PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

DELEGACIA DA MULHER



DELEGACIA DA MULHER
(Genaura Tormin)

Naquele ano criava-se a Delegacia da Mulher, com o objetivo de coibir a violência praticada contra ela. Era mais um avanço conquistado em prol da libertação e do desenvolvimento feminino. Era a esperança de acabar com a lei do silêncio, pois o medo, o sentimento de inferioridade e a dependência econômica, forçam as mulheres a sofrerem caladas.

Os jornais começaram a cogitar delegadas para ocupá-la. O meu nome saíra em primeira mão para ocupar o cargo de delegada adjunta. E eu aceitei. Também como mulher e numa cadeira de rodas, num marco de ousadia e coragem desfraldava minha bandeira, conquistando o lugar e o respeito que me eram devidos, como ser matriz, criado à imagem e semelhança de Deus. Embora paraplégica, estava mostrando a minha cara, impondo-me como somadora de esforços comuns, agora numa delegacia diferenciada. Necessitava mesmo ser uma nova mulher: aguerrida, decidida, determinada... Que mais queria? A mente estava ilesa e eu poderia me espiralar em crescimentos mil. “A verdadeira grandeza não é receber honrarias, mas merecê-las” — disse Aristóteles.

Finalmente, eis-me deixando o Sexto Distrito Policial, onde militara por três anos e tantos inquéritos de relevâncias presidira.

Muitas conquistas se fazem sentir neste milênio. O próprio progresso tecnológico, a informática, a globalização, as pesquisas científicas, têm propiciado justiça em defesa da mulher, especificamente, o exame de DNA. A Delegacia da Mulher que, por si só tem coibido parte da violência, também foi uma conquista.

Considerada prioridade pelos movimentos feministas do País, as Delegacias da Mulher vieram suprir uma carência de justiça em relação à metade da população do Brasil, quase sempre retirada da condição de vítima e transformada em ré.

A criminalidade acentuada reforçava o idealismo, a coragem e os nossos valores, conduzindo-nos a defendê-los. Defendendo, principalmente o alvo do nosso trabalho ali: a dignidade da mulher ferida, usada e, desumanamente abatida, não só em seus sentimentos, mas no seu bem primordial – a vida. Nada justifica tanta crueldade. Quem ama, cuida!

É lamentável que toda essa violência seja, na maioria, praticada por maridos, parceiros, pessoas que repartem sob o mesmo teto relações de afetividade, formando uma família. É incrível como o amor pode gerar a dor, o ódio, esfacelando o lar e comprometendo os filhos. É mesmo um resquício do primitivismo. Por vezes, essa ‘camisa-de-poder’ leva o pretenso macho a usar da sua superioridade física para subjugar a fêmea, transformando-a num objeto de sua propriedade, embora a Constituição Federal ressalte a igualdade entre os sexos.

Os conflitos humanos são criados pelo uso indevido da inteligência. Temos que utilizar dessa mesma inteligência para descobrirmos meios e formas para superar esses conflitos, principalmente em família. O aperfeiçoamento do convívio e da prática de valores morais alicerça o equilíbrio capaz de melhorar o mundo. Quando houver atenção ao exercício da honestidade, do respeito, da preocupação com o outro, aliados à inteligência, bondade e afeto, todos os seres humanos se entenderão e passarão a ser construtivos.

A mulher e o homem foram criados para se interagirem, para se completarem. Eles se precisam mutuamente. Deveriam ser iguais às asas de um pássaro, que não se subjugam, mas se equilibram lado a lado propiciando a plenitude do vôo. “Amar não significa tornar o outro adaptado, submisso ou semelhante a nós. Amar significa libertá-lo, deixá-lo livre, deixá-lo viver”. (Penny Mc Lean)

Na delegacia, conheci mulheres de todas as classes sociais. Todas clamavam por respeito à dignidade de ser humano, sob a condição feminina. Erguendo sempre a bandeira da paz em defesa da unidade da família, tentei minimizar conflitos, sob a égide da lei, da razão e do amor.

Embora seja denominada de sexo frágil, herdeira da submissão dos meus antepassados, orgulho-me de ser mulher! Carrego na bagagem muitos preconceitos, muitos rótulos, além de uma deficiência locomotora e uma cadeira de rodas para deambular. As dificuldades dribladas dão-me oportunidades, e em nome dessa bandeira que ostento, teço sonhos de igualdade. Vou à luta! O meu nome é trabalho!

A discriminação e o preconceito contra a mulher são tão antigos quanto o mundo, cujos registros de tamanhas inculturações remontam aos escritos dos mais célebres filósofos da Antigüidade, bem como códigos, constituições e tratados, incluindo poetas, santos e teólogos. Até Napoleão Bonaparte, imperador francês, teria dito que: “As mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos”.

Por excelência, a mulher tem sido guerreira! Tem-se sobressaído com galhardia, enfrentado o desafio com unhas e dentes para conquistar o seu espaço, a sua cidadania, o seu direito de competir e mostrar que é capaz. Não obstante as muitas dificuldades provenientes do resquício desse obsoletismo que permeia as mentes acanhadas da sociedade e, particularmente, do machismo arraigado de muitos maridos, a mulher tem mostrado a sua cara! Hoje, representa 52% do eleitorado e se engaja nas mais variadas profissões no mercado de trabalho. A Constituição de 1988, especificamente, resguardou-lhe direitos de cidadania.

Estamos em transição. É chegada a hora de o homem descer do seu pedestal para dividir conosco as tarefas domésticas em nome dessa igualdade de direitos e da justeza, claro. Hoje somos parceiras: dividimos responsabilidades financeiras e carinho. Seguimos lado a lado. O estereótipo de fardo, de objeto sexual, foi banido. Podemos nos sustentar com o fruto do nosso trabalho. Estamos resgatando a nossa identidade e o respeito, mais do que devidos.

Estamos no páreo, e exemplos dignos nos concitam a batalhar pela cidadania plena, pelo direito de participar da vida socioeconômica e política do País, vencendo esses preconceitos velados, não nos subjugando às subserviências, mas, sobretudo, fazendo-nos respeitar pela competência e pela coragem que nos alicerçam, mesmo enfrentando jornada dupla de trabalho para conciliar os deveres domésticos e a criação da prole.

A condição de fêmea, sujeita à sublime missão da maternidade, tem sido impedimento para a consecução de empregos. A diferenciação de salários para trabalhos iguais aos do homem é mais uma forma de opressão. Entretanto sabemos que não há discriminação que resista à competência. Basta a oportunidade para provar.

A mulher é mãe da humanidade. É o único ser criador, uma vez que concebe, transporta, alimenta, dá à luz e cria um novo ser. A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que, em nome do amor, transformaram-se em mães.

A mulher é a base das nações. O sustentáculo. A fornecedora de homens para todas as guerras, além do elo de amor que une, cala e consola. É um misto de criadora e criatura, “invencível pelas lágrimas e capaz de todos os martírios”.

Plagiando o poeta, ouso dizer que:
“O Homem é um oceano, a mulher, um lago.
O oceano tem a pérola que o embeleza, o lago tem a poesia que nos deslumbra.
O Homem é a águia que voa, a Mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.
O Homem tem um farol, a experiência, a Mulher tem uma estrela, a esperança.
O farol guia, a esperança salva.
Enfim, o Homem está colocado onde termina a Terra, a Mulher, onde começa o Céu!”

domingo, 7 de março de 2010

MULHER, MUSA DO AMOR



MULHER, MUSA DO AMOR
(Genaura Tormin)

Mulher, doce escultura,
Musa de todos os versos,
Invólucro de paixão.
Do teu semblante
Irradia a ternura,
A bondade,
O benquerer, a compaixão,
O que a faz criadora e criatura.

Mulher/menina,
Anjo de candura.
Adolescente,
Palco de todos os sonhos.
Sorrisos escancarados,
Cabelos soltos ao vento
Nas algazarras do mais verde tempo.

E os papéis se multiplicam
Em partilhas de amor.
Namorada,
Esposa, mãe, confidente, amiga,
Profissional aguerrida,
Trabalhadora,
Incansável intercessora.
Fada/madrinha,
Sempre benfeitora!
Uma rainha!

Seus ombros
Podem carregar o mundo
E em seu ventre
A vida floresce
Num ninho de amor fecundo.

domingo, 25 de outubro de 2009

DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DA 1ª DELEGACIA DA MULHER EM GOIÂNIA-GO


DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DA 1ª DELEGACIA DA MULHER EM GOIÂNIA-GO
(Genaura Tormin)



Relembrar é viver!
Uma volta ao passado significa um filme a se rebobinar nos meandros de nós mesmos. Em folhas amareladas, encontrei esse discurso.
Tempos idos, lembranças guardadas nas celas da memória.

Dra. Ludovina e eu fomos designadas para a recém-criada DELEGACIA DA MULHER.

Coube-me fazer o discurso de inauguração.
Relendo-o, acho que continuo a mesma, com as mesmas convicções e valores.

Esse escrito antigo nada tem a acrescentar a vocês, mas, numa divisão de afeto, senti vontade de publicá-lo nesse recanto de paz, onde me sinto muito à vontade, muito feliz.

Não tenho palavras capazes de traduzir o grande carinho que sinto por vocês, queridos leitores, queridos colegas!


DISCURSO DE INAUGURAÇÃO DA 1ª DELEGACIA DA MULHER EM GOIÂNIA-GO-1985!!



Hoje é um dia diferente para nós! Um dia festivo em que se inaugura em nossa Capital a 2ª Delegacia da Mulher criada no Brasil!
Uma vitória para a mulher goiana!

É bem sabido que desde a década dos anos 60, a mulher passa por uma fase de transição, empenhada na conquista de seus espaços, abandonando o modelo de doméstica, objeto sexual, fardo nos ombros do marido, declinado pela sociologia antiga, para reconhecer o seu próprio valor, ingressando, paralelamente ao homem na vida empresarial e pública, revelando-se de grande valia, sem prejuízo de suas atividades no lar.

Entretanto, há muito tempo essa tutela já se encontrava estampada em dispositivo da Constituição Federal do Brasil, nossa Carta Magna: "o homem e a mulher perante a lei são iguais".

Muitas discriminações existem contra a mulher, talvez pela sua disposição física, principalmente perante o marido que, por vezes, a faz de saco de pancadas, violando o seu direito de ser humano, reduzindo-a à condição análoga à de escravo, sem se falar nos crimes de lesões corporais, homicídios, estupros, posse sexual mediante fraude, induzimento ao suicídio, ao aborto, e outros mais elencados na parte especial da legislação vigente.

Constrangida, a mulher vítima de tais violências pouco tem procurado as Delegacias de Polícia, por saber que ali vai encontrar, como delegado, um outro homem e todo um corpo policial masculino a quem, por vergonha, princípios ou ameaças do próprio marido, não relatará com a exatidão necessária a intensidade da violência sofrida, continuando assim sua vida de calvário, muitas vezes até a morte, como foi o caso Maria Augusta, sabido de todos nós, e muitos outros por esse Brasil a fora.

Esta Delegacia, que ora se inaugura, destinada exclusivamente a apurar os crimes cometidos contra a MULHER, será o marco indelével de uma gestão responsável, atenta às necessidades de seu povo.

Com um corpo policial exclusivamente feminino, reciclado e treinado pela Academia de Polícia de Goiás, contando com delegadas qualificadas do quadro da Secretaria de Segurança Pública do Estado e comprometidas com a causa, temos certeza, Sr. Governador, que esta Delegacia se destacará no desempenho de suas atribuições em prol da ordem, da segurança e da paz social a um amplo segmento da sociedade que perfaz 52% do eleitorado brasileiro.

Pretendemos não só proceder à instauração de Inquéritos policiais, mas fazer concomitantemente um trabalho de orientação, apoio psicológico, conscientização e soerguimento do casal em litígio, defendendo também os valores axiológicos da família, mola mestra de uma sociedade sadia, respeitando, é claro, os ditames e rigores da lei. Por isso consta do efetivo desta Casa Policial, assistente social, psicóloga e médica legista.

Queremos parabenizar a louvável idéia da vereadora Maria Dagmar em propor a criação de uma Delegacia da Mulher em nossa Capital! Um sonho que passa hoje a uma realidade, encontrando para tal o respaldo irrestrito e solidário do Secretário da Secretaria da Segurança Pública, Deputado Frederico Jaime e do Governador do Estado Iris Rezende Machado, a quem igualmente parabenizamos agradecidas.

Obrigada

Genaura Tormin
(Delegada de Polícia da Delegacia da Mulher de Goiânia-GO)

Obs.: Fiquei paraplégica em março de 1982, portanto em 1985 eu já exercia o meu cargo do alto de uma cadeira de rodas, vindo depois a Constituição de 1988 que reguardou direitos à pessoa com deficiência física no mercado de trabalho.

Por isso eu Rendo gratidão aos espíritos evoluídos dos meus superiores da Secretaria da Segurança Pública e Justiça do Estado de Goiás que me conservaram no cargo, valorizando a minha competência, embora a natureza do trabalho exercido ali fosse, em princípio, um paradoxo à minha condição física.

Entenderam que o maior potencial está na disposição para vencer, além do preparo técnico-científico inerente ao exercício do cargo.

Naquela época, trabalhar numa cadeira de rodas era um fato estranho, quase inusitado, embora a deficiência constitua uma parte natural da experiência humana.

E o exemplo ficou para todos os órgãos públicos e privados.

quinta-feira, 19 de março de 2009

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


DIA INTERNACIONAL DA MULHER
(Genaura Tormin)

O dia 8 de março foi declarado “DIA INTERNACIONAL DA MULHER”, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres - realizada na Dinamarca, em 1910. Lilás é o seu símbolo, a cor de sua luta.

E essa luta continua!

Num marco de ousadia e coragem, a mulher desfralda a sua bandeira! Mostra a sua cara! Soma esforços comuns em todas as áreas do conhecimento científico.

Homem e mulher foram criados para se interagirem, para se completarem. Eles se precisam mutuamente. Deveriam ser iguais às asas de um pássaro, que não se subjugam, mas se equilibram lado a lado, propiciando a plenitude do vôo.

Sem perder a feminilidade, a graça, o encanto, ela se iguala ao homem em todas as frentes de trabalho. Guerreira de muitas batalhas, tem-se evidenciado, conquistando divisas para o País.

Não há discriminação que resista à competência. Basta a oportunidade e o tempo para provar.

Muitos avanços, muitas conquistas se registram a cada dia. O próprio progresso tecnológico, a informática, a globalização, as pesquisas científicas, têm propiciado justiça em defesa da mulher, por exemplo, o exame de DNA.

As dificuldades dribladas apontam oportunidades, criam novos desafios.

Plagiando o poeta, ouso dizer que:

"O Homem é um oceano, a mulher, um lago...
O oceano tem a pérola que o embeleza, o lago tem a poesia que nos deslumbra...
O Homem é a águia que voa, a Mulher, o rouxinol que canta...
Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma...
O Homem tem um farol, a experiência, a Mulher tem uma estrela, a esperança...
O farol guia, a esperança salva...
Enfim, o Homem está colocado onde termina a Terra, a Mulher, onde começa o Céu!"

Levaria muito tempo para falar sobre a mulher, essa criatura extraordinária, multiqualificada, sempre regida pelo amor, pela doação, principalmente a que a faz "feitora de vidas".

Não obstante as muitas conquistas, resta-me, nesta data comemorativa, erguer a voz e deixar que o grito alcance os quatro cantos do mundo:

_ Avante companheiras! Muito ainda temos a conquistar!!!

segunda-feira, 16 de março de 2009

A MULHER ESTÁ CONQUISTANDO O SEU ESPAÇO


A MULHER ESTÁ CONQUISTANDO O SEU ESPAÇO
(Genaura Tormin)

A mulher e o homem foram criados para se interagirem, para se completarem. Eles se precisam mutuamente. Deveriam ser iguais as asas de um pássaro, que não se subjugam, mas se equilibram lado a lado propiciando a plenitude do vôo. “Amar não significa tornar o outro adaptado, submisso ou semelhante a nós. Amar significa libertá-lo, deixá-lo livre, deixá-lo viver”. (Penny Mc Lean)

A discriminação e o preconceito contra a mulher são tão antigos quanto o mundo, cujos registros de tamanhas inculturações remontam aos escritos dos mais célebres filósofos da Antigüidade, bem como códigos, constituições e tratados, incluindo poetas, santos e teólogos. Até Napoleão Bonaparte, imperador francês, teria dito que: “As mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos”. Por isso a mulher tem sido uma guerreira! Tem-se sobressaído com galhardia, enfrentado o desafio com unhas e dentes na tentativa de conquistar o seu espaço, a sua cidadania, o seu direito de competir e mostrar que é capaz.

Não obstante as muitas dificuldades provenientes do resquício desse obsoletismo que permeia as mentes acanhadas da sociedade e, particularmente, do machismo arraigado de muitos maridos, a mulher tem mostrado a sua cara! Hoje, representa 52% do eleitorado e se engaja nas mais variadas profissões no mercado de trabalho. A Constituição de 1988, especificamente, resguardou-lhe direitos de cidadania.

Estamos em transição. É chegada a hora de o homem descer do seu pedestal para dividir conosco as tarefas domésticas em nome dessa igualdade de direitos e da justeza, claro. Hoje, somos parceiras: dividimos responsabilidades financeiras e carinho. Seguimos lado a lado. O estereótipo de fardo, de objeto sexual, foi banido. Podemos nos sustentar com o fruto do nosso trabalho. Com isso, estamos a resgatar a nossa identidade e o respeito, mais do que devidos.

Estamos no páreo, e exemplos dignos nos concitam a batalhar pela cidadania plena, pelo direito de participar da vida socioeconômica e política do País, vencendo esses preconceitos velados, não nos subjugando às subserviências, mas, sobretudo, fazendo nos respeitar pela competência e pela coragem que nos alicerçam, mesmo enfrentando jornada dupla de trabalho para conciliar os deveres domésticos e a criação da prole.

A condição de fêmea, sujeita à sublime missão da maternidade, tem sido impedimento para consecução de empregos. A diferenciação de salários para trabalhos iguais aos do homem é mais uma forma de opressão. Entretanto sabemos que não há discriminação que resista à competência. Basta a oportunidade para provar.

Mesmo sendo denominada de sexo frágil, herdeira da submissão dos meus antepassados, orgulho-me de ser mulher! Carrego na bagagem muitos preconceitos, muitos rótulos, além de uma deficiência locomotora e uma cadeira de rodas para deambular. As dificuldades dribladas dão-me oportunidades, e em nome dessa bandeira que ostento, teço sonhos de igualdade. Vou à luta! O meu nome é trabalho!

A mulher é mãe da humanidade. É o único ser criador, uma vez que concebe, transporta, alimenta, dá à luz e cria um novo ser. A história nos faz recordar de todas as heroínas anônimas que, em nome do amor, se transformaram em mães.

A mulher é a base das nações. O sustentáculo. A fornecedora de homens para todas as guerras, além do elo de amor que une, cala e consola. É um misto de criadora e criatura, “invencível pelas lágrimas e capaz de todos os martírios”.

domingo, 8 de março de 2009

MULHER

MULHER
(Genaura Tormin)

Na faceirice do encanto,
A mulher guarda
A garra de uma heroína,
O dom de uma artista,
A sensibilidade de uma poeta,
A graça de uma ninfa...
Compartilha,
Vence preconceitos...
Transpõe obstáculos,
E transforma o mundo.

E a mulher que embala o berço,
É a mesma que empunha armas
E em defesa batalha;
É a mesma que constrói,
Julga, ordena, perdoa,
Homologa, sanciona e determina.

Ao lado do homem,
Feito asas de um pássaro,
A mulher promove a harmonia,
O equilíbrio, a unidade.
Espalha amor, alegria,
Fazendo a vida melhor.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)