PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

INCRÍVEIS BENEFÍCIOS DA AUTO-HEMOTERAPIA



INCRÍVEIS BENEFÍCIOS DA AUTO-HEMOTERAPIA

Genaura Tormin


Um dia de muito trabalho no Tribunal, onde ocupo o cargo de Analista Judiciário!

Aproximava-se o término de prazo para interposição de recursos, por isso muitos advogados se faziam presentes.

Entre eles, uma emergente advogada. Moça simpática, inteligente e bonita. Uma profissional costumeira naquele ambiente. Ao sair deixou-me uma anotação: “Entra no google e pesquisa auto-hemoterapia - trabalho do Dr. Luiz Moura. Agradeci e guardei a anotação na bolsa.

Hemoterapia, eu sabia que se relacionava a sangue, mas auto-hemoterapia, nunca tinha ouvido falar. Instalou-se em mim uma curiosidade. Fiz a pesquisa e fiquei encantada com o que li.

Dias depois, a mesma advogada passou-me um DVD com uma entrevista do médico LUIZ MOURA.

Diante da figura humana sensível e erudita do médico, que discorria sobre o tema com muita propriedade e conhecimento, fiquei convencida do seu efeito benfazejo, não obstante o ceticismo próprio do cargo de Delegado de Polícia que exerci durante alguns anos. Os irrecusáveis exemplos que permearam a entrevista do médico deram-lhe a credibilidade necessária.

Um processo simples, cuja técnica consiste em colher sangue da veia e injetá-lo no músculo, estimulando assim o Sistema Retículo-Endotelial, aumentando a percentagem de macrófagos, os quais são responsáveis pela limpeza de todo o organismo, aumentando a autodefesa para curar muitas doenças crônicas e prevenir outras tantas.

Chega a ser mesmo uma prática inocente e sem custos financeiros, cuja matéria prima é o próprio sangue da pessoa, pensei.

Resolvi experimentar. Mal, não fará.

Não me julgo uma pessoa doente, pois o que tenho é a sequela de uma mielite transversa que, num dia qualquer da vida, sem aviso prévio, abruptamente meou-me o corpo, tornando-me paraplégica. De brinde, uma cadeira de rodas para deambular e um turbilhão de dificuldades para enfrentar. Uma limitação gritante, uma vez que me vi banida da locomoção e da sensibilidade tátil. Fiquei reduzida a apenas braços e cabeça.

Particularmente, uso sonda vesical para escoar a urina acumulada e o resto comando com a codificação mental, além do exercício da paciência, do improviso e da capacidade para me adaptar.

Assim, sendo uma pessoa adulta, consciente, mulher de um profissional de saúde (dentista), assumi o risco.

Tomei as duas primeiras aplicações da auto-hemoterapia, de 5ml, com o objetivo exclusivo de prevenção, uma vez não cogitar melhoras para a paraplegia, minha companheira inseparável há 25 anos.

Por causa de um grande cisto no ovário, constatado através de ultrassonografia, aumentei a dose para 10ml, aplicados (de uma só vez) na região glútea, de 7 em 7 dias.

Já com vistas a uma intervenção cirúrgica, fiquei estupefata ao fazer outra ultrassonografia, cinco dias depois do primeiro exame, e constatar que o cisto havia desaparecido. ("...Observa-se absorção total da imagem complexa descrita no exame anterior".)

Vítima há anos de uma trombose, que recidivara duas vezes, fiquei com a perna esquerda mais grossa do que a outra, incluindo a nádega, o que me causava um grande problema postural, forçando-me a usar um calço no assento da cadeira, lado direito, para melhorar-me o equilíbrio (medida orientada pelo fisioterapeuta que me assiste há alguns anos).

Qual não fora a surpresa ao notar que não mais precisava do calço e que a perna que sofrera a trombose estava quase igual à outra. Até mesmo para fazer os exercícios, o fisioterapeuta dispensou o calço, usado até então para a obtenção do equilíbrio.

A minha lesão é medular, com ausência de locomoção e sensibilidade a partir do nível T-4 (4ª vértebra torácica), o que significa dizer que estou (ou estava) inerte do peito para baixo.

A medula é basilar para o ser humano. É por meio dela que o cérebro envia as ordens para o funcionamento de todo o organismo. A mielite danifica os nervos e interrompe os fluxos nervosos com perda de sensibilidade. É uma lesão gravíssima. Chama-se Mielite Transversa porque acontece no sentido horizontal. São inúmeras as suas causas. É uma síndrome incapacitante, paralisa tudo o que esteja abaixo dela: pulmão, bexiga, intestino e aparelho sexual, além da locomoção. Se acontecer na porção cervical, a pessoa fica tetraplégica. Pode matar.

Leigamente falando, acho que fui vítima de uma anestesia na região lombar. Talvez tenha sido a Raquidiana ou a Peridural. No meu livro, Pássaro Sem Asas, a partir da 3ª edição, acrescentei um capítulo intitulado ‘Pode ter sido anestesia’, em que conto todos os pormenores a respeito disso.

Estou paraplégica desde os 36 anos de idade. Acredito-me guerreira e a minha bandeira é otimista, razão de todo o meu sucesso como mãe, esposa e profissional. Tenho uma família linda: quatro filhos formados e bem endereçados na vida, além de um marido sempre encantado comigo. Depois de paraplégica ascendi, por concurso, aos cargos de Delegado de Polícia e Analista Judiciário. Luta é minha palavra de comando.

Nesses 25 anos não consegui melhoras no quadro locomotor ou na sensibilidade, a não ser a de cabeça que me endereça sempre ao alto.

Mesmo assim continuo sendo perseguidora de sonhos, pois a paraplegia é apenas uma experiência natural da vida humana. Não é por isso que vou me entregar ao desalento. A vida continua!

Estou fazendo auto-hemoterapia há quatro meses. Nesse ínterim, muita coisa tem mudado. Descubro-me sempre com alguma novidade: a sensibilidade que era na altura dos mamilos (T-4), hoje se encontra pouco acima do umbigo. Sinto, na região lombar, o abraço do encosto da cadeira. Consigo contrair o abdome, o que não fazia antes, pois o diafragma não obedecia ao meu comando. Para tossir tinha que dobrar o tronco sobre os joelhos para conseguir forças para tal.

Hoje consigo mexer a 'bunda' voluntariamente, quando estou em decúbito ventral, conseguindo direcioná-la para a esquerda ou direita, cuja velocidade se soma a cada dia. O equilíbrio melhorou muito, e conseqüentemente a qualidade de vida. Se continuar assim, acredito que vou recuperar o controle natural de minhas necessidades fisiológicas.

Trabalho no Tribunal pela manhã. Todos os dias, após o café, consulto o relógio e se há ainda um tempinho, pego o jornal diário, ocasião em que só leio as manchetes e os subtítulos, tendo em vista estar sem os óculos para leitura. Descobri-me conseguindo ler os textos dos artigos! Não é bom?! A que se deve tudo isso? Não há outra resposta a não ser à auto-hemoterapia, única inovação na rotina diária.

Incrível? É! Inclusive para mim. Mas é VERDADE!

Meu fisioterapeuta a princípio muito reticente teve que aceitar os benefícios da auto-hemoterapia diante das evidências tão significativas.

Os testes comprovam os avanços, que jamais podem ser confundidos com placebos. São reais, físicos, visíveis!

Ninguém melhor para mensurar tais aquisições do que eu, o fisioterapeuta, o meu marido e a minha família.

Não espero andar, mas agradeço muitíssimo as melhoras registradas.

Significam muito para mim!

ATUALIZAÇÃO: 19.04.2007

Continuo encantada com a auto-hemoterapia!
Seis meses já se passaram desde a primeira aplicação.
Continuo fazendo regularmente.

Além dos resultados descritos acima, ainda outros vieram somar.
A pressão arterial que, embora controlada por medicamento, era, por vezes, muito alta, está estabilizada. Outras melhoras diversificadas se registram a cada dia.

A sensibilidade tátil continua em ascensão. Numa constatação tênue, já sinto vontade de evacuar e não mais estou usando fraldas. Vou para o Tribunal sem ela, o que me facilitou muito a vida, principalmente quanto à ida ao banheiro. Diminuiu o tempo e o trabalho de ter que ajustá-la. Realmente, a melhor parte.

Sinto-me disposta, bonita e feliz!

Sou muito agradecida pelo que está acontecendo comigo! E, por vezes, pergunto-me se mereço.

Afinal são 25 anos de paraplegia em que lutei com unhas dentes para conseguir alguma independência.

Para uma pessoa normal isso talvez não signifique muito, mas para mim significa MUITÍSSIMO.
Significa FELICIDADE!

ATUALIZAÇÃO: 28.09.2008

Estou fazendo auto-hemoterapia há dois anos.
Não me reconheço do passado. Estou ótima!

Não consegui andar e nem esperava por isso. Mas muitas outras melhoras se registraram, comprovadas por exames.

Minhas taxas estão excelentes! Tudo dentro da normalidade.
A trombose que tinha na perna esquerda foi, totalmente, recanalizada, conforme exame recente.

Minha estima está em alta! Nunca me senti tão bem!
Lógico, não é uma panacéia para a cura de todas as doenças, nem um milagre ou um passo de mágica, mas, particularmente, posso afirmar que me fez e me faz muito bem. Consegui muito, apesar da faixa etária e dos desgastes naturais dessa idade. Tenho certeza de que se a tivesse conhecido antes, teria vivido muito melhor.

Recebo e-mails, perguntando-me sobre o seu uso, como se eu fosse médica. Não posso responder. Cada um deve decidir por si, mesmo por que o meu conhecimento científico é na área jurídica.

Usar ou não a Auto-hemoterapia é uma questão pessoal. Somos mundos à parte. Temos disposições mentais diferentes. A reposta, acredito também ser diferenciada para cada um.

No meu leigo entendimento, creio que o meu sangue não me pode fazer mal. Não tomamos tantos remédios com terríveis efeitos colaterais?

Penso que antes de tudo a pessoa tem que pesquisar, se informar, assistir várias vezes à entrevista do Dr. Luiz Moura (registrada em DVD, amplamente divulgada na mídia) e formar convicção.

Quando percebi a melhora em mim, fiquei muito eufórica e feliz. Mexer a bunda! Meu Deus! Achei que ia explodir de tanta alegria. Pedi que filmassem, para que eu pudesse ver.

E, como sou poeta, com a sensibilidade à flor da pele, compartilhei com os colegas escritores do Planetaliteratura e do Recanto das Letras.

As leituras hoje, já passam de 48.000. Fico feliz, pois sei que o meu depoimento significa ajuda, uma vez que relatos benfazejos comprovam a eficácia da AH ao longo dos anos. Quantos comentários maravilhosos, incluindo os de alguns médicos, existem no rodapé deste artigo! Com certeza, um manancial para consultas, pois a voz do povo é a voz de Deus, penso eu. Não é possível que todos esses depoimentos sejam mentirosos.

No meu sentimento de amor, gostaria que o tema fosse estudado para melhorar a saúde de todos, principalmente daqueles mais carentes de recursos financeiros.

ATUALIZAÇÃO: 26.11.2009

Continuo fazendo a auto-hemoterapia regularmente. Faz parte da minha vida e a farei sempre.

Tenho LER, por excesso de trabalho, incluisive com o meu corpo, que  o carrego com a força dos braços, nas transferências para o carro, a cadeira, e outros mais. A AH alivia-me um pouco as dores, já que a causa não pode ser evitada, pois a vida continua e é assim o meu jeito de andar ao longo desses 27 anos de paraplegia.  Faço a AH  como se fosse uma manutenção, uma prevenção, pois ela aumenta a auto-defesa.

Realmente, faz a diferença!

O que adquiri, como disse no texto, significa muito, muito mesmo! E eu não posso me esquecer disso.

Não consegui outras aquisições. Mas tudo que adquiri está sendo mantido, penso que se deve a continuidade das aplicações que, para mim, não representam trabalho, mas um grande prazer.

Não tenho atualizado mais frequentemente porque o texto já está bem prolixo e as pessoas não leem.

ATUALIZAÇÃO: 28.05.2011

Novamente aqui para reafirmar que continuo encantada com a Auto-Hemoterapia. Encantada e agradecida! Faço-a regularmente. A LER, praticamente desapareceu, mas hoje trabalho com menos processos. Ajustei o meu trabalho e dei um voto de confiança aos meus braços.

Dentro da minha faixa etária, acho que estou ótima. Não vou andar, mesmo por que nunca esperei por isso.

Entretanto, não se anda apenas com as pernas. O melhor caminhar executa-se com a mente, leve, livre e solta!

E, sabem de uma coisa?
Embora não marque o chão com minhas passadas, o  meu coração é livre, altaneiro e ganha asas, alicerçado sempre na coragem e na alegria de viver.

ATUALIZAÇÃO: 27.09.2012

Aqui estou para bater ponto, responder presente.
Sei que vocês querem saber como estou.
 _ Estou ótima! Feliz, contente e entusiasmada. Não tenho motivos para tristezas! Minha vida é um vendaval de versos. Tudo coopera para o bem. O que mais quero? O coração faz poesia e a Auto-hemoterapia conserva-me sadia.

Mas eu sou obediente! Aplico-a regularmente de 6 em 6 dias (10ml). Preciso me cuidar.
Já não sou uma adolescente, embora essa fase nunca me saia da mente.
É por isso que sou contente!

Embora eu haja caído do scooter (veículo triciclo, tipo motinha, movido à bateria) e fraturado o fêmur, o que valeu o implante de uma haste intramedular (de 34cm), numa cirurgia feliz, sem nenhuma intercorrência, estou ótima! Agora, mais armada! Seis meses em casa, suficientes para, também, banir-me dos resquícios de uma LER, além de um excelente exercício da paciência. Um descanso merecido. Já voltei às minhas atividades no Tribunal. Os meus exames estão ótimos! Isso, graças à Auto-hemoterapia. Gripes, infecções..... nem me lembro mais de quando as tive!

A Auto-hemoterapia é minha companheira há cinco anos. E a será até o fim de meus dias, uma vez que precisa  ser repetida sempre para conservar a defesa de prontidão.
Bem, a Auto-hemoterapia tem um auxiliar que não posso esquecer:
o CLORETO DE MAGNÉSIO!

E assim, quanto eu tiver que partir, seguirei inteiríssima!
Quantas comprovações da eficácia da Auto-hemoterapia, aqui mesmo, no rodapé deste artigo! Quem detém o poder massacra, procrastina, impedindo a sua liberação! Que pena! Tudo, em nome do quarto poder e dos cifrões do corporativismo.

ATUALIZAÇÃO: 1º.04.2014

Oi, leitores queridos!
Quantos anos caminhamos nós!
Sete anos de Auto-hemoterapia! E 33 de paraplegia!
Eu continuo firme e contente! A vida segue e com ela sigo também, exibindo agora silhueta de uma jovem senhora de terceira idade!
Problemas? Eu os tenho como todo mundo, mas tudo dentro da normalidade, com exames periódicos e taxas controladas.
Cai da cadeira e quebrei o pé. Cirurgia, afastamento do trabalho...
Tudo resta bem, auxiliado pela AH, claro.
Penso que ela é uma prestadora de cuidados a meu dispor! Sou disciplinada e a aplico regularmente de 6 em 6 dias, 10 ml. Tenho mais do que motivos para ter essa confiança.
Tenho certeza de que um dia a Auto-hemoterapia ainda será uma prática liberta, para melhorar a saúde de nosso povo tão sofrido.

ATUALIZAÇAO - 15.09.2016

Eis-me aqui para um dedinho de prosa.
Muitas coisas aconteceram.
Costumo dizer que a vida não é estática.
Corre feito um rio que vai se moldando entre as pedras do seu curso.
Pois é, aposentaram-me pela Compulsória, no ano passado, quando completei 70 anos de idade, embora eu me sinta jovem.
Meu coração ainda se encanta no eito da poesia.
Agora, em casa.
Na bagagem trouxe muitas saudades, afinal foram 51 anos de serviços prestados ao meu País!
Continuo fazendo a Auto Hemoterapia regularmente.
As taxas estão ótimas, mas a caminhada, agora sem trabalho rotineiro, faz-me querer avançar sempre mais, esquecendo-me de que estou entre os companheiros da 3a idade.
Rebelde que sou, muitas quedas se registraram nesse tempo, legando-me fraturas, cirurgias e complicações. Contudo, eu sempre saio vencedora!
Tenho que vestir a camisa do  time e me aquietar.
Os desgastes dessa idade são cruéis, mas eu vou levando feliz e ainda muito entusiasmada com tudo.
O corpo físico perece, mas o espírito cresce e alçará seu voo no tempo certo.
Continuarei sempre registrando o meu agradecimento à AUTO-HEMOTERAPIA e ao Cloreto de Magnésio. Preciso proteger meus ossos e ser menos afoita. Já não sou uma adolescente!
Genaura Tormin

terça-feira, 22 de setembro de 2009

AMIGO


AMIGO
(Genaura Tormin)

Amigo é quase um irmão.
É presente, é relax,
é confidente.
Aguça a memória,
relembra o passado,
projeta futuro,
aconselha o agora.
É aliado contra os perigos.

Amigo divide o lanche,
a piada, as risadas, as fofocas...
Divide as experiências,
as conquistas, as dores,
as culpas e os segredos.

Não desculpa nada,
mas perdoa tudo.
Cobra, xinga, adverte e critica.
Mas empresta o colo,
a palavra, o sorriso,
a cumplicidade e o incentivo.

Está sempre junto na dor,
presente na alegria.
É causídico ferrenho na defesa,
embora a bronca venha depois.

Um verdadeiro amigo,
não segura apenas a mão.
Enfrenta o caos, a solidão,
a depressão,
o copo vazio e a paixão.

Vibra com o sucesso,
e ampara nos fracassos,
indicando saídas.
Um amigo de verdade, é claro!

domingo, 20 de setembro de 2009

CAMINHOS QUE ME LEVAM...


CAMINHOS QUE ME LEVAM...
(Genaura Tormin)

Gosto muito de música, sempre de acordo com as ocasiões. Reputo-me versátil, passional... Adoro as músicas clássicas, orquestradas, assobiadas, os cantos gregorianos, óperas... Os mantras relaxam-me o espírito, a música sertaneja volta-me às origens. Gosto da magia, da paz de uma noite estrelada, da beleza do mar no açoite de suas vagas, da natureza verde prenhe de flores e frutos.

Gosto de um pôr-do-sol nostálgico, esgueirando-se entre montanhas, iluminando os restos de tarde debulhados em sombras; do marulhar de riachos, da ventania na copa das árvores, do gorjeio da passarinhada... Gosto de muitas outras coisas que tocam os meus sentimentos, ouriçam o meu espírito, ajudam o meu aperfeiçoamento enquanto caminheira desta vida. Gosto de tudo o que acalenta o coração, os ouvidos e olhos, fazendo-me melhor, aumentando o prazer, a crença em mim mesma e a vontade de viver. Por exemplo: gosto de chuva.

E agora está chovendo aqui! O sol ainda brilha. Na harmonia desses dois fenômenos, um arco-íris abraça a abóbada celeste, relembrando a aliança de Deus com os homens, conforme nos ensina a Sagrada Escritura (Gn 9,12). Nesses momentos sinto saudades de tudo. Fico carente e quero colo, quero mãe, quero amor... Passa-me sempre um sentimento de aconchego, de ternura...

No espelho da vida tento mirar-me! Já se vão gastos os dias de existência. Mergulho numa retrospectiva de mim mesma. Divago por caminhos mil. Imagino utopias. Escapam-me certezas! Quero erguer minha bandeira, carregar o meu fardo. Quero continuar carpindo versos, sendo aluna dos meus sentimentos e parceira do coração.

De minha catarse, sou mestra. A vida individualizou-se para mim. Vestiu a fantasia para me fazer sorrir! Vida, vida minha! Você deu tantas voltas, reviravoltas e levou-me as pernas, o meu caminhar faceiro, gostoso, ligeiro. Que saudade! Que saudade, mesmo!

E saber que nesta vida não voltarei a andar, às vezes cava-me uma cratera bem lá no cantinho da alma. Não posso ceder ao desalento. Sou guerreira de mim mesma, soldado de minha própria batalha.

SENTIMETNO INCÓLUME

O sentimento,
Guardião do tempo,
Ainda está incólume
Na cela do peito.
Um gosto de saudade
Impregna a vida.
A solidão se faz!

Paira no ar a indiferença.
Parece desconhecido o lugar,
Ermo, esquisito, sombrio...
E a casa está vazia
A sangrar um silêncio doentio,
Um tédio ambulante
Que mata a fantasia.
Fecham-se portas e janelas.
Quebra-se o encanto.

Fragmentada,
A emoção escapa,
Plangendo os cantos da alma,
Onde as sombras encolhidas
Entreolham-se estáticas
No sarcasmo do tempo.

E a chuva continua. Gosto tanto de vê-la, senti-la. Para mim, significa o poder de Deus. Como gostaria de emaranhar-me nela, misturar-me nos seus pingos, deixando-me embalar pela música de sua semeadura, feito alguém andante, sem tarjas, sem compromissos. Desta altura, esse prazer fica meio obstaculizado. Sou baixinha e não alcanço as janelas. Apenas a vejo na horizontal, por meio do paralelo dos seus parapeitos. Vejo, por meio de minhas celas, de minhas amarras. E a vidraça molhada chora comigo a saudade de um tempo que se foi.

Ainda devo agradecer, pois tenho os olhos para admirar o belo! Tenho o olfato para sentir o cheiro da terra molhada e de todas as demais fragrâncias. Tenho um coração que vaga desvairadamente pelos caminhos da fantasia. Que bom ser ele um coração vagabundo, aventureiro, coberto de andrajos desta vida, pois, com certeza, esta rota vestimenta receberá conserto. Quem sabe noutros mundos, noutras paragens, além da terra.

A luz do dia se foi. É noite aqui. O vendaval continua. A ventania sacode as janelas. A chuva me faz bem, traz-me de volta o passado tão distante! Os meus nove anos, na fazenda, quando debaixo do temporal corria pelo campo, pelo milharal e imaginava um Deus forte que tudo fazia: mandava a chuva para encher o riacho, os barreiros, fazer granar as espigas de milho que se tornariam alimento. Eu via Deus nas nuvens escuras, carregadas de chuva.

Costumava vê-Lo ao amanhecer, de rosto redondo, incandescente, no primeiro raio de sol que despontava no horizonte, qual facho de luz dissipando a escuridão. À tardinha, Ele varria o céu e viajava com as nuvens na luz mortiça do pôr-do-sol, escondendo-se na névoa escarlate do crepúsculo matizada de ouro e prata, para retornar na lua, que, ostentada no alto, feito um prato de fogo ou de ouro, era a rainha absoluta das noites frias de minha infância.

Houve um tempo em que eu pensava que o trovão acontecia porque Deus estava irado, nervoso. Significava um castigo. Costumava me esconder e rezar. Ah! Meu tempo de criança! Quanta saudade! Como eu era feliz, e não sabia! O meu correr saltitante e travesso pelas enxurradas, a desobediência que me elevava aos píncaros dos cajueiros, das amoreiras, das mangueiras... O galope no lombo dos cavalos me fazia livre, dona dos campos e senhora do meu tempo. Quanta travessura e quanta alegria, quanta vida!

Que mundo pequeno era o meu! Cheio de muitas laranjas, melancias, limas, bananas e um riacho para tomar banho, onde as libélulas faziam seus voos rasantes. A água clarinha, caída de uma pequena cascata, era o trabalho de Deus. Ele a havia feito. Havia pintado o céu de azul e encaminhado as águas para os rios, fazendo várias quedas até chegar ao nosso riacho.

Hoje sei que Deus não fica com raiva, mas as pessoas, essas sim. Não sabem perscrutar a essência. Falta compaixão. As pessoas que nos deviam querer bem usam desse sentimento como se gente a gente não fosse. O homem é o exterminador do próprio homem. É o seu próprio carrasco. Constrói o seu fado. Lamentavelmente, temos pouca noção de fraternidade. As diferenças sociais são gritantes. Estamos numa desvairada corrida pelo poder, pelos bens terrenos sem nos preocupar com os valores do espírito, com os dons humanísticos, uma vez que somos a imagem e a semelhança do Criador.

A chuva continua. Daqui, eu ouço o chiado da fricção dos pneus dos carros no asfalto. Imagino os vidros embaçados e os pingos d’água espirrando, as pessoas tentando achar abrigos e as flores da praça sorrindo. O cheiro da chuva, lavando a poeira, aguça os meus sentidos. É prazeroso para mim.

Está trovejando e o barulho estridente se faz ouvir. Com ele, uma emoção mareja-me os olhos. Bate-me à porta da alma uma certeza e uma grande saudade de Deus, que me era mostrado por meio do gorjeio dos pássaros encolhidos nas laranjeiras depois da chuva, do cantar do galo no alvorecer, das ninhadas de pintinhos encontradas de surpresa, além do anjo guardião invisível que me guiava os passos pelo pasto, entre o gado...

Tenho uma lembrança muito forte do meu tempo de criança. Quem sabe, tivesse uns três anos. Morávamos numa fazenda. Um temporal abalava as portas e as janelas. O vento assobiava forte, levando o que podia. Mamãe, na sua missão de protetora, forrara uma bacia, colocara-me dentro e em seguida posicionou-a debaixo da mesa. Assim eu estaria a salvo dos pingos de chuva. Devia ser mesmo bem pequena, pois, a meu ver, a mesa era muito grande e a bacia também. Tudo parecia um tornado que invadia o meu pequeno mundo. Mamãe, na lida, parecia não parar, acudindo as coisas.

Hoje, do alto de um prédio, erigido no coração de minha cidade, contemplo a chuva novamente. Não sinto o vendaval das enxurradas nem a fúria do vento sacudindo as portas, destruindo tudo. Numa análise, não sei dizer se sou ou não mais feliz: se observando do alto, como o faço agora, ou metida na chuva, como nos velhos tempos.

Da minha janela, ouço a música dos carros parados na avenida. Naquela época, era o piar da juriti, do pássaro preto e do inhambu. Era o mugido do gado, o alvoroço das galinhas no terreiro, o relinchar dos cavalos, o canto triste da seriema e o gemido do carro de bois. E mais lindo ainda, o barulho de folhas levadas pela ventania. Verdadeira sinfonia do meu sacrário de lembranças.

Lembrar é viver! E, se é assim, estou voltando ao meu passado. Quanto tempo ficou para trás! Parece um teatro, a vida! Uma sucessão de atos, de cenas... Não sei como pude viver tantos papéis! Não sei como adquiri tanta paciência, tanta resignação, tanta força. Sou um seixo rolado, polido pela dor.

SEIXO ROLADO
A. Carrijo

Eu era uma pedra,
Cheia de arestas,
De pontas agudas
Que feriam os que me tocavam.

Mas
Os meus sofrimentos
E os pés que me pisaram
Desbastaram-me as quinas,
Abateram-me as agulhas.

Hoje,
Quando apalpo o meu ser
Com as mãos da consciência,
Não me reconheço no passado.

Como estou diferente!
Sou um seixo rolado,
Polido pela dor.
Obrigado, Senhor!

Sou, realmente, um escravo obediente que esconde a sua rebeldia. Sou um condenado que caminha para a forca em silêncio. Se o faço com resignação, terei mérito. Se não conseguir, receberei o castigo nas inúmeras reencarnações que se seguirão para a escorreita evolução deste meu espírito rebelde e atrevido.

Sei que sou responsável por tudo o que me acontece na vida. Minhas atitudes criaram o meu destino. Não existe injustiça. Deus está no leme de tudo. Se fui atingida por essa fatalidade é porque precisava aprender alguma nova lição, conforme explica Zíbia Gasparetto.

Às vezes penso: o que terei sido em outras encarnações? Por que fiquei sem o meu caminhar? O que terei feito com ele? Tudo isso são bobagens, pensamentos externados nessa escrita besta e sem nexo.

O certo é que estou aqui, viva e na minha cadeira de rodas. Não tenho tanto tempo assim. Foram-se os verdes anos, a algazarra de minha juventude risonha e doce, os tempos de colégio de freiras... Não obstante o coração se ourice, tente romper a camisa-de-força, a mordaça tão bem ajustada à sua dona, resiste. É de ferro! Com certeza, resistirá durante minha jornada neste planeta.

Foi-se a minha liberdade! O meu ir-e-vir cheio de graça, de trejeitos. Poderia ter sido uma bailarina na vida, mas tive a vida para bailar, gingar até encontrar os meus próprios caminhos, lapidar os meus cantos, aparar as arestas. Agora o filme acabou, a peça foi truncada antes do término. O pano caiu!

Tenho por amiga quatro rodas de uma cadeira, a quem devoto gratidão pela tecnologia que permite misturar-me aos demais, sentir-me inteira outra vez. Mesmo assim sinto orgulho da caminhada. Cada um tem o que merece. Apraz-me a oportunidade de viver assim, pois sei que quando o discípulo estiver pronto, o mestre, com certeza, aparecerá.

A vida continua. Ainda sou perseguidora de sonhos. As portas me fascinam. A vida ainda acontece inteira no coração. Acredito no amanhecer, no poder recomeçar a cada dia. Sou a síntese dos meus desejos, compilação de inércias extáticas, mas, ainda, uma inesgotável fonte de encantamento pela vida, pelos amores, pelo belo, pela arte de fazer versos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

UMA PREPARAÇÃO REMOTA

3 meses antes de ficar paraplégica

UMA PREPARAÇÃO REMOTA?
(Genaura Tormin)

Egressa de colégio de freiras, sempre gostei de comemorações, teatros, festas, desfiles, poesias, presentes artesanais, culinária... Por isso jamais esquecia de organizar a festa de confraternização no fim de ano entre os colegas de trabalho.

Justamente três meses antes da tão súbita paraplegia, fizemos a festa com bolo, revelação de amigo secreto e muita alegria. A turma era excelente, coesa e solidária.

Lembro-me de que nessa ocasião, período de formaturas, passamos defronte de um foto-stúdio que anunciava promoção. Sugeri, irrefletidamente, que estava digna de uma fotografia porque estava produzida. Alfredo anuiu e a fotografia, um pôster, ficou bonita. Entusiasmada, afixei-a na parede da sala, gabando-me de que seria para a posteridade. Uma preparação? (Realmente, o vacábulo POSTERIDADE não foi aplicado em vão. Três meses depois o mundo se transformava aos meus olhos, ao meu coração. Uma névoa cinza passou a toldar-me a alma e a fazer-me, desvairadamente, procurar alternativas para continuar vivendo bem. Os valores tinham que encontrar novos endereços. O sentido da vida tomou dimensões hercúleas e eu crescia a cada dia, compulsoriamente).

Não sei se somos remotamente preparados para o exercício de nosso carma. Não sei se somos frutos do destino fadados à fatalidade. O certo é que me assusto ao fazer algumas retrospectivas. Parece mesmo que me preparava para uma marcante mudança de vida. Minhas poesias... Ah! as últimas poesias!

Desde mocinha, nos tempos de internato, convivia bem com as palavras. Rabiscava sempre alguma coisa que chamava de poesia. Isso foi se alojando em mim, criando formas e arrebatando os sentimentos de amor do meu serzinho franzino, transportando-os para pedaços de papel. Reputando-me passional, fui decantando a vida além dos muros do colégio de freiras. A chegada e a partida do primeiro amor confirmaram meu dom de poetisa. Cantei todos os enleios, todas as paixões, todos os adeuses.

Extrapolei os mais verdes anos e os versos ficaram em mim. Não importa se canto o amor, a dor, a tristeza, a vida, a morte... O que importa é simplesmente cantar, exaltar, extravasar, jogar a lira, transar bem com lápis e papel. O que importa é curtir as palavras lindas, fortes ou tristes. É amar a vida, partilhando-a de alguma forma.

Escrever é um ato de amor. É driblar barreiras, alar o mundo feito borboleta. É desnudar-se! Mostrar a cicatriz ou a ferida exangue. Sem dúvidas, escrever é ter a coragem por escudo! É perscrutar sonhos, viver fantasias, ou enfrentar realidade.

Para mim, fazer poesias, falar de amor é a expansão de minha sensibilidade. É o meu interior, o meu coração, o meu Deus interno, estampados em folhas brancas de papel, muitas vezes no quadrilátero do meu quarto. É no meu aconchego que me encontro e faço versos.

Meus poemas falavam de tristezas. Era como se estivesse a me despedir de mim mesma. “Ficando em tudo uma lágrima e a dor do irreversível”.

Na época, não havia motivos para falar de perdas, mas exaltar conquistas.
Tudo estava excessivamente bem. Em ordem. Atravessava a melhor fase da vida em todos os sentidos.

Depois do poema pronto, ele me assustava. Levava-me a refletir:

— Por que faço isso? Não transo tristeza! É um desrespeito ao meu ser otimista, desbravador, ousado! Melhor do que estou, só festa!

Poesia não se faz: brota feito as lágrimas, o amor, a água que mina da pedra ou o lírio que nasce no pântano. Ela é dom. É inexplicável.

Dizem que o poeta é louco, mas o seu escrito é santo. Ele cria fantasias, ouriça sentimentos, caminha com os astros e faz morada nas estrelas. Eu gosto de ser assim. E no esconderijo de minha fantasia versejo todas as linguagens, vou a todas as paragens e guardo a emoção de todas as imagens, pois o coração não tem porteiras nem cárceres.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

EQUILÍBRIO

Meu marido esquiando!

EQUILÍBRIO
(Genaura Tormin)

Evoluir
É ser inteiro, autêntico,
Despojado, verdadeiro,
Dono de si mesmo.
É semear o bem,
Reconciliar-se
Com tudo e com todos.

Otimismo, emoção e fraternidade
São aliados dessa empreitada.
Nem entorpecidos
Nem hostis os atos.
O equilíbrio é o ideal.
O amor leva à felicidade;
O caráter, ao respeito;
A honestidade, à hamonia,
Justeza, paz e alegria.

O berço induz à conduta.
Errados princípios,
Dificultosos fins.
Há tantos caminhos,
Veredas e atalhos...

A emoção e a razão interagem na alma,
Pois a essência humana é holística,
Presença mimetizada
De conduta crística.

domingo, 13 de setembro de 2009

MEU AMOR


MEU AMOR!
(Genaura Tormin)

Hoje é teu aniversário!
E mais uma vez
Agradeço essa cumplicidade,
Essa partilha,
Rumo à felicidade.
Abençoado é o teu coração,
Anjo que me guia
Pelos veios da alegria.

Mais um ano na tua vida!
Mais uma renovação,
Mais uma oportunidade,
para semear, servir e amar.

É dia de poesia,
De agradecimento
Para seguir contente,
Ostentar o entusiasmo,
A alegria
Laureando de paz
todos os seus dias.


Beijos, beijos, beijos...

Sua mulher,
Genaura Tormin

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

MERAS ALEGRIAS

Essa floreira é no meu apart. Flores para enfeitar a vida, falar de amor...

MERAS ALEGRIAS
(Genaura Tormin)

Não fique triste!
A vida é assim,
Cheia de predegulhos,
Que nos ferem,
Que nos matam.

Poucas vezes,
Os caminhos são floridos,
Coloridos, perfumados,
Adornados pela fantasia,
Que nos faz seguir em frente.
Por vezes,
Sentimo-nos contentes.

São meras as alegrias,
Pois a ventania
Logo apaga o desenho
E o coração fica vazio,
A mercê das intempéries,
Do rigor do frio,
Da solidão implacável
Do desamor.

Resta apenas,
A certeza de que tudo passa!
Fique triste, não!
Vou te fazer um verso,
Uma canção...
Vou te arranjar um banquinho cativo
Neste meu coração.

domingo, 6 de setembro de 2009

FRAGMENTOS DO MEU CANTO


FRAGMENTOS DO MEU CANTO
(Genaura Tormin)

Alma aberta,
Leve, livre e solta...
Com o coração vadio,
Disperso pela vida,
Sigo à cata do imensurável
Questionar da existência,
Com suas dores,
Seus amores,
Suas finitudes.

Nessa velocidade,
Desfolho-me.
Deixo jorrar pelos atalhos,
Veredas e trilhas,
Fragmentos do meu canto,
Restos de poesia.

Que sirvam de incentivo
Aos viandantes,
Caminheiros cansados,
Pelas intempéries do tempo.

Se esquecidos,
Abandonados ao relento,
Sirvam, apenas, de adubo,
Para alcatifar os passos,
Indicar o riacho,
A tramontana do caminho.

sábado, 5 de setembro de 2009

AO NETO PEDRO



MAIS UM VERSO DO MEU POEMA
(Genaura Tormin)

Chegou o Pedro!
Forte, sadio, bonito, roliço!
Mais um pássaro de minha árvore!
Filho do meu filho.
Sorriso fácil,
Olhar trigueiro,
Retrato do amor
Que se desnuda
Por inteiro.
Um amor transcendente,
Num poema contente.
Um ser predestinado!

Que alegria
Ter o Pedro em nossa família!
Um presente de Deus!
Sei que ele me reconhece
De outras paragens!
É diferente ao me vê.
Debulha-se em sorrisos
E parece me dizer:
Eu já conheço você!

Ele sabe o jeito
De cativar meu coração.
Em algum lugar
De um passado distante
Estivemos nós,
Na rima do poema,
No solfejo da canção.
Pedro,
Agora está aqui!

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)