PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 17 de julho de 2011

BREVÊ


BREVÊ
(Genaura Tormin)

Embora brancos estejam os cabelos,
Eu me vejo criança a pedir colo,
Implorar guarida.

Ainda tenho medo de ficar sozinha!
Medo da escuridão,
Do vento que soluça ao meu ouvido.
Tenho medo da chuva
Que tamborila na vidraça...
Medo do bicho papão,
Da minha infância tão distante!

Ainda preciso que me segurem a mão.
Tenho medo de fantasmas.
E quantos fantasmas bordaram a minha vida!
A fragilidade bate-me à porta.
Toma-me a alma em desalento.
A máscara caiu, obsoleta e fria.
Já não preciso dela.

Quero o direito de ser boba, frágil, idiota...
Estou pedindo alforria.
Não quero mais ser gente grande.
As crias cresceram e partiram.
Estão seguindo as suas trilhas.

Cumpri o dever e exerci o pacto do amor,
Que impregnado, melhorou-me o ser.
Mais aprendi que ensinei.
Agora, eis que estou a devolvê-las.
Afinal é a sina de todas as mães,
Pois os filhos não são nossos.
São empréstimos de Deus,
Cabendo-nos o feitio de suas asas,
E o brevê para voarem sozinhos,
No céu de suas vidas.

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Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)