PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A PROFECIA DA LUÍSA



A PROFECIA DA LUÍSA
(Genaura Tormin)


Somos uma família unida, coesa e contente.
Os filhos moram perto da gente, o que facilita o compartilhamento de carinho e cuidados.
São quatro os nossos filhos. Todos casados e endereçados na vida. Os netos aumentam a nossa razão de viver, fazendo-nos mais felizes.

O filho, Frederico (o caçula), mudara-se para um apartamento duplex próximo de nossa casa. O afeto crescera e nós estamos sempre entre eles e vice-versa.

Durante as minhas estadas lá, posto-me no primeiro piso, tendo em vista ser paraplégica e as minhas pernas de roldanas não subirem às escadas para alcançar o piso superior, onde ficam os quartos.

Tendo em vista o pé direito duplo da sala, aureolado por um pergolado na parte superior, é-me possível identificar portas.

Luísa, criança inteligente, linda, esperta, falante, dos “cabelos negros feito as asas da graúna”, imaginava várias maneiras para que eu acendesse ao andar superior.

_ Vovó, quero que você veja o meu quarto, o da mamãe e do papai, o do Pedro e o da Fernanda.

_ E quem é a Fernanda, Luísa?
_ É a minha irmã, vovó!
_ Mas você não tem irmã!
_ O Papai do Céu ainda vai mandar pra gente!
_ Como você sabe disso?
_ Porque sei!

Luísa é a primogênita da família e à época tinha quatro anos. É uma criança doce, terna, amiga do irmãozinho a quem dedica carinho e cuidados. Diz-se a professora dele e se responsabiliza por tudo que ele sabe.

Sempre que eu lá chegava, ela me lembrava de que teria que arranjar um jeito de eu subir as escadas, que costumeiramente me espreitavam de soslaio. Vez por outra eu sentia saudades dos passos saltitantes e faceiros que ficaram num passado tão distante. 

Quase 30 anos sem os seus trejeitos dançarinos. Mas os passos imaginários sempre me alongam as possibilidades de outras formas.

Enfim, surgira o esperado jeito para alçar voo aos dormitórios no piso superior. Carregada nos braços, lá ia eu! Luísa e Pedro eram só sorrisos. Subiam na frente como a preparar o caminho. Verdadeiros cicerones. 

As vozinhas estridentes atropelavam-se faceiras na descrição dos aposentos. 
Tudo muito bonito, decorado com motivos próprios, cheios de graça e bom gosto.

_ Aqui é o quarto da Fernanda, vovó! _ dissera-me Luísa, ensimesmada. Ato contínuo passara a abrir o armário e exibir as roupinhas, fraldas, sapatinhos e outros pertences, com farta descrição sobre a irmãnzinha que o PAPAI do céu mandaria.

_ E quando ela chegará, Luísa?
_ Vovó, a mamãe falou que vai pedir ao Papai do Céu.

_ Ah! Sim! Pois é, eu vou ficar muito contente, sabia? Eu amo vocês! E vou amar também a Fernanda.

O tempo passava célere. E alguns meses depois, via celular, o filho Frederico compartilhava comigo a alegria em ser pai, novamente.

_ Mamãe, você será vovó outra vez! Liana está grávida. Acabamos de pegar o resultado do exame!
_ Que bom, filho! Mais um coadjuvante para arrebanhar a nossa família no caminho do amor, na senda do bem. Quase um time, hein? Serão três filhos, três amores! A Luísa e o Pedro já sabem sobre a criança que está a caminho?
_ Ainda não.
_ Imagino a felicidade de ambos esperando o bebê. Estou muito feliz!

A vida tomara novos contornos na casa dos Antunes Tormins, bem como na casa dos avós e demais parentes.
Era o amor que, mais um vez, batia à porta, em forma de uma gentinha nova.

E a sementinha crescia no ventre da mamãe, cujas formas tornavam-se rechonchudas a cada dia, denudando-lhe a alma agradecida na fisionomia e na ternura do sorriso sempre presente. 

Liana é uma menina bonita, cativante e amiga. Para mim, uma filha! Carinhosamente, chama-me de tia. E eu gosto disso.

A família estava sendo agraciada, pois um filho é sempre um presente de Deus para vida! Uma centelha do Seu amor.

Os dias passavam-se lentos, aguçando a espera, estampada na alegria estridente das crianças, que contavam a novidade a todos. O contentamento era visível em toda a família.

_ Papai do Céu vai mandar pra mim uma irmãzinha vovó! A Fernanda! Eu não falei?
_ Falou, meu amor! E a vovó acreditou. Papai do Céu é muito legal, mesmo! Ele atendeu ao seu pedido e ao da mamãe, não foi?

Ainda não se sabia o sexo.
Tão logo fora possível, o exame foi feito e acusou ser um menino.

Novamente, Frederico passara-me uma mensagem avisando. O casal ficara preocupado sobre como dar a notícia a Luísa.
Chegou-se à conclusão de que isso seria feito com cautela e vagar.

Durante uma de minhas visitas, tentando ajudar, eu comentei sobre o Antônio, o novo irmãozinho que eles iriam ganhar.

Luísa ouvira o meu comentário e, imediatamente, interveio enérgica:
_ Vovó não é não é o Antônio! É a Fernanda! Eu já falei!
_ Mas o exame disse que é um menino!
_ Não é! Vovó, o exame errou! O que apareceu no exame foi o dedinho da Fernanda! A mamãe vai fazer outra vez e é menina, eu sei! É a Fernanda!

Acontece que, realmente, algum tempo depois, em um novo exame, comprovou-se ser uma MENINA. 
Isso não significou surpresa para Luísa, a qual sempre se mostrara segura quanto a vinda da irmã Fernanda.

O tempo passava e, num finzinho de tarde de um dia lindo do mês de fevereiro, quando o sol recolhia-se contente ao horizonte, bordando o céu de róseas pinceladas, chegava a Fernanda para alegrar a vida da gente!

A Luísa, agora com mais de cinco anos de idade, não se cabia de tanta felicidade em ter no colo a irmãnzinha tão esperada, para quem ela mesma escolhera um novo nome: Marina! 

Dizia que tinha que ser um nome que ela soubesse escrever. O finalista foi Malu e depois Marina, bem desenhado com a letrinha de uma criança amante.


Hoje, Marina tem cinco meses. Uma criança linda, sorridente que nos transporta ao Criador de Vidas. Costumo ver Deus nas crianças!

À luz da Doutrina Espírita, sabe-se, que até os sete anos de idade, é comum a criança viver em duas dimensões. É um  período de adaptação à sua nova reencarnação. Nesse período as lembranças são muito fortes. Isso é muito natural para ela. Chega a ter amigos que a gente não vê. Fala deles em histórias fantásticas. 

Por isso a Luísa referia-se a Fernanda com muita convicção e sabia que ela viria.

Nós, os pais, ainda desinformados, pensamos que se trata de fantasia e quase sempre procuramos ajuda psicológica.

A REENCARNAÇÃO É UMA VERDADE! E o véu do esquecimento sobre as existências passadas é uma benção, que nos permite aprender e evoluir sem entraves rumo à perfeição, a qual todos chegaremos um dia.

E assim, cumprira-se a PROFECIA DA LUÍSA!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

ESTOU NO CAMINHO





ESTOU NO CAMINHO
(Genaura Tormin)

Estou na estrada!
Faça sol ou faça frio,
Eu sigo contente.
Meu fardo é pesado
E meu jugo oprime.
Foram as minhas escolhas!

Mas o amor me redime
Faz-me seguir o meu destino,
À procura de  um caminho.
O amor é o escudo,
A bússola que me orienta,
A estrela que me guia.

Na aljava seguem as armas,
A proteção para os meus pés,
O alimento para a alma.
Estou no caminho!

REGINA KANITZ ANIVERSARIA





REGINA KANITZ
(Genaura Tormin)

Trago o meu abraço,
Flores e minha canção,
Para uma amiga querida,
Que mora no meu coração.

Mulher forte,
Ombros de aço,
Caráter determinado,
Caminho e caminheira
Deste mundo inacabado.

No rosto, a simpatia,
A loirice das crianças.
No coração, o amor,
A garra, a crença, a coragem.

Da capital Salvador,
É reserva de fidalguia,
Essa amiga querida
Que hoje aniversaria!

___________
Parabéns!
Deus a abençoe e ilumine sempre os seus caminhos!
Beijos da Genaura Tormin

terça-feira, 30 de julho de 2013

PARABÉNS FLAVINHO



PARABÉNS FLAVINHO!
(Genaura Tormin)

Pois é, filho!
Mais um ano!
Mais um tempo se passou!

Tão célere, tão apressado,
Feito as primaveras
Que no passado ficaram.
Novamente é o seu aniversário!

É mais uma oportunidade
Que Deus lhe concede,
Para que voce mostre à vida
A sua capacidade de luta,
A grandeza do seu coração
Na estrada do bem
No exercício do amor.

Viver é isso:
Plantar e deixar que a semente
Amaine os caminhos,
Floresça e encante os parceiros
Que nos ladeiam nessa linda aventura,
Que chamamos de vida!

Que Deus o abençoe muito!
Neste seu aniversário,
E em todos os dias de sua vida!
Agradecida sou
Pelo filho maravilhoso
Que você sempre soube ser!

Parabéns!
Mamãe e papai que amam você!

domingo, 21 de julho de 2013

SEGREDO



SEGREDO
(Genaura Tormin)

Quero apenas
Meu olhar trigueiro,
Meu jeito faceiro,
Uma música clássica,
Um copo de vinho
E um pedaço de estrela
Para te dar,
Te conquistar
E te fazer meu homem.

Brisa soprando,
Cabelos desalinhando
E a lua testemunhando
Te ensinarei o caminho,
Te entregarei o troféu.

No silêncio,
Teremos nuvens por leito,
Rasgaremos preconceitos,
Trocaremos enzimas,
Uniremos genes,
Pra desvendar o segredo.

sábado, 20 de julho de 2013

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES



JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES
Cap. V do Evangelho segundo o Espiritismo

Cumprimento a todos, incluindo os espíritos desencarnados aqui presentes. Que a paz esteja conosco.

Hoje, eu não quero pedir pelos oprimidos e desesperados do mundo, mas por aqueles que sendo livres e cheios de oportunidades, passam o dia a queixar-se, reclamar e revoltar-se sem saber do que ou por que.

(Cada um formule, mentalmente, um pedido para que numa só sintonia vibratória, juntos cheguemos até o Pai, neste momento) .

O nosso tema: JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

Deus é a Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. - Livro dos Espíritos
É poder, justiça, bondade. Se assim não o fosse não seria Deus.

E nós, como filhos dEle, somos espíritos inteligentes, uma centelha etérea, uma pequena luz, que se transporta pela força do pensamento. - Livro dos Espíritos

Toda criatura é uma expressão do vasto Espírito Infinito. Matéria é uma forma provisória do corpo. Enquanto nele, aprendemos, erramos, acertamos.

Engraçado que, ostentando a nossa farda física por aqui, imaginamos Deus à nossa imagem e semelhança, em forma de um bom velhinho, de barbas brancas, sorriso farto... esquecendo-nos de que essa semelhança é em relação ao espírito, não ao corpo físico. Essa figura é chamada de antropomorfismo.

Somos seres espirituais, agora agasalhados numa vestimenta de carne, novamente numa experiência humana neste Planeta, objetivando a perfeição, tentando consertar os desacertos cometidos em existências anteriores.

Estamos a executar um projeto por nós criado, estudado, analisado, revisto e aceito, que aqui, nos permitirá o exercício de fraternidade e de amor com os nossos desafetos do passado, agora nossos familiares.
É como uma possibilidade de recuperação na matéria em que fomos reprovados.

E quem sabe que:
"Antes do berço, na Espiritualidade, examinando as nossas próprias necessidades de aperfeiçoamento possamos ter pedido:
A deficiência corpórea que nos induza à elevação de sentimentos;

A enfermidade de longa duração, capaz de nos educar os impulsos;

Essa ou aquela lesão física que favoreça os exercícios de disciplina;

Determinada mutilação que nos iniba o arrastamento à agressividade exagerada;

O complexo psicológico que nos renove as idéias;

O lar amargo onde possa aprender quanto vale a afeição;

O traço de prova que nos imponha obstáculos no grupo social, a fim de esquecer exacerbações do orgulho;

O reencontro com os adversários do passado, agora na forma de parentes difíceis, atendendo a resgate de antigos débitos;

A impossibilidade temporária para a obtenção de um título acadêmico, de modo a nos frenar contra desmandos intelectuais;

A internação passageira em ambiente de miséria, de pobreza extrema, de maneira a desenvolver a própria habilitação no trabalho pessoal.

As dificuldades e desafios da existência, na maioria das circunstâncias, são respostas da Providência Divina aos nossos anseios de reajuste e sublimação".

Vivemos num planeta de provas e expiações, próprio à nossa condição, ao nosso estágio, onde as aflições pautam a nossa vida, conforme as palavras de Jesus: “Na Terra tereis aflições”. Todos nós vivemos em aflições!

A vida não erra e tudo representam verdades e razões. Os indivíduos que aqui jornadeiam expiam desatinos cometidos nesta existência ou em existências anteriores.

Nós, espíritas, sabemos que, embora aparentemente não pareçam ter causas que justifiquem muitas dessas aflições, elas são justas.

Essa justiça é uma lei nata, que está impressa nas tábuas da consciência da gente, independente da crença que professarmos. 

Nada nos vem que não tenhamos merecido agora ou logrado com anterioridade, como disse Paramahansa Yogananda.


A multiplicidade das existências no corpo físico não constitui apenas uma afirmação evangélica, mas uma verdade científica e filosófica, explicada pela Lei de Progresso, claramente estampada nas diferenças sociais, nas doenças congênitas, além de muitos acontecimentos atribuídos a fatalidades. As aflições nos aparam as arestas na construção da reforma íntima.

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória! Só colhemos o que plantamos. É a justeza de Deus. Pensar diferente é desprezar a Justiça Divina, na sua função de dar a cada um segundo as suas obras, como disse o Cristo.
Ele disse também: Caminhai enquanto é dia!

"Nossos atos tecem asas de libertação ou algemas de cativeiro, para a nossa vitória ou nossa perda". - Chico Xavier

Se todos os erros passados podem ser simplesmente apagados, qual seria então o sentido das nossas ações na Terra? É uma questão de raciocínio que nos leva à imortalidade e às responsabilidades da alma.

A questão 257 de o Livro dos Espíritos afirma que muitos dos nossos sofrimentos atuais se devem à nossa incúria nesta própria existência. Os excessos, a ambição, o egoísmo, as paixões, o orgulho, são os causadores de muitas dores. O mau uso do livre-arbítrio em detrimento de nossas responsabilidades, tem-nos causado terríveis aflições.
Amamos mas não sabemos exercitar o respeito com os nossos pares. Estamos ainda na faixa da mediocridade.

Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, do seu orgulho e da sua ambição!

Quantos se arruinam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou da vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos melindres! 

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de toda ordem!

Quantos pais são infelizes porque não souberam combater as más tendências dos filhos! Deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo, da vaidade...

Mais tarde, quando colhem o que semearam, choram com a ingratidão dos filhos. Mas o tempo passou célere e o arbusto agora é árvore. O caule fino e vergável se fez maduro. Já não está sob o seu comando!

Responsabilizar quem por todas essas aflições, senão a si mesmo? Em vez de reconhecer-se culpado, acha menos humilhante acusar a sorte, a Providência, a má estrela, ao passo que tudo foi fruto de sua negligência.

Somos cobrados por nossas irresponsabilidades nesta existência. São as causas atuais das aflições.

O homem evitará essas aflições quando trabalhar para se melhorar moral e intelectualmente, esforçando-se para se transformar em pessoa melhor e em domar suas más inclinações, geradas pelas imperfeições milenares que todos carregamos na alma imortal.

Pela ação de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre o que fez sofrer aos outros. Lei de causa e efeito. Lei de justiça.

São os sofrimentos que nos fazem sentir a necessidade de melhorar.
Quantas vezes, essa necessidade de melhora chega tarde demais, quando a vida já foi desperdiçada e turbada. Não há mais tempo.

E aí vem a Reencarnação que nos permite voltar e refazer o que fizemos errado, aproveitando a experiência do passado e as boas resoluções para o futuro.

Alcançados pela Justiça Divina, esses espíritos pediram uma nova oportunidade para consertarem o desmantelo. Todo efeito tem uma causa e essa tem de ser justa, pois Deus é Justo.

Basta observar. Por que crianças (que segundo algumas Doutrinas, não possuem pecados) nascem aleijadas, cegas, surdas, mudas, com câncer...?
Por que tantas deformidades, idiotias, paralisias? Quantas pessoas paraplégicas? Propósito de Deus? Deus possui propósitos bons para alguns, e ruins para outros?” 
Nada disso!
Deus é JUSTO! 
Com certeza, trata-se de causas anteriores.

Como explicar a deficiência de um e a genialidade de outro? A questão 372 de o Livro dos Espíritos afirma: os cretinos e os idiotas são Espíritos em punição, habitando, temporariamente, corpos deficientes que representam uma prisão também temporária, onde podem refletir sobre os desequilíbrios cometidos perante as Leis da Vida.

A resposta combina a Bondade e a Justiça Divina por meio da reencarnação! O Espírito recebe uma pausa para refletir sobre si mesmo. É a única explicação para esses dois extremos da genialidade e da deficiência mental, muitas vezes numa mesma família!

Pela pluralidade das existências, de que tão bem trata a questão 222 de o Livro dos Espíritos, e pelo destino da Terra explica-se essas anomalias distributivas da felicidade e da desgraça entre bons e maus.

Somos livres para fazer o que quisermos. É o que se chama livre-arbítrio. A existência atual é o resultado de nossas escolhas, segundo a bagagem que aqui coletamos na existência passada.

A Reencarnação não é uma criação do espiritismo, mas uma Lei Natural que no decorrer dos tempos foi sendo provada e comprovada por vários cientistas, como Dr. Barnegir, na Índia, Dra. Kluber Ross, na Suíça, e vários outros que fizeram experimentos para comprovar se existia vida antes da vida e vida depois da vida, chegando a conclusão que sim.

Depois veio o francês, Hyppolyte Leon Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, que estudou, compilou, ordenou, provou e trouxe à luz o Livro dos Espíritos, surgindo assim a Doutrina Espírita.

O Espiritismo cumpre o papel de "O Consolador Prometido" que Jesus nos falou no início, iluminando consciências e consolando corações, fazendo-nos compreender as tribulações da vida, mostrando-nos o porquê dessas tribulações e o caminho para superá-las. O espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões.

Que Deus maravilhoso! E que Doutrina Consoladora essa, que nos dá tão abençoada oportunidade! E ainda lança o véu do esquecimento sobre o nosso passado para nos afofar o coração, o caminho e facilitar o convívio com aqueles com quem aqui viemos para nos reajustar. É uma doutrina de bom senso, de razão e de lógica!  Amai-vos e instruí-vos, apregoa ela. Realmente, o conhecimento abrem-nos portas e irradia Luz, pois mentes elevadas não se envolvem com picuinhas, mas com ideias benfazejas. Por isso mãos à obra!

As provas significam alicerces em prol do próprio progresso. Se nos postarmos com amor e respeito nesse aprendizado, não haverá sofrimento, embora ele seja o guia para mais uma lição a caminho da Casa do Pai, num processo evolutivo, educativo em caráter de urgência. 
E a forma como essa educação vai nos alcançar é uma escolha nossa. Com maior ou menor vagar.

A expiação é o remédio para limpar as feridas e curar o doente, às vezes extensivo ao grupo familiar. Conforme a necessidade, pode ser muito amargo.

Para minimizar esses sofrimentos expiatórios podemos usar o otimismo, aproveitando as lições e tentando vivê-los com paciência e resignação. A revolta só atrapalha. Nada acrescenta. Se somos parceiros do amor no caminho do bem, o jugo fica leve, o fardo suave, como disse Jesus.

A aflição é um sofrimento moral gerado por ansiedades, por preocupação, que nos aprisiona a alma. É essa incerteza por desconhecermos o futuro.

O que salva o homem, não é o que ele aparenta, mas o que ele é pela postura interior perante o bem, o respeito ao próximo, gerando a paz, o amor. É o servir, a si e ao próximo. É a reforma íntima administrada pelo guia da consciência.

Ninguém reencarna para fracassar, mas para progredir. Obedecemos a um projeto. Estamos sempre no lugar certo, com a família que escolhemos, oficina onde há todos os desafios para o nosso aperfeiçoamento e as ferramentas para um bom trabalho. A melhor delas é a ferramenta caridade que é o estandarte maior dessa Doutrina Consoladora.

De acordo com a Lei da reencarnação, é possível que por vezes estejamos diante de algozes do passado, estampados agora como um filho, um marido, um pai, um irmão... Isso é a oportunidade abençoada para que ajustemos as nossas contas no exercício do amor.

Aquele filho difícil foi planejado de acordo com a nossa necessidade.
Esses reencontros são feitos para a nossa felicidade.

A questão 933 de o Livro dos Espíritos enfoca a inveja e o ciúme como vermes roedores, verdadeiros suplícios voluntários que o homem cria para si, levando-o a viver o seu inferno íntimo.

O caminho para acertarmos é só um: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Sejamos recrutas no serviço do bem!

As simpatias ou antipatias estampadas aleatoriamente, significam a qualidade das relações de anteriores reencarnações que se religam agora, tentando unir a grande família de todos os tempos, no propósito de semear a fraternidade universal.

A Terra é a escola que temporariamente nos abriga. Como seres espirituais em experiências humanas na Terra, lógico que todos os dias, muitos de nós retornam à Pátria de origem.

E o que aqui fizemos foi benéfico? Qual a qualidade da nossa bagagem? O céu será representado pelo bem que tenhamos praticado. A nossa postura digna diante da vida, diante de nós mesmos. E o inferno será representado pela nossa rebeldia. Somos energias.

O amor cobre uma multidão de pecados!
Somos acompanhados por uma nuvem de testemunhas – Paulo de Tarso

“O espírito é ilimitado. Não somos nossos cérebros, nossos corpos, nossas roupas ou nossas casas. Não somos nossas contas-correntes, nossos empregos, nossos países, nem mesmo nossos nomes. Somos muito, muito mais. Somos seres espirituais cuja língua nativa é o Amor”.

Quando o poder do amor superar o amor pelo poder, o mundo conhecerá a paz, pois o egoísmo e o orgulho são os grandes males da humanidade.

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim. - Chico Xavier

Se o homem compreendesse a lei da reencarnação, não teríamos tanta violência, tanta corrupção, tanta avareza: ricos enganando pobres, líderes
religiosos enganando os mais humildes com promessas impossíveis, a troco de dinheiro, como se houvesse transporte de grana na rota Terra/Céu.

O amor produz sempre um efeito positivo em quem o recebe e de maneira mais intensa em quem o pratica. 
Ele é e será a melhor opção.

O avançado da hora indica-me que devo terminar. Agradecida pela atenção e pela oportunidade em que mais aprendi do que compartilhei, rogo ao Mestre Jesus que nos abençoe, não só a nós deste recinto, mas a todos os habitantes do Planeta, principalmente os que estiverem em hospitais, em abrigos, nos manicômios, nas penitenciárias, jogados pelas ruas, entregues às drogas, em conflitos…

Abençoa, também, Mestre amado, aqueles que ainda não conseguiram Te encontrar.

PAI NOSSO
(Monsenhor José Silvério Horta)

Pai Nosso, que estás nos Céus
Na luz dos sóis infinitos,
Pai de todos os aflitos
Neste mundo de escarcéus.
Santificado, Senhor,
Seja o Teu nome sublime,
Que em todo Universo exprime
Concórdia, ternura e amor.

Venha ao nosso coração,
O teu reino de bondade,
De paz e de claridade
Na estrada redenção.
Cumpre-se o teu mandamento
Que não vacila e nem erra.

Nos Céus, como em toda a Terra
De luta e de sofrimento.
Evita-nos todo o mal,
Dá-nos o pão no caminho,
Feito de luz, no carinho
Do pão espiritual.

Perdoa-nos, meu Senhor,
Os débitos tenebrosos,
De passados escabrosos,
De iniquidade e de dor.
Auxilia-nos também,

Nos sentimentos cristãos,
A amar aos nossos irmãos
Que vivem longe do bem.

Com a proteção de Jesus
Livra a nossa alma do erro,
Neste mundo de desterro,
Distante da vossa luz.
Que a nossa ideal igreja,
Seja o altar da Caridade,
Onde se faça a vontade
Do vosso amor ...
Que assim seja.


Obrigada!

Palestra proferida por Genaura Tormin no Centro Espírita Maria de Nazaré, 
em 11.07.2013, em Goiânia-GO

sexta-feira, 19 de julho de 2013

REBENTO EM FLOR



REBENTO EM FLOR
(Genaura Tormin)

Antes,
Eras desejo,
Imaginação,
Sonhos coloridos
De um grande amor.

Depois,
Veio o plantio,
E na primavera
O rebento em flor,
De bochechas rubras,
Sorriso travesso,
A felicidade
Em forma de “ser”.

E eis
A Paty-princesa,
Dádiva do Criador.
Um elo do amor que encanta,
Num enlevo de ternura,
A exibir o viço,
Exalar a fragrância
E colorir a vida.

FANTOCHE




FANTOCHE
(Genaura Tormin)

O mundo está parado.
O cérebro inerte,
Não pensa,
Não reclama,
Nem mesmo fala,
Apenas existe.

Não tem vontades.
Elas não existem para ele,
Pois é fantoche
E brinca de teatro.

Sorri,
Chora,
E se extravasa em versos
A ver navios que passam.

A jornada é longa,
O caminho comprido
E o cansaço não pode chegar
Ao palhaço que não para de rir,
Porque é,
Simplesmente,
Um FANTOCHE CONVENCIONAL.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

DOUTRINA ESPÍRITA PARA PRINCIPIANTES (lista de reprodução)


DOUTRINA ESPÍRITA PARA PRINCIPIANTES 

COMO É BOM RECORDAR E SENTIR SAUDADES




MARIA JOSÉ TAUIL - A MÃE DO PLANETA
(Genaura Tormin)

Em nome dos pares dessa Confraria, tenho a honra de homenagear todas as mães/poetas na pessoa da colega MARIA JOSÉ TAUIL, digníssima mulher, mestra, mãe, avó e escritora renomada, nosso anjo guardião nessa Casa de Letras.

Hoje, Dia das Mães, quero ressaltar o GRANDE CORAÇÃO, a garra, o esforço, a ousadia e, acima de tudo, a competência dessa mulher-guerreira, que sabe fazer a diferença!

Sua trajetória deve ser um manancial de sacrifícios, esforços, lutas, obstinações para a conquista de tantos feitos, deixando à margem o seu legado de solidariedade na senda do bem, do amor e do poema, cujo plantio floresce e rende frutos, melhorando o porvir. 

O evangelho, que chega cedinho todos os dias na janela de cada colega/escritor, é a sua marca registrada. Um semear carinhoso, uma doação de amor.

Essa condição, sem mais palavras, a diferencia, deixa à amostra a sua fibra, o compromisso consigo mesma e o desejo de abrir caminhos para a humanidade. 

Um colo disponível, que representa com galhardia a MÃE de todos nós do PLANETALITERATURA.

Parabéns pelo seu dia, pelo nosso dia!


Genaura Tormin. É muito importante saber sorrir! O sorriso é o exercício da afetividade: abre caminhos, cria laços, enfeita a alma e o coração. O sorriso traduz paz, ternura, perdão...

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)