PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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quinta-feira, 6 de março de 2014

O POETA


O POETA
(Genaura Tormin)

O poeta
É um trabalhador de versos!
Livre para voar alto, solto, longe, 
Ele encanta e se encanta. 
No galope das metáforas, 
Cria fantasias, ouriça sentimentos, 
Pega carona no vento 
E conquista o infinito.

O poeta chora, 
Sorri, acalenta e consola. 
É um artesão do amor! 
Dá asas às esperanças, 
Riso às tristezas, 
Perseguindo caminhos vários
Para cantar chorando
E sofrer sorrindo.

É um manancial de emoções, 
Um caudal, 
Que faz florescer as margens
E seguir cantando para o mar da vida.
O poeta é protetor, 
Amigo, desprendido e benfazejo. 

É metacoração. 
Meio anjo, meio canção.
Escorado na certeza de seus versos,
Veste os dias de esperança 
Na cantiga das mudanças, 
Das promessas, 
Do sorriso fácil
E do amor compartilhado.

Os olhos encantam, 
As palavras confirmam 
E a escrita é a missiva direta ao leitor
Que dela necessita.
Há quem diga que “ler poesia, 
Significa azeitar a alma!”

quarta-feira, 5 de março de 2014

COMPARAÇÃO




COMPARAÇÃO
(Genaura Tormin)

Eu sempre me comparei com os bichos. 
O camaleão é o meu preferido
Porque muda de cores.
Eu sou versátil, colorida, assanhada. 
É a minha marca registrada. 
Batom vermelho,
Sorriso largo, 
Otimismo e alegria à flor da pele. 

Hoje, 
Pensei que me pareço com a abelha! 
Uma abelhinha abelhuda, 
Cantora, espalhafatosa,
E um tanto enxerida! 
Pois é, pensei isso! 
Perfeita comparação. 
A abelha labora no fabrico de mel.
Para o deleite dos outros. 

E o faz cantarolando. 
É bonito ouvir o zumbido da abelha. 
É como uma declaração de amor, 
Uma balada do vento, 
O refrulho de um riacho, 
O canto de um galo triste,
O badalar dolente de um sino… 

Eu engendro versos! 
Penso  neles de noite e de dia! 
Esbaforidos, eles pedem passagem 
E eu corro a poetar. 
Preciso dar liberdade ao  prisioneiro. 
E para quê? 
Para agradar o leitor, 
Para emocionar, para curar,
Para falar de amor!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

VIAJO QUANDO PENSO



VIAJO QUANDO PENSO
(Genaura Tormin)


Sinto-me leve, livre e solta
À beira de um lago,
No pé de uma montanha.
Uma flor amarela,
Única, sozinha
Num pêndulo solitário.
A grama é verde,
A passarinhada está em festa.
O sol maroto, brejeiro,
Salpicando as águas
De fímbrias prateadas.

Faz-se ouvir a balada do vento
Na copa do arvoredo.
E  eu no topo do meu tempo,
Numa sinfonia da paz, 
Solfejo o amor.

Abelhas em coro
Num bailado multicor.
Sombras se multiplicando,
Em desenhos multiformes,
Feito bandeiras tremulando
Sob um céu de nuvens viajeiras.

Abro os olhos,
E vejo que aqui estou
Diante de mais um poema!

Goiânia, 29 de abril de 2013

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

INEXPLICÁVEL


INEXPLICÁVEL
(Genaura Tormin)

Poesia não se faz!
Ela brota,
Feito as lágrimas,
O amor,
A água que mina da pedra
Ou o lírio
Que nasce no pântano.

Ela é dom.
É inexplicável.
Dizem que o poeta é louco,
Mas o seu escrito é santo.

Ele cria fantasias,
Ouriça sentimentos,
Caminha com os astros
E faz morada nas estrelas.

Eu gosto de ser assim.
No esconderijo de minha fantasia
Versejo todas as linguagens,
Vou a todas as paragens
E guardo a emoção
De todas as imagens,
Pois o coração não tem porteiras
Nem cárceres.

sábado, 14 de março de 2009

PALAVRA



PALAVRA
(Genaura Tormin)

Palavra,
Liberdade sonora,
Farol que alumia
A essência da vida.
Alumbra a fantasia,
Acalenta a alma,
Voeja paraísos intocáveis.

Ingênua, despida,
Enfeita-se de sonhos,
De magia e lógica.
Em voos asados por signos,
mostra-se cativa ou soberba.
Em roupagens lúdicas,
Provoca sorrisos,
Alinda o amor.
Pode lanhar o coração,
Vestida pela dor.

Nave dos sentidos,
Transporta a exultação do belo,
A contemplação do silêncio inaudível,
Encapelado por dores guardadas
Nas águas revoltas do existir.

Palavra,
Canto órfico que se transmuda,
Esgueira-se em harmonia
Pelo cosmo, pelo infinito...

E o amor se faz
Nos eitos de palavras soltas,
Regadas por lágrimas,
Plantadas ao açoite do vento,
À luz primeira de um amanhecer risonho.


LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)