PLANTIO

PLANTIO
PLANTIO
(Genaura Tormin)

Deus,
Senhor dos mares e montes,
Das flores e fontes.
Senhor da vida!
Senhor dos meus versos,
Do meu canto.

A Ti agradeço
A força para a jornada,
A emoção da semeadura,
A alegria da colheita.

Ao celeiro,
Recolho os frutos.
Renovo a fé no trabalho justo,
Na divisão do pão,
. E do amor fraterno.

domingo, 29 de dezembro de 2013

ANO NOVO, VIDA NOVA!




ANO NOVO, VIDA NOVA!
(Genaura Tormin)

O Ano Novo se aproxima! 
Mais um ano na história das nossas vidas! 
Mais de 500 anos de Brasil! 
A pátria verde/amarela! 
Sem vulcões, sem terremotos, 
Sem guerras... 

É bom sentir-se brasileiro! 
Mais ainda, é ter uma família, 
Um amigo, um emprego, um lar,
Alegria, paz e harmonia.
Quantos não têm para onde voltar... 

É hora de reflexão! 
Que o amor seja a palavra de ordem 
Para fazer alguém feliz neste final de ano. 
Alguém perto ou longe de você. 
Uma palavra, um carinho, um olhar, 
Um elogio, um gesto são capazes disso. 

Sorria! 
O sorriso é prece! 
É Deus dentro da gente!

Que o feixe de energias positivas 
Seja inquebrantável, 
Indicando muitos caminhos,
Construindo felicidade,
Nesse Ano que se avizinha.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

UMA MENSAGEM DE NATAL PARA UM GAROTO LEGAL


UMA MENSAGEM DE NATAL PARA UM GAROTO LEGAL
(Genaura Tormin)


Oi, Rodrigo!

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Que Deus abençoe os seus caminhos, ilumine os seus dias, o seu futuro, o coraçãozinho ansioso de sua própria idade, que se caracteriza pela busca incessante de dias melhores.
É um tempo de escolhas, questionamentos, auto-conhecimento, revoltas íntimas... Isso se chama adolescência!
Todos nós passamos por ela para nos firmar, experimentar o mundo.
Admiro-o pela pessoa que é, com tantas qualidades, tantas virtudes que o faz doce, amigo e educado, cuja alma se estampa em mim sempre que o vejo.
Parece me pedir colo.
Volta-me ao passado em que seu sorriso franco amenizava qualquer tristeza e sua mãozinha sobre a minha testa alivia-me a dor. Lembra-se? Do pequeno “personal trainer” que me ensinava a fazer exercícios? Do professor mirim que lecionava aulas de astronomia, enumerando estrelas e planetas! Quanta saudade!
Quantas alegrias guardadas aqui no meu peito!
Que é daquele sorriso largo, escancarado que enchia a casa de alegria, inundando-a de felicidade?
Escondeu-se sob a chuva, numa tarde fria ou voou com os condores para terras distantes?
No seu lugar, restaram muitas saudades! O tempo congelou a alma, fez-se deserto, esquecido, como um sapato furado no canto da casa. E a vida passou célere!
O espelho, pendurado na parede, perdeu a luz! Não mais pude ver suas algazarras. Você cresceu! O vento levou-o para longe. Os afazeres aumentaram a distância, diminuindo as presenças.
Mas eu gosto tanto de você!!!!
Gosto de suas ideias e por vezes tomo-o por mestre.
Para mim, você é uma pessoa linda que cruzou o meu caminho na figura de neto.
Você é um buscador, Didigo!
Mas, lembre-se de que tudo tem o seu tempo: o de plantar e o de colher... E eu acrescento – o seu preço também.
Somos individualidades, filho!
Cada um segue no seu passo ao seu turno.
Uns chegam primeiro e sagram-se campeões.
Outros chegam depois, mas se tornam às vezes muito melhores, imprescindíveis!
O tempo é o mestre, dita normas e nos induz à nossa jornada por aqui, entendeu?
Oxalá que ela seja profícua!
Os obstáculos, os desafios, os aclives e declives são aprendizados importantes para nos guiar.
A experiência é tudo!
Quem nunca caiu não sabe como é a dor de um joelho ralado.
E a vida é uma sucessão de joelhos esfolados, desde a nossa primeira infância.
Um dia a gente vai entender e bendizê-los.
O diamante mostra o seu brilho com a força da bigorna.
E eis que o cascalho bruto desnuda-se e deixa a mostra a pedra preciosa de alto valor.
É como a pérola que resulta de um ferimento.
A ostra que não foi ferida não produz pérolas.
Por isso a pérola é uma ferida cicatrizada, sabia?
Assim, somos nós!
Eu, particularmente, agradeço as intempéries, as muitas quedas pela vida afora, que ainda me ferem os pés e o coração.
Tenho-os exangues, mas o cansaço não pode chegar a este meu coração que quer só amar.
Até hoje, Didigo, caio e me levanto para cair de novo!
Ninguém é perfeito nesse palco!
Tudo na vida são fases, mas tudo passa, também!
Sua vó concluiu um curso superior aos 33 anos.
No entanto venceu e vence ainda grandes barreiras, grandes desafios.
Os tempos mudaram e tudo ficou mais fácil, embora com menos aconchego nessa desvairada correria que nos consome. Matamos um leão todos os dias, não é?
Mesmo assim, poderemos fazer sempre de um limão, uma limonada!
E isso, ninguém faz por nós! "O plantio é voluntário, mas a colheita é obrigatória."
Somos os arquitetos de nosso destino, sabia?
Quando a força do amor superar a força pelo Poder, o mundo será melhor!
Passamos por uma inversão de valores. Há uma desvairada corrida pelo TER sem se preocupar com o SER.
Mas poderemos sempre recomeçar e fazer um novo fim, como dizia Chico Xavier.
Foi o que tentei fazer depois dessa bendita paraplegia que me baniu os passos, mas me legou tanto crescimento, tanto entendimento, tanto amor...
Daí, com a minha busca, foram surgindo tantos pés que me transformaram numa centopeia.
Devemos pensar nas soluções.
Essas soluções gritam dentro de nós.
Cada um escreve a sua própria história, depois vai corrigindo o texto.
A sabedoria vem desse Deus invisível, essa força maior, que sempre está a nos direcionar rumo ao bem.
Por vezes, ficamos a pensar de onde vem tanta coragem que nos transforma em gigantes, quando pensamos ser ovelhas?!
É a sabedoria do bem, meu amor, que está cuidando de nós, apontando-nos caminhos, viu?
Acho que você é um guerreiro, aprendendo a lutar!
A você os meus melhores pensamentos neste Natal!
Que o Ano Novo venha feliz, contente, desbravador e ousado para povoar os seus dias, enchê-los de paz, harmonia, esperança e muita fé no futuro.
E que no seu coraçãozinho haja sempre um banquinho cativo para esta vovó que o ama demais.
Aliás, o amor é e será sempre a melhor opção!
Tudo continuará sendo de nós dois, sempre!
Lembra-se desse pacto? Inclui também o meu coração.

Beijos da vovó Genaura Tormin

Natal de 2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

FELIZ ANO DE 2014!




FELIZ ANO DE 2014!
(Genaura Tormin)


Mais um ano se finda na história de nossas vidas! 
Muitos acertos, muitos encontros, desencontros, lágrimas e sorrisos. Muitas experiências, conquistas, sucessos, amores que vieram e se foram. Saudades guardadas no canto da alma. Muito aprendizado com as dificuldades que, compulsoriamente, tivemos que enfrentar! 


Quanto crescimento para o porvir! Se choramos, não importa! As lágrimas nos conduziram na busca de melhores caminhos. O sofrimento é sempre o mestre, o condutor, o gestor de novos e profícuos passos. Resta-nos sempre AGRADECER.

A vida é mesmo um emaranhado de emoções que nos deixam legados de dor e de alegria, tão indispensáveis a nossa evolução enquanto caminheiros desta estrada, além de melhorar a bagagem que aqui estamos a coletar.

É hora de reflexão! Que os acertos sejam intensificados nesse Ano que se avizinha! Que possamos servir mais, amar mais, compartilhando o aconchego, o afeto, a poesia, na construção de um mundo melhor.

Que o amor seja a palavra de ordem para amainar a dor, a fome, a violência, a droga que assola as mentes incautas dos nossos jovens! É para eles, que gerirão o amanhã de nosso País, que especialmente peço neste Natal.

Que o destino da nação siga altaneiro rumo ao bem, alicerçado pelo respeito e pela dignidade na busca pela paz. E como estamos precisando de PAZ! É preciso inovar sempre! Respeitar e respeitar-se. É preciso construir alguma torre de bondade e deixar que o amor fale por nós. O resto será consequência. 

Agradeço a amizade e o carinho de cada leitor que, no decorrer deste ano, aqui me brindou com a presença, valorizando a simplicidade dos meus textos, incentivando-me na criação de outros mais.

Agradeço, igualmente, pelos comentários deixados. São essas menções de carinho que me renovam a fé, a força e a vontade de viver. Vocês serão sempre o maior motivo que me leva a carpir versos, a galopar no eito da poesia, que me dá tanta alegria. 

Desejo que o ano de 2014 – ano da Copa do Mundo em terras brasilianas, seja de muito entendimento, de muita esperança, de muitas conquistas!

Oxalá, o nosso Brasil erga, novamente, a taça de campeão! Sagre-se o melhor do mundo! O que significará muitos avanços, muitos benefícios, muito progresso para a nossa gente. 

O mundo inteiro estará voltado para essa bandeira verde/amarela, pátria do mundo e coração evangelho! 

Que a poesia se faça presente para acalentar algum momento desbotado que a vida nos oferece. E, principalmente, que cada um de nós, use o seu coração, a sua voz, o seu espaço, o seu versejar, no exercício da função social, na incansável tentativa de melhorar o porvir.

FELIZ NATAL!!!!!
E que venha 2014 com muita luz!


Beijo grande da
Genaura Tormin

domingo, 1 de dezembro de 2013

UMA PREPARAÇÃO






UMA PREPARAÇÃO?

(Genaura Tormin)

Egressa de colégio de freiras, sempre gostei de comemorações, teatros, festas, desfiles, poesias, presentes artesanais, culinária... Por isso jamais esquecia de organizar a festa de confraternização no fim de ano entre os colegas de trabalho.

Justamente três meses antes da tão súbita paraplegia, fizemos a festa com bolo, revelação de amigo secreto e muita alegria. A turma era excelente, coesa e solidária.

Lembro-me de que nessa ocasião, período de formaturas, passamos defronte de um foto-stúdio que anunciava promoção. Sugeri, irrefletidamente, que estava digna de uma fotografia porque estava produzida. Alfredo anuiu e a fotografia, um pôster, ficou bonita. Entusiasmada, afixei-a na parede da sala, gabando-me de que seria para a posteridade. Uma preparação?

Não sei se somos remotamente preparados para o exercício de nosso carma. Não sei se somos frutos do destino fadados à fatalidade. O certo é que me assusto ao fazer algumas retrospectivas. Parece mesmo que me preparava para uma marcante mudança de vida. Minhas poesias... Ah! as últimas poesias!

Desde mocinha, nos tempos de internato, convivia bem com as palavras. Rabiscava sempre alguma coisa que chamava de poesia. Isso foi se alojando em mim, criando formas e arrebatando os sentimentos de amor do meu serzinho franzino, transportando-os para pedaços de papel. Reputando-me passional, fui decantando a vida além dos muros do colégio de freiras. A chegada e a partida do primeiro amor confirmaram meu dom de poetisa. Cantei todos os enleios, todas as paixões, todos os adeuses. Extrapolei os mais verdes anos e os versos ficaram em mim. Não importa se canto o amor, a dor, a tristeza, a vida, a morte... O que importa é simplesmente cantar, exaltar, extravasar, jogar a lira, transar bem com lápis e papel. O que importa é curtir as palavras lindas, fortes ou tristes. É amar a vida, partilhando-a de alguma forma. 

Escrever é um ato de amor. É driblar barreiras, alar o mundo feito borboleta. É desnudar-se! Mostrar a cicatriz ou a ferida exangue. Sem dúvidas, escrever é ter a coragem por escudo! É perscrutar sonhos, viver fantasias, ou enfrentar realidade. 

Para mim, fazer poesias, falar de amor é a expansão de minha sensibilidade. É o meu interior, o meu coração, o meu Deus interno, estampados em folhas brancas de papel, muitas vezes no quadrilátero do meu quarto. É no meu aconchego que me encontro e faço versos.

Minhas poesias falavam de tristezas. Era como se estivesse a me despedir de mim mesma. “Ficando em tudo uma lágrima e a dor do irreversível”.

Na época, não havia motivos para falar de perdas, mas exaltar conquistas. Tudo estava excessivamente bem. Em ordem. Atravessava a melhor fase da vida em todos os sentidos.

Depois da poesia pronta, ela me assustava. Levava-me a refletir:

— Por que faço isso? Não transo tristeza! É um desrespeito ao meu ser otimista, desbravador, ousado! Melhor do que estou, só festa!

Poesia não se faz: brota feito as lágrimas, o amor, a água que mina da pedra ou o lírio que nasce no pântano. Ela é dom. É inexplicável.

Dizem que o poeta é louco, mas o seu escrito é santo. Ele cria fantasias, ouriça sentimentos, caminha com os astros e faz morada nas estrelas. Eu gosto de ser assim. E no esconderijo de minha fantasia versejo todas as linguagens, vou a todas as paragens e guardo a emoção de todas as imagens, pois o coração não tem porteiras nem cárceres.

LEVE, LIVRE & SOLTA!


Sejam bem vindos!
Vocês alegram a minh'alma e meu coração.

Era uma luz no fim do túnel e eu não podia perder.
Era a oportunidade que me batia à porta.
Seria uma Delegada de Polícia, mesmo paraplégica!
Registrei a idéia e parti para o confronto.
Talvez o mais ousado de toda a minha vida.
Era tudo ou NADA!
(Genaura Tormin)


"Sou como a Rocha nua e crua, onde o navio bate e recua na amplidão do espaço a ermo.
Posso cair. Caio!
Mas caio de pé por cima dos meus escombros".
Embora não haja a força motora para manter-me fisicamente ereta, alicerço-me nas asas da CORAGEM, do OTIMISMO e da FÉ.

(Genaura Tormin)