PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

UMA HOMENAGEM POEMADA



Eu era Delegada de Menores de Goiânia, o que me conferia participar de congressos, projetos, simpósios e reuniões. 
Uma tarefa de idealismo e amor.
Revendo e organizando guardados, encontrei uma anotação, num papel de Congresso sobre a Prevenção ao Uso de Drogas, em que grafei em versos uma ode a uma das debatedoras: Vera Lucia Arruda Gomes, à época, presidente da FEBEM.

UMA HOMENAGEM POEMADA
(Genaura Tormin)

Vera Lucia Arruda Gomes,
Da FEBEM, a presidente,
De grande calor humano,
É uma profissional valente,
Moldada para a função
Em que é muito competente.

Egressa lá do nordeste,
Onde a importância maior
É dada ao ser humano,
Respaldando o seu valor,
Integrando-lhe na missão
Que lhe dera o Criador.

Moça de altivo porte
Em um corpinho franzino,
Esculpida em qualidades
Que lhe dirigem o destino,
Com ideais inovadores
Para os nossos pequeninos.

Não quero aqui escrever
Em versos de poetisa,
O que às vezes o faço
Para ver se concretiza
O amor transcendental
Que o Cristo preconiza.

Quero, em pinceladas,
Falar de você, menina,
Do que vejo e escuto
Do seu trabalho que mina
Carinho e muito amor,
Coragem e força divina.

Oxalá, nesse Governo,
Que vem a aurora rompendo,
Não haja interrupções
Desse trabalho estupendo,
Que essa Presidente
Vem com os garotos fazendo.

No mesmo barco navego,
Trabalhando inserida
Em prol de uma causa nobre,
Que é uma luta renhida,
Para melhorar o porvir
Desta Terra tão querida.

Por isso sou testemunha
De tantos planejamentos,
Depois de consultorias,
Fulcrados em sentimentos,
Que estão sendo executados
E parando é um lamento.

Temos mesmo que investir
Nessas pequenas crianças,
Que carentes e sem família,
Ainda são a esperança
De um futuro promissor,
Que quando se quer alcança.

Fico muito preocupada
E me ponho a pensar,
Se todas as diretrizes,
Outro presidente mudar,
O trabalho em andamento
Será que irá parar?

Nessa coisa de vaidade,
Cada um tem o seu jeito,
E quer registrar sua marca
Em tudo o que for feito,
Ainda que isso custe estrago,
E a perda do que está perfeito.

Mudar para renovar
É um adágio corriqueiro.
É o que sempre acontece
Quando se muda o Governo,
Mas às vezes trunca tudo,
Até um projeto inteiro.

O que é mais doloroso,
É a perda irreparável
Pela falta de continuísmo
De um trabalho tão louvável,
Em prol da criança indefesa
Que a faria um ser notável.

Por isso, Vera, querida,
Torço para você ficar,
Pois nesse invólucro franzino,
O coração só quer amar
Cheio de sentimentos
Que até o vejo cantar.

Eu sei que a recompensa
Não será material,
Mas é tão bom nesta vida
Agarrar-se a um ideal
E o Papai lá do Céu
Também achará legal.

Manifestação oral, durante o Congresso.
O governador era Onofre Quinan.

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Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)