Dessa época, eu me lembro que se alargaram os horizontes da amizade, fazendo-nos amigos de verdade.

De vez em quando, a menininha de cabelos pretos, olhos brilhantes, ternura à flor da pele, chegava em visita à nossa casa.

O sorriso iluminava o rosto daquele ser, ainda tão criança. Era o verdor dos seus quatorze anos de idade.

Chegava depressinha, feito a abelha que viceja a flor. Logo se despedia, sob a alegação de tarefas escolares.

Nos meandros de mim eu pensava: que menininha que estuda!? Será que estuda mesmo? Tantas tarefas assim?

Vou investigar. Afinal, sou delegada _ pensei eu.
Dias depois, lá vem a mocinha! Era a namoradinha do meu filho e a pergunta era quase sempre a mesma.

_ Tia, o Fred está?
E logo vinham as despedidas, com a explicação de que tinha que estudar.
_ Por que você estuda tanto, além da frequência à Escola? - Arrisquei perguntar.
_ Sabe, tia, meu pai morreu quando eu era bem pequena.

Somos três irmãs!
Minha mãe trabalha muito e é ela quem nos paga a escola e tudo o mais que precisamos. É mesmo uma guerreira e eu sinto que tenho que ajudar de alguma forma.

Na minha Escola, quem consegue classificar-se em primeiro lugar entre os demais alunos, não paga a mensalidade.

E é isso que tenho feito. É o mínimo que posso fazer! É o jeito para demonstrar-lhe minha gratidão, minha participação. Emociona-me dizer-lhe ao final do mês:
_ Mãe, eu tirei primeiro lugar de novo!

Foi uma explicação tão linda, que me embargou a voz, marejando-me os olhos, numa admiração incontida por uma garotinha de 14 anos.

E a vida a passar... dias, meses, anos!
Agora, a mocinha terminava o colegial e, sem cursinho, fora aprovada no vestibular para o Curso de Direito da Universidade Federal.

Ao término do curso, vieram as muitas aprovações em concursos públicos.
Hoje, ela é uma Promotora de Justiça!

Invertendo o refrão de minha mãe, eu digo, sem medo de errar:
Princípios certeiros, finais felizes!

E o amor a gerir toda uma vida!
Ele é sempre a maior e a melhor de todas as opções!
É Deus dentro da gente!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

UMA HOMENAGEM MERECIDA

 
UMA HOMENAGEM PRA LÁ DE MERECIDA
(Genaura Tormin)


 Como oradora da Associação dos Delegados de Polícia, por vezes, cabia a mim certos pronunciamentos em eventos sociais da classe.
Em especial, gostaria de transcrever parte de um discurso, cuja figura maior muito me pertence: (…)
 É com muita honra que faço uso da palavra para cumprimentar os colegas delegados, aniversariantes do mês de setembro.
Em nome da classe, parabenizo-os, desejando muita paz, muita alegria em família, no trabalho e em sociedade, tornando sempre profícuas e necessárias as suas existências.
 Particularmente, dirijo os meus cumprimentos ao Dr. Alfredo Tormin, aniversariante do dia 12 deste mês primaveril.
 Homem singularmente especial que esparge semblante humilde, mas os ombros podem carregar o mundo.
Homem introspectivo num franzino corpo, invólucro da mais respeitosa sabedoria técnico/científica, além de relevantes valores positivos no direcionamento da vida.
 Ser humano combativo que sabe lapidar os percalços, transformando-os em progressob.
Dr. Alfredo, mestre, pai, irmão, sacerdote e marido.
 Força transformadora nas peripécias!
Presença constante, alento seguro em todo fim de guerra!
 As palavras são obsoletas para traduzirem esta homenagem, mas a minha vida, os avanços e sucessos são mostras fiéis das suas mãos de mestre, do seu entendimento maior que chega a divinizar-lhe as feições.
 Sou feliz por ser a sua MULHER e mãe dos seus filhos!
Parabéns!
E hoje, novamente, é o seu aniversário!
 Repito tudo que disse naquela época.
 E nesse vagar do tempo, só tenho a agradecer a Deus pela sua vida, pela nossa vida e da família maravilhosa que ELE nos permitiu construir nesta existência.
Parabéns, meu amor!
Muita paz, muita saúde, muita luz!

 ❤️
🐝🎸👏☕️👼🏽☘🎁

sábado, 14 de novembro de 2015

PRÊMIO SERVIDOR DE MÉRITO





PRÊMIO SERVIDOR DE MÉRITO
(Genaura Tormin)


Há 3 meses estou aposentada. Saí pela compulsória.
Muita saudade na bagagem, muita experiência, muito aprendizado.

Ontem, 28.10.2015, dia do Servidor Público, compareci, juntamente com o maridão, ao Tribunal Regional do Trabalho para receber uma significativa homenagem – PRÊMIO SERVIDOR DE MÉRITO – que muito me honrou pelo reconhecimento e pelo respeito ao trabalho que ali prestei.

Na verdade, o nosso local de labor sempre foi uma extensão do nosso lar. Todos irmanando um só espírito de corpo na conquista de um porvir melhor. Foi assim a minha estada naquele Tribunal.
Ao chegar para o evento, em Plenário, meu coração constrangeu-se no peito. Não mais caminhava para o trabalho todos os dias. E isso dói.

Lá, era a plateia em festa. O Plenário estava cheio. 
O coral do Tribunal abriu os trabalhos com uma musiquinha do meu torrão natal. O discurso do Presidente emocionou-me. Um ser humano maravilhoso, que em palavras, mostrou a sua alma evoluída, translúcida e bela. Um espírito grande que dirige os destinos daquele Tribunal.

A chamada solene dos homenageados, que desfilavam por um tapete vermelho, tocou-me muito. Um respeito a quem colaborou para que a Justiça do Trabalho desempenhasse a sua função com lisura, celeridade e justiça, ganhando destaque como a melhor do País. 

Bons momentos de confraternização voltaram-me no tempo, ainda tão recente no meu sacrário de lembranças. Eu estava ali. Muitos cumprimentos, muitos abraços, muitos sorrisos significaram felicidade.  
Tudo foi finalizado com um gostoso coquetel e muita música.

Um recorte que será guardado na cela de minhas lembranças.
E a vida continua...

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

SEJAM MUITO BEM VINDOS AO TRT-GO






Como servidora do TRT-GO, de vez em quando era chamada para trabalhar na ambientação dos novos servidores, que, egressos de vários Estados brasileiros, ali chegavam por meio de concurso público, numa esperança sem limites de um porvir melhor.
Nesta última vez, a minha fala foi acrescida de uma despedida. Eles chegavam e eu saía, pela aposentadoria compulsória. 
A vida é assim: começo, meio  e fim. Agora seria a minha vez. 
Embora, o sentimento me embargasse a voz, eu fiz o meu último trabalho, naquela Casa de Justiça, onde servi por 21 anos.   

SEJAM MUITO BEM VINDOS  AO TRT-GO
(Genaura Tormin)


É com prazer que recebemos os novos colegas! 
A Casa é nossa. 
Sintam-se à vontade!

Parabenizamo-lhes pelo sucesso na aprovação de tão acirrado concurso.
Realmente vocês foram os mais bem preparados e, com certeza, demonstrarão toda essa garra e competência no exercício dos afazeres judiciais.

O trabalho é o meio para nos realizarmos economicamente, socialmente e psicologicamente. Significa a dignidade da pessoa.
Por isso consta como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.

Agora, como serventuários desta Justiça, devemos emprestar-lhe, além do nosso trabalho, a cordialidade, a lhaneza de trato, a presteza, a determinação, inovando sempre, para que a prestação jurisdicional seja mais rápida e a sua seriedade continue pautando o convívio social, resguardando-lhe a liberdade, a igualdade e a harmonia na preservação e garantia de direitos.

Para bem desempenharmos essas atividades, precisamos ter a consciência do nosso papel, das responsabilidades e gostarmos do que estivermos a fazer, lembrando-nos sempre de que outras pessoas esperam pela nossa interação de trabalho no final de um processo. Por isso, amem de todo o coração a causa que escolheram e persigam fazer sempre o melhor!

Trabalho é a palavra-chave e o tempo bendirá o fruto desse esforço.
Realmente, fomos criados para escrever a história, marcar o tempo e melhorar o porvir.
O nosso Tribunal é como se fosse uma grande máquina em que até as minúsculas peças são únicas e imprescindíveis para o bom desempenho de todo o aparato legal.

Essa é a tutela jurisdicional que o Estado tem o dever de prestar ao seu povo.
E como servidores desta Corte, temos a obrigação e a satisfação de impulsioná-la para frente e para o alto. Muitos de vocês serão lotados na Varas do Trabalho, razão desta justiça e verdadeira escola para a ascensão a superiores cargos.

Antes de trabalhadores, somos seres humanos com emoções, sensibilidades e fraquezas.
E aqui, procura-se lembrar disso.

A valorização do servidor, como pessoa, ganha destaque.
O coleguismo e o respeito pautam o nosso convívio, aumentando-nos a autoestima e a qualidade do servir.

A preocupação com a saúde física e psicológica dos servidores, por meio de um corpo especializado, composto pelos Setores de Assistência Médica, Odontológica e Psicológica, ajuda a fazer do TRT-GO uma grande família, agora aumentada e qualificada com novos e competentes membros.

Sejam muito bem-vindos!


Este é um momento de festa para vocês que chegam e também é um momento de despedida para mim que  estou me aposentando. 

Procurarei não ser prolixa para que os sentimentos não abram as comportas dos meus olhos, tão bem tarameladas para aqui está.

Cheguei! 

Avalio o caminho, revejo os pés e no calendário do tempo, confiro os 70 anos de vida feliz e bem vivida, dos quais 51 anos ininterruptos de vida pública de trabalho.

O espelho ainda me fala de sorriso, otimismo, alegria e alguma beleza. 

Isso, porque tudo que fiz foi sob o comando do amor, da qualificação, da satisfação do fazer e do respeito ético.

E eis que chego neste final de estrada, com o sentimento de missão cumprida!

Mochila às costas, diante de vocês, para um agradecimento, um até logo ou um até breve. Chegou a hora de ir. Não estranhem se acaso eu chorar.

Egressa de um concurso para Analista Judiciário do TJDFT, aqui estou no TRT-GO há 21 anos.

Foi um tempo de paz, de crescimento, de trabalho para que a prestação jurisdicional chegasse em tempo célere ao jurisdicionado. Tempo em que eu me senti feliz, contente, contribuindo com a Justiça do Trabalho do meu Estado.

Durante todos esses anos integrei-me bem aos grupos de trabalho, pois jamais me subjugo às subserviências em busca de protecionismo sob o álibi da cadeira de rodas que ocupo há 34 anos. 

Ela não me posterga, pelo contrário, enobrece-me! 

Convida-me ao desafio. 

E eu gosto disso. 

O nosso Tribunal potencializa os recursos e tecnologias assistivas visando à plena acessibilidade das pessoas com deficiência. 

Isso se chama respeito, inclusão.

Nunca me senti diferente, discriminada.

Acredito que não há discriminação que resista à competência. 

Não é necessário paternalismo nem diferenciação, apenas respeito às leis e à célebre frase de Rui Barbosa: “... tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam”.

Mas agora chegou a hora de ir.

Muitas saudades levarei.

Essa linda história de trabalho nesse Tribunal será um marco de saudade nas celas de minhas recordações no acalanto dos dias.

E a história ainda não acabou. Conotativamente fui formiga a vida inteira, agora vou ser cigarra: cantar a vida, bordar horizontes, irmarnar-me às asas dos pássaros e rever prados, campinas e montes, solfejando a lira dos poemas meus.

Nunca me esquecerei do tempo que aqui servi como formiga e fui tão, tão feliz. 

Esta Corte de Justiça continuará minha também. 

As camaradas-formigas de minha equipe terão um lugarzinho cativo no meu coração.

E agora adeus!!!



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

FLÁVIO TORMIN RECEBE TROFÉU do PRÊMIO SERVIDOR DE MÉRITO no TRT-GO



FLÁVIO TORMIN RECEBE TROFÉU do PRÊMIO SERVIDOR DE MÉRITO no TRT-GO
(Genaura Tormin)

O tempo, em sua pressa, vai colorindo os meus cabelos, vergando-me a silhueta, mas o sorriso e a satisfação estampam-se altaneiros ante às muitas conquistas dessa linda família que Deus nos permitiu construir. 
Obrigada, meu Deus, pelas ferramentas que tão bem esculpiram cada uma dessas crias.

Ainda corro, como no passado, para aplaudí-las, incentivá-las a florir os caminhos com as alcatifas do bem, do trabalho honesto, da simplicidade e do amor.

Ainda sou aquela mãe antiga que chora, sorri e agradece nessas ocasiões, debulhando-se em lágrimas, beijos e abraços.

Mais um troféu nesse ministério!
Meu coração está em festa! 


Postada à frente, assisti de cátedra o
filho FLÁVIO TORMIN ser reconhecido em linda cerimônia no Auditório do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás com o PRÊMIO SERVIDOR DE MÉRITO pelos bons trabalhos prestados àquela Corte de Justiça de onde é serventuário. 


E eu estava lá atenta, feliz, registrando aquele momento para a posteridade, colacionando-o no meu arsenal de memórias.
Não há nada mais gratificante!

Não há dinheiro que compre esses valores que constroem um "Homem de Bem"!
Parabéns, meu filho! 


O homenageado é você, mas a felicidade é minha. Minha por ser a sua mãe, sua colega de trabalho e ter esse tempo para conferir a cria que pari, acalentei, alimentei com a seiva do meu ser e pude guiar pelo caminhos do amor, da retidão e do trabalho.

Assino embaixo e aprovo!
Colo no seu caderno da vida uma estrelinha amarela!

Que Deus o abençoe sempre!

Beijos dos seus pais
Alfredo e Genaura Tormin

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MENSAGEM AOS SOBRINHOS ALEXANDER E RAQUEL pelo casamento


CASAMENTO DE RAQUEL E ALEXANDER
(Genaura Tormin)

“Crescei-vos e multiplicai-vos”, disse-nos o Criador de Vidas, para significar a nossa participação na construção do mundo.


Um belo convite anunciava o enlace matrimonial de RAQUEL E ALEXANDER, marcado para “Quando Setembro Vier”.

E setembro veio cheio de encantos. A primavera em festa!

Ao cair a noite, com pássaros em revoada, brisa amena, música angelical e o céu em seu traje de gala, revestido de paz, o casal entrava no aconchegante Santuário de São Francisco, na cidade de Pontalina-Go. O ambiente espargia amor, ternura… Deus estava ali.

Aos pés do altar, diante de Deus e dos homens, Raquel e Alexander disseram SIM: à vida, à felicidade, ao sonho, unindo suas almas num só destino, num só caminho, rumo a construção de um ninho. 

Dois pássaros enamorados no mesmo galho.

E o que é registrado no coração, a alma confirma, Deus abençoa e a vida eterniza! 

É o poder do amor em sua mais bela essência! 

Desse empoderamento florescerão lindos rebentos que perpetuarão essa alegria e escreverão no tempo a história de vocês.

O clima era de paz, ternura e um cheiro de felicidade pairava no ar, calava-nos a voz e quedava-se em cada coração que abençoava vocês naquele momento.

Pensei haver transcendido os liames da terra. 

Tudo colorido, iluminado, florido em tons suaves, enfeitado por tão bela música, que parecia regida por anjos.

Isso é o amor! – pensei extasiada.

Exacerbado amor!

É a procura do eterno.

É a forma mais linda que Deus encontrou para que o homem fosse criatura e criador: propagasse a espécie, ascendendo de acordo com as leis da natureza e contribuindo para o progresso do Planeta. 

Vocês conquistarão o Universo, a Terra Prometida, o objetivo maior de duas pessoas que se amam. 

Serão iguais às asas de um pássaro, que não se subjugam, mas se equilibram lado a lado, propiciando a plenitude do voo, em total cumplicidade.

Singrarão outros mares, novos portos, percorrerão novos caminhos na perpetuação da felicidade, sem nunca se esquecerem de que a família é a instituição base de uma sociedade sadia.

Esse aconchego assemelhar-se-á ao cultivo de um jardim, que agora terá dois jardineiros empenhados no adubo da terra para a exuberância das flores.

Enquanto o padre Alessandro celebrava a cerimônia, por sinal, uma das mais lindas que já assisti, fiquei passeando, vagando nos meandros de mim mesma, procurando encontrar a receita para esses elos que se juntam numa mesma corrente para propagar o afeto e a prole, sob as bênçãos do Criador de vidas. Resoluta retornei aos versos do meu poema, convicta de que:

Amar é oferecer ao outro o chão,

Se lhe faltar o equilíbrio,

Ou o sonho quando a dúvida se fizer presente

E o desejo tiver dificuldades para voar.

É aceitar, perdoar, verbalizar,

Tolerar e lutar sempre.

É isso que faz a vida valer a pena!

Reconstruí a lira e envolta nesse poema-prece, vi-os sair de mãos dadas, em estado de graça, enlaçados na alegria, nos devaneios do querer pelo comprido tapete que os levou à porta da saída, o ingresso para um novo mundo, novos projetos de plumas e sorrisos, embora por vezes, possam ser mesclados por espinhos atrevidos, inerentes ao fortalecimento da alma, como bem disse o celebrante. É quando Deus fica em silêncio.

A mais linda das etapas! Deus precisa de coadjuvantes para o construção de sua obra. Por isso vocês foram chamados ao front.

Afinal, viver é isso! 

E o sonho tem de continuar aceso, e ambos namorados, amigos, companheiros e, acima de tudo, apaixonados. AMÉM!

...“E agora, Senhor, fazei que eles Vos bendigam para sempre!”

Parabéns! Que sejam felizes para sempre!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HISTÓRIA QUE A VIDA ESCREVEU

Winston Churchil

HISTÓRIA QUE A VIDA ESCREVEU

Um famoso escritor conta a história
de uma família rica,
que foi convidada a passar um fim de semana
na bela propriedade de uma outra família:
a casa dos Winston Churchill.
As crianças se divertiam porque
havia uma deliciosa piscina na propriedade.

No último dia, ocorreu uma tragédia.
O menino menor quase afundou.
As crianças puseram-se a gritar,
procurando alcançar com as mãos o pequeno,
que se afogava, mas inutilmente.
Por fim, o pequeno Alexandre Fleming,
filho do jardineiro,
ouviu os gritos e saltou dentro da piscina,
salvando assim o menino.

Quando o pai ouviu a história,
sua gratidão não teve limites.
Ele se dirigiu ao senhor Fleming,
o jardineiro, e disse:
- Seu filho salvou a vida do meu filho,
o que posso fazer pelo senhor?

- Ora, o senhor não precisa fazer coisa alguma,
disse o jardineiro,
meu filho fez o que qualquer outro faria.
- Mas eu preciso fazer alguma coisa pelo seu filho.
Que apreciaria ele?
- Bem, desde que aprendeu a falar,
tem manifestado o desejo de ser um médico.
O homem estendeu a mão ao senhor Fleming, e disse:
- Seu filho frequentará a melhor escola
de Medicina que houver na Inglaterra.
E sustentou a palavra.

Ao final da Conferência de Teerã,
o mundo foi sacudido com a noticia de que
Churchill estava doente com pneumonia.
Os meios de comunicação da Inglaterra
transmitiram por toda a nação,
o desejo de que o melhor médico
do Império Britânico tomasse um avião
para Teerã e assistisse ao Primeiro-Ministro.

Esse médico foi o Dr. Fleming,
o descobridor da penicilina.
Os seus esforços foram coroados de êxito.
Mais tarde, Winston Churchill eletrizou
o mundo com a declaração:
"Não é sempre que um homem
tem a oportunidade
de agradecer ao mesmo homem por
haver-lhe salvo a vida duas vezes".

O pequeno Fleming, que havia salvo a vida
do pequeno Churchill,
quando este se afogava numa piscina,
tornou-se o Dr.Fleming,
que de novo lhe salvou a vida.

O pai de Winston Churchil jamais sonhara,
que, ao dar à Alexandre Fleming
a oportunidade de estudar na melhor
escola de Medicina da Inglaterra,
estava provendo o meio de salvar
a vida do seu filho, pela segunda vez,
através do mesmo homem.

Coleção de Pensamento de Sabedoria 
A Essência do Sucesso - Editora Martin Claret

domingo, 25 de maio de 2014

BASTIDORES DO CUIDADO





BASTIDORES DO CUIDADO
(Genaura Tormin)


Acabo de ler o livro BASTIDORES DO CUIDADO, um diário da arte de cuidar, escrito por Nébia Maria Almeida de Figueiredo, quando no deslanchar da existência as mãos da fatalidade ofereceu-lhe um acidente de percurso triste numa pessoa querida que lhe privava os compartimentos do coração em afeto e carinho. Parceiros de ideais científicos – ambos docentes da área de enfermagem.

Tocou-me muito a emoção a compungente história desse rapaz bonito, inteligente, empreendedor que, nos píncaros da glória, no auge de sua mais bela idade, viu dificultados tantos sonhos, tantos projetos. A animalidade da violência humana o escolheu por vítima num final de tarde sombrio, quando o sol se recolhia ao horizonte.
Os seus passos foram banidos, recolhidos inertes ao canto da alma naquela tarde, para nunca mais voltar.

Uma caminhada íngreme descortinou-se à sua frente. O céu vestiu-se de negro e a dor plangente engoliu o gosto do viver. Gigantesco esforço no enfrentamento de muitas peripécias, nunca imaginadas para si, era preciso. Muitas lágrimas lavaram as suas faces. Por momentos, a gritante impossibilidade de continuar o caminho.

O anjo guardião, autor desses relatos, chegava de mansinho e insuflava coragem, estampada em pequenos mimos, afeto, cuidados e docinhos.  Meu Deus, quanto carinho pode brotar de um ser predestinado, benfazejo e amigo! É, realmente, “A MÃO QUE ALISA O CORPO”, título de um dos trabalhos que ambos estavam fazendo naquela época.

Uma história tocante, numa escrita diferenciada, minuciosa no trato do corpo e da alma, onde se observa um servir com conhecimento, amor e brandura. 

Em forma de um diário de bordo, a autora coleta todos os dias as impressões físicas e espirituais desse cuidar, aportando sempre no afeto gostoso de sua alma linda e dessa partilha, que reputo transcendente e antiga, embora envolta em disfarces que não se olvidam no tempo. Um encontro postergado, um coração machucado. 

Numa bela roupagem, o livro se assemelha a um caderno, com manuscritos datados, pequenos poemas para extravasar os sentimentos e alegrar o paciente, além de desenhos significativos que elucidam tanta dor. Um caminho a ser aberto, uma vida a ser moldada nas contingências do destino.

Ser ou não ser. Seguir ou ficar eis a questão nessa encruzilhada de tantos aprendizados, novos saberes, tantas dificuldades. Um buril esculpindo a obra.

Por vezes, a cuidadora, com a alma esfacelada, o coração dolorido diante de impotência tão grande, sem encontrar o remédio curador para tanto desmantelo, parece sucumbir. Sua alma sofre. A oração é o seu guia. Grande ser humano num espírito protetor e despojado, que sabe se doar numa linda transcendência de amor.

Um anjo guardião que o paciente teve a sorte de encontrar nessa fase tão difícil, tão dolorida de sua vida.

Por muitos momentos a sensibilidade aflorou-me as lágrimas e eu chorei. No entanto, sei que tudo são eficientes aprendizados que nos tornam seres melhores no campeonato de nós mesmos. O remédio é sempre amargo quando se faz necessário.

E tudo acontece tão inesperado! O certo é que somos devedores por aqui. Não sabemos o porquê, mas tudo tem a sua razão de ser. Chega na hora exata, no momento certo, convergindo para o nosso bem. É como se estivesse escrito nas estrelas.

E o diário de bordo teve o seu fim, com o desembarque numa cidade do interior, onde o nosso personagem viveria no aconchego dos seus familiares, tentando emendar retalhos, reconquistar as emoções e encontrar outra maneira de marcar passadas pelas estradas da vida.

E foi o que aconteceu. Embora, os dissabores, os sofrimentos desse novo redimensionar da existência, tudo voltou ao seu lugar, reflorescendo vidas, cuja colheita se faz farta e encantadora, abrindo muitas portas, no exercício do amor.

Nova maneira de viver estampou-se garbosa no tilintar sonoro de quatro rodas benfazejas. E o nosso rapaz cresceu tanto que atingiu os píncaros. Sua  experiência jorra como a chuva, adubando, alentando e defendendo vidas. 

O anjo poeta ainda tece devaneios nos veios da poesia. As asas ainda se cruzam, protetoras e risonhas.

Excelente leitura.

sábado, 29 de março de 2014

ALDEBARAN - O LIVRO DE PATRÍCIA NEME



ALDEBARAN - O LIVRO DE PATRÍCIA NEME
(Genaura Tormin) 


Patrícia querida,

Acabei de ler o livro – ALDEBARAN, de sua lavra. Gostei muito.
Embora eu não tenha a sua erudição, a evolução espiritual que lhe é nata, identifiquei-me muito com você nas lutas da infância, principalmente.
Ambas sofremos a separação de pais, fomos internas em colégio de freiras, tivemos os mesmos conflitos na adolescência, enfrentamos o front das dificuldades com unhas e dentes, sempre à procura de lenitivos para encontrar a nós mesmas, identificar a nossa essência.



Somos contemporâneas dos fatos sociais e políticos do País.
Estive com você em todos os momentos, fiz-me parceira a cada página e, por vezes, partilhamos o colo, o afeto, as tristezas e as conquistas.
Tomei-a por mestra, guru e amiga. Com você aprendi muitas coisas que me passaram despercebidas nesta existência. Neófita sou diante do espírito que me anima a vida.


Pena que o tempo, com sua celeridade, já nos diga que é hora de descansar, abrandar os ânimos, antes tão abrasados. O tempo arrojado das grandes empreitadas caminha para o fim, arquejando a vulnerabilidade do envólucro físico e das dores do existir.


Tudo tem o seu tempo: semear, colher e se regalar. Gosto de dizer: crescer, evoluir para depois partir.
Do seu relato sofrido, dolorido, edificante, informador e excessivamente belo, com metáforas certas e escorreita linguagem, fica bem calcado o ser-energia que somos, alicerçado na espiritualidade de ancestralidades, cujos compromissos estamos a resgatar. Abre-se uma outra dimensão, da qual temos pouco conhecimento, ainda. Somos seres espirituais em excursão por aqui. A Lei da Reencarnação é uma verdade!


No início, algumas dúvidas, dirimidas ao longo do texto, como a falta da sua mãe... A luta omissa e a pouca referência sobre ela, embora mais tarde você fale de sua partida e da saudade que ainda passeia pelos degraus do tempo de sua vida.

O leitor é um invasor e prima pela curiosidade. Após a edição de um livro, somos públicos e, agora, é ele quem nos ajuda a reescrevê-lo, a cada edição, com seus muitos questionamentos. Há curiosidade sobre a personagem, sempre denominada por “ela”, que depois, vim a deduzir ser um espírito cruel, mas necessário para fazê-la forte, resistente a qualquer embate, portanto passível do seu perdão e do agradecimento. Foi ele o seu personal trainer, ainda nos verdes anos. A ferramenta se molda ao fogo rubro. A bigorna é o buril. E o trabalho resta perfeito. Tudo tem a sua razão. Numa retrospectiva, vejo que tudo valeu a pena e era necessário.

Com você, adentrei às diversidades do espírito que nos anima e percebi que o cuidado é necessário, tanto aqui, quanto na erraticidade. Precisamos de suportes, embora tenhamos os guardiões que nos amparam desde a concepção.

ALDEBARAN é um livro maravilhoso, corajoso, em que a autora se desnuda nas suas incansáveis buscas pelo Cosmos e pelos embates tão sofridos do viver num corpo físico. Os amores que vieram e se foram, plantando-lhe sementes de vidas para acalentar-lhe os dias, cumprindo o maravilhoso mistério da maternidade, significaram reencontros há muito agendados. Tudo é perfeito nessa vida! Não há fardo pesado para ombros fracos. Tudo significa lições, crescimentos.

Um relato romanceado, com abordagens eruditas, sinceras, descritas por uma mulher consciente, com formação superior na área de engenharia, com vivência na Alemanha e outros países desse mundo de Meu Deus. Uma poliglota/poeta, cujos poemas transcendem os liames de uma aguçada sensibilidade holística.

O coração esgueira-se sempre altaneiro, mensurando-lhe a imensidade do ser-andejo, sedento por dias melhores, ciente de muitos porquês de outras existências por aqui, em tempos pretéritos e que agora se afloram pela exacerbada lembrança que a fazem diferente, acrescida... Um dom, uma missão?


O amor incondicional pela criação de tudo que há no Universo, fez-me cativa. É o amor transcendental que o Cristo nos ensinou e se atrela do reino mineral ao animal, incluindo o homem criado à sua imagem e semelhança.
Realmente, um excelente relato, eivado de grandeza, sabedoria, verdades inconfessáveis e uma enorme busca pelo Eterno, cujas respostas encaixam-se nas máximas tão presentes de que somos caminheiros de outros caminhos, de outras galáxias, em passeios por aqui.



Na verdade Adonai é o seu Senhor, o seu Mestre. E eu sei que a orientou para esse trabalho, sob a forte luz de Aldebaran que se ostenta na Constelação de Taurus, ao lado do Cruzeiro do Sul, visível nas noites estreladas.
Muito bom, o livro! Curvo-me com respeito e agradeço enternecida pelo presente.


Oxalá, muitos o leiam e, como eu, sintam-se com o caminhos alargados e o espírito fortalecido.

Parabéns!

Genaura Tormin

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

UMA HOMENAGEM POEMADA



Eu era Delegada de Menores de Goiânia, o que me conferia participar de congressos, projetos, simpósios e reuniões. 
Uma tarefa de idealismo e amor.
Revendo e organizando guardados, encontrei uma anotação, num papel de Congresso sobre a Prevenção ao Uso de Drogas, em que grafei em versos uma ode a uma das debatedoras: Vera Lucia Arruda Gomes, à época, presidente da FEBEM.

UMA HOMENAGEM POEMADA
(Genaura Tormin)

Vera Lucia Arruda Gomes,
Da FEBEM, a presidente,
De grande calor humano,
É uma profissional valente,
Moldada para a função
Em que é muito competente.

Egressa lá do nordeste,
Onde a importância maior
É dada ao ser humano,
Respaldando o seu valor,
Integrando-lhe na missão
Que lhe dera o Criador.

Moça de altivo porte
Em um corpinho franzino,
Esculpida em qualidades
Que lhe dirigem o destino,
Com ideais inovadores
Para os nossos pequeninos.

Não quero aqui escrever
Em versos de poetisa,
O que às vezes o faço
Para ver se concretiza
O amor transcendental
Que o Cristo preconiza.

Quero, em pinceladas,
Falar de você, menina,
Do que vejo e escuto
Do seu trabalho que mina
Carinho e muito amor,
Coragem e força divina.

Oxalá, nesse Governo,
Que vem a aurora rompendo,
Não haja interrupções
Desse trabalho estupendo,
Que essa Presidente
Vem com os garotos fazendo.

No mesmo barco navego,
Trabalhando inserida
Em prol de uma causa nobre,
Que é uma luta renhida,
Para melhorar o porvir
Desta Terra tão querida.

Por isso sou testemunha
De tantos planejamentos,
Depois de consultorias,
Fulcrados em sentimentos,
Que estão sendo executados
E parando é um lamento.

Temos mesmo que investir
Nessas pequenas crianças,
Que carentes e sem família,
Ainda são a esperança
De um futuro promissor,
Que quando se quer alcança.

Fico muito preocupada
E me ponho a pensar,
Se todas as diretrizes,
Outro presidente mudar,
O trabalho em andamento
Será que irá parar?

Nessa coisa de vaidade,
Cada um tem o seu jeito,
E quer registrar sua marca
Em tudo o que for feito,
Ainda que isso custe estrago,
E a perda do que está perfeito.

Mudar para renovar
É um adágio corriqueiro.
É o que sempre acontece
Quando se muda o Governo,
Mas às vezes trunca tudo,
Até um projeto inteiro.

O que é mais doloroso,
É a perda irreparável
Pela falta de continuísmo
De um trabalho tão louvável,
Em prol da criança indefesa
Que a faria um ser notável.

Por isso, Vera, querida,
Torço para você ficar,
Pois nesse invólucro franzino,
O coração só quer amar
Cheio de sentimentos
Que até o vejo cantar.

Eu sei que a recompensa
Não será material,
Mas é tão bom nesta vida
Agarrar-se a um ideal
E o Papai lá do Céu
Também achará legal.

Manifestação oral, durante o Congresso.
O governador era Onofre Quinan.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)