PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

RELEMBRAR É VIVER



RELEMBRAR É VIVER
(Genaura Tormin)

A fazenda era cortada por um brejo.
Lá a vegetação nativa era mais verde e mais viçosa.
As palmeiras de buriti, guariroba e macaúba
Desfraldavam-se feito bandeiras hasteadas
Sob a paz de um céu de anil.

Eram os espigões do santuário ecológico,
Adornado pela presença e aroma dos brancos lírios,
Das vertentes d’água cristalina
Que murmuravam na dança das cascatas.

Ali, a natureza debulhava-se em sacrários.
A cada passo, o descortinar de novo palco a céu aberto.
As garças brancas, em acrobacias teatrais,
Sobrevoavam a morada.
O rouxinol fazia a orquestração.

Até o joão-de-barro podia ser visto
No seu árduo trabalho de fabricar a casa:
O ninho trançado com esmero,
Em perfeito artesanato.

Os últimos raios de sol,
Filtrados pela folhagem dos coqueirais,
Permeavam os pequenos alcatifados de flores,
Emprestando ao lugar uma santidade maior.

Assim, guardo,
Como marco de ternura indelével,
Os dias que lá se foram do meu tempo de criança.
Lembranças de minha vida,
Vida de tantas lembranças!

Um comentário:

  1. Bela poesia, Genaura. Parabéns!! Lembranças da infância são doces e ternas. Boa noite, beijos ;)

    ResponderExcluir

O seu comentário significa carinho e aprovação. Fico cativada e agradeço. Volte sempre! Genaura Tormin

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)