PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 21 de outubro de 2012

SEXO E OBSESSÃO




SEXO E OBSESSÃO
(Genaura Tormin)
Palestra 

É um prazer encontrar-me novamente entre vocês!
Saúdo a todos, inclusive aos espíritos desencarnados aqui presentes. Que a paz esteja sempre entre nós!

Pedindo a intercessão dos espíritos protetores para, mais uma vez, ajudar-me a tocar os nossos corações no plantio de uma boa semente, vamos, numa só voz, reafirmar o nosso compromisso de amor:

_ "Irmãos de toda Terra, amai-vos uns aos outros!!! (3 vezes)

Hoje, falaremos sobre Sexo e Obsessão. Um tema difícil, controvertido, de grande responsabilidade,  razão por que eu peço, humildemente, o assessoramento da espiritualidade para guiar-me nessa empreitada, tendo em vista as diferenças e as disposições mentais diversificadas.

O exercício do sexo é a sublimação do amor, o berço do eterno renascer... O berço da vida humana. Por isso cada um de nós foi feito de amor e por meio do amor numa doação coroada.

O sexo não deve ser profano e o seu desempenho chega a ser místico, feito uma cerimônia litúrgica. Afinal foi Deus o seu criador.

Mas, muitos o deturpam, de forma doentia e perversa, angariando débitos tenebrosos. 

Uma avalanche de espíritos permeia o espaço.
Quantos aqui estão! Precisamos vibrar no bem, para que possamos auxiliá-los, doutriná-los para que encontrem o caminho da luz. E nós também.

A sociedade terráquea está enferma e se digladia na arena da violência, dos conflitos morais, principalmente os que se relacionam com o sexo. Entre eles, a pederastia, a pedofilia, os comportamentos psicopatas, depravados, sádicos, promíscuos e doentios que, sem dúvida, são ancoradouros que arrastam as vítimas às traições, às drogas, ao fumo, à prática de crimes hediondos e a uma gama de outras vilanias, que empobrecem o espírito, acumulando dívidas para o futuro, senão aqui, nas próximas encarnações, pois não morremos, apenas mudamos de vestimenta, no momento certo e continuamos na trajetória, dando continuidade às experiências que elegemos durante o transcurso no corpo físico e antes dele. Despertamos além da morte com a bagagem que armazenamos antes do desencarne.

Práticas pervertidas, embora legadas por tempos remotos, têm ganhado espaço e muitos as exibem por falta de valores éticos, por interesses financeiros, por imaturidade, imitando modelos excêntricos, e até por distúrbios mentais. Sexualmente, falando,  o ato contraria o fim biológico do homem e as leis da criação, além de molestar o segundo parceiro, muitas vezes induzido, arrastado, atraído ou enganado. E se for criança, pior ainda. Sua vida física e psíquica poderá sofrer danos irreparáveis. 

Ninguém consuma práticas assim sem passar por estágios gradativos de perversões, principalmente psicológicas. É um desvio do instinto, uma vez que os próprios órgãos genitais masculinos e femininos demonstram a sabedoria da natureza: acoplam-se perfeitamente, propagando a espécie. Há quem diga que Deus criou o amor mas não especificou que seria entre sexos opostos. Realmente, Deus criou o amor transcendental que constitui o segundo mandamento da Lei de Deus: "Amai ao próximo como a ti mesmo".

Entretanto, é bíblico a palavra do Criador: "Crecei-vos e multiplicai-vos!" . Com certeza, trata-se do amor conjugal dentro da instituição familiar, alicerce seguro que resiste ao tempo, encarregado da propagação da espécie humana, da população do planeta e de seu encaminhamento rumo ao bem, preservando os valores éticos e morais que permitem a harmonia entre os povos. 

É preciso que se cuide da família. É missão nossa. É ela o berço dos muitos espíritos que aqui chegam para evoluir, contribuir, resgatar e partir, conforme as sábias leis da reencarnação.

As notícias sobre o ultraje aos bons costumes e à moralidade revelam que a pedofilia é uma das práticas mais abjetas e pestilentas. É um desequilíbrio moral e sexual. Saturados pelos excessos sexuais que se permitem, os algozes procuram novas experiências aberrantes e cruéis, utilizando-se de crianças indefesas e incautas para o triste mercado de atrocidades, deixando-as marcadas para sempre. Quando praticado pelos pais, clama os céus, corta o coração, pois foram a eles que Deus confiou a missão de zelar, educar e proteger. Por isso, é preciso vigiar, pois amanhã poderá ser tarde demais. Na escola, bem que os professores poderiam orientar as crianças a se defenderem.

No meio artístico, os transformistas (homens, teatralmente transvestidos de mulheres) ganham destaque na mídia. A televisão, os jornais, a internet, propagandas comerciais, revistas, teatros, música, parecem que se coligaram para o livre comércio da lascívia, num banquete de selvageria, onde se expõem bumbuns, seios e genitálias, além da pornografia, tudo convergindo para a quebra dos valores éticos, morais e crísticos, em detrimento da instituição familiar. Tudo isso invade compulsoriamente os lares, impregnando, através de hipnose ou lavagem cerebral, as mentes jovens dos nossos filhos, incitando-os a comportamentos parecidos. A isso eu chamo de perversidade a longo prazo. Será uma tentativa de obsessão coletiva?

A droga contribui para esse estado de coisas! Meu Deus, tende misericórdia! Feito um câncer, a droga corrói a mente tenra de nossos adolescentes tão necessitados de afeto, tão necessitados de aconchego de família! Necessitados de DEUS! Enquanto nos esquecemos do abraço, a droga abre as suas garras malfadadas, num abraço devastador, semeando um chão de lágrimas e um porvir de dor.  Pais, atentem para isso! O que adianta tanto sucesso financeiro e profissional se a família é relegada ao abandono? É aí que se inicia o começo do caos, à mercê dos mestres maléficos da drogadição e outros mais. A nossa estada por aqui é curta. Quando se planta, há-de se seguir a colheita. O adubo é necessário para que os frutos restem sadios e suas sementes possam outros frutos reproduzir.  É a Lei! 

As nossas meninas estão engravidando muito cedo em nome dessa liberalidade mal orientada, que  banaliza o sexo. E assim, o filho, fruto dessa irresponsabilidade, será encaminhado ao porvir com uma carência muito grande de afeto, de segurança, de valores familiares. É preciso que tomemos as rédeas de nossa família. É preciso conciliar família, trabalho, respeito e autoridade. A família é uma empresa e a administração é necessária. Aliás, a submissão é um dever do filho com relação aos pais. É preciso que se determinem limites para a organização familiar, pois a energia também é amor. É questão de inteligência e muito mais de amor. Excesso de permissividade prejudica, e o maior e melhor remédio é o AMOR. Sabemos que os filhos não são nossos. São missões a nós confiadas para educá-los e endereçá-los à trilha do bem, pelo que teremos que prestar contas no Tribunal da vida, noutras experiências reencarnatórias, quem sabe?

O tempo não espera. Um belo dia a gente descobre que fez tudo errado, obedecendo aos ditames da mídia, aos galanteios dos cifrões, que nos transformam em pessoas sem tempo. E o mais lastimável é que não há conserto. Não há dinheiro que consiga recuperar o que foi perdido. E o lado espiritual? Será que Deus esteve presente em nossos lares?

Sabemos, também, que os filhos são espíritos velhos, veículos de muitas experiências evolutivas e que fazem parte de nossa árvore genealógica por alguma necessidade de ajuste de vidas passadas. Será que ainda partiremos de mãos vazias, na condição de devedores? 

Em troca dessa desvairada corrida, dessa loucura infrene, dessa busca incessante por prazeres doentios, através de aberrações sexuais, estampada e veiculada desavergonhadamente pelos órgãos de comunicação de massa, o ser humano está pagando o preço física, moral e espiritualmente. A AIDS é o castigo pelo excesso desrespeitoso ao corpo, invólucro do espírito. É natural que se pague o que se deve, pois ninguém pode fugir às Leis de Deus impressas na consciência. Por isso somos carcereiros de nós mesmos.

E essa chaga moral tem suas raízes no passado, na era greco-romana, entre os imperadores devassos, e também na França, que nos forneceu o famigerado marquês de Sade, que além dos depravados malefícios sexuais, incluindo literaturas escritas no manicômio, que ganham até hoje realce no teatro e no cinema, ainda por 200 anos comandou a sua monstruosidade do outro lado da vida, para depois, juntamente com os seus comparsas mais arraigados ostentarem corpos físicos esculpidos na idiotia, nas paralisias e deformidades gritantes. Tudo isso para refazerem o que foi destruído, pois ninguém alcança patamares de tamanha miséria, de sofrimento corpóreo, sem haver transitado pelos pântanos de erros escabrosos, dos quais carrega as marcas por muitas encarnações, carecendo esforço e sofrimento para consertar o desmantelo.

Entretanto, Deus, em sua infinita misericórdia oferece-nos a bênção da reencarnação, que amortece as lembranças das vidas pretéritas e abre espaço para novos relacionamentos com os nossos desafetos do passado. Esses desafetos estão agora na condição de um filho, de um irmão, de um cônjuge, possibilitando o exercício da fraternidade e da compaixão, responsáveis por elos de amizade e afeto, capazes de refazer o bem que foi maculado em existência passada. É o processo de evolução mais compatível com a Justiça de Deus e, ainda, as orientações do "espiritismo" que, neste momento é a chave de todo o conhecimento para a ascensão espiritual da humanidade; é o cumprimento da promessa de Jesus em torno de O Consolador que Ele enviaria aos seus discípulos, de forma que pudessem ser recordadas as suas lições, que seriam esquecidas, conforme aconteceu, e ditas coisas novas que (então) não se podiam suportar, e que tem cabido à ciência desvendar-lhes os conteúdos profundos, qual vem sucedendo".

A doutrina espírita tem a finalidade de nos despertar para as nossas responsabilidades enquanto no corpo físico e depois dele, pois o espírito é eterno. Nenhuma ovelha é abandonada à margem do caminho. O verdadeiro espírita tenta se instruir para evoluir moralmente, empregando esforço para domar suas más inclinações e servir na Seara do bem. É luta diária.

Não quero dizer que devamos nos enclausurar em comportamentos extremos. Apenas,  defendo a prática do bem. Deus é bem. Todos os extremos são condenáveis. É preciso que usemos o livre arbítrio com responsabilidade. E depois, devemos sempre nos perguntar se a conduta AJUDA ou prejudica. Se não pudemos fazer um bom começo, que façamos um bom fim.

Acho mesmo que uma epidemia obsessiva grassa os nossos dias, principalmente na área sexual. Parece que o sexo figura como o maior objetivo da existência, numa mostra de sensualidade depravada com o fito de angariar não sei o quê. Até cursos e palestras sob os títulos de sedução, apologia ao adultério, dicas para alucinar o parceiro com ensinamentos de práticas esdrúxulas, têm sido ministrados, aqui mesmo em nossa cidade, sem se dar conta de que o amor é o mais exímio professor de todo o afeto, de toda a ternura e de todo o enternecimento que unem dois corações e consequentemente dois corpos, pois não somos mercadorias e não estamos à venda. Não precisamos de markting, nem propagandas. O amor fala por si mesmo!

O sexo tem sido objeto de lenocínio e servidão, anunciados, inclusive, em classificados de jornal, panfletos entregues em sinaleiros, onde se mercadejam corpos, através de propaganda corpo a corpo. Há, ainda, lojas especializadas em produtos eróticos para satisfação da lascívia, simulando uma euforia irreal, além do monstro, chamado drogadição. Muitos psicopatas eróticos estão aí praticando os atentados ao pudor, os estupros, a necrofilia, os escândalos e a prostituição. A paranoia sexual está tão arraigada que, até para a consecução de empregos ou aceitação social em determinados grupos, por vezes, usa-se da sensualidade, numa amostragem explicita de seios e bumbuns, além de trejeitos e gestos insinuativos.

Cabeça oca é oficina para o diabo. Assim, a sociedade vazia de sentimentos, vazia de Deus, sempre dispõe de tempo para a prática do mal, exercitando comportamentos contrários à dignidade e à moral crística e, assim, angariar a anuência da massa, como se certo fosse. Faz-me lembrar de Sodoma e Gomorra.

O intercâmbio entre os humanos e a espiritualidade cresce a cada dia, tornando-nos mais conscientes das razões dos dramas existenciais que tanto nos maltratam. Com certeza, diante desses crescentes mananciais de informações, chegará o dia em que o amor redimirá a terra, a paz se fará entre os povos, e no coração do homem haverá lugar para a compaixão, a solidariedade, como se fôssemos todos irmãos de um mesmo sangue. 

Aí, tendo o amor por escudo, todas as ações humanas serão construtivas. Os malfeitores  protegerão as suas vítimas do passado, reencarnados agora, reunindo a grande família universal. Os maus se conscientizarão de que devem ser bons para alcançarem a felicidade, construindo um mundo bem melhor. E essa transição já está decretada e em processo de execução.

Deus, na sua infinita misericórdia, deu ao homem a inteligência, a razão e a liberdade para escolher entre o bem e o mal, tornando-lhe responsável por suas ações. É o que chamamos de livre arbítrio. O que significa que a escolha é voluntária, mas a colheita é obrigatória.

O avançado da hora se registra e eu quero dizer que o Brasil é a pátria do evangelho! Há muitos obreiros no plantio da Seara. Muitos espíritos evoluídos estão reencarnando para conduzir a Transição de mundo de provas e expiações rumo a um mundo de Regeneração. 

Repensar as nossas atitudes é a ordem. A caridade é o estandarte de nossa doutrina. O segredo é mesmo vigiar os pensamentos, mantê-los numa faixa elevada voltada ao bem.  Exercer o ofício de jardinagem, ajeitando a vibração mental como se fosse um jardim florido e perfumado. Separar o joio do trigo. Assumir nossas responsabilidades, tentando fazer o melhor perante nós, perante a vida e perante Deus que nos espera para outra empreitada. E que essa seja melhor, construída da bagagem que hoje estamos a coletar aqui. Que assim seja! 

Obrigada!

Palestra proferida por Genaura Tormin,
no Centro Maria de Nazaré, em Goiânia-Go.


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Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)