PLANTIO
(Genaura Tormin)
Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.
A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.
Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.
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domingo, 22 de março de 2009
MINHA PORTA NÃO TEM CHAVE
MINHA PORTA NÃO TEM CHAVE
(Genaura Tormin)
Minha porta não tem chave!
Minha vida não tem segredos.
Escancaro todos os medos,
Fantasmas e desejos
Nos varais dos versos meus.
As portas são fetiches,
Ouriçam-me a curiosidade
Para desbravar o invisível,
Ouvir o inaudível.
Por isso eu avanço sempre,
Sinto-me contente
E sigo em frente.
Faço catarse,
Rasgo imagens,
Lamento as dores
E canto os amores
Nos recônditos de muitas portas,
Nesse vagar do tempo
Que a vida me concedeu.
Postado por
Genaura Tormin
às
17:19
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sábado, 21 de março de 2009
NÃO TENHO ALGEMAS
NÃO TENHO ALGEMAS
(Genaura Tormin)
Fui menina, rebelde, traquina, barulhenta...
Mulher, hoje sou.
Laboriosa, complicada,
Parideira, dona de casa.
Ardo em orgasmos, arquejo em lágrimas.
Apolo me fascina,
Faz-me musa de seus versos, deusa do seu leito.
Sou refém das fantasias, atriz de todos os papéis.
Mostro-me catita, jogo a sedução
E acho-me bonita.
Os sonhos habitam meus cantos,
Ouriçam-me as entranhas.
Rendo-me aos desejos.
Aos detalhes entrego-me inteira,
Na busca de mim mesma,
Pois não tenho algemas nem porteiras.
sexta-feira, 20 de março de 2009
QUEM SOU
domingo, 15 de março de 2009
PIROMANIA

PIROMANIA
(Genaura Tormin)
Quero gritar,
e me completar
no silêncio
dos meus medos.
Fazer uma torre
dos nervos rotos,
calcinados,
sangrados de desejos.
Contorcer as angústias,
nos rodopios de bailados mortos,
na loucura estridente,
tão inclemente
dessa piromania,
que me embala,
me cala,
mas me faz viver.
Quero mostrar
a úlcera do meu ventre,
o vazio do meu útero...
Quero ser fêmea presente
incendiária de amor.
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