PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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sábado, 6 de maio de 2017

RÉQUIEM A MEU MARIDO



RÉQUIEM A MEU MARIDO
(Genaura Tormin)

7 dias sem você!
A saudade já golpeia forte!
O seu lugar está vazio à mesa!

Logo pela manhã, aos primeiros raios do sol, você abriu suas asas e alçou seu voo à Casa do Pai! 

Ele precisou de você para novas empreitadas, novos projetos. 
Um bom servidor é sempre lembrado!
Alfredo de Paiva Tormin foi um presente de Deus para a nossa família, para a vida e, especialmente, para mim, que tive a honra de com ele dividir o leito por mais de 48 anos.

Um homem bom, um pregoeiro do bem! Simplicidade era a sua bandeira, respaldada pela sabedoria que lhe era peculiar. 
Um excelente pai, marido e amigo. Sempre foi prazeroso tê-lo por perto.

Também um grande administrador. Prova disso é a prole que assimilou as lições tão bem ensinadas, seguindo o caminho com dignidade e justeza, o que muito nos honra e nos dá o sentimento de dever cumprido.

Grande homem, o meu marido! 
Otimista, guerreiro, atleta...
Um digno Delegado de Polícia, um Dentista que muito amou o seu ofício. 

Enlaçados pelo juramento que fizemos no altar, seguimos juntos, de mãos dadas por todos esses anos.
A cada queda ou dificuldade do meu caminhar diferente havia sempre um cajado, um protetor para me amparar. 
Assim, seguimos nós na construção da família, entregando-a a Deus todos os dias. 

Sinto-me uma obra de arte de suas mãos benfeitoras, do seu incondicional amor.
Por isso ele foi um poeta do amor. 
E que poema lindo conseguiu escrever nesta sua existência!
Obrigada meu amor!

Siga o seu caminho que é de luz! 
Você não morreu, apenas partiu primeiro, tornou-se estrela, anjo guardião, 
agora invisível aos nossos olhos, 
mas sempre presente nos nossos corações.


Sua mulher Genaura Tormin

domingo, 29 de setembro de 2013

SÓ PARA LEMBRAR



SÓ PARA LEMBRAR
(Genaura Tormin)


Hoje é domingo!
Uma manhã linda por aqui!
Céu claro, brisa amena.
Tudo sorri dentro de mim.
O sol dança no lago.
Os cisnes também bailam
No meu coração encantado.
Aqui, estou em festa.


Sinto-me feliz, contente.
A mais feliz das criaturas.
Amo, sirvo e agradeço.
Isso é tudo!



domingo, 22 de setembro de 2013

ORAÇÃO DA SOLIDARIEDADE





ORAÇÃO DA SOLIDARIEDADE
(Espírito Carlos Murion=Médium José Medrado)


Que eu possa a quem está com frio dar o cobertor. 

Mas se o frio for da alma, que eu tenha condições de dar afetivo calor. 
Se alguém chorar, que eu possa suas lágrimas enxugar. 
Mas se eu também estiver em dor, que pelo menos possa companhia fazer. 
Porque é chocante, senhor, chorar sem ter alguém para nos consolar; 
sofrer sem ter com quem dividir; 
precisar desabafar e não ter quem ouvir; 
enfermar sem ter com quem contar. 

Assim, Senhor, e por tudo isso, eu te suplico: 
preciso ao próximo servir, tendo tolerância para com a ignorância; 
o desprendimento frente à pobreza; 
a solicitude moral diante dos reclames das crianças; 
atenção e amparo para com a velhice; 
o perdão sem condição; a brandura na exaltação; 
a verdade sem interesse e o amor sem cobranças. 

Mas, se nada disso eu puder ter ou fazer,

que a vida me torne humilde para reconhecer que preciso espiritualmente crescer.

Assim seja.

domingo, 26 de dezembro de 2010

SENHOR


Este texto não é meu. Recebi-o por e-mail e achei que deveria partilhá-lo, pela excelente mensagem. Por vezes uma reflexão é oportuna e benfazeja.

"SENHOR!

Se um dia eu estiver "cheio da vida" ,
com vontade de sumir, de morrer,
insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim...
_ Pergunta-me, apenas, se eu quero trocar a luz pelas trevas...
_ Pergunta-me se eu quero trocar a fartura
da mesa posta, pelos restos que tantos
vem buscar no lixo...

_ Pergunta-me se eu quero trocar meus pés por uma cadeira de rodas...
_ Pergunta-me se eu quero trocar minha voz pelos gestos...
_Pergunta-me se eu quero trocar o mundo
maravilhoso dos sons pelo silêncio dos
que nada ouvem...

_ Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que
leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos
que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor...
_ Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde, pelas doenças incuráveis de tanta gente...

_ Pergunta-me também, até quando
não reconhecerei as Tuas bençãos, a fim de fazer de
minha vida um hino de louvor e gratidão
e dizer, todos os dias, do fundo de MEU CORAÇÃO:
_ Obrigado, Senhor!"

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

POEMA-PRECE


Este poema não é meu. É da grande poetisa paranaense ENÓI RENÉ NAVARRO. Acho-o completo e propício para a data. Identifico-me, faço meus os sentimentos de sua autora.

POEMA-PRECE
(Enói René Navarro)

Obrigada, Senhor
Pelos dois olhos que Tu nos deste.
Com eles podemos ver os céus,
As nuvens errantes,
O mar verde beijando a areia,
O pôr-do-sol,
Enfim, uma sinfonia de cores.
Mas ao lado da nossa alegria,
Há a tristeza dos cegos.
Nós te pedimos por eles, Senhor!
Dá-lhes a fé
E a luz interior.

Obrigada, Senhor,
Pelas duas mãos que Tu nos deste.
Com elas podemos ir à escola,
E no lar,
Não só escrever,
Mas também trabalhar.
Abençoa as mãos que acalentam o filho ao seio,
E as mãos que acalentam o filho alheio.
Abençoa as mãos que curam,
As mãos que semeiam,
As mãos que constroem,
As mãos que escrevem,
As mãos que, em defesa, batalham,
E todas as mãos que trabalham!

Obrigada, Senhor,
Porque Tu nos deste dois PÉS tão perfeitos,
Que podem andar,
Sem nunca cansar.
Conduze-os,por favor,
Na trilha do bem
E na trilha do amor.
E aqueles que perderam os PÉS
Ou que perderam as mãos,
Nós Te pedimos por eles.
Consola-os, Pai!
Que saibam, também,
Que um dia no além,
Já lá do outro lado,
Serão todos perfeitos,
Nenhum mutilado.

Obrigada, Senhor,
Pelos dois ouvidos que Tu nos deste.
Há tanta música na Terra!
Há o lamento do vento nos pinheiros,
O canto triste dos boiadeiros...
Há o coaxar dos sapatos na banho,
O tamborilar da chuva no telhado
E a música ingênua do povo.
Há as cantigas que descem do morro
E as músicas dos mestres imortais,
Que se ouve uma vez
E não se esquece jamais.

Mas, ao lado dos que vivem isolados,
Nós te pedimos pelos que não têm ouvidos.
Aumenta-lhes, Pai,
Os quatro sentidos.

Obrigada, senhor,
Pela voz que Tu nos deste.
Abençoa os que com a voz ensinam,
Também os que com a voz doutrinam.
E aos que não têm o dom da linguagem,
Nós Te suplicamos,
Dá-lhes consolo
E dá-lhes coragem!
Porque se na Terra não podem falar,
No teu Reino, até podem cantar.

Obrigada, Senhor,
Porque temos um lar,
Que rico ou modesto,
No mundo inteirinho,
Não há um só lugar
Como esse nosso cantinho!
A Ti, que nos cobres de bênçãos,
A Ti, que nos dá tanto amor,
Obrigada, Senhor!
Obrigada, Senhor!


Enói René Navarro

domingo, 29 de novembro de 2009

PASSOS VARRIDOS


PASSOS VARRIDOS
(Genaura Tormin)

Senhor dos céus, dos mares e da Terra,
Dá-me um pouco de paz!
Nessa caminhada que tanta dor encerra,
Aquece meu coração que em tristeza jaz.

Aumenta-me a fé, reforça-me a coragem!
Alicerça o meu espírito na sabedoria!
Os passos já não palmilham a rodagem.
Há muito se esqueceram da harmonia.

Os braços trabalhadores quedam-se cansados,
E a vida começa a perder toda aquela magia!
Faltam o calor, o encanto, a força do abraço,
O amor, o afeto e o sorriso farto.

A vereda, antes florida de alamandas,
Enfeita-se hoje de luta, sem lenimento.
O caminho parece ainda tão longo
Aos meus passos varridos pelo tempo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

FAXINANDO A ALMA


FAXINANDO A ALMA
(Genaura Tormin)

Que o coração não guarde rancor.
Que o sorriso seja sincero,
Terno e verdadeiro.

Que as intempéries do caminho
Signifiquem lições de vida,
Degraus para o progresso.

Que a música seja a paz
Para os encontros com Deus
E com nós mesmos.
Que floresça sempre
A criança que há em nós.
Que os amores contenham magia,
Encanto em cada encontro.

Que os olhos possam mirar a vida,
Dispostos a multiplicar o bem.
Que a cada amanhecer,
Seja sempre um novo recomeço,
Onde alma dance na luz,
Na harmonia...
Na alegria de viver.

Que em cada contato,
Em cada diálogo,
Fiquem as marcas benfazejas
De novo aprendizado.
Que nos momentos de solidão e cansaço,
Esteja sempre presente
A certeza de que tudo passa,
Tudo se renova...

Que o coração voe contente,
Para que o amor floresça
Apascentando o espírito,
Renovando as energias,
A força e a fé.

Que a brisa da bondade
Seja a parceira inseparável.
Que os pensamentos equilibrados
Sejam o comando da jornada.
Que o amor seja a meta,
A tramontana, a estrela-guia,
No galope da existência.

Que as trevas transformem-se em luz,
E os trôpegos passos,
Em alegre dança renovadora.
Somos guerreiros!
E na aljava, o amor,
A justiça e a felicidade.

segunda-feira, 16 de março de 2009

POEMA/PRECE


POEMA/PRECE

Este poema não é meu. Acho-o maravilhoso e compartilho com vocês. Tenho-o publicado no meu livro "Pássaro Sem Asas". Sua autora é a paranaense Enói Renê Navarro


Obrigada, Senhor,
Pelos dois olhos que Tu nos deste.
Com eles podemos ver os céus,
As nuvens errantes,
O mar verde beijando a areia,
O pôr-do-sol,
Enfim, uma sinfonia de cores.
Mas ao lado da nossa alegria,
Há a tristeza dos cegos.
Nós Te pedimos por eles, Senhor!
Dá-lhes a fé
E a luz interior.

Obrigada, Senhor,
Pelas duas mãos que Tu nos deste.
Com elas podemos irà escola,
E no lar,
Não só escrever,
Mas também trabalhar.
Abençoa as mãos que acalentam o filho ao seio,
E as mãos que acalentam o filho alheio.
Abençoa as mãos que curam,
As mãos que semeiam,
As mãos que constroem,
As mãos que escrevem,
As mãos que, em defesa, batalham,
E todas as mãos que trabalham!

Obrigada, Senhor,
Porque Tu nos deste dois PÉS tão perfeitos,
Que podem andar,
Sem nunca cansar.
Conduze-os, por favor,
Na trilha do bem
E na trilha do amor.
E aqueles que perderam os PÉS
Ou que perderam as mãos,
Nós Te pedimos por eles.
Consola-os, Pai!
Que saibam, também,
Que um dia no além,
Já lá do outro lado,
Serão todos perfeitos,
Nenhum mutilado.

Obrigada, Senhor,
Pelos dois ouvidos que Tu nos deste.
Há tanta música na Terra!
Há o lamento do vento nos pinheiros,
O canto triste dos boiadeiros...
Há o coaxar dos sapos no banhado,
O tamborilar da chuva no telhado
E a música ingênua do povo.
Há as cantigas que descem do morro
E as músicas dos mestres imortais,
Que se ouve uma vez
E não se esquece jamais.

Mas, ao lado dos que vivem isolados,
Nós Te pedimos pelos que não têm ouvidos.
Aumenta-lhes, Pai,
Os quatro sentidos.

Obrigada, Senhor,
Pela voz que Tu nos deste.
Abençoa os que com a voz ensinam,
Também os que com a voz doutrinam.
E os que não têm o dom da linguagem,
Nós Te suplicamos,
Dá-lhes consolo
E dá-lhes coragem!
Porque se na Terra não podem falar,
No teu Reino, até podem cantar.

Obrigada, Senhor,
Porque temos um lar,
Que rico ou modesto,
No mundo inteirinho,
Não há um só lugar
Como esse nosso cantinho!
A Ti, que nos cobres de bênçãos,
A Ti, que nos dás tanto amor,
Obrigada, Senhor!
Obrigada, Senhor!

sábado, 14 de março de 2009

PLANTIO


PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
do meu canto.

A Ti agradeço
a força para a jornada,
a emoção da semeadura,
a alegria da colheita.

Ao celeiro,
recolho os frutos.
Renovo a fé
no trabalho justo,
na divisão do pão
e do amor fraterno.



LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)