PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 8 de agosto de 2010

CONFISSÃO DE UM FILHO


Este poema não é meu. É de minha irmã Josefa Alteff. Muito apropriado para a data. Significa uma reflexão, um reconhecimento, embora tardio. Que pena!

CONFISSÃO DE UM FILHO
(Josefa Alteff)

Sabe, pai,
Hoje me lembro com saudades
Da minha infância,
Da nossa amizade!
Como éramos companheiros!
Amigos de verdade!

Lembro-me de que aos domingos,
Você dizia:
_ Filho, vista sua camisa,
Que hoje tem futebol!
E você, só para me agradar,
Até torcia para o meu time.
Éramos tão felizes!

Você, pai,
Foi um pai de verdade!
Eu me sentia orgulhoso, seguro,
Forte e até corajoso.
Você me dizia sempre,
Entusiasmado:
_ Filho, meu sonho é ver você formado!
Você vai ser o meu orgulho!

Pois é, pai,
Custou-lhe muito trabalho,
Muito sacrifício,
Uma vida de lutas!

Hoje, sou o seu sonho realizado!
Atrás de uma mesa de escritório,
Dirijo grandes negócios.
Sou mesmo muito importante!
A cada dia, cresço mais.
Estou subindo,
Sou um grande empresário!

E você?
Lembro-me de que o vi no trânsito,
Quando eu na rua passava apressado,
Sinaleiro fechando,
Compromissos me esperando,
Você me gritou:
_Ó amigão!!!
Olhei, e o vi!
Percebi que o tempo estava passando,
Tão veloz, tão rápido!

Enquanto eu ganhava vigor, fama, elogios,
Você ..., você, meu pai, perdia as energias.
O tempo deixava-lhe as marcas, o cansaço.
Mas, fui atencioso: respondi ao seu cumprimento.
_ Depois passo lá, meu velho!
O tempo me consome, estou apressado.
Do retrovisor, ainda pude ver
Você me acenando,
Com a mão me abençoando.

Orgulhoso do meu sucesso,
Você foi me ver no meu luxuoso escritório.
Sua visita foi-me anunciada!
Mas a hora era imprópria:
Interurbanos, reuniões de negócios,
Muitos lucros em evidência...
E você esperou, pacientemente.
Mas aquele abraço tão desejado
Terminou ficando para outra ocasião.
Afinal, eu sou um homem de negócios!

E assim, aconteceram outras vezes.
Mas eu queria tanto vê-lo,
Para lhe falar do meu sucesso e,
Quem sabe, relembrar o nosso futebol...
Entenda, pai,
Não posso parar!
15, 30, 40 minutos
São preciosos para mim.

Ah! Meu velho, o tempo voa e eu também.
Outro dia o vi sentado no banco da praça.
Como estava diferente!
Cabisbaixo, solitário, cabelos brancos,
Barba por fazer...
Logo você que era tão vaidoso!

Mesmo de longe, envie-lhe um grito:
_ Oi, paizão! Tudo bem?!
E com o sorriso de uma esperança gasta,
Você me acenou,
Em cujo gesto compreendi
O costumeiro “Deus te abençoe, meu filho!”

Hoje aqui, também solitário,
Repasso o filme de minha vida.
Que saudades!
Dói-me muito
Ao olhar foto, já tão amarelada,
Esquecida, talvez,
Lembrança de minha primeira comunhão.
Surpreso fiquei.
Na foto, estávamos nós.
Ao fundo a imagem do Coração de Jesus.

Que dia lindo!
Dia maravilhoso, aquele!
Eu com o coração cheio de Jesus
E você, feliz por eu ser o seu filho.

Volto agora à realidade!
Que é de você, meu pai?
Aquele amigão, companheiro, camarada?
O que eu fiz de você?
Descartei, como uma coisa ultrapassada?
Tarde demais,
Para entender que você era a minha riqueza,
O meu alicerce verdadeiro.

Pai, nenhum carinho lhe fiz,
Nem atenção lhe dei!
Fui ingrato, fui cruel, fui egoísta.
Não posso mais voltar atrás.
Nada, agora, tem conserto.
Perdi você, meu velho!
Perdoa a mim,
Por entender tão tarde,
Uma culpa tão grande!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

NÃO MORRERAM, PARTIRAM PRIMEIRO

(Uma singela homenagem de Regina Helena à Poeta Graça, que partiu primeiro)

NÃO MORRERAM, PARTIRAM PRIMEIRO
(Amado Nervo)

Choras os teus mortos com tanto desalento
que parece até que és eterno

Eles não morreram, apenas partiram primeiro.

Como lobo faminto, te agitas impaciente, na ansiedade de desvendar os mistérios que poderão ser simples, transparentes e brilhantes aos quais terás acesso quando tu mesmo morreres.

Eles não morreram, apenas partiram primeiro, diz sabiamente o provérbio inglês.

Eles partiram antes... Por que insistis em questionar o porque?

Deixa-os sacudir o pó da estrada.

Deixa-os curar no colo do Pai os pés feridos da longa caminhada.

Deixa-os descansarem os olhos nos verdes pastos da paz.

Antes, preparas a tua bagagem, pois o comboio te espera.

E essa sim, é uma tarefa prática e eficiente.

Verás os teus mortos, e isso é um fato próximo e inevitável. Então não tenhas a menor pressa em alterar as poucas horas do teu descanso.

Eles, num impulso quebraram as barreiras do tempo e te esperam pacientemente.

Apenas foram num comboio anterior.

A morte é uma alegria, e esse conhecimento é dado por Deus aos que se aproximam dela, e oculto aos que ainda irão percorrer longa etapa de vida, para que sigam naturalmente o caminho.

Tradução livre por Regina Helena e Maria Madalena

domingo, 25 de julho de 2010

EXISTÊNCIA FINDA



UMA VIDA
(Genaura Tormin)

Uma vida, uma história,
Uma passagem no tempo.
E a meta é aprender
Mesmo com o sofrimento.

Tudo passa, tudo fenece,
Mas a vida segue em frente,
Para florescer depois,
Fruto de uma boa semente.

Vede a natureza,
Os pássaros, a flor,
A humanidade...
O invólucro se desfaz
Mas o espírito permanece,
Pois morrer é um disfarce,
O início de nova empreitada,
Uma troca de vestimenta,
O término de mais uma etapa.

A Graça Lucena, minha irmã, partiu ontem.
Foi singrar outros mares, escrever poemas para outro público, passear sem o peso de sua farda de carne!
Foi conhecer outras maravilhas e esquecer o tão grande sofrimento que um CANCER devassador lhe causou, roubando-lhe o sorriso e os versos do poema.

Meu Deus, como a vida é frágil!
Nisso tudo, temos que ter coragem, pois, mesmo nos preparando para essa partida, não a aceitamos. Tudo fica revirado. Parece um tornado que tenta nos levar a alma.
A gente fica inerme, fragilizada, feito fantasmas ambulantes, a perambular sem rumo.

Graças a Deus que essa passagem por aqui é apenas uma viagem, um curso de pós-graduação para que se possa ascender a patamares mais altos. Há um Deus perfeito e maravilhoso que nos espera para outras jornadas, outros afazeres.

Fico a pensar como o ser humano é falho, frágil, carente!

Perdoem-me pelo desabafo! Meu Deus, meu Deus! Sabemos todos que a vida é efêmera.

Ainda bem que essa existência não é em vão. Aqui erramos, aprendemos, evoluímos para que a alma transcenda leve, livre e solta à Casa do Pai, nossa verdadeira morada.

Sei que a Graça, uma pessoa sempre encantada pela vida, pelo belo, pelo versos no eito das cordas sonoras de um violão, será uma flor plantada em nossos corações. Uma saudade que perdurará no tempo.

Mas era chegada a sua hora, o momento exato! Quem somos nós para questionar?
Depois o sofrimento era grande, quase insuportável.

Nada acontece por acaso. Há sempre uma lição a aprender, um degrau para ascender.

Fazendo uma retrospectiva, chego a conclusão de que sem essa ou aquela dificuldade tão grande, que por vezes acredita-se que os ombros não possam suportar, não haveria tanto crescimento, tanta descoberta benfazeja, tanto amadurecimento...
A dor é o buril, forjando a obra, esculpindo a alma...

Eu sou um testemunho vivo disso.

A cada dificuldade, fico a pensar que um bem maior está a caminho. Como a Raposa do Pequeno Príncipe (Saint Exupery), começo a ser feliz por antecipação.

Isso é uma verdade e eu a comprovo a cada subida, apoiada em tantas muletas que me fazem gemer a dor da escalada.

A morte também deve ter uma compensação assim e muito, muito melhor. Sei que não morremos, apenas trocamos de farda, de vestimenta. Assim, outras missões, outros afazeres esperam a minha irmã.

Ela continuará velando pelos que ama aqui. Os nossos entes queridos que antes se foram, dar-lhe-ão guarida e afeto, ciceroneando-a pelos novos caminhos. Disso, tenho certeza.

Nós é que somos tão pequenos e egoístas que não procuramos entender os designos do Criador. A vida, ele nos deu! Ele nos tira quando chega a hora! Quando a missão estiver cumprida.

Resta, então, humildemente agradecer. Por isso, agradeço a Deus pelo o tempo que Ele permitiu que ela ficasse por aqui.

Nessa partilha, tento pedir colo para dividir o sufoco que me sai do peito. Nesses momentos, todas as palavras tornam-se arcaicas, obsoletas, vazias... O momento é duro e eu sinto isso. Talvez o silêncio fosse a melhor opção.

Nessa virtualidade, não há meio termo. O pedido e o colo se fazem presente, em tempo real.
A escrita significa o sinal da nossa presença, o tamanho do nosso afeto e também o tamanho da dor que nos consome, embora eu saiba que TUDO PASSA.

A Maria das Graças o meu preito de saudade.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

UMA QUESTÃO DE ENFRENTAMENTO


UMA QUESTÃO DE ENFRENTAMENTO
(Genaura Tormin)

O pensamento move a vida. Somos o que pensamos. Pense nisso! Se pensarmos em medo, em doenças, em problemas, tudo se instala, causando verdadeiras tormentas. Costumo dizer que as dificuldades só se tornam problemas quando as registramos como tais. Isso é decisão pessoal de cada um. É a maneira de ver as coisas. Observem a diferença:

Dois pobres encarcerados
das mesmas penas culpados
jaziam na mesma cela.
À claridade da lua
chegam ambos à janela
Um vê a luz das estrelas
O outro a lama das ruas.

Se a gente não pensar que é feliz, valorizando o que se tem de bom, como poderemos sê-lo? Trabalhe a seu favor. A felicidade não vem sem esforço. Jogue fora tudo que lhe atormenta, causa-lhe mal estar. Dê uma faxina em sua casa, doando o que não mais está usando. Com certeza, esses pertences estão faltando na casa de outras pessoas, que os espera com ansiedade. Estampe um sorriso no rosto, mude seu penteado, mude o jeito de trajar... Encante-se com você mesmo!!! Essa é a ordem. É o que posso falar com a experiência que tenho, ostentando um corpo diferente. O que seria, se me auto vitimasse?

Pergunte-se sempre se o motivo pelo qual você tem-se irritado, omitido um sorriso, um elogio, vale a pena. Exercite a paciência! Lembre-se de que Kant dizia que ela é amarga, mas seus frutos são doces. Aprenda a perdoar. Quando há entendimento, a mágoa desaparece e não há necessidade de perdão. Ele vem sorrateiro, sem que percebamos. Tudo se reveste de paz, pois o bem é Deus dentro da gente. Evite ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano. Evite ser desse tipo de pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!, bem feito! Evite ser o professor sarcástico, pronto a escarnecer, sem nada fazer.

Ajude, pois benfeitor é o que ajuda e passa. Amigo é o que ajuda em silêncio. Vencedor é o que consegue vencer a si mesmo.
Felicidade é tudo o que está à sua volta. Não jogue a sua felicidade fora. Pelo contrário, adube-a com a sua educação, o seu sorriso, com a sua maneira de olhar, de conversar, de dar um bom dia agradável... Tudo melhora quando nos melhoramos por dentro. Os conflitos estão dentro de nós mesmos, e a mudança é uma decisão, uma sentença. Caso contrário, seremos prisioneiros dos nossos próprios pensamentos desequilibrados.

Seja otimista! Pesquisadores da Clínica Mayo, em Rochester (EUA), confirmaram cientificamente que as pessoas otimistas vivem mais. Segundo os cientistas, a diferença entre otimistas e pessimistas pode chegar a 12 anos de vida.

Tem uma frase que eu repito desde os tempos do Colégio de Freiras: “Quando os nossos pensamentos são leais, Deus nos auxilia”. As portas se abrem e tudo acontece para bem. O amor flui envolvendo a tudo e a todos, formando uma aura de paz ao nosso redor. Quando nos reconciliamos com tudo e com todos, nada temos a temer, pois nada nos fará mal. O amor é uma vacina que nos imunizará contra os males da vida.

O que acontece é que vivemos mais para os outros do que para nós mesmos.
Preocupamo-nos demais com o que os outros possam pensar a nosso respeito. A mídia dita as normas. Somos manipulados pela TV. Precisamos sim, viver uma vida segundo os nossos próprios pensamentos, valorizando mais o SER que somos, pois quando partirmos daqui, os bens ficarão.

Temos medo de mudanças...
Faça a diferença! Tente mudar! Asas existem para voar, e voar alto, voar longe... Veja se as suas não estão se atrofiando. O infinito é o limite na escalada para o bem a si e aos outros.
Plane nesse azul, nessa imensidão construída por Deus.

Para tudo há uma solução que está intrínseca dentro de nós mesmos. O medo, a insegurança, o pavor de perder são inimigos diários que devemos enfrentar com uma só ação: CORAGEM!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

APENAS UMA FLOR



APENAS UMA FLOR
(Genaura Tormin)

Sou uma flor,
Diferente,
Sem adubo,
Sem canteiro.

Mas,
Chamaram-me de flor!

E eu quero ser flor!
Roxa de dor,
Branca de paz,
Amarela de tantos desenganos,
Mas,
Sempre vermelha de amor.

Flor,
Unicamente flor,
Sem primavera
Nem inverno.

Flor no desalento,
Flor nas madrugadas,
No frio,
No tempo,
Nas lágrimas
E nos tormentos.

Flor/rosa,
De espinhos agudos.
Flor/mulher,
Esperança cansada,
Direito negado,
Liberdade tomada.

Mas,
Amavelmente
Ou gentilmente,
Chamaram-me de flor.
E eu sou uma flor!
Nada mais.

Sinto-me feliz,
Por ser ainda,
Apenas uma flor!

sábado, 3 de julho de 2010

MUNDO DE FANTASIA


MUNDO DE FANTASIA
Genaura Tormin

Sonhei que a vida era diferente.
Cheinha de coisas boas, muita alegria,
Bondade e sabedoria.
E as pessoas eram contentes.

Vivendo a minha fantasia,
Fechei os olhos e vi, por um momento,
Os prados, as flores e o firmamento
A comungarem conosco a harmonia.

Sonhei com a dignidade,
E vi os mendigos abrigados,
Bem vestidos e alimentados,
No exercício da cidadania.

Era um mundo de magia,
Sem dor, sem fome, sem horror.
Somente a voz do amor,
Essência holística da sabedoria.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O AMOR ARQUEJA NO TEMPO


O AMOR ARQUEJA NO TEMPO
(Genaura Tormin)

A inteireza da felicidade,
Essa pulsão incontrolável,
Consome-me aos poucos.
Envolta em mistérios,
Quero um amor romântico,
Mesclado de paixão,
No enlevo de saudades.

A transcendência
Ficou no passado.
O pranto, o encontro,
Em bites mascarados,
Não têm o mesmo encanto.

Os elos se partiram.
Não há ancoradouro,
Apenas uma amplidão a ermo...
Perdeu-se a unidade
Em aventuras passageiras.
Em cacos,
O amor arqueja
Na enfermidade do tempo.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

NEGRINHO METIDO



NEGRINHO METIDO
(Genaura Tormin)

Esse negrinho é danado,
Maluco e mal educado,
Fica só se balançando
Nessa gangorra furada.
Só faz embromação,
Estou ficando irritada.

Eu daqui fico pensando
Como se foram os anos,
Como tudo evoluiu
Pra comunicar-se na mão,
Numa caixinha comprida,
Com o nome celular
Que canta, joga e fala.

Esse pretinho era importante,
Uma riqueza na casa,
Quem o tinha era banqueiro,
Com importância na praça.

E agora esse velhinho,
Preto e bem assanhado,
Exibe-se no meu PC
Pra relembrar o passado.

Faltou-lhe os brancos cabelos,
Pois o corpo está arqueado,
Nunca carcaça bem feia,
Que toma muito espaço.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

RELEMBRAR É VIVER



RELEMBRAR É VIVER
(Genaura Tormin)

A fazenda era cortada por um brejo.
Lá a vegetação nativa era mais verde e mais viçosa.
As palmeiras de buriti, guariroba e macaúba
Desfraldavam-se feito bandeiras hasteadas
Sob a paz de um céu de anil.

Eram os espigões do santuário ecológico,
Adornado pela presença e aroma dos brancos lírios,
Das vertentes d’água cristalina
Que murmuravam na dança das cascatas.

Ali, a natureza debulhava-se em sacrários.
A cada passo, o descortinar de novo palco a céu aberto.
As garças brancas, em acrobacias teatrais,
Sobrevoavam a morada.
O rouxinol fazia a orquestração.

Até o joão-de-barro podia ser visto
No seu árduo trabalho de fabricar a casa:
O ninho trançado com esmero,
Em perfeito artesanato.

Os últimos raios de sol,
Filtrados pela folhagem dos coqueirais,
Permeavam os pequenos alcatifados de flores,
Emprestando ao lugar uma santidade maior.

Assim, guardo,
Como marco de ternura indelével,
Os dias que lá se foram do meu tempo de criança.
Lembranças de minha vida,
Vida de tantas lembranças!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

HONRADEZ


RUI BARBOSA!!

Ah, se pelo menos 1/10 de nosso povo se espelhasse em sua honradez, tomasse-o por mestre! Um pequeno/grande homem! O águia de Haia!

O seu idealismo, a sua filosofia de vida e seriedade encontram-se nos seus livros, discursos e feitos, como legado ao povo brasileiro.

Ponho-me a pensar ao reler o seu desabafo:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." Rui Barbosa.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

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Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)



"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)