PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.
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domingo, 21 de setembro de 2014

SOMOS TODOS IGUAIS


SOMOS TODOS IGUAIS
(Rodrigo Tormin)

Que bobagem essa coisa de racismo!
Todos nós somos iguais,
Apenas pensamos diferente.
O racismo é um abismo,
De coisas ruins e chatas.

Se eu tivesse inventado o racismo
Seria como a paz mundial,
Cheia de coisas boas
E de alegria para todos.

O racismo, ao invés de ser coisa ruim,
Seria até mesmo uma palavra bonita,
Uma palavra misteriosa,
E bem curiosa!!!

Não sei quem inventou o racismo!
Mas sei que essa pessoa não era muito boa.
O racismo é uma expressão muito feia,
De dizer o que pensa do outro.

Se todas as pessoas fossem iguais,
O mundo não seria tão legal,
Teríamos que andar com o nome
Pregado na testa,
Para sermos reconhecidos.

Eu sei de uma coisa,
Nunca vou ser racista!
Preto e branco
São duas lindas cores.

Mas, independente da cor,
As pessoas têm apenas
Um destino para viver:
A sinceridade!
A educação!
E o respeito!!!
Isso que é importante no nosso

Dia-a-dia.
_________

Revendo arquivos, encontrei esse poema do Rodrigo, meu neto, quando ele tinha 10 anos. 
Fiquei emocionada e pensei: Como as crianças são lindas e puras. 
Que grande sentimento. 
Ele queria ser escritor. Chegou a escrever contos, nessa época. 

Antes ele, bem pequeno queria ser dentista, como o avô.
_ Vovô, por que vc usa roupa branca?
_ Porque o vovô é dentista!
_ Por que vc é dentista?
_ Porque o vovô estudou muito!
_ Então eu sou dentista, vovô! Eu estudo muito na minha escola!
Nessa época, era pequerrucho! Tinha uns 3 anos, mas já ia para a Escola.
Que saudade! Quanta alegria a gente experimenta com essas crias!
Netos são anjos que Deus nos manda para que não tenhamos tristezas.
Amo vc, Rodrigo!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MENSAGEM AOS SOBRINHOS ALEXANDER E RAQUEL pelo casamento


CASAMENTO DE RAQUEL E ALEXANDER
(Genaura Tormin)

“Crescei-vos e multiplicai-vos”, disse-nos o Criador de Vidas, para significar a nossa participação na construção do mundo.


Um belo convite anunciava o enlace matrimonial de RAQUEL E ALEXANDER, marcado para “Quando Setembro Vier”.

E setembro veio cheio de encantos. A primavera em festa!

Ao cair a noite, com pássaros em revoada, brisa amena, música angelical e o céu em seu traje de gala, revestido de paz, o casal entrava no aconchegante Santuário de São Francisco, na cidade de Pontalina-Go. O ambiente espargia amor, ternura… Deus estava ali.

Aos pés do altar, diante de Deus e dos homens, Raquel e Alexander disseram SIM: à vida, à felicidade, ao sonho, unindo suas almas num só destino, num só caminho, rumo a construção de um ninho. 

Dois pássaros enamorados no mesmo galho.

E o que é registrado no coração, a alma confirma, Deus abençoa e a vida eterniza! 

É o poder do amor em sua mais bela essência! 

Desse empoderamento florescerão lindos rebentos que perpetuarão essa alegria e escreverão no tempo a história de vocês.

O clima era de paz, ternura e um cheiro de felicidade pairava no ar, calava-nos a voz e quedava-se em cada coração que abençoava vocês naquele momento.

Pensei haver transcendido os liames da terra. 

Tudo colorido, iluminado, florido em tons suaves, enfeitado por tão bela música, que parecia regida por anjos.

Isso é o amor! – pensei extasiada.

Exacerbado amor!

É a procura do eterno.

É a forma mais linda que Deus encontrou para que o homem fosse criatura e criador: propagasse a espécie, ascendendo de acordo com as leis da natureza e contribuindo para o progresso do Planeta. 

Vocês conquistarão o Universo, a Terra Prometida, o objetivo maior de duas pessoas que se amam. 

Serão iguais às asas de um pássaro, que não se subjugam, mas se equilibram lado a lado, propiciando a plenitude do voo, em total cumplicidade.

Singrarão outros mares, novos portos, percorrerão novos caminhos na perpetuação da felicidade, sem nunca se esquecerem de que a família é a instituição base de uma sociedade sadia.

Esse aconchego assemelhar-se-á ao cultivo de um jardim, que agora terá dois jardineiros empenhados no adubo da terra para a exuberância das flores.

Enquanto o padre Alessandro celebrava a cerimônia, por sinal, uma das mais lindas que já assisti, fiquei passeando, vagando nos meandros de mim mesma, procurando encontrar a receita para esses elos que se juntam numa mesma corrente para propagar o afeto e a prole, sob as bênçãos do Criador de vidas. Resoluta retornei aos versos do meu poema, convicta de que:

Amar é oferecer ao outro o chão,

Se lhe faltar o equilíbrio,

Ou o sonho quando a dúvida se fizer presente

E o desejo tiver dificuldades para voar.

É aceitar, perdoar, verbalizar,

Tolerar e lutar sempre.

É isso que faz a vida valer a pena!

Reconstruí a lira e envolta nesse poema-prece, vi-os sair de mãos dadas, em estado de graça, enlaçados na alegria, nos devaneios do querer pelo comprido tapete que os levou à porta da saída, o ingresso para um novo mundo, novos projetos de plumas e sorrisos, embora por vezes, possam ser mesclados por espinhos atrevidos, inerentes ao fortalecimento da alma, como bem disse o celebrante. É quando Deus fica em silêncio.

A mais linda das etapas! Deus precisa de coadjuvantes para o construção de sua obra. Por isso vocês foram chamados ao front.

Afinal, viver é isso! 

E o sonho tem de continuar aceso, e ambos namorados, amigos, companheiros e, acima de tudo, apaixonados. AMÉM!

...“E agora, Senhor, fazei que eles Vos bendigam para sempre!”

Parabéns! Que sejam felizes para sempre!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

UMA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA INUSITADA



UMA SESSÃO EXTRAORDINÁRIA INUSITADA
(Genaura Tormin)

Cuidar da família é uma sublime carreira, pois, o investimento maior é dedicado aos filhos, missão nossa, cabendo-nos a responsabilidade de endereçá-los à trilha do bem.

E isso se faz com presença, diálogo, carinho, orientação e exemplo. Por isso o casal pode se separar, os pais, nunca! É preciso saber fazer a diferença. É preciso preocupar-se com o desenvolvimento seguro dos filhos, pois serão eles os homens do amanhã. Dizem que quando vivemos na unidade, nossa morada torna-se um paraíso.

Basta pensar no grande número de crianças abandonadas, com pais vivos e ricos, que têm por amigos o aparelho de televisão, iPad, iPhone, videogame, redes sociais, internet, com seus benefícios e malefícios, sempre ditados pela solidão e revoltas da idade.

São os filhos dos pais “sem tempo” que, irremediavelmente, atribuem importância maior aos cifrões dos seus negócios, respondendo sempre: “Não posso agora, estou atrasado, é hora do jornal, do noticiário, da bolsa de valores etc.” Tentam materializar carinho e compensar a ausência com exageradas permissividades e presentes caros.

Ao exacerbar em oferecimentos materiais, os pais estão barateando a capacidade de luta dos filhos, diminuindo a busca e o desejo de conquista, o que os tornam frágeis. Como estão errados esses pais!

Quase sempre, esses menores, com todos os desejos materiais satisfeitos e as emoções diminuídas, e estando ainda verdes para o autoequilíbrio, o discernimento responsável, começam a perder a estima de si mesmos, tornando-se inseguros, tristes, rebeldes, enveredando facilmente pelo mundo das drogas à procura de carinho, de emoções maiores, iniciando o caos, que deixa marcas profundas, cicatrizes eternas.

O que adianta vencer profissionalmente, mas perder a família a qual é mais do que parte de nós? É missão e razão de toda a nossa luta na vida. É preciso conciliar família, trabalho, respeito e autoridade. “A melhor escola ainda é o lar, onde a criança deve receber as bases do sentimento e do caráter.” Acrescento que o maior e melhor remédio para tudo chama-se AMOR!

E esse tão lindo amor que dá sentido à vida é também uma questão de inteligência e responsabilidade. É preciso que se determinem limites e metas para a organização familiar, pois a energia também é amor.

O tempo não espera. Um belo dia você descobre que fez tudo errado. E o mais lastimável é que não há conserto. Não há dinheiro que consiga recuperar o que foi perdido.
(Este texto é parte do meu livro Pássaro Sem Asas – 6a. Edição.)

Ainda recente, num amistoso diálogo com uma colega de trabalho, ela me disse que teria que presidir a uma Sessão Extraordinária naquele dia em sua residência.

Aguçou-me a curiosidade e eu quis saber mais.
Explicou-me ela:

Temos 2 filhos: de 7 e 9 anos. É costume fazermos de vez em quando uma Sessão Extraordinária para discutirmos família, vivência, responsabilidades e falarmos de amor. Um momento de abertura e carinho só nosso.
Encantou-me o tema e ela continuou:

É, colega, é uma Sessão de verdade, nos moldes das Sessões Plenárias aqui do Tribunal. Uma mesa forrada, um livro de ata, uma jarra de suco, horário certo e os problemas a serem apresentados, que foram previamente listados por nós, os pais, e por eles. Por vezes, costumamos dizer que tal problema será posto em pauta e discutido na próxima Sessão. É um momento solene para todos.

Ali acha-se sempre a solução para todos os impasses: notas escolares, feitio de tarefas, boas maneiras, incentivos, alimentação, banho, arrumação das camas, uso e guarda de objetos e brinquedos, horários para diversão, passeios, projetos, além de conscientizá-los sobre o lugar que ocupam na família e no coração da gente, como importantes membros, credores de todo o nosso amor e razão de nossas vidas.

A seu turno, a palavra é dada a todos: papai, mamãe e os filhotes, o que é bem respeitado. Já é um hábito adquirido que muito os ajudará pela vida a fora

Há, também, uma fala sobre
Deus, como gestor de tudo, a quem devemos gratidão. Enaltecemos a solidariedade, o companheirismo, culminando em elogios em que todos nos sentimos partes, valorizados e amados.

Falamos sobre economia doméstica, futuro, explicando a razão de não podermos exacerbar em presentes... Começa a se formar aí a filosofia da vida.

Por um bom tempo tudo fica bem. Todos nós cumprimos o que foi ali tratado, respeitando a faixa etária e as lindas crianças que enfeitam a nossa vida, o nosso lar, a quem temos a responsabilidade de endereçar ao futuro que os espera.

E assim, vamos formando hábitos e construindo a base de nossa família, endereçando-a à trilha do bem e do amor.

Finalmente, eu lavro a ata, em que constam também os deveres e direitos ali debatidos.

Todos assinam e dali começamos um novo modelo de ajustamento.
Encerramos com uma prece, além de abraços e beijos.
Que maravilha é termos uma família para amar, um lar para voltar!

_ Que lindo ensinamento, registrei emocionada! Impulsionada pelas lágrimas, abracei a colega e parabenizei-a. As palavras ficaram entaladas na garganta.

A emoção tomava-me a alma e eu achei uma excelente forma de educar, construir e amar.

Uma linda e responsável família!

Imaginei a ata sendo assinada por aqueles pequenos.
A letrinha, os petitórios e a discussão de cada um...

Ah, eu amei essa conduta e pensei em multiplicá-la, trasladando o episódio num conto, o que acabo de fazer.

Obrigada, amiga querida, por me permitir aprender tanto com você!


segunda-feira, 30 de junho de 2014

TODO CASAL DEVERIA LER







TODO CASAL DEVERIA LER
(Arthur da Tavola)

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no
ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.
 Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. 
Tem algum médico aí??

Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. 
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como
qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
 Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. 
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

Amor, só, não basta.

Não pode haver competição. Nem comparações. 

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. 
Tem que ter um bom psiquiatra.

Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. 
Tem que haver confiança.
Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.

E que amar, "solamente", não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. 
Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. 
O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.

O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!
________________________________
(Excelente texto! Reflexivo, bonito e bem escrito! Grande Arthur da Tavola! Que façamos bom proveito. É por isso que eu o replico aqui. Beijos da Genaura Tormin)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

MEU POEMA TEM MAGIA



MEU POEMA TEM MAGIA
(Genaura Tormin)

Miro a eternidade,
Nas encostas dos sonhos.
Alcanço o infinito
E vejo tudo mais bonito.

Cavalgo no pensamento.
No dorso de miragens.
Construo castelos,
Enfeito-os de brisa e canto,
Flores e pranto.

Meu poema tem fantasia,
Melodia de riacho,
Cheiro de pradaria,
Céu estrelado,
Encanto e magia.

No bailado da alegria,
Borboletas voejam
Nas cores da natureza,
No trinado da passarada,
No refrulho da cascata...
Dentro de mim
Desnuda-se o Universo!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

ESTOU NO CAMINHO





ESTOU NO CAMINHO
(Genaura Tormin)

Estou na estrada!
Faça sol ou faça frio,
Eu sigo contente.
Meu fardo é pesado
E meu jugo oprime.
Foram as minhas escolhas!

Mas o amor me redime
Faz-me seguir o meu destino,
À procura de  um caminho.
O amor é o escudo,
A bússola que me orienta,
A estrela que me guia.

Na aljava seguem as armas,
A proteção para os meus pés,
O alimento para a alma.
Estou no caminho!

domingo, 21 de julho de 2013

SEGREDO



SEGREDO
(Genaura Tormin)

Quero apenas
Meu olhar trigueiro,
Meu jeito faceiro,
Uma música clássica,
Um copo de vinho
E um pedaço de estrela
Para te dar,
Te conquistar
E te fazer meu homem.

Brisa soprando,
Cabelos desalinhando
E a lua testemunhando
Te ensinarei o caminho,
Te entregarei o troféu.

No silêncio,
Teremos nuvens por leito,
Rasgaremos preconceitos,
Trocaremos enzimas,
Uniremos genes,
Pra desvendar o segredo.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

BOM DIA!



 BOM DIA!
(Genaura Tormin)

Um sorriso gostoso,
Um olhar manhoso,
Um gesto amigo
Para dizer bom dia!
Paz, amor e alegria!


Espreitar manhãs,
Com o sol nascendo entre colinas,
Sentir o cheiro da brisa ,
O lamento da ventania,
O aroma de fruta madura,
A algazarra da passarada,
Orquestrando uma melodia.
É a vida fabricando o dia!


Tudo em sinfonia
No zumbido das abelhas,
Nos ninhos que se multiplicam,
Na existência que ressurge altaneira.
É o milagre que acontece
No tamborilar da chuva
A fecundar amores,
Carreando frutos
Para o celeiro da vida.

Ser ombro,
Ser colo, ser alegria,
Ser amor, ser emoção,
E renascer todo dia
No solfejo da canção,
Doada, dividida, multiplicada
No convívio com o irmão.




sexta-feira, 20 de março de 2009

POETA



POETA
(Genaura Tormin)

Ser poeta,
É viver todos os momentos,
Cantar sentimentos,
Ter sempre “olhos de primeira vez”.

É voar
Nas caudas dos cometas.
É ser dono das estrelas,
Da natureza,
Do infinito,
E ao mesmo tempo,
Não ser dono de nada.

Ser poeta,
É ser METAcoração,
Sentir gosto no sofrer,
Amar a solidão.

Ser poeta,
É conversar com a chuva.
É ser louco ou lúcido
Quando precisar.

É não ter limites,
Driblar barreiras,
Ultrapassar divisas,
Alar o mundo feito borboletas.

Ser poeta,
É deixar rolar o sonho
Maior do que a estrela.

quinta-feira, 12 de março de 2009

PROTÓTIPO DA FELICIDADE


PROTÓTIPO DA FELICIDADE
(Genaura Tormin)

A distância edifica o amor!
Prova a sua importância,
o lugar cativo no coração.
Pode, também,
consolidar o fim,
lanhar a emoção.

Na dúvida,
nunca diga adeus.
Tente outra vez!
Resista ao sentimento.
A esperança não pode partir.
Abra seu coração!
Deixe o afeto emergir.

Cante por todas as mágoas,
por todas as dores...
As portas se abrem sempre.
Não se aprisione às que se foram.
O amor é imprescindível.
É alento, tormento,
dinâmica do existir.

Sua falta machuca,
diminui a auto-estima,
abre crateras, provoca feridas...
Ame,
mesmo que seja em sonho!
Encontre pessoas queridas.
A fantasia faz parte!
É o protótipo da felicidade!

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)