PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

VAZIO DO NADA



VAZIO DO NADA
(Genaura Tormin)


Não foi 
Um desabrochar de flores
Quando partiste!

Houve melancolia,
Aperto no peito,
E um enorme gosto de dor.

O sol não voltou..
No dia,
Não houve manhã.

Tudo, 
Extremamente só,
Amorfo, 
Sem gosto,
Sem cor.

Não houve lágrimas,
Nem pranto.
Em cacos espalhados,
Estava o sentimento.
E a alma congelada,
Apenas sofria.

Tudo foi
Tão estranho!
Dois corações esfacelados
Condenados ao abandono.

Até hoje,
Me lembro do nosso jardim.
Nossas mãos entrelaçadas,
Tantas juras trocadas!

De tudo,
Uma saudade
E o vazio do nada.
Pena que tenha sido assim.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

NO TEMPO DE NÓS DOIS



NO TEMPO DE NÓS DOIS
(Genaura Tormin)

No tempo,
A sinfonia da noite
E a melodia dos pássaros.
No caminho,
De mãos entrelaçadas,
O aroma de felicidade
Pairava no ar.
Havia perguntas 
Soltas ao vento.

Uma tempestade 
Nublou o céu.
Cinza ficou meu coração.
E no caminho de volta
Havia tanta solidão!
Hoje,
Uma ferida ainda exangue,
Relembra o filme
Do TEMPO DE NÓS DOIS.

SEIXO ROLADO




SEIXO ROLADO
(A. Carrijo)

Eu era uma pedra,
Cheia de arestas,
De pontas agudas
Que feriam 
Os que me tocavam.

Mas as minhas lágrimas
E os pés que me pisaram
Desbastaram-me as saliências,
Abateram-me as quinas e as agulhas.

Hoje, 
Quando apalpo o meu ser,
Com as mãos da consciência,
Não me reconheço no passado…
Como estou diferente!
Sou um seixo rolado!
Polido pela dor!
Obrigado, Senhor!
_________________
Este poema não é meu. Tenho-o desde mocinha nos compartimentos da mente e do coração. É ele uma oração, a quem recorro sempre, tentando aparar as minhas muitas arestas, para rolar no rio da existência.  

domingo, 27 de janeiro de 2013

ORQUESTRA




ORQUESTRA
(Genaura Tormin)

Quisera vencer meus medos.
Partir para um lugar distante,
Junto ao refrulho do mar,
À sinfonia de pássaros,
Onde minha alma,
Em paz,
Pudesse repousar.

Ficar comigo mesma!
No silêncio
Escutar meus pensamentos,
Entoar os acordes do tempo,
Quedar-me nas emoções,
E me deixar seguir
Por entre vales e fontes,
Penhascos e montes,
No solfejar do vento,
Na orquestra
Dos meus sentimentos.

Gyn 28.01.2013

PROGNÓSTICO




PROGNÓSTICO
(Genaura Tormin)

Quando a tarde cair,
Eu estarei aqui,
No mesmo lugar,
Como o ontem,
O hoje
E o amanhã.

Não usarei máscaras.
Serei,
Apenas eu
A denudar sonhos
No vazio do NADA.

Serei o riso,
O choro,
O canto,
Porque faço parte!
Sou parceira,
Caminheira
Desse aprendizado.

sábado, 26 de janeiro de 2013

ASCENSÃO





ASCENSÃO
(Genaura Tormin)

Sinto no sangue 
O convite ao desafio,
 Na mente,
A impulsão ao combate.
No olhar, vislumbra- se 
A estampa da batalha!

Os músculos infatigáveis 
Se preparam,
O coração se aquece,
Para nova escalada,
Nessa  peleja constante,
Rumo à ascensão 
De mim mesma.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)