PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

NÃO SOU MAIS SUA COSTUREIRA


NÃO SOU MAIS SUA COSTUREIRA 
(Genaura Tormin)

Nossa! 
Ainda organizando fotos!
Que servicinho bom e gostoso. 
Por vezes fico em estado de graça!
Agradeço, choro e sinto saudades.
Aqui é a Lara Tormin, a primogênita, em sua primeira comunhão!
Ao lado, a sua melhor amiga (que já se encontra na outra dimensão da vida). 
Que saudade!
Depois, chorei, chorei ao ver o último vestido que costurei para a mocinha, que à época tinha 10 anos.
Nele, botei tanto amor, e inconscientemente preparava-me nos veios da paciência para viajar, seguir por caminhos íngremes que nunca havia imaginado para mim. 
Meus sonhos estavam dependurados nas estrelas.
Eu havia terminado um curso superior e preparava-me para concursos.
Desci!
Meus projetos boiaram no oceano de tantas lágrimas.
Juntei-os e construí o meu mar, revolto e ouriçado, para que eu pudesse velejar.
Tive que rastejar e enfrentar tantas lutas, entrincheirar-me por tantas batalhas, filha!
Não pude mais costurar. 
Hoje, com os revezes, eu aprendi a remendar! 
Costuro feridas abertas, 
cirzo cicatrizes, enxugo lágrimas e vou seguindo. 
Lembre-se sempre, filha, 
Mamãe ama muito!
Perdoa-me por não ter sido a mãe maravilhosa que vc merecia.
Na hora aprazada, a vida torceu-me as rédeas e me derrubou do cavalo, viu! 
Vocês todos, filhos do meu amor, crias da minha carne,  foram e são os samaritanos da estrada!
O mérito pelo meu crescimento não me pertence!
Ele é de vocês, reais motivos para que eu não me deixasse ficar.
Ainda sigo a velejar dificuldades e versos para os encantar.
Beijos da mamãe

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LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)