PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sábado, 10 de agosto de 2013

MEU PAI, MEU PORTO SEGURO




MEU PAI, MEU PORTO SEGURO
(Genaura Tormin)

Meu pai!
Mais um Dia dos Pais, sem você!
Quanta saudade eu sinto!
Quantos anos se passaram! 
Aqui estou eu, remoendo lembranças!
Carpindo saudades!
Volto ao tempo em que éramos uma oficina, 
um reduto de aprendizado e amor!
Éramos tão felizes em nossas dificuldades 
e não sabíamos!

Meu pai!
Você partiu primeiro para a outra dimensão da vida! 
Não se despediu nem recado deixou. 
Foi habitar outros mundos, singrar outros mares, 
conhecer outras paragens 
sem o peso de sua farda de carne.
Sei que nos reencontraremos uma dia!
Mas continuo pensando 
que os pais não deviam partir! 

Até hoje ainda não sei caminhar sozinha! 
Não me acostumei a ser gente grande. 
Preciso de ajuda, 
de alguém forte que me salve 
dos fantasmas que me agridem. 
E você não está aqui!
Mas posso senti-lo perto de mim! 
Embora não o veja em suas formas físicas, 
no meu coração, você continua vivo, 
feliz e contente esperando a gente. 
Até mais bonito! 

Relembro das nossas renhidas batalhas 
no enfrentamento da vida! 
Quantas dificuldades nos fizeram melhores! 
Você legou essa coragem, esse determinismo 
que fizeram de mim o que sou.
Continuo recruta assídua das agruras 
e posto-me sempre 
à frente da trincheira! Soldado, sou!  
Não me curvarei jamais à inércia, 
ao desalento, à desídia! 

O meu jugo oprime
 e o cansaço já me bate à porta da alma, 
ofuscando-me os caminhos. 
Trôpegos os passos e estropiados os pés!
O comboio parte sempre lotado e 
logo haverá um lugar para mim.  
Devagar vamos nos reunindo outra vez!

Somos seres espirituais e aqui estamos  
para crescer, aprender e voltar pra Casa 
com a bagagem aqui coletada. 
Oferto-lhe, neste dia, 
o meu preito de gratidão e o carinho 
sempre presente neste meu coração!
Parabéns, meu pai! 
Quanta saudade! 
Quanta falta você me faz!
Meu PORTO SEGURO, meu pai!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

RÉQUIEM A MEU PAI


RÉQUIEM A MEU PAI
(Genaura Tormin)

Papai, hoje é o seu dia! O dia dos pais!
Como sinto a sua falta!
Fecho os olhos e vejo você ao meu lado,
Falando das coisas da vida.

As nesgas do sol poente,
Parecem trazer-me, por acalanto,
Os seus recados, a sua presença junto a mim.
Que saudade do nosso convívio,
Da nossa alegria...
Quantas brincadeiras,
Quantas risadas nós dávamos juntos!
E a vida era bela, bela vida!

Lembro-me de você, papai,
Ao meu lado no leito de hospital,
Quando a vida achou por bem me tolher os passos.
Sofregamente, você me afagava os cabelos.
Austero e forte, você fora sempre.

Mas, naquele dia,
Acabrunhado e humilde ao meu lado,
Você sofria!
Como gostaria de ter-lhe evitado tamanha dor!

Depois,
Uma nuvem de tristeza cobriu o nosso lar,
A nossa vida, a sua vida, papai!
Passei a vê-lo cabisbaixo de barba grande...
Logo você que era tão vaidoso.
Eu sabia que você sofria.
É, papai, quanta tristeza eu lhe dei!

Hoje, volto ao passado e vejo que,
Mesmo sem andar, eu caminhei muito!
Tenho os pés cansados da jornada,
Feridos pelas pedras do caminho.
Preciso de um colo para descansar,
Preciso de um ombro para chorar.

Eu tentei caminhar...
Tento, ainda, com “unhas e dentes”.
Insisto sempre!
Recomeço a cada tombo,
A cada caminho truncado.
Se não marco passadas no chão,
Marco-as no coração,
Em trabalho, amor, poesia...

Você foi um motivo para o meu desafio.
Como queria entregar-lhe o troféu do meu esforço!
Mas você foi embora, numa noite fria, sem dizer adeus.
Queria que estivesse aqui para ver os meus rastros
Deixados na estrada da vida.

Papai, que saudade!
Mas que saudade, mesmo!
Receba, neste dia,
O preito de minha gratidão,
Do meu afeto, do meu carinho,
Da minha saudade!


domingo, 9 de agosto de 2009

MEU PAI


MEU PAI
(Genaura Tormin)

Gênese do meu ser.
Mestre incansável
Que me ensinou a viver.
Guardado em mim
Está o teu legado,
O teu retrato,
O jeito guerreiro de ser.

Sou o reflexo da tua coragem,
Tentando seguir com galhardia.
Tuas palavras ainda vêem-me
Numa doce companhia.

Sei que vou te encontrar um dia,
Sufocar essa solidão,
Que aqui dentro silencia.


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)