PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

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domingo, 9 de setembro de 2018

O PEQUENO PRÍNCIPE


O PEQUENO PRÍNCIPE
(Genaura Tomin)


Acabei de fazer!
Amei! Com quem se parece?
- Sou o Pequeno Príncipe!
Até a flor eu trago no bolso, 
do lado do coração!

Realmente,
“Tu te tornas eternamente responsável 
por tudo aquilo que cativas!”

“O essencial é invisível aos olhos.
É preciso buscar com o coração”. 
Não conhece?

Então leia O PEQUENO PRÍNCIPE 
e se apaixone pela flor, como eu!

Esse livrinho é um clássico, 
de Antoine de Saint-Exupéry.
É uma das obras mais amadas 
por adultos e crianças de todo o mundo.

Todos deveriam lê-lo.
Parece um livrinho infantil, 
mas os ensinamentos são muitos.

Hasta luego!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

ESTEJA NO COMANDO



ESTEJA NO COMANDO
(Genaura Tormin)

Siga firme, 
Determinado!
Seja bom e simples,
Esforçado e verdadeiro.

Não ofenda, não se irrite.
Apenas siga  contente.
Deus não o  criou para o fracasso!
Lembre-se disso!

Cultive valores morais e crísticos.
Mostre sua capacidade.
Prepare-se para isso.
Nunca desista antes de tentar!

Os obstáculos?
Existem para serem enfrentados.
Reforçam a coragem e a fé.
Esteja sempre no comando!


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

SEJAM MUITO BEM VINDOS AO TRT-GO






Como servidora do TRT-GO, de vez em quando era chamada para trabalhar na ambientação dos novos servidores, que, egressos de vários Estados brasileiros, ali chegavam por meio de concurso público, numa esperança sem limites de um porvir melhor.
Nesta última vez, a minha fala foi acrescida de uma despedida. Eles chegavam e eu saía, pela aposentadoria compulsória. 
A vida é assim: começo, meio  e fim. Agora seria a minha vez. 
Embora, o sentimento me embargasse a voz, eu fiz o meu último trabalho, naquela Casa de Justiça, onde servi por 21 anos.   

SEJAM MUITO BEM VINDOS  AO TRT-GO
(Genaura Tormin)


É com prazer que recebemos os novos colegas! 
A Casa é nossa. 
Sintam-se à vontade!

Parabenizamo-lhes pelo sucesso na aprovação de tão acirrado concurso.
Realmente vocês foram os mais bem preparados e, com certeza, demonstrarão toda essa garra e competência no exercício dos afazeres judiciais.

O trabalho é o meio para nos realizarmos economicamente, socialmente e psicologicamente. Significa a dignidade da pessoa.
Por isso consta como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.

Agora, como serventuários desta Justiça, devemos emprestar-lhe, além do nosso trabalho, a cordialidade, a lhaneza de trato, a presteza, a determinação, inovando sempre, para que a prestação jurisdicional seja mais rápida e a sua seriedade continue pautando o convívio social, resguardando-lhe a liberdade, a igualdade e a harmonia na preservação e garantia de direitos.

Para bem desempenharmos essas atividades, precisamos ter a consciência do nosso papel, das responsabilidades e gostarmos do que estivermos a fazer, lembrando-nos sempre de que outras pessoas esperam pela nossa interação de trabalho no final de um processo. Por isso, amem de todo o coração a causa que escolheram e persigam fazer sempre o melhor!

Trabalho é a palavra-chave e o tempo bendirá o fruto desse esforço.
Realmente, fomos criados para escrever a história, marcar o tempo e melhorar o porvir.
O nosso Tribunal é como se fosse uma grande máquina em que até as minúsculas peças são únicas e imprescindíveis para o bom desempenho de todo o aparato legal.

Essa é a tutela jurisdicional que o Estado tem o dever de prestar ao seu povo.
E como servidores desta Corte, temos a obrigação e a satisfação de impulsioná-la para frente e para o alto. Muitos de vocês serão lotados na Varas do Trabalho, razão desta justiça e verdadeira escola para a ascensão a superiores cargos.

Antes de trabalhadores, somos seres humanos com emoções, sensibilidades e fraquezas.
E aqui, procura-se lembrar disso.

A valorização do servidor, como pessoa, ganha destaque.
O coleguismo e o respeito pautam o nosso convívio, aumentando-nos a autoestima e a qualidade do servir.

A preocupação com a saúde física e psicológica dos servidores, por meio de um corpo especializado, composto pelos Setores de Assistência Médica, Odontológica e Psicológica, ajuda a fazer do TRT-GO uma grande família, agora aumentada e qualificada com novos e competentes membros.

Sejam muito bem-vindos!


Este é um momento de festa para vocês que chegam e também é um momento de despedida para mim que  estou me aposentando. 

Procurarei não ser prolixa para que os sentimentos não abram as comportas dos meus olhos, tão bem tarameladas para aqui está.

Cheguei! 

Avalio o caminho, revejo os pés e no calendário do tempo, confiro os 70 anos de vida feliz e bem vivida, dos quais 51 anos ininterruptos de vida pública de trabalho.

O espelho ainda me fala de sorriso, otimismo, alegria e alguma beleza. 

Isso, porque tudo que fiz foi sob o comando do amor, da qualificação, da satisfação do fazer e do respeito ético.

E eis que chego neste final de estrada, com o sentimento de missão cumprida!

Mochila às costas, diante de vocês, para um agradecimento, um até logo ou um até breve. Chegou a hora de ir. Não estranhem se acaso eu chorar.

Egressa de um concurso para Analista Judiciário do TJDFT, aqui estou no TRT-GO há 21 anos.

Foi um tempo de paz, de crescimento, de trabalho para que a prestação jurisdicional chegasse em tempo célere ao jurisdicionado. Tempo em que eu me senti feliz, contente, contribuindo com a Justiça do Trabalho do meu Estado.

Durante todos esses anos integrei-me bem aos grupos de trabalho, pois jamais me subjugo às subserviências em busca de protecionismo sob o álibi da cadeira de rodas que ocupo há 34 anos. 

Ela não me posterga, pelo contrário, enobrece-me! 

Convida-me ao desafio. 

E eu gosto disso. 

O nosso Tribunal potencializa os recursos e tecnologias assistivas visando à plena acessibilidade das pessoas com deficiência. 

Isso se chama respeito, inclusão.

Nunca me senti diferente, discriminada.

Acredito que não há discriminação que resista à competência. 

Não é necessário paternalismo nem diferenciação, apenas respeito às leis e à célebre frase de Rui Barbosa: “... tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam”.

Mas agora chegou a hora de ir.

Muitas saudades levarei.

Essa linda história de trabalho nesse Tribunal será um marco de saudade nas celas de minhas recordações no acalanto dos dias.

E a história ainda não acabou. Conotativamente fui formiga a vida inteira, agora vou ser cigarra: cantar a vida, bordar horizontes, irmarnar-me às asas dos pássaros e rever prados, campinas e montes, solfejando a lira dos poemas meus.

Nunca me esquecerei do tempo que aqui servi como formiga e fui tão, tão feliz. 

Esta Corte de Justiça continuará minha também. 

As camaradas-formigas de minha equipe terão um lugarzinho cativo no meu coração.

E agora adeus!!!



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

PEQUENOS POUPADORES


PEQUENOS POUPADORES
(Genaura Tormin)


Temos 4 filhos.
Todos endereçados à trilha do bem. Profissionamente seguem os seus caminhos.
Fico contente em vê-los à direção de suas vidas, administrando a prole.

Nós sempre os ensinamos o valor do trabalho. Interagiam nas tarefas domésticas: manutenção e organização dos seus pertences, do quarto, feitura das camas, afirmando sempre que a casa era nossa, deles.

Assim todos auxiliavam, minorando o trabalho e repartindo alegria no balanço da responsabilidade. Coisa séria, dizíamos sempre.

Primeiro o dever, depois a diversão. Somos uma família unida e feliz onde todos se ajudam e se amam. Somos elos de uma mesma corrente. Um por todos e todos por um até hoje.

Pequenos afazeres esporádicos, eram às vezes remunerados para possibilitar a compra de um picolé ou outra guloseima da predileção no momento. Sempre quando pediam, nunca “ultra-petita”.

Isso os fazia entusiasmados, criativos, contentes e trabalhadores. Filhos e amigos sempre. Pequenos aprendizes. E, assim, estava sendo esculpidos o caráter, a responsabilidade e as bases que os tornaram os cidadãos dignos e felizes que são hoje.

Pois é:
Agora descubro a mesma conduta repassada por eles aos filhos.
Especialmente a família do Flávio que é nosso vizinho e está sempre entre nós.
Uma família linda!

Tem dois filhos: um de 9 anos e o outro de 7 anos.
Vê-se que o casal endereça aos garotos um cuidado especial na escolha da educação e na construção dos valores morais e crísticos. Aos filhos amamos mais do que a nós mesmos.

É preciso cumprir os ditames do amor e os legados de pais, pois o tempo não espera e logo se tornarão adultos para dirigirem o destino e enfrentar o mundo.
Muito inteligentes, educados e com o sorriso sempre até nos cantos das orelhas, enfeitam e alegram os nossos dias.

Estudam numa boa escola em horário integral, tendo em vista os pais trabalharem durante todo o dia. É a exigência da vida. O somatório que se faz necessário para o enfrentando dos inevitáveis compromissos, requeridos pelo progresso. Desde os anos 60 que a mulher desfraldou sua bandeira, nivelando-se ao parceiro como somadora de esforços comuns. E isso é bom.

Entretanto quando em casa, a atenção é carreada totalmente para os filhos, numa participação interativa e amistosa.

Admiro o carinho partilhado. Certamente fará a diferença no porvir.
Os garotos são instruídos sobre tudo, dentro da faixa etária, no exercício de pequenas tarefas, cuidados... Tudo dentro dos veios do amor, o que os fazem amados e interessados.

Achei legal o ensinamento sobre dinheiro, despesas, escolha, controle e precauções. Cada um tem uma conta poupança em que é depositada uma pequena mesada e um cartão de débito. 

Ambos, formalmente foram ao banco para fazerem o depósito e requererem o cartão. Cidadãos no exercício de seus direitos, cujas assinaturas já ganhavam legitimidade num estabelecimento bancário! 

Percebe-se a alegria e o tino dos pequenos poupadores. Parece que se instruem com os comentários do Mauro Halfeld, especialista em finanças pessoais, na CBN.

Sisudos e altaneiros, com ares de importância, processam suas compras de lanche e por vezes algum brinquedo. Sabem negociar com o dinheiro e criam planos de economia e capitalização para futuras aquisições.

Satisfeitos gabam-se do quanto já pouparam e falam em aplicões no Tesouro. Isso significa que estão atentos aos comentários, ouvidos aleatoriamente. A vovó não consegue segurar o riso, mas há uma boa intenção nisso.

Acho maravilhoso esse jeito de educar e ensinar a ter traquejos com a economia doméstica, pois a família é uma empresa.

Para eles, representa um crescimento que lhes impinge responsabilidade. E é assim que vai se esculpindo o caráter, os sentimentos e o endereçamento ao futuro que os espera. 

Com certeza, tudo está sendo guardado no arquivo da memória para repasse futuros, pois a vida é cíclica.

Parabéns aos pais/mestres e aos alunos/filhos!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

OFÍCIO DO AMOR



OFÍCIO DO AMOR
(Genaura Tormin)

O amor é o melhor remédio
Para todas as tristezas e dores!
Abre portas e Janelas,
Constrói pontes e possibilidades.

Para os que caminham sem pés,
Nas asas das dificuldades,
A sua importância é bem maior,
Chega a fazer milagres.

Mas o amor, de que falo,
Não é o excesso de proteção,
Que impede os aprendizados,
As conquistas, e gera acomodação...

Esse amor, esse tão grande amor,
Chama-se AMOR-RESPEITO,
AMOR-RESPONSABILIDADE,
Amor companheiro, que não mutila
Nem rotula de inválido.

A verdadeira invalidez está na mente,
De quem não tem compaixão,
E não sabe transmitir coragem
No ofício de um amor-irmão.

Gyn, 12.02.2012

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O VALOR DO INCENTIVO


Eis mais um capítulo do me livro PÁSSARO SEM ASAS, um presente para os meus queridos leitores.

O VALOR DO INCENTIVO
(Genaura Tormin)

Eu e Alfredo estávamos fazendo curso de pós-graduação em Direito Penal e Direito Processual Penal com duração de dois anos, ministrado pela Academia de Polícia de Goiás. Era um avanço de nossa Academia que, além de preparar os seus delegados, abria-se aos bacharéis da Capital, mostrando o seu peso e a qualidade de ensino.
Naquele ano, fora eleita, por votação expressiva, membro da diretoria da Associação dos Delegados de Polícia de Goiás.

Convidada pela Academia, passei a lecionar Organização Policial para os cursos de formação de escriturários e motoristas que, no final, honraram-me com o título de “madrinha da turma”.

Eu “ia levando a vida ou a vida me levando”. Ombreava com os demais, esquecia a paraplegia, cumpria o meu dever e fazia do trabalho uma religião como o faço até hoje.

Era setembro, mês da primavera, e nós estávamos a caminho da Academia de Polícia para mais um dia de aula. Os flamboyant’s das ruas muito floridos, colorindo a vida. Era uma manhã linda, de céu claro, primaveril, quase sem nuvens. O sol permeava às vidraças, espargindo raios incandescentes. As malhas viárias, enfeitadas de transeuntes e de carros multicores, transmitiam encantamento, magia... Algo alentador, que não sei explicar. Tudo parecia mais alegre. Havia festa no ar e um aroma gostoso de flores, de vida. O vento sacudia as folhas dos coqueiros, postados nas ilhas divisórias das longas avenidas. Feito navalha, a saudade de um tempo ainda tão presente no meu sacrário de lembranças invadia-me os compartimentos da alma, cortava-me o coração sem dó nem compaixão. Parecia que me via andante, faceira, palmilhando a avenida, levada pelo gingado sensual que sempre me enfeitara o corpo, dando graça à silhueta de mulher.

A mente vagava em fantasias, quando nos defrontamos com o antigo prédio da Academia de Polícia. Ao entrarmos em classe, era a plateia em festa. Os alunos ouriçados seguiam a cadência de “parabéns a você”.

Na mesa, um bolo branco confeitado anunciava o aniversário do mestre, o Dr. Miguel Batista de Siqueira, então Superintendente da Academia de Polícia, depois Secretário de Estado da Segurança Pública e Justiça de Goiás. A sua bagagem jurídica, vivencial e humana sempre extrapolara fronteiras. É costume dizer que ele sempre fora o crânio da Segurança Pública, apresentando as suas melhores ideias.

Ao contrário de muitos, ele estreitara os laços de amizade comigo depois da paraplegia. Cumprimentava-me carinhosamente e emitia palavras positivas. Acreditava no meu trabalho, encampando a minha bandeira de luta. Costumava dizer que eu sobrepujava muitos delegados andantes. O elogio ao mérito de minha conquista era muito importante e impulsionava-me sempre ao desempenho, cada vez melhor, de minhas atividades profissionais. Não podia decepcionar tão querido amigo e já o inseria no rol dos meus benfeitores.

Queria demonstrar-lhe o meu carinho naquele dia. Entretanto não fiz uso da palavra. Pus-me a escrever uma poesia para o mestre, enquanto o Dr. José Nunes, agora meu colega de classe, dizia-me baixinho:
— Faça um discurso. Vá em frente. Você fala bem!
Lembrara-me da primeira entrevista. Trabalhava com o Dr. José Nunes e ele incentivava-me, dizendo que eu falava bem. Arredia, trêmula, faltava-me a coragem, temendo dar “branco” no cérebro. O grande amigo enchera-me de forças, e, assim, consegui vencer a timidez. Inaugurei entrevistas no rádio e, em seguida, na televisão. Passei a falar em público sem nenhum acanhamento. “Acredito que um amigo é sempre um espírito protetor que nos deixa de pé quando nossas asas não se lembram da técnica de voar”. É um timoneiro que nos substitui no remo quando o barco veleja à deriva.

O avançado da hora registrara-se e à poesia faltavam os últimos retoques. No dia seguinte, após o mestre postar-se atrás da mesa, evidenciei-me (já que não podia ficar de pé) e pedi a palavra:
— Ainda a título de comemorar o aniversário do eminente professor, Dr. Miguel Batista de Siqueira, que muito me honra com sua amizade e apoio, gostaria de declamar uma poesia de minha autoria:

FAROL

Era quadrado o bolo.
Branco como a neve.
Mensagem de amor
No teu aniversário.

Vinte anos,
De velinhas brancas,
Simbolizavam a fidalguia
Dos teus mais verdes anos,
Que se perderam no tempo,
Indefinidamente,
Fazendo-te imbatível
Em todas as idades,
Na silente projeção
De que o homem é mente.

A voz de mestre,
Como vento do leste,
Aculturou todos os discípulos,
Levando-os
A plagas de progresso e paz
No vergel da existência.

Qual farol,
À beira da estrada,
Vais impregnando de luz
O viajor.

Qual oásis,
Em deserto insano,
Vais saciando a sede,
Tornando promissores
Todos os momentos.

Mestre,
Irmão,
Não poderia esquecer
Tão grande criatura.

Grande pelo amor,
Pela dor,
Pela cultura,
Pelo sentimento
Que te fez da massa um dia,
Deixando-te o estigma
Do idealismo e da coragem.

E por essa data genetlíaca,
Nos versos que faço,
Não poderia mesmo,
Olvidar-te, Mestre!

A sala vibrou em palmas. O professor agradeceu emocionado. Mas era eu que muito tinha a agradecê-lo. Aquela demonstração era apenas parte de minha gratidão. O mestre a merecia. Por vezes, o sorriso, o incentivo, a mão amiga, a certeza de que temos alguém que acredita em nós, principalmente depois de uma guinada de vida igual à minha, valem muito, muito mais do que se possa imaginar. É fundamental para o novo alicerce, para a afirmação e o reconhecimento dos potenciais que se encontram na mente e não materializados na locomoção ou em aparências físicas como muitos pensam.

A mente é o órgão diretor e estando ilesa e bem direcionada, com certeza, estaremos inteiros, completos, abertos a todas as possibilidades, a todos os desafios. Precisamos, apenas, de oportunidades.
O Dr. Miguel é daqueles que lutam pela justiça e sabe ver o ser humano além de sua farda de carne. Sabe perscrutar-lhe a alma, a essência...

Especializando-me em conhecimentos jurídicos e aperfeiçoando-me no trabalho ia construindo o meu destino como uma profissional inusitada, diferente, pelo menos em visual. Ao lado desses conhecimentos, procurava reciclar-me na arte da vida: lia bons livros, exercitava a paciência, alimentava a fé e sentia-me uma estrela andeja, alicerçada na coragem de avançar sempre.

ESSÊNCIA LIBERTA

De asas quebradas,
A ave não pode voar.
O invólucro é prisioneiro,
Mas a essência é liberta,
Bandoleira...

Crescem-lhe asas perfeitas,
Imaginárias.
As peias se partem na amplidão.
Desatam-se os laços!
Ilimitado é o espaço
Para voejar versos,
Soltar a emoção
E sentir-se uma estrela andeja.

É muito importante a consciência de que não estamos aqui por acaso. A responsabilidade da caminhada é unicamente nossa e não podemos fraquejar. Somos seres gregários, cabendo-nos a compaixão pelo próximo, pelo menos o mais próximo.

É sempre bom reafirmarmos os nossos propósitos de fé nos valores e no exercício do amor.

“Sei que toda caminhada tem um destino e uma direção, por isso, devo medir meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais, passo eu.

Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo.

Todavia, quando o cansaço houver, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente quando houver quem me auxilie.
É oportuno que, em meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram.
Que, assim, meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem.

Quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas entenda o sentido do sofrimento que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais.

Quando eu tiver tudo: farnel e coragem, água no cantil e ânimo no coração, bota nos pés e chapéu na cabeça, razão para não temer o vento e o frio, a chuva e o tempo, que eu não me considere melhor do que aqueles que ficaram para trás, porque pode vir o dia em que nada mais terei para a jornada. E aqueles que ultrapassei me alcançarão no caminho. Poderão, também, fazer como eu fiz, e nada de fato fazerem por mim, que ficarei sem concluir o meu trajeto.

Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite, em que a jornada será mais fácil e mais amena.
Quando for noite e a escuridão tornar mais difícil a chegada, que eu saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção.

Que eu perceba que a caminhada só poderá ser mais rápida, mas muito vazia.
Quando eu tiver sede, que encontre a fonte no caminho.
Quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direção, a estrela-guia.
Que eu não siga os que se desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos.
Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver a simplicidade das flores à beira da estrada.

Que eu não perturbe os passos de ninguém.
Que eu entenda que seguir faz bem, mas, às vezes, é preciso ter-se a bravura de recomeçar, voltar ao ponto de partida, tomar outra direção.
Que eu não caminhe sem rumo.

Que eu não me perca nas encruzilhadas, mas não tema os que assaltam e os que embuçam.
Que eu vá aonde devo ir e, se eu cair no meio do caminho, que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo.

Que eu chegue, sim, mas, ainda mais importante que eu faça chegar quem me perguntar, quem me pedir conselho, e acima de tudo, seguir-me, confiando em mim.”

A vida é cheia de quedas, de alegrias, realizações, muitas chegadas, onde tantos nos esperam cheios de sorrisos, de incentivos.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)