PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO, RODRIGO



OI RODRIGO!
(Genaura Tormin)


Vim lhe desejar Feliz Aniversário!
Admiro-o por tudo que você é.
Agradeço por ser o meu NETO.
Sou muito feliz em tê-lo por perto.
Volto no tempo e o vejo tão pequeno!
Pela vidraça, uma gentinha nova,
Um presente de Deus para a nossa família.

Quinze anos se passaram!
Hoje você é um homem,
Com todas as qualidades:
Filho, amigo e neto querido.

Que você cresça sempre,
Ame e seja amado.
Que Deus ilumine os seus passos.
Que eles sejam firmes, decididos
E benfazejos na busca do aprendizado
E do exercício do amor.

Sou encantada com você!
Que essa transcendência de paz,
Amor e fraternidade que lhe é peculiar,
Galgue muitos espaços fazendo a
Diferença na construção do porvir.

Amo-o muito!
Estou com saudades!
Que essa viagem,
Seja uma lembrança de felicidade
Que marcará este aniversário.

Beijos da
Genaura Tormin
Goiânia, 31.05.2010

domingo, 30 de maio de 2010

SOLFEJO SAUDADE


SOLFEJO SAUDADE
(Genaura Tormin)

Nasci entre o arvoredo
E a cantiga da cascata.
O céu estrelado
Tecia formas luminosas,
Na tela espalmada,
Do terreiro de minha casa.

Sem berço e sem guarida,
Eu me sentia tão querida.
Naquele palco, a lua matreira
E a sinfonia da natureza,
Estampavam-se em flores,
Nas cores do amanhecer.
Quanta beleza!

No colo da noite,
Hoje adormeço.
Sou fruto do açoite,
Dos pedregulhos da estrada.
Por cobertor,
Tenho os restos de madrugada.

Para não chorar,
Crio metáforas,
Relembrando da felicidade
Que abandonei na antiga morada.
Solfejo saudade!
Sou prisioneira de minha teia,
Numa masmorra fria,
Chamada cidade!

sábado, 22 de maio de 2010

CONJECTURAS DO NADA


CONJECTURAS DO NADA
(Genaura Tormin)

As horas se foram caladas,
Num gélido silêncio.
Estática, aqui parada,
Pasmada ainda estou
Ante às conjecturas do NADA.

Foi-se aquela felicidade!
Aquele gosto de fruta madura,
Que de tanta ternura
Era o manancial de sorrisos
De uma alegria pura.

A passear no meu céu,
Restaram apenas os versos,
Tristes, solitários, vazios...

Cansada de tanto reverso,
Senti-me à margem do caminho,
Forçada a construir outro ninho.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

SOU CORAGEM



SOU CORAGEM
(Genaura Tormin)

Nasci menina traquina,
Em meio à ventania
Numa manhã de julho.
O vento
Lambia a poeira dos caminhos,
Subia às colinas
E ouriçava a copa do arvoredo.

Por isso nasci sem medo!
Gosto-me assim!
As estradas foram-se esgueirando
À minha frente.
E eu as segui resoluta,
Firme, contente.
Hoje sou coragem!
Sozinha carrego a bagagem.

domingo, 9 de maio de 2010

VULTO DE MULHER



VULTO DE MULHER
(Genaura Tormin)

Em tudo que fiz
Deixei um pouco de mim:
Um sorriso,
Um gesto,
Um olhar...

Não fiz muito,
Eu sei.
Mas,
Os poucos fragmentos
Ecoarão no ar,
Cantando a saudade
E o meu jeito de amar.

Por isso,
Serei tão simples,
E partirei tão sutil,
Tão sozinha,
Que, no silêncio,
Serei, apenas,
Uma lágrima
E um vulto de MULHER.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

MÃE... TU ÉS TUDO!


MÃE... TU ÉS TUDO!
(Maria José Zanini Tauil)

Mãe,
teu nome é TERNURA
amor maior
de qualquer criatura
És única
e tudo suportas
És dor... és alegria
És amor desmedido
És sorriso e pranto
És braços que aquecem
És beijo que acaricia
És amor que edifica
Oração que protege
Mãe...
deixa agora
que eu enxugue teu pranto
que te abrace assim
e te diga baixinho

"TU ÉS MUITO QUERIDA
A MULHER MAIS IMPORTANTE
DA MINHA VIDA!"...

Com todo o meu carinho pelo teu dia!
Maria José Tauil

Enternece-me receber tanto afeto assim.
Sei que não mereço, mas agradeço tanto!!
Maria José Tauil é um anjo bom que agracia a minha vida.
Um grande presente desse mundo virtual.
Uma grande poeta, cuja sensibilidade impregna a todos que têm o privilégio de lê-la. Uma pregoeira do BEM.
Uma pessoa predestinada para conduzir o progresso rumo à Casa do Pai.
Autora de muitos livros, além de um plantio bonito e benfazejo.
A você, querida, o meu abraço e o meu bem-querer eterno.
Parabéns pela mãe, pela amiga e pela vovó que vc sabe ser com galhardia.
Feliz dia Dias das Mães! Muita alegria!
Genaura Tormin

terça-feira, 4 de maio de 2010

DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE


DOCE PRESENÇA DE MINHA MÃE
(Genaura Tormin)

Mortiça luz,
Ao morrer o dia.
Negras nuvens
Envolvem a terra.
A solidão se faz e
O ambiente é fúnebre.
A alma dolente
Se esvai em prantos.
Tudo se perde
Na confusão dos mundos.

Fecho a cortina,
Volto ao casulo.
Ouço passos...
Um vulto de mulher
Ganha formas,
Ocupa o espaço
À minha frente.

Tento falar e não consigo!
Escapa-me a emoção,
E eu me perco na imensidão azul
Dos seus olhos marejados.

Por um instante,
Num mudo diálogo
Senti a doce presença
De minha MÃE ao meu lado.

_________________

(Em mais um Dia da Mães, órfã, continuo!
No entanto, sei que ela está sempre por aqui a velar-me o sono, a amparar-me nos fracassos.)

sábado, 1 de maio de 2010

TRABALHO SIGNIFICA DIGNIDADE


TRABALHO SIGNIFICA DIGNIDADE
(Genaura Tormin)

Somos uma Nação organizada, tutelada! Todo poder emana do povo e em seu nome será exercido, diz a nossa Lei Maior.
Como princípios fundamentais encontram-se a cidadania, a dignidade da pessoa, os valores sociais do trabalho, entre outros.

E o trabalho remonta aos tempos do homo sapiens, das cavernas, por estar ligado à sobrevivência. Trabalho significa dignidade. É a possibilidade de o ser humano conseguir o sustento da família, sem ajudas vexatórias. Daí a frase que costumo repetir: Não se deve dar ao homem o que ele pode conseguir com o fruto do seu trabalho sob pena de roubar-lhe a dignidade.

Com o passar dos séculos e com a evolução dos povos, naturalmente, necessário se fez a normatização das condutas, consuetudinária ou não, para garantir direitos às relações entre os indivíduos.

E no século passado, mais precisamente, nos idos de 1934 a 1937, no nosso torrão brasileiro, sob o domínio de um Presidente altruísta e determinado, o gaúcho Getúlio Vargas, homem de grande visão política das condições existenciais daquela época, nascia as Comissões Mistas de Conciliação e Julgamento, embrião que veio a se transformar na JUSTIÇA DO TRABALHO, braço do Poder Judiciário, vislumbrada na Constituição do Brasil, ainda getulina, de 1946, ano de minha estréia como ser vivente em terras nordestinas deste meu querido Brasil! Conotativamente, o meu desvelo pelo trabalho, pela satisfação de poder emprestar minha participação, embora, agora, numa cadeira de rodas.

Conhecedora da sua eficácia, por integrar-lhe os quadros há alguns anos e por me preocupar com o lado sociológico do nosso povo, posso afirmar sem medo de errar, que se trata da justiça mais acessível, mais célere e a mais democrática deste país! Uma conquista e uma necessidade para resguardar as relações sociais, também advindas do crescimento da tecnologia, principalmente da informática, industrialização, globalização, cujas lides processuais sobrecarregam o Judiciário.

Trata-se de uma Justiça Especializada, como a de vários outros países do mundo, como a da Alemanha que se parece muito com a nossa, a da Inglaterra, a da Suécia, a da França, a da Bélgica e outras mais.

E hoje é o DIA 1º DE MAIO, dia mundial do trabalho! É com o trabalho que se erradica a pobreza, a marginalização, reduzindo as desigualdades sociais, garantindo-se o Estado Democrático de Direito.

É de bom alvitre lembrar que somos a décima economia do planeta, graças ao trabalho daqueles que com o suor do rosto e com as mãos laboriosas sustentam o país nesse patamar.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)