PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NATUREZA FLORIDA




NATUREZA FLORIDA
(Genaura Tormin)

Eu canto a liberdade,
Aqui dentro de mim.
Versejo a emoção,
Que me faz alegre assim.

Solfejo uma canção,
E vou seguindo por aí.
Admiro o céu, as flores ,
A vida em movimento,
Nessa terra abençoada
Que eu chamo de jardim.

Sinto-me agraciada
Nesse Paraíso de Deus,
Cavalgando as minhas asas,
Que correm mais do que eu.

Alcanço o céu azulado,
Corro por prados e matas.
Cavalgo no dorso dos pássaros,
Refresco-me nas cascatas.
Tomo água das nascentes,
Admirando o Criador,
Que fez tudo isso pra gente.

Sinto o cheiro das manhãs,
O refrulhar dos riachos,
O canto do rouxinol.
O cheiro de terra molhada,
Adubando a vida.
É uma sinfonia de paz,
Nesta terra tão querida.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

UMA PALAVRA DE BOAS VINDAS AOS NOVOS SERVIDORES - TRT-GO




UMA PALAVRA DE BOAS VINDAS AOS NOVOS SERVIDORES
(Genaura Tormin) 

É com prazer que recebemos os novos colegas!
A Casa é nossa. 
Sintam-se à vontade!

Parabenizamo-lhes pelo sucesso na aprovação de tão acirrado concurso.
Realmente vocês foram os mais bem preparados e, com certeza, demonstrarão toda essa garra e competência no exercício dos afazeres judiciais.

O trabalho é o meio para nos realizarmos economicamente, socialmente e psicologicamente. Significa a dignidade da pessoa.
Por isso consta como um dos fundamentos da República Federativa do Brasil.

Agora, como serventuários desta Justiça, devemos emprestar-lhe, além do nosso trabalho, a cordialidade, a lhaneza de trato, a presteza, a determinação, inovando sempre, para que a prestação jurisdicional seja mais rápida e a sua seriedade continue pautando o convívio social, resguardando-lhe a liberdade, a igualdade e a harmonia na preservação e garantia de direitos.

Para bem desempenharmos essas atividades, precisamos ter a consciência do nosso papel, das responsabilidades e gostarmos do que estivermos a fazer, lembrando-nos sempre de que outras pessoas esperam pela nossa interação de trabalho no final de um processo. Por isso, amem de todo o coração a causa que escolheram e persigam fazer sempre o melhor!

Trabalho é a palavra-chave e o tempo bendirá o fruto desse esforço.
Realmente, fomos criados para escrever a história, marcar o tempo e melhorar o porvir.
O nosso Tribunal é como se fosse uma grande máquina em que até as minúsculas peças são únicas e imprescindíveis para o bom desempenho de todo o aparato legal.

Essa é a tutela jurisdicional que o Estado tem o dever de prestar ao seu povo.
E como servidores desta Corte, temos a obrigação e a satisfação de impulsioná-la para frente e para o alto. Muitos de vocês serão lotados na Varas do Trabalho, razão desta justiça e verdadeira escola para a ascensão a superiores cargos.

Antes de trabalhadores, somos seres humanos com emoções, sensibilidades e fraquezas.
E aqui, procura-se lembrar disso.

A valorização do servidor, como pessoa, ganha destaque.
O coleguismo e o respeito pautam o nosso convívio, aumentando-nos a autoestima e a qualidade do servir.

A preocupação com a saúde física e psicológica dos servidores, por meio de um corpo especializado, composto pelos Setores de Assistência Médica, Odontológica e Psicológica, ajuda a fazer do TRT-GO uma grande família, agora aumentada e qualificada com novos e competentes membros.

Sejam muito bem-vindos!

Genaura Tormin
 Analista Judiciário – SCAD - TRT-GO


DISCURSO SOBRE O TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO GOIANO





TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 18a. REGIÃO
(Genaura Tormin)


Senhora Juíza-Presidente deste Tribunal Regional do Trabalho,
Senhor Deputado Federal Pedro Wilson,
Ilustres autoridades, aqui presentes,
Meus colegas serventuários da Casa,
Senhores e senhoras:

          Somos uma Nação organizada, tutelada! Todo poder emana do povo e em  seu nome será exercido, diz a nossa Lei Maior.

          Como princípios fundamentais encontram-se a cidadania, a dignidade da pessoa, os valores sociais do trabalho, entre outros.

          E o trabalho remonta aos tempos do homo sapiens, das cavernas, por estar ligado à sobrevivência. Com o passar dos séculos e com a evolução dos povos, naturalmente, necessário se fez a normatização das condutas, consuetudinária ou não, para garantir direitos às relações entre os indivíduos.

          E no século que ora se finda, mais precisamente, nos idos de 1934 a 1937,  no nosso torrão brasileiro, sob o domínio de um Presidente altruísta e determinado, o gaúcho Getúlio Vargas, homem de grande visão política das condições existenciais daquela época, nascia as Comissões Mistas de  Conciliação e Julgamento, embrião  que veio a se transformar na JUSTIÇA DO TRABALHO, braço do Poder Judiciário, vislumbrada na Constituição do Brasil, ainda getulina, de 1946, ano de minha estréia como ser vivente em terras nordestinas deste meu querido Brasil! Conotativamente, o meu desvelo pelo trabalho, pela satisfação de poder emprestar  minha participação, embora, agora,  numa cadeira de rodas.

          A Constituição de 1988, considerada a Constituição-Cidadã, que legou aos  brasileiros as mais amplas garantias individuais e sociais da história, não  pode ser modificada. E nela encontra-se a Justiça do Trabalho a partir dos artigos  111 até o 117.

          Mas agora, senhores, por meio da CPI do Judiciário (diga-se de passagem, considerada inconstitucional) e com fulcros em duas denúncias de irregularidades, já sub judice, dos TRTs de São Paulo e da Paraíba, querem destruir a Justiça do Trabalho. Os inocentes não podem pagar pelos pecadores. Alguns joios não podem macular a integridade de toda uma colheita que está sendo pródiga, próspera e benfazeja!

          Conhecedora da sua eficácia, por integrar-lhe os quadros há alguns anos e por me preocupar com o lado sociológico do nosso povo, posso afirmar sem medo de errar, que se trata da justiça mais acessível, mais célere e a mais democrática deste  país! Com certeza, tal intento  não chegará ao fim colimado! Não é possível  que o povo, de quem emana o poder, permita tal retrocesso!

           Reformar, sim! E dentro dos liames institucionais e processuais, para que melhor se ajuste aos referenciais de cidadania conquistados na Carta Magna. E depois, é bem verdade que o Brasil cresceu em tecnologia, principalmente na informática, industrialização, e agora com a globalização, aumentando as relações sociais e também as demandas que sobrecarregam o Judiciário.

          É preciso que continuemos a angariar divisas, e a Justiça do Trabalho é uma conquista.
          Especializada, como a de vários outros países do mundo, como a da Alemanha que se parece muito com a nossa, a da Inglaterra, a da Suécia, a da França, a da Bélgica e outras mais, tem que ser preservada, e por que não  aumentada a sua competência?

          Dados estatísticos apontam dois milhões de ações recebidas e decididas  por ano pela Justiça do Trabalho. É morosa, esta Justiça, senhores? Muito pelo contrário, é ágil, descomplicada, barata e voltada para o social, uma vez que o salário, as verbas rescisórias, objeto das litigâncias, têm, em regra,  natureza alimentar. É um direito diferenciado, especial. Por essa razão, a especialização da Justiça do Trabalho.  Por assim entenderem os constituintes, o contrato de trabalho foi o único contrato regulamentado pela Constituição Federal.    
     
          É preciso que fiquemos atentos, pois o retrocesso marginalizaria o país em detrimento de sua classe  produtora, principalmente daqueles que com o suor do rosto e com as mãos laboriosas sustentam a nossa economia, como a décima do planeta.

          Confiando no poder de luta, no poder de persuasão do povo brasileiro e dos parlamentares que os representam, finalizo conclamando: Que a Justiça do Trabalho continue viva, para o bem da Nação, do capital e do trabalhador!

Obrigada!

     (Proferido por Genaura Tormin  no auditório do Tribunal Pleno em 1999)


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

LIANA QUERIDA




LIANA QUERIDA – 24.01.2014
Genaura Tormin)

Volto no tempo,
E passeia-me pela mente
A menina/moça,
Destemida,
Aplicada, bonita,
A primeira da classe.

Hoje, uma linda mulher,
De cabelos longos,
Feito os de Iracema,
Olhar altaneiro,
Sorriso faceiro...

Boa filha, boa amiga,
Sempre soubeste ser.
Um ombro disponível,
E carinho para oferecer.

Sempre significaste luz,
Tramontana, estrela-guia,
A alumbrar caminhos.

Minha querida nora,
O teu exemplo
É transformador de vidas,
Farol na escuridão,
Alento nas agonias.

Trago-te flores,
Uma mensagem de amor,
Em cartões de várias cores,
Pois hoje é o teu aniversário!

Nós te amamos muito!
Parabéns!

Genaura e Alfredo Tormin




segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SOU UM ALBATROZ





SOU UM ALBATROZ
(Genaura Tormin)

Minha alma samba, 
Cavalga em pensamento.
Sou viageira do tempo!
Em passos imaginários,
Nunca me senti estática,
Sentada, parada...
Crio versos e fantasias
E as pegadas se avolumam,
A cada dia.
Defendo a alegria.

As asas se esgarçam,
Crescem...
Sinto-me um albatroz
E cruzo os espaços.
Voejo plagas distantes.
Não tenho cansaços.

Acredito nas leis do universo,
Decanto tudo em versos,
E vou seguindo a estrada.
Nunca estive sentada!
Meu labor é luta,
Mas a conquista me agrada.


Gyn, 02.2014

SEGUIMOS LADO A LADO






SEGUIMOS LADO A LADO
(Genaura Tormin)

Não sei onde nos perdemos.
A distância, soluço do tempo,
Separou nós dois.
As palavras veladas 
Fizeram crateras em mim.
Macularam-nos a alma.
O silêncio se fez cortante.
A borboleta arredia
Voltou sofrida ao casulo. 

Ainda ouço a nossa melodia,
Mas a teia está vazia, 
Escura e fria…
Há trevas pelos cantos,
Espantos tantos!
Perguntas esquecidas,
Nas encruzilhadas,
Nas masmorras forjadas,
Nas palavras não ditas.

O passado ainda acelera
O amor que arqueja.
E esse jeito de fêmea indomável
Boia-me dos olhos marejados.
Nesse mar
Navego sozinha,
Sem timoneiro nem remo,
Às procelas do caminho.

Tornados levaram o afeto
E o amor, talvez.
O encanto vestiu-se de pranto.
Restou tanta saudade,
De mim, de ti, de nós…
No entanto,
Ainda somos peregrinos do tempo,
E nas paralelas da vida,
Seguimos lado a lado.


Gyn, 02.2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

NOVO APRENDIZADO


NOVO APRENDIZADO - 02-2014
(Genaura Tormin)

Ressoa ainda,
Nos meandros de mim,
O brado estridente
De gargalhadas.

Cala-me a voz,
Toma-me o medo.
Ouço a tua alma,
Nesse cadinho complicado,
De um querer perdido.

A voz sibila aos ouvidos,
E no embalo do sonho
Um vulto de homem
Ressurge do passado.
Mistérios velados,
Elos quebrados,
Nesse vagar do tempo.

São lembranças gastas,
De almas reencarnadas,
De um passado sombrio,
Na ânsia desvairada
De novo aprendizado.



ALFORRIA





ALFORRIA
(Genaura Tormin)

Tenho que reinventar a vida
Para espantar o medo,
Aprisionar a agonia.
Vou decretar alforria
Para a solidão!

Não a quero por companhia!
Prefiro o vento, a brisa,
Mistério, magia,
E os enlevos de ventania.

Quero um vendaval de sorrisos,
Escancarados, atrevidos,
Para gargalhar a vida!
Quero esquecer a saudade,
Na conquista da alegria.

Tenho que encontrar saída,
Para não acelerar
O relógio do tempo.
Não quero a vida vazia!
Estou pedindo alforria!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

FUI FELIZ



FUI FELIZ
(Genaura Tormin)

Imagens guardadas,
Perpetuadas em fotografias.
Histórias de uma vida!
Registros já amarelados,
De lembranças vividas.

Amores, sucessos,
Dificuldades e procelas,
Marcos construtores,
Que me abriram tantas cancelas.

De muitos papéis fui atriz.
E se tivesse que partir agora,
Não lamentaria nada que fiz.
Porque, simplesmente,
FUI FELIZ!

domingo, 9 de fevereiro de 2014

COMPRADORA DE BEIJOS



COMPRADORA DE BEIJOS
(Genaura Tormin)



Ainda organizando fotos. 

Servicinho gostoso! 

Está me forçando a aprender um novo jeito de fazer as coisas. 
Gosto de fotografias e até fiz alguns cursos, hoje obsoletos. 


Registrei a vidinha dos filhos em slydes e costumava projetar nos aniversários para a família e amigos. 

Mesmo, com tantas pedras no caminho de grandes limitações, ainda tenho esse material. 

Gostaria de transformá-lo em fotos.
E assim vou seguindo... revendo e copiando fotos. Quase sempre choro, escrevo, faço poemas para espantar a vontade de voltar no tempo.
Tenho um MAC e nele não há o programa Paint para reparos mais urgentes nas fotos.
E agora?
Consultar o "sabe tudo".
Consulto o google até para lavar panela!
Que professor bom e disponível! Carinha boa, amável!
E free, fica melhor ainda.
Agora é só por o cerebelo para decodificar.
Eu chego lá!
Sei que sou danada e aprendo já.
Mas, gostando dos elogios aos meus dotes de costureira, eis aí a mocinha em festa, acompanhada, é claro, do bem.
O vestido é de minha cria para rimar com poesia.
Costurar é como poemar.
É um lazer gostoso. 

É como parir, dar à luz, inventar! Como será que se chamaria essa grife?


Naquela época o tempo me era escasso, dada as atividades de dona de casa e servidora pública.


Mesmo assim, eu costurava para os filhos e camisas e jalecos para o marido.

A moeda do pagamento eram beijos.
Até hoje ainda compro beijos dos filhos (... mamãe, vc quer comprar beijo?)
Tempo bom e bem vivido!
Por vezes, era sempre o valor de um picolé, de um chocolate...
Hoje, o mercado anda muito inflacionado! Que carestia!
O beijo está muito caro! Vale ouro!
Acreditam que ontem o valor deu para o filho comprar 3 banquetas?
Cruzes!
Por valor tão elevado assim, esses beijos têm que ser dados durante todo o ano, não é?
É! Pensando bem...
Vou renegociar, mesmo! Fui passada para trás!
Vou exigir um ano de beijos!
Vamos ver se há conciliação.
Se não, posso levar à Justiça!
Primeiro, vou levar essa negociata ao PROCON.
Um ano de beijos! E pronto!
É isso!
Risos

sábado, 8 de fevereiro de 2014

UMA FOTO PARA RECORDAR


UMA FOTO PARA RECORDAR
(Genaura Tormin)

Amei o Flavinho aqui!
Um registro lindo!
Que rapazinho bem vestido!
Com feições de alegria, de gente boa!
Sinal que a mãezinha dele era cuidadosa!
Nossa, que saudade!
Queria voltar no tempo.
Faria tudo de novo!
Como era feliz e não sabia!
Fui a mãe mais feliz do mundo!
Hoje, colho os frutos desse amor.

O sobrinho, Zezinho,
Morou conosco um tempo.
E a afilhada, Graziella
É uma linda garota hoje.
É filha de uma prima,
Que também morou conosco.
Na verdade são todos filhos do coração.
Como sou agradecida, Senhor!
Brigo por eles.

Meu coração não tem algemas
Nem porteiras!
Tem longos braços abertos
E portas escancaradas, sempre.
Hoje,
Flavinho é um senhor, bonito,
Culto, amigo, falante e prestativo.
É meu colega de tribunal!
Recente veio morar perto da gente,
No andar de cima.
Há, no mundo, alguém mais feliz do que eu?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

UMA HOMENAGEM POEMADA



Eu era Delegada de Menores de Goiânia, o que me conferia participar de congressos, projetos, simpósios e reuniões. 
Uma tarefa de idealismo e amor.
Revendo e organizando guardados, encontrei uma anotação, num papel de Congresso sobre a Prevenção ao Uso de Drogas, em que grafei em versos uma ode a uma das debatedoras: Vera Lucia Arruda Gomes, à época, presidente da FEBEM.

UMA HOMENAGEM POEMADA
(Genaura Tormin)

Vera Lucia Arruda Gomes,
Da FEBEM, a presidente,
De grande calor humano,
É uma profissional valente,
Moldada para a função
Em que é muito competente.

Egressa lá do nordeste,
Onde a importância maior
É dada ao ser humano,
Respaldando o seu valor,
Integrando-lhe na missão
Que lhe dera o Criador.

Moça de altivo porte
Em um corpinho franzino,
Esculpida em qualidades
Que lhe dirigem o destino,
Com ideais inovadores
Para os nossos pequeninos.

Não quero aqui escrever
Em versos de poetisa,
O que às vezes o faço
Para ver se concretiza
O amor transcendental
Que o Cristo preconiza.

Quero, em pinceladas,
Falar de você, menina,
Do que vejo e escuto
Do seu trabalho que mina
Carinho e muito amor,
Coragem e força divina.

Oxalá, nesse Governo,
Que vem a aurora rompendo,
Não haja interrupções
Desse trabalho estupendo,
Que essa Presidente
Vem com os garotos fazendo.

No mesmo barco navego,
Trabalhando inserida
Em prol de uma causa nobre,
Que é uma luta renhida,
Para melhorar o porvir
Desta Terra tão querida.

Por isso sou testemunha
De tantos planejamentos,
Depois de consultorias,
Fulcrados em sentimentos,
Que estão sendo executados
E parando é um lamento.

Temos mesmo que investir
Nessas pequenas crianças,
Que carentes e sem família,
Ainda são a esperança
De um futuro promissor,
Que quando se quer alcança.

Fico muito preocupada
E me ponho a pensar,
Se todas as diretrizes,
Outro presidente mudar,
O trabalho em andamento
Será que irá parar?

Nessa coisa de vaidade,
Cada um tem o seu jeito,
E quer registrar sua marca
Em tudo o que for feito,
Ainda que isso custe estrago,
E a perda do que está perfeito.

Mudar para renovar
É um adágio corriqueiro.
É o que sempre acontece
Quando se muda o Governo,
Mas às vezes trunca tudo,
Até um projeto inteiro.

O que é mais doloroso,
É a perda irreparável
Pela falta de continuísmo
De um trabalho tão louvável,
Em prol da criança indefesa
Que a faria um ser notável.

Por isso, Vera, querida,
Torço para você ficar,
Pois nesse invólucro franzino,
O coração só quer amar
Cheio de sentimentos
Que até o vejo cantar.

Eu sei que a recompensa
Não será material,
Mas é tão bom nesta vida
Agarrar-se a um ideal
E o Papai lá do Céu
Também achará legal.

Manifestação oral, durante o Congresso.
O governador era Onofre Quinan.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)