PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ABRACE-ME!


ABRACE-ME!
(Genaura Tormin)

É agora,
Quando menos mereço,
Que preciso desse silêncio,
Desse querer cumpliciado
Para secar-me o pranto,
Abrandar-me as falhas.

Silêncio é prece,
É carinho dividido.
É o amor que exalta,
Que perdoa no gesto do sorriso,
Nos braços que amparam...
É disso que preciso.

Significa grandeza,
Espírito evoluído.
Não me deixe sangrar,
Não me deixe sofrer!
Tenho tantas feridas!
Muitas, ainda exangues
Ao escárnio da vida.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SOLDADO DE MINHA BATALHA


SOLDADO DE MINHA BATALHA
(Genaura Tormin)

De repente
Tingiu-me a alma
Um sentimento de ternura,
De agradecimento...
De felicidade!

Quero rezar!
Quero agradecer
Às dificuldades,
Que me fazem forte,
Aos amores,
Que me fazem terna,
Aos desafios,
Que me tornam soldado
De minha própria batalha.

E no tanger do existir
Quero sentir,
Quero ser,
Quero ir
Aonde os versos me levarem.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A VIDA É UM ARSENAL DE RIMAS


A VIDA É UM ARSENAL DE RIMAS
(GenauraTormin)

Em silêncio,
Viajo pelos caminhos do tempo.
Chapéu na cabeça e água no cantil,
Enfrento as intempéries
Do vento, do frio...

O coração segue contente!
A fé é o escudo, a coragem o guia.
A brisa me acaricia
Pelas manhãs da existência.

Prenhe de todas as idades,
Cultivo um coração de menina.
Encho-me de magia,
Faço poesia.

Galopo no dorso da fantasia.
Junto-me ao gorjeio da passarinhada...
Meu canto acorda madrugadas.
Ainda sou uma ave das campinas.
A vida é um arsenal de rimas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

O HOMEM É AQUILO QUE PENSA


O HOMEM É AQUILO QUE PENSA
(Genaura Tormin)

Por isso se desejamos fazer mudanças em nossas vidas, comecemos mudando os nossos pensamentos!

Viver com confiança e otimismo é abrir as portas para a paz e a felicidade. É investir no "eu interior".

O segredo é mesmo vigiar os pensamentos, mantendo-os numa faixa elevada. Exercer o ofício de jardinagem, ajeitando a vibração mental como se fosse um jardim florido e perfumado. Separar o joio do trigo. Assumir as responsabilidades, tentando fazer o melhor perante a vida e perante Deus que nos espera para outra empreitada. E que essa seja melhor, construída da bagagem que hoje estamos a coletar aqui.

Chega um momento em que você fica tão feliz, tão feliz, inundado de paz, e não sabe o porquê. É que você mudou a sua maneira de pensar.
Quando nos sentirmos em paz com a nossa consciência, alegres e felizes, todas as outras coisas convergirão para o nosso bem. Estaremos começando a ser vencedores. Por isso eu desejo:

Que o coração nunca seja agasalho para as coisas espúrias...

Que as intempéries do caminho signifiquem lições de vida, degraus para o progresso, setas indicadoras para o bem.

Que floresça a pureza da criança interior que tanto tem a nos ensinar.

Que o sorriso seja constante, espontâneo, verdadeiro, uma prece que inebria, uma canção que consola... O sorriso é prece. É Deus dentro da gente!

Que a chuva seja o bálsamo para aliviar o pranto, curar as dores, cicatrizar as feridas.

Que os amores contenham a magia, o encanto em cada encontro, o beijo da alegria.

Que a cada amanhecer os olhos possam mirar a vida, dispostos a enxergarem o melhor de cada um e, além de tudo, a coragem, a bravura para as boas aventuras.

Que os dias sejam azeitados pela poesia, propiciando que a alma possa alar voos na alegria de viver, crescer e vencer.

Que em cada contato, em cada diálogo, possas deixar marcas benfazejas inesquecíveis.

Que na solidão e no cansaço, lembra-te de  que tudo passa, tudo se transforma. Haverá sempre um outro dia, uma outra oportunidade.

Que o coração seja contente, solto, voante... E nas asas da espiritualidade, alcance patamares superiores de evolução.

Que por onde andares, a força do AMOR esteja sempre presente, sinalizando direções, amainando as intempéries da estrada.

Que este amor seja a meta, o rumo, a estrela-guia, a tramontana, pelas veredas do bem, transformando os dramas em soluções e o caminhar cansado em passos saltitantes de alegria e felicidade.

Que DEUS  te abençoe sempre e que esta existência seja plena de paz, de aprendizado, de luz...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O QUE RESTOU


O QUE RESTOU
(Genaura Tormin)

A tristeza recolheu-se mórbida, arredia.
Enclausurou-se em compartimentos secretos,
Recuos escuros, fragmentados em ecos.
Tudo ficou vazio, amorfo, sem cor...
Acrescido de um enorme gosto de dor.

Na garganta emudeceu o canto.
Foi-se a melodia e toda aquela alegria!
Em cacos desfez-se o sentimento.
Uma tela desfigurada, em garatujas bordada,
Foi o que restou.

Gyn, 01.12.2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

OSTENTO O AMOR



OSTENTO O AMOR
(Genaura Tormin)

Viver?
Penso que aprendi agora,
Depois de tantos passos inúteis,
Falsos, conturbados...
Tantas quedas, tantos percalços.
Conheci-me depois dos tombos,
Diante das feridas ainda exangues.
Gosto-me assim!

A existência é um palco
E eu sou sua personagem
Nua, consciente,
Agora contente e sem adereços.
Sou, como sou!
Ostento a alegria,
A poesia e o amor!

Gyn, 22.11.2011 10h

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MEU ANJO-MENINO


Um poema para o Rodrigo, meu primeiro neto. Uma criança linda, alegre, carinhosa... Um presente de Deus! Ainda ouço suas passadinhas pela casa, acompanhadas do balbuciar de sua pouca idade, que se assemelhava ao trinado de passarinhos. Que saudade! Rodrigo é um bom menino, dono de todas as qualidades. Mora no coração da vovó. Hoje já é um rapazinho!

MEU ANJO-MENINO
(Genaura Tormin)

És pequeno,
roliço,
cheiroso,
gostoso feito morango.

Do céu,
és o meu pedaço,
nesse laço
que envaidece
o passo
deste caminho cármico.

És meu anjo-menino,
fofinho feito algodão.
Com o sorriso mais lindo
e esse jeito de travesso,
és vida da minha vida,
versos do meu poema,
música do meu coração.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SOU TUDO E NÃO SOU NADA


SOU TUDO E NÃO SOU NADA
(Genaura Tormin)

Nos recônditos de mim,
Os compartimentos secretos do ser que sou.
Descubro-me inteira, com essência e cor,
Pois a coragem que me alicerça,
O vento não levou.

Os versos ainda dedilham um canto,
Uma melodia, uma canção...
Sorvem o néctar das flores
E o gosto dos amores.

A alma alada viaja pelo eito das palavras,
No dorso da poesia.
E na estrada, agora tão vazia,
O amor ainda se faz, amainando dores.
Trago a sonoridade das cascatas.

Ainda sou um rouxinol ao cair da tarde.
Galopo no caminho da mata densa,
E me embriago com o cheiro da terra molhada.
Sou tudo e não sou nada!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

PALAVRA


PALAVRA
Genaura Tormin

Palavra,
Liberdade sonora,
Farol que alumia
A essência da vida.
Alumbra a fantasia,
Acalenta a alma,
Voeja paraísos intocáveis.

Ingênua, despida,
Enfeita-se de sonhos,
De magia e lógica.
Em voos azados por signos,
Mostra-se cativa ou soberba.
Em roupagens lúdicas,
Provoca sorrisos,
Alinda o amor.
Pode lanhar o coração,
Vestida pela dor.

Nave dos sentidos,
Transporta a exultação do belo,
A contemplação do silêncio inaudível,
Encapelado por dores guardadas
Nas águas revoltas do existir.

Palavra,
Canto órfico que se transmuda,
Esgueira-se em harmonia
Pelo cosmo, pelo infinito...

E o amor se faz
Nos eitos de palavras soltas,
Regadas por lágrimas,
Plantadas ao açoite do vento,
À luz primeira de um amanhecer risonho.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MEUS NOVELOS


(Para Alfredo, meu marido. Este poema fala da alegria por sua volta ao lar, são e salvo, depois de um CA que o deixou na UTI, quase sem chances. Obrigada, Senhor da Vida!)

MEUS NOVELOS
(Genaura Tormin

Emaranhada
Em meus novelos de sensibilidade,
Tenho lágrimas por escudo.
São elas marcos de alegria, de felicidade.
A voz dos meus sentimentos.
Não posso contê-las.

Deixo-as que me lavem as faces,
Apascentem-me a alma,
Conduzam-me a campos verdejantes,
Com brisa do rosto e terra molhada.

Quedo-me em prece e agradeço.
Não há palavras capazes de traduzir
O contentamento que me invade o peito.
Uma batalha vencida,
Uma graça recebida,
Um presente especial: UMA VIDA!

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)