
NÃO TENHO ALGEMAS
(Genaura Tormin)
Fui menina, rebelde, traquina, barulhenta...
Mulher, hoje sou.
Laboriosa, complicada,
Parideira, dona de casa.
Ardo em orgasmos, arquejo em lágrimas.
Apolo me fascina,
Faz-me musa de seus versos, deusa do seu leito.
Sou refém das fantasias, atriz de todos os papéis.
Mostro-me catita, jogo a sedução
E acho-me bonita.
Os sonhos habitam meus cantos,
Ouriçam-me as entranhas.
Rendo-me aos desejos.
Aos detalhes entrego-me inteira,
Na busca de mim mesma,
Pois não tenho algemas nem porteiras.
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