PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O TREM NÃO ATRASA

Flores de minha casa espiam a rua por mim.

O TREM NÃO ATRASA
(Genaura Tormin

Existência guardada
Na caixa do tempo,
No relógio da vida,
Onde vaga a memória
Na justeza dos atos,
Da consciência tranquila.

Viver é isso:
Evoluir, crescer...
Para depois partir.
A passagem de volta,
Há muito foi agendada
E o trem não atrasa,
Parte na hora marcada.

Em títulos da alma,
Transcende a bagagem
Na paz do caminho,
No final da estrada.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CARINHO DE UM POETA PORTUGUÊS


Costumo postar os meus textos também no HORIZONTE DA POESIA, um site português, uma Confraria de execelentes poetas daquele país lusitano, terra-mãe do nosso Brasil. Primam pelos bons textos, pela sensibilidade e pelo calor humano.

O poeta é um plantador, e a ele cabe alistar-se na semadura do bem, na construção de um porvir melhor.

Preocupo-me com isso e curvo-me com respeito diante desses sensíveis trabalhadores, cujos escritos em verso e prosa se multiplicam mundo afora na construcão de tanto bem, de tanto alento, de tantas lições benfazejas, hoje veiculadas, como num passo de mágica, por essa maravilhosa rede mundial de computadores que abraça a todos, mesmo em países cujo vernáculo é diferente. Isso é ascensão!

Ainda recente, publiquei um capítulo do meu livro PÁSSARO SEM ASAS, intulado "EU PRECISAVA CHORAR", naquele Site.

Realmente, eu precisava chorar mesmo, pois os relatos ali enfeixados são verdadeiros, escritos com a dor de quem protagonizou ou protagoniza na escola vida, uma história de dificuldades, de machucaduras, cuja opção é apenas VENCER OU VENCER.

Contudo, sinto-me uma campeã. Venci a batalha, subi ao pódium e recebi o troféu.
Por isso divido o caminho a que me propus enfrentar com os meus leitores, para justificar o meu pedido de alistamento como recruta nesse batalhão do bem.
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Assim, percebi com espanto que o texto ganhara muitas leituras e, além dos muitos comentários postados, encontrei também um poema.

Encantou-me o carinho do colega, o que me faz dividir com vocês a grandeza desse poeta, bem como a excelência de seus versos que me fizeram muito contente.

CARINHO DE UM POETA PORTUGUÊS

"Eu li com emoção o que escreveste:
A confissão da pena, da tristeza,
Que fez desaparecer no azul-celeste
O Ser que te gerou, sua grandeza

Grandeza que ao dizeres transparece
Em todos estes termos comoventes;
Grandeza que ganhaste e fortalece
As pernas que sem força estão dormentes

E como tu recordas a criança
Que num dia tão triste quis dar colo...
Numa atitude digna de esperança
Que esses conselhos seus dessem consolo...

A vida te foi dura e de embaraço
Para a fazeres em pleno em teu desejo!
E sei não te curar com um abraço...
E sei, também não curo com um beijo

Mas hoje que estás mais habituada
E encaras como dizes já feliz,
Desejo que tu vás vencendo a estrada!
Que o Amor seja pra ti sempre a raiz!

Um beijo
Joaquim Sustelo"

Querido amigo,
Que prazer ler tão lindo poema e sabê-lo feito para mim. Sua carga de sentimento e ternura acalenta-me a alma, faz-me contente e feliz. Mais uma vez, sinto que acertei ao enfrentar as agruras do caminho, transformando-as em aprendizado e ascensão rumo aos objetivos a que me propus. Você é um excelente poeta, cuja sensibilidade escapa-lhe, ornando os versos, sublimando num benfazejo plantio. Não mereço tanto, mas agradeço. Vou guardar o seu gesto no meu coração.
Obrigada
Beijo grande da
Genaura Tormin
Gyn 05.05.2011

domingo, 17 de julho de 2011

BREVÊ


BREVÊ
(Genaura Tormin)

Embora brancos estejam os cabelos,
Eu me vejo criança a pedir colo,
Implorar guarida.

Ainda tenho medo de ficar sozinha!
Medo da escuridão,
Do vento que soluça ao meu ouvido.
Tenho medo da chuva
Que tamborila na vidraça...
Medo do bicho papão,
Da minha infância tão distante!

Ainda preciso que me segurem a mão.
Tenho medo de fantasmas.
E quantos fantasmas bordaram a minha vida!
A fragilidade bate-me à porta.
Toma-me a alma em desalento.
A máscara caiu, obsoleta e fria.
Já não preciso dela.

Quero o direito de ser boba, frágil, idiota...
Estou pedindo alforria.
Não quero mais ser gente grande.
As crias cresceram e partiram.
Estão seguindo as suas trilhas.

Cumpri o dever e exerci o pacto do amor,
Que impregnado, melhorou-me o ser.
Mais aprendi que ensinei.
Agora, eis que estou a devolvê-las.
Afinal é a sina de todas as mães,
Pois os filhos não são nossos.
São empréstimos de Deus,
Cabendo-nos o feitio de suas asas,
E o brevê para voarem sozinhos,
No céu de suas vidas.

sábado, 16 de julho de 2011

IMAGEM BONITA


IMAGEM BONITA
(Genaura Tormin)

Estou no teu pensamento,
Numa imagem bonita,
No sentimento que me dedicas.
Sou jovem, sou velha,
Sou o tempo, a experiência,
A caminhada, ladeiras e decidas...
Sou argamassa em tuas mãos.

O barro do oleiro,
A arte do artesão.
Sou a canção de uma noite fria,
A solidão do seresteiro,
Ou o canto dolente do boiadeiro.
Quero escalar o infinito,
E deixar meu grito para o mundo inteiro.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)