PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

ALFORRIA





ALFORRIA
(Genaura Tormin)

Tenho que reinventar a vida
Para espantar o medo,
Aprisionar a agonia.
Vou decretar alforria
Para a solidão!

Não a quero por companhia!
Prefiro o vento, a brisa,
Mistério, magia,
E os enlevos de ventania.

Quero um vendaval de sorrisos,
Escancarados, atrevidos,
Para gargalhar a vida!
Quero esquecer a saudade,
Na conquista da alegria.

Tenho que encontrar saída,
Para não acelerar
O relógio do tempo.
Não quero a vida vazia!
Estou pedindo alforria!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

FUI FELIZ



FUI FELIZ
(Genaura Tormin)

Imagens guardadas,
Perpetuadas em fotografias.
Histórias de uma vida!
Registros já amarelados,
De lembranças vividas.

Amores, sucessos,
Dificuldades e procelas,
Marcos construtores,
Que me abriram tantas cancelas.

De muitos papéis fui atriz.
E se tivesse que partir agora,
Não lamentaria nada que fiz.
Porque, simplesmente,
FUI FELIZ!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

COMPRADORA DE BEIJOS



COMPRADORA DE BEIJOS
(Genaura Tormin)



Ainda organizando fotos. 

Servicinho gostoso! 

Está me forçando a aprender um novo jeito de fazer as coisas. 
Gosto de fotografias e até fiz alguns cursos, hoje obsoletos. 


Registrei a vidinha dos filhos em slydes e costumava projetar nos aniversários para a família e amigos. 

Mesmo, com tantas pedras no caminho de grandes limitações, ainda tenho esse material. 

Gostaria de transformá-lo em fotos.
E assim vou seguindo... revendo e copiando fotos. Quase sempre choro, escrevo, faço poemas para espantar a vontade de voltar no tempo.
Tenho um MAC e nele não há o programa Paint para reparos mais urgentes nas fotos.
E agora?
Consultar o "sabe tudo".
Consulto o google até para lavar panela!
Que professor bom e disponível! Carinha boa, amável!
E free, fica melhor ainda.
Agora é só por o cerebelo para decodificar.
Eu chego lá!
Sei que sou danada e aprendo já.
Mas, gostando dos elogios aos meus dotes de costureira, eis aí a mocinha em festa, acompanhada, é claro, do bem.
O vestido é de minha cria para rimar com poesia.
Costurar é como poemar.
É um lazer gostoso. 

É como parir, dar à luz, inventar! Como será que se chamaria essa grife?


Naquela época o tempo me era escasso, dada as atividades de dona de casa e servidora pública.


Mesmo assim, eu costurava para os filhos e camisas e jalecos para o marido.

A moeda do pagamento eram beijos.
Até hoje ainda compro beijos dos filhos (... mamãe, vc quer comprar beijo?)
Tempo bom e bem vivido!
Por vezes, era sempre o valor de um picolé, de um chocolate...
Hoje, o mercado anda muito inflacionado! Que carestia!
O beijo está muito caro! Vale ouro!
Acreditam que ontem o valor deu para o filho comprar 3 banquetas?
Cruzes!
Por valor tão elevado assim, esses beijos têm que ser dados durante todo o ano, não é?
É! Pensando bem...
Vou renegociar, mesmo! Fui passada para trás!
Vou exigir um ano de beijos!
Vamos ver se há conciliação.
Se não, posso levar à Justiça!
Primeiro, vou levar essa negociata ao PROCON.
Um ano de beijos! E pronto!
É isso!
Risos

sábado, 8 de fevereiro de 2014

UMA FOTO PARA RECORDAR


UMA FOTO PARA RECORDAR
(Genaura Tormin)

Amei o Flavinho aqui!
Um registro lindo!
Que rapazinho bem vestido!
Com feições de alegria, de gente boa!
Sinal que a mãezinha dele era cuidadosa!
Nossa, que saudade!
Queria voltar no tempo.
Faria tudo de novo!
Como era feliz e não sabia!
Fui a mãe mais feliz do mundo!
Hoje, colho os frutos desse amor.

O sobrinho, Zezinho,
Morou conosco um tempo.
E a afilhada, Graziella
É uma linda garota hoje.
É filha de uma prima,
Que também morou conosco.
Na verdade são todos filhos do coração.
Como sou agradecida, Senhor!
Brigo por eles.

Meu coração não tem algemas
Nem porteiras!
Tem longos braços abertos
E portas escancaradas, sempre.
Hoje,
Flavinho é um senhor, bonito,
Culto, amigo, falante e prestativo.
É meu colega de tribunal!
Recente veio morar perto da gente,
No andar de cima.
Há, no mundo, alguém mais feliz do que eu?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

UMA HOMENAGEM POEMADA



Eu era Delegada de Menores de Goiânia, o que me conferia participar de congressos, projetos, simpósios e reuniões. 
Uma tarefa de idealismo e amor.
Revendo e organizando guardados, encontrei uma anotação, num papel de Congresso sobre a Prevenção ao Uso de Drogas, em que grafei em versos uma ode a uma das debatedoras: Vera Lucia Arruda Gomes, à época, presidente da FEBEM.

UMA HOMENAGEM POEMADA
(Genaura Tormin)

Vera Lucia Arruda Gomes,
Da FEBEM, a presidente,
De grande calor humano,
É uma profissional valente,
Moldada para a função
Em que é muito competente.

Egressa lá do nordeste,
Onde a importância maior
É dada ao ser humano,
Respaldando o seu valor,
Integrando-lhe na missão
Que lhe dera o Criador.

Moça de altivo porte
Em um corpinho franzino,
Esculpida em qualidades
Que lhe dirigem o destino,
Com ideais inovadores
Para os nossos pequeninos.

Não quero aqui escrever
Em versos de poetisa,
O que às vezes o faço
Para ver se concretiza
O amor transcendental
Que o Cristo preconiza.

Quero, em pinceladas,
Falar de você, menina,
Do que vejo e escuto
Do seu trabalho que mina
Carinho e muito amor,
Coragem e força divina.

Oxalá, nesse Governo,
Que vem a aurora rompendo,
Não haja interrupções
Desse trabalho estupendo,
Que essa Presidente
Vem com os garotos fazendo.

No mesmo barco navego,
Trabalhando inserida
Em prol de uma causa nobre,
Que é uma luta renhida,
Para melhorar o porvir
Desta Terra tão querida.

Por isso sou testemunha
De tantos planejamentos,
Depois de consultorias,
Fulcrados em sentimentos,
Que estão sendo executados
E parando é um lamento.

Temos mesmo que investir
Nessas pequenas crianças,
Que carentes e sem família,
Ainda são a esperança
De um futuro promissor,
Que quando se quer alcança.

Fico muito preocupada
E me ponho a pensar,
Se todas as diretrizes,
Outro presidente mudar,
O trabalho em andamento
Será que irá parar?

Nessa coisa de vaidade,
Cada um tem o seu jeito,
E quer registrar sua marca
Em tudo o que for feito,
Ainda que isso custe estrago,
E a perda do que está perfeito.

Mudar para renovar
É um adágio corriqueiro.
É o que sempre acontece
Quando se muda o Governo,
Mas às vezes trunca tudo,
Até um projeto inteiro.

O que é mais doloroso,
É a perda irreparável
Pela falta de continuísmo
De um trabalho tão louvável,
Em prol da criança indefesa
Que a faria um ser notável.

Por isso, Vera, querida,
Torço para você ficar,
Pois nesse invólucro franzino,
O coração só quer amar
Cheio de sentimentos
Que até o vejo cantar.

Eu sei que a recompensa
Não será material,
Mas é tão bom nesta vida
Agarrar-se a um ideal
E o Papai lá do Céu
Também achará legal.

Manifestação oral, durante o Congresso.
O governador era Onofre Quinan.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

PROFISSIONAL DE PORTAS


PROFISSIONAL DE PORTAS
(Genaura Tormin)

Eu tinha que cantar!
Não sabia por quanto tempo.
O coração agasalhava o medo.
Tudo atirado ao caos,
Parecia matar-me a alma.

Não havia portas,
Nem janelas.
Eu as teria que fabricar,
Jogar o jogo do contente
E seguir em frente!

O lar cheio de algazarras,
Risadas e alaridos
Havia ficado triste
Em rostinhos inocentes.
Um tornado havia passado
E sem dó desarrumado
O que eu havia colecionado.
Por isso,
Eu tinha que cantar!

Pus-me no trabalho!
Juntei os cacos,
Estanquei lágrimas
E fiz-me forte aos rigores do frio.
Teria que carpir portas!

Hoje,
Abro a janela tempo
E converso com o vento,
Que me açoita os cabelos brancos.

Revejo os feitos e concluo:
Fui uma profissional de portas!
Serviço bom e bem feito.
Por isso,
Eu hoje canto e agradeço!
Tenho mais do que preciso e mereço!

(7 meses de um difícil aprendizado de mim mesma, numa postura de faz-de-conta na incrível busca pela sobrevivência)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

EU CANTO



EU CANTO
(Genaura Tormin)

Eu canto o que tive,
O que tenho e ainda terei.
Canto a vida, a liberdade,
O sonho de felicidade...
Canto o ontem,
O  hoje e o amanhã.

Canto o prazer,
A  coragem alada,
A  crença, a fé
E essa imensurável vontade de viver.
Eu canto!

E ao partir,
Aos que amei aqui,
Deixo os galanteios da alma,
A essência do meu ser,
O meu talento,
A fantasia do meu tempo,
E esse meu jeito de criança,
De sorriso farto,
De esperança.

Deixo, ainda, o sonho aceso,
Em passos andejos,
No solfejo
De um verso inacabado!


                      Gyn, 13.01.2014

domingo, 5 de janeiro de 2014

MISSÃO NOSSA



MISSÃO NOSSA
(Genaura Tormin)

O investimento maior da família deve ser dedicado aos filhos, missão nossa, cabendo-nos a responsabilidade de endereçá-los à trilha do bem. 

E isso se faz com presença, diálogo, carinho, orientação e exemplo. Por isso o casal pode se separar, os pais, nunca! É preciso saber fazer a diferença. É preciso preocupar-se com o desenvolvimento seguro dos filhos, pois serão eles os homens do amanhã. Dizem que quando vivemos na unidade, nossa morada torna-se um paraíso.

Basta pensar no grande número de crianças abandonadas, com pais vivos e ricos, que têm por amigos o aparelho de televisão, iPad, videogame, redes sociais, internet, com seus benefícios e malefícios, sempre ditados pela solidão e revoltas da idade. São os filhos dos pais “sem tempo” que, irremediavelmente, atribuem importância maior aos cifrões dos seus negócios, respondendo sempre: “Não posso agora, estou atrasado, é hora do jornal, do noticiário, da bolsa de valores etc.” Tentam materializar o carinho e compensar a ausência com exageradas permissividades e presentes caros. 

Ao exacerbar em oferecimentos materiais, os pais estão barateando a capacidade de luta dos filhos, diminuindo a busca e o desejo de conquista, o que os torna frágeis. 

Como estão errados esses pais!

Quase sempre, esses menores, com todos os desejos materiais satisfeitos e as emoções diminuídas, e estando ainda verdes para o auto-equilíbrio, o discernimento responsável, começam a perder a estima de si mesmos, tornando-se inseguros, tristes, rebeldes, enveredando facilmente pelo mundo das drogas à procura de carinho, de emoções maiores, iniciando o caos, que deixa marcas profundas, cicatrizes eternas. 

O que adianta vencer profissionalmente, mas perder a família a qual é mais do que parte de nós? É missão e razão de toda a nossa luta na vida. É preciso conciliar família, trabalho, respeito e autoridade.

É questão de inteligência e muito mais de amor. É preciso que se determinem limites e metas para a organização familiar, pois a energia também é amor. O tempo não espera. Um belo dia você descobre que fez tudo errado. E o mais lastimável é que não há conserto. Não há dinheiro que consiga recuperar o que foi perdido.

(…Excerto do  livro Pássaro Sem Asas de minha autoria)

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

NOVO ANO CHEGOU



NOVO ANO CHEGOU!
(Genaura Tormin)

E agora?
Armas na aljava,
Fé no futuro,
Bons projetos,
Coragem para executá-los
E PÉ NA ESTRADA!


Sentado não se chega a nada!!
Risos!
E eu?
Eu rodo, rodo,
cambaleio, caio!
Levanto, quebro pé...
Remendo tudo e rodo de novo!


Minha meta é seguir
Feliz, contente!
Peito aberto à alegria,
No solfejo do amor.
O mestre é a valentia!
E o resto?

É só poesia!

NADA A PEDIR




NADA A PEDIR
(Genaura Tormin


Sou uma caminheira feliz!
Sigo contente a minha estrada!
Tenho muito mais do que mereço!
Obrigada, Senhor! 
Tenho um trabalho,
Um amor, um abrigo,
E sempre um lar para voltar!


Uma família!
Filhos amorosos, netos,
Amigos sinceros
E disposição para amar!
O que mais quero?



Mas,
Neste Ano que se inicia, 
Segura-me as rédeas, Senhor,
Frena-me o galopar,
As bestialidades...
Indica-me caminhos
Para que eu possa 
Evoluir, seguir e chegar!

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)