PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

sábado, 26 de julho de 2014

TEU ANIVERSÁRIO, FRED!



TEU ANIVERSÁRIO, FRED
(Genaura Tormin)

Hoje é o dia 13 de março!
Uma data importante para tua mãe!
Uma gentinha nova a caminho,
Depois em meus braços'
E sempre em meu coração.
Como agradeço
Pelo filho que és!

Um aliado para dividir
Alegrias e percalços,
Um filho bom,
Um homem honrado.

Mesmo assim,
Estou sempre na retaguarda,
Na alegria de sabê-lo FILHO!
E atenta aos poucos deveres de mãe
Que ainda me restam.

Entregar-te a Deus, filho meu!
É o maior presente que te posso dar,
Neste teu aniversário!
És verso do meu mais lindo poema,
Decantado em prece,
No dorso da alegria,
Pois me sinto a Loba
E tu és cria!

Parabéns!
Beijos dos teus pais
Genaura e Alfredo

GYN, 13.03.2014

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HISTÓRIA QUE A VIDA ESCREVEU

Winston Churchil

HISTÓRIA QUE A VIDA ESCREVEU

Um famoso escritor conta a história
de uma família rica,
que foi convidada a passar um fim de semana
na bela propriedade de uma outra família:
a casa dos Winston Churchill.
As crianças se divertiam porque
havia uma deliciosa piscina na propriedade.

No último dia, ocorreu uma tragédia.
O menino menor quase afundou.
As crianças puseram-se a gritar,
procurando alcançar com as mãos o pequeno,
que se afogava, mas inutilmente.
Por fim, o pequeno Alexandre Fleming,
filho do jardineiro,
ouviu os gritos e saltou dentro da piscina,
salvando assim o menino.

Quando o pai ouviu a história,
sua gratidão não teve limites.
Ele se dirigiu ao senhor Fleming,
o jardineiro, e disse:
- Seu filho salvou a vida do meu filho,
o que posso fazer pelo senhor?

- Ora, o senhor não precisa fazer coisa alguma,
disse o jardineiro,
meu filho fez o que qualquer outro faria.
- Mas eu preciso fazer alguma coisa pelo seu filho.
Que apreciaria ele?
- Bem, desde que aprendeu a falar,
tem manifestado o desejo de ser um médico.
O homem estendeu a mão ao senhor Fleming, e disse:
- Seu filho frequentará a melhor escola
de Medicina que houver na Inglaterra.
E sustentou a palavra.

Ao final da Conferência de Teerã,
o mundo foi sacudido com a noticia de que
Churchill estava doente com pneumonia.
Os meios de comunicação da Inglaterra
transmitiram por toda a nação,
o desejo de que o melhor médico
do Império Britânico tomasse um avião
para Teerã e assistisse ao Primeiro-Ministro.

Esse médico foi o Dr. Fleming,
o descobridor da penicilina.
Os seus esforços foram coroados de êxito.
Mais tarde, Winston Churchill eletrizou
o mundo com a declaração:
"Não é sempre que um homem
tem a oportunidade
de agradecer ao mesmo homem por
haver-lhe salvo a vida duas vezes".

O pequeno Fleming, que havia salvo a vida
do pequeno Churchill,
quando este se afogava numa piscina,
tornou-se o Dr.Fleming,
que de novo lhe salvou a vida.

O pai de Winston Churchil jamais sonhara,
que, ao dar à Alexandre Fleming
a oportunidade de estudar na melhor
escola de Medicina da Inglaterra,
estava provendo o meio de salvar
a vida do seu filho, pela segunda vez,
através do mesmo homem.

Coleção de Pensamento de Sabedoria 
A Essência do Sucesso - Editora Martin Claret

domingo, 6 de julho de 2014

POR EU GOSTAR TANTO DE VOCÊ




POR EU GOSTAR TANTO DE VOCÊ
(Josefa Alteff)


Com todo carinho que eu possa ter,
Por tudo de bom que você me inspira,
Pelos nossos sorrisos! 
Pela nossa amizade!
Por eu  gostar tanto de você... 
Que nossos sorrisos nunca desapareçam,
A alegria, as gargalhadas ecoem
Eternamente!!!



Que estas flores
Possam traduzir o meu carinho
E admiração por você!
Parabéns!
Feliz aniversário!
Muitas felicidades!!!
Muita saúde!
Muita paz, amor, alegrias, 
Conquistas e realizações infinitas...... 

sábado, 5 de julho de 2014

VAMOS APRENDER A VIVER FAMÍLIA

Excelente palestra  sobre família! Eu amei! Quanto aprendi! Repasso com carinho.
Beijos da Genaura Tormin

quinta-feira, 3 de julho de 2014

NOVAMENTE FAÇO ANIVERSÁRIO




NOVAMENTE FAÇO ANIVERSÁRIO
(Genaura Tormin)

Sessenta e nove anos!
Não omito a minha idade.
Legado de muita luta
Que significa felicidade.

O espelho já não é o mesmo.
Não me aplaude sorridente!
As marcas se estampam
Feito pérolas diferentes.

O rigor do tempo
Verga-me a silhueta,
Mas eretas estão a alma e a coragem,
Para concluir com galhardia
Essa viagem.

A valentia é a minha arma,
O otimismo, o guia
E o amor me redime
No dorso da poesia.

Muitos mestres
Ensinaram-me a viver!
Do trabalho fiz prece,
Refúgio, meta, rumo,
Escadas para a dignidade.
Saio pela compulsória!
Para descansar,
Tenho a eternidade

Quantos aniversários ainda farei?
Irmã da natureza,
A existência é finita!
Perece para renascer.
Posto-me de joelhos
E agradeço.
É o meu aniversário!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

RÉQUIEM PARA IRMÃ ISAURA


(Irmã Isaura: a 4a. da 3a. fileira, a mais alta)

RÉQUIEM PARA IRMÃ ISAURA
(Genaura Tormin)


Ela se foi em paz! Sutil, como num farfalhar de asas, num vôo sereno partiu para o Infinito. Sequer despediu-se. Talvez tenha sido chamada para outras missões junto ao Criador de Vidas. Quem sabe para cuidar de outras crianças?

Irmã Isaura sabia que o único segredo da vida era o amor, e o exerceu com galhardia: serviu e compreendeu, perdoou e renunciou. Fez votos de pobreza. Nada exigiu, superando-se pela dedicação ao próximo. Foi uma servidora abnegada, uma guardiã da humildade. Dedicou-se ao Ministério do amor, sob a égide do hábito de Missionária de Jesus Crucificado por mais 60 anos. Era a educadora de almas, a mãe zelosa de muitos órfãos. Uma grande mulher! Um espírito evoluído que ofereceu ao porvir o alicerce da dignidade, da coragem e do trabalho despretensioso. Sua passagem pela vida foi uma doação ao bem, à Deus. Suas palavras sempre foram holísticas.

Ela tinha necessidade de compartilhar, ajudar, doar-se...

Na mente bailava-lhe a vida, a vontade de superar o tempo, driblar os anos, o que a tornava uma jovem senhora de terceira idade ou de todas as idades. Agradável, culta e moderna. Uma pessoa linda, inteligente, otimista, uma boa mestra, uma boa mãe, uma boa amiga. Usava palavras certas e deixava o seu recado sempre matizado de carinho, de afeto, que só ela sabia tão bem escolher a policromia.

Ela partiu, mas suas pegadas ficarão como herança, como história da Congregação que teve o privilégio de possuir tão digna cidadã, tão digna religiosa. Embora habitante da Terra, ela conseguiu abarcar o Universo no soerguimento de vidas. Quantos filhos alheios embalou, quantas crianças criou sem nenhum retorno financeiro, apenas por amor. Como ninguém, ela entendia o 2° mandamento da Lei de Deus: “Amar ao próximo como a si mesmo.”

Irmã Isaura, era uma mestra!
Que criatura especial! Com os cabelos branquinhos e a alma jovial, ela quebrava a aspereza do cotidiano, embelezava os momentos, cativando pessoas e espargindo carinho. Seu discurso, o sorriso, devolviam-nos sempre a paz, a vontade de viver. Aliás, ela era o símbolo da vida.

Sua passagem pela vida e a relevância dos seus feitos serão marcas inesquecíveis. Sua lembrança atravessará o tempo e ela continuará a acalentar os filhos de seu coração, a ensinar o amor, aliviar a dor, exaltar a paz...

Irmã Isaura construiu muralhas de afetividade e se fez benquista entre todos os que tiveram o privilégio de conhecê-la. O seu carisma, o seu jeito de ser, a presteza sempre perene, o afeto, tornar-se-ão lembranças indeléveis que nos concitarão ao BEM, gestor do nosso processo evolutivo rumo à Casa do Pai.

Haverá sempre uma cadeira vazia, uma lacuna entre nós. Uma saudade eterna.
Cumpriu-se a vontade do Senhor. Era chegada a sua hora. Os meios foram, apenas, instrumentos a serviço da Lei Maior. O corpo físico é somente uma vestimenta do espírito quando em missão por este planeta. Isso quer dizer que não morremos, apenas trocamos de vestimenta, na hora certa, no momento exato.

O Criador nos fez à sua imagem e semelhança. Não seria justo que fôssemos apenas matéria finalizada numa tumba fria. O Senhor sabe o que faz!

A Irmã Isaura Rodrigues de Oliveira foi um presente de Deus, uma trabalhadora do amor, uma mestra aguerrida, uma pregoeira do bem. A ela, o nosso preito de gratidão e saudade.

A ternura do olhar, a doçura do coração, dispostos sempre a ajudar, com certeza, estarão a colorir o Cosmos, a endereçar a Terra os seus ensinamentos de amor.

Mensagem prestada por Genaura Tormin, durante a missa de 7o. dia.

TODO CASAL DEVERIA LER







TODO CASAL DEVERIA LER
(Arthur da Tavola)

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no
ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.
 Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. 
Tem algum médico aí??

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. 
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como
qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
 Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. 
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. 

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. 
Tem que ter um bom psiquiatra.

Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. 
Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

E que amar, "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. 
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. 
O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.

O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
________________________________
(Excelente texto! Reflexivo, bonito e bem escrito! Grande Arthur da Tavola! Que façamos bom proveito. É por isso que eu o replico aqui. Beijos da Genaura Tormin)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

NUM INSQUEÇA DESSA PROSA






NUM INSQUEÇA DESSA PROSA
Genaura Tormin

Vancê tem que assustentá
Aquilo que me dixe,
Mermo aí na Capitá.
Pegano na minha mão
Vancê prometeu me amá.
Dixe tanta coisa linda
Pramodi me enganá.

Adespois,
Pega e vai simbora,
Fica de longe e me óia
Sem nada pra prusiá,
Nem mermo escrivinhá,
Isquecendo as coisa boa
Que fizemo do lado de cá.

Já num tenho aligria.
Tô  chorano todo dia
E de noite fico a pensá
Nocê e nesse  amô
Que num pudia acabá

E eu sei que uma gaiata,
Aquela do celulá,
Tá tentano te prendê
Fazendo inté coisa ruim
No zoínho de vancê.

É bão pensá,
Pruquê vancê pode perdê
E vortá arrependido
Pedino  preu te querê.

A ingratidão mata afeição,
E às vêis um moço bão
Vai de mim se ingraçá,
E inté pedi pra cumigo  se casá.

Aí, perde eu, perde vancê,
Pois amô qui nem o de nóis
É difici de encontrá.                                                         


domingo, 25 de maio de 2014

BASTIDORES DO CUIDADO





BASTIDORES DO CUIDADO
(Genaura Tormin)


Acabo de ler o livro BASTIDORES DO CUIDADO, um diário da arte de cuidar, escrito por Nébia Maria Almeida de Figueiredo, quando no deslanchar da existência as mãos da fatalidade ofereceu-lhe um acidente de percurso triste numa pessoa querida que lhe privava os compartimentos do coração em afeto e carinho. Parceiros de ideais científicos – ambos docentes da área de enfermagem.

Tocou-me muito a emoção a compungente história desse rapaz bonito, inteligente, empreendedor que, nos píncaros da glória, no auge de sua mais bela idade, viu dificultados tantos sonhos, tantos projetos. A animalidade da violência humana o escolheu por vítima num final de tarde sombrio, quando o sol se recolhia ao horizonte.
Os seus passos foram banidos, recolhidos inertes ao canto da alma naquela tarde, para nunca mais voltar.

Uma caminhada íngreme descortinou-se à sua frente. O céu vestiu-se de negro e a dor plangente engoliu o gosto do viver. Gigantesco esforço no enfrentamento de muitas peripécias, nunca imaginadas para si, era preciso. Muitas lágrimas lavaram as suas faces. Por momentos, a gritante impossibilidade de continuar o caminho.

O anjo guardião, autor desses relatos, chegava de mansinho e insuflava coragem, estampada em pequenos mimos, afeto, cuidados e docinhos.  Meu Deus, quanto carinho pode brotar de um ser predestinado, benfazejo e amigo! É, realmente, “A MÃO QUE ALISA O CORPO”, título de um dos trabalhos que ambos estavam fazendo naquela época.

Uma história tocante, numa escrita diferenciada, minuciosa no trato do corpo e da alma, onde se observa um servir com conhecimento, amor e brandura. 

Em forma de um diário de bordo, a autora coleta todos os dias as impressões físicas e espirituais desse cuidar, aportando sempre no afeto gostoso de sua alma linda e dessa partilha, que reputo transcendente e antiga, embora envolta em disfarces que não se olvidam no tempo. Um encontro postergado, um coração machucado. 

Numa bela roupagem, o livro se assemelha a um caderno, com manuscritos datados, pequenos poemas para extravasar os sentimentos e alegrar o paciente, além de desenhos significativos que elucidam tanta dor. Um caminho a ser aberto, uma vida a ser moldada nas contingências do destino.

Ser ou não ser. Seguir ou ficar eis a questão nessa encruzilhada de tantos aprendizados, novos saberes, tantas dificuldades. Um buril esculpindo a obra.

Por vezes, a cuidadora, com a alma esfacelada, o coração dolorido diante de impotência tão grande, sem encontrar o remédio curador para tanto desmantelo, parece sucumbir. Sua alma sofre. A oração é o seu guia. Grande ser humano num espírito protetor e despojado, que sabe se doar numa linda transcendência de amor.

Um anjo guardião que o paciente teve a sorte de encontrar nessa fase tão difícil, tão dolorida de sua vida.

Por muitos momentos a sensibilidade aflorou-me as lágrimas e eu chorei. No entanto, sei que tudo são eficientes aprendizados que nos tornam seres melhores no campeonato de nós mesmos. O remédio é sempre amargo quando se faz necessário.

E tudo acontece tão inesperado! O certo é que somos devedores por aqui. Não sabemos o porquê, mas tudo tem a sua razão de ser. Chega na hora exata, no momento certo, convergindo para o nosso bem. É como se estivesse escrito nas estrelas.

E o diário de bordo teve o seu fim, com o desembarque numa cidade do interior, onde o nosso personagem viveria no aconchego dos seus familiares, tentando emendar retalhos, reconquistar as emoções e encontrar outra maneira de marcar passadas pelas estradas da vida.

E foi o que aconteceu. Embora, os dissabores, os sofrimentos desse novo redimensionar da existência, tudo voltou ao seu lugar, reflorescendo vidas, cuja colheita se faz farta e encantadora, abrindo muitas portas, no exercício do amor.

Nova maneira de viver estampou-se garbosa no tilintar sonoro de quatro rodas benfazejas. E o nosso rapaz cresceu tanto que atingiu os píncaros. Sua  experiência jorra como a chuva, adubando, alentando e defendendo vidas. 

O anjo poeta ainda tece devaneios nos veios da poesia. As asas ainda se cruzam, protetoras e risonhas.

Excelente leitura.

sábado, 10 de maio de 2014

MINHA MÃE - MEU TESOURO





MINHA MÃE - MEU TESOURO
(Genaura Tormin) 


Mãe,
Como me faz falta o seu colo,
O seu amor cuidador,
O seu afeto gostoso,
A sua presença nesta solidão
Que se transmuta em dor.

Você se foi e eu fiquei a esperar.
A passagem está comprada
E eu pronta para seguir ao seu encontro.
Sou sua filha, seu sangue, sua essência.
Você me fez sensível, chorona…
Uma poeta nesta existência.

Preciso de você, minha mãe,
Para secar-me o pranto,
Curar-me as feridas,
Emprestar-me o ombro.
Preciso mergulhar no oceano
Desses olhos azuis
Que compartilham tanto amor, tanto encanto!

Eis-me da espera tão cansada!
Quantos anos repasso
No rosário de minhas saudades.
Ainda sou uma criança
A procura dos seus braços.

Essa falta grita, lateja, queima...
Recolho-me e penso.
No descompasso do meu coração saudoso,
Na contrição do cérebro atento,
Por um instante, sinto-a por perto 
A afagar-me os cabelos,
A falar-me de afeto.

Minha mãe!
Maior Tesouro que pude ter nesta vida!
Ainda órfã,
Em mais este DIA DAS MÃES, 
Envio-lhe o meu coração,
Minha gratidão, minha saudade.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)